— Professor, por que Roma deixou de ter reis para eleger representantes? — No período monárquico, entre 753…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Caracterizar o processo de formação da Roma Antiga e suas configurações sociais e políticas nos períodos monárquico e republicano.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Professor, por que Roma deixou de ter reis para eleger representantes? — No período monárquico, entre 753 a.C. e 509 a.C., um único rei concentrava poderes político, militar e religioso, apoiado sobretudo pelos patrícios, as famílias nobres. As decisões eram tomadas na assembleia curial, com poucas vozes. — E depois? — Com a República, a partir de 509 a.C., o poder foi dividido: o Senado, formado por ex-magistrados, deliberava; dois cônsules, eleitos anualmente pela assembleia centuriata, exerciam junto o comando. A alternância e a eleição limitavam oligarquias familiares. Analise o texto-base e identifique qual característica do período republicano romano impedia a concentração de poder numa única família patrícia.
- A) Eleição anual de dois cônsules pela assembleia centuriata
- B) Deliberação exclusiva da assembleia curial nas decisões do Estado
- C) Nomeação vitalícia de magistrados por indicação familiar
- D) Concentração das funções militar, política e religiosa no rei
- E) Formação do Senado por hereditariedade automática dos patrícios
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Leia o texto-base com atenção. Ele compara a monarquia (753 a.C. a 509 a.C.), em que um único rei concentrava poder político, militar e religioso, com a República (a partir de 509 a.C.), em que o poder foi dividido entre o Senado e dois cônsules. Passo 2: A pergunta pede a característica republicana que impedia a concentração de poder numa única família patrícia. O texto afirma que a alternância e a eleição limitavam as oligarquias familiares. Passo 3: A alternativa A descreve exatamente isso: os dois cônsules eram eleitos anualmente pela assembleia centuriata, ou seja, o mandato era curto, renovável por eleição e não passava de uma família para outra. Essa rotatividade impedia que uma família se perpetuasse no comando. Passo 4: Por que as outras estão erradas: a B está errada porque a assembleia curial pertencia ao período monárquico e não era a instância exclusiva de decisão na República. A C está errada porque magistrados romanos republicanos não eram vitalícios, e sim anuais, o que é justamente o oposto do que impediria a concentração. A D está errada porque descreve a monarquia, em que o rei concentrava as funções, e não a República. A E está errada porque o Senado era formado por ex-magistrados, e não por hereditariedade automática dos patrícios. Passo 5: Conclusão: a resposta correta é a alternativa A, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Leia atentamente o texto para identificar a característica que limita o poder familiar.
Alternativa por alternativa
A eleição anual garantia rotatividade no comando, limitando a concentração nas famílias patrícias.
O aluno confunde a assembleia curial, típica do período monárquico, com o órgão deliberativo central da República, e supõe que decisões exclusivas dela limitavam o poder.
Por que engana: Confundir o papel da assembleia curial com a centuriata ou acreditar que o poder era hereditário.
O aluno supõe que magistrados romanos eram vitalícios e indicados por família, quando o texto mostra justamente mandatos anuais e eleitos.
O aluno lê a descrição do período monárquico como se fosse característica da República, sem separar os dois momentos do texto.
O aluno associa o prestígio patrício ao acesso ao Senado e acredita que a cadeira senatorial era herdada, quando o texto diz que o Senado era formado por ex-magistrados.
Raio-X da questão
Divisão de poder na República Romana
avaliacao
Período Monárquico Romano · Estrutura política romana antiga
Estude a organização política da República Romana e o papel dos cônsules e do Senado.
Confundir o papel da assembleia curial com a centuriata ou acreditar que o poder era hereditário.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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