Explique o sentido da frase de Descartes: penso, logo existo.
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Explique o sentido da frase de Descartes: penso, logo existo.
- A) A frase significa que a capacidade de duvidar, ou de pensar, é em si mesma uma confirmação de que o sujeito existe, mesmo se tudo o mais puder ser colocado em dúvida.
- B) O filósofo quis dizer que podemos confiar plenamente em tudo o que pensamos, pois pensar já nos revela toda a verdade sobre nós e o mundo.
- C) O sentido da frase é que a existência de Deus é garantida pelo fato de sermos seres pensantes.
- D) A frase quer dizer que somente aquilo que pensamos realmente existe no mundo, pois o pensamento cria a realidade.
- E) Para Descartes, pensar é sinônimo de sentir emoções, então a frase destaca que sentir é existir.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- A frase 'penso, logo existo' (cogito, ergo sum) é a formulação central do filósofo francês René Descartes na obra Discurso do Método e nas Meditações. Ele buscava um ponto de partida indubitável para o conhecimento, em meio à dúvida metódica, que questionava até os sentidos e as evidências do cotidiano.
- Descartes percebe que, mesmo que duvide de tudo, não pode duvidar de que está duvidando, ou seja, de que está pensando. Como duvidar e pensar são atos de um sujeito, a própria atividade de pensar prova que existe alguém que pensa. Logo, a existência do sujeito pensante é a primeira certeza.
- Portanto, a alternativa A está correta, pois expressa exatamente esse sentido: a capacidade de pensar ou duvidar confirma a existência do sujeito, mesmo que tudo o mais seja colocado em dúvida.
- Por que as outras estão erradas:
- - B: atribui ao filósofo uma confiança plena em tudo o que pensamos, o que contraria justamente o objetivo da dúvida metódica.
- - C: a existência de Deus é tema de outra etapa da argumentação cartesiana, não o sentido da frase 'penso, logo existo'.
- - D: inverte a ideia de Descartes, pois o pensamento não cria a realidade; ele apenas garante a existência do sujeito que pensa.
- - E: pensar não é sinônimo de sentir emoções para Descartes, que entende o pensamento como atividade intelectual, e não afetiva.
- Conclusão: o gabarito oficial A está correto.
💡 Dica: Relacione a dúvida metódica à certeza imediata da própria existência.
Alternativa por alternativa
Alternativa fiel ao conceito cartesiano: a autoconsciência do pensar garante a existência do eu.
O aluno acredita que a dúvida metódica leva à confiança absoluta no que se pensa, confundindo o ponto de partida cartesiano com uma garantia de verdade de todos os pensamentos.
Por que engana: Confundir o cogito com a ideia de que todo pensamento é verdadeiro ou de que o pensamento cria a realidade.
O aluno associa a frase ao argumento sobre a existência de Deus, que aparece em outra parte da filosofia de Descartes, e não ao primeiro princípio do cogito.
O aluno interpreta que o pensamento cria a realidade, uma leitura idealista que inverte o sentido da frase, em que o pensamento apenas comprova a existência do próprio sujeito.
O aluno confunde pensar com sentir emoções, reduzindo a atividade racional cartesiana a um estado afetivo, o que vai contra a ênfase de Descartes na razão.
Raio-X da questão
Cogito cartesiano e existência
revisao
Dúvida metódica cartesiana · Racionalismo de Descartes
Revise a dúvida metódica e o cogito como primeira certeza de Descartes.
Confundir o cogito com a ideia de que todo pensamento é verdadeiro ou de que o pensamento cria a realidade.
cidadania_etica
pensamento_critico
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