Levantamento recente apresenta dados fictícios sobre informalidade do trabalho nas principais regiões…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e comparar indicadores de emprego, trabalho e renda em diferentes espaços, escalas e tempos, associando-os a processos de estratificação e desigualdade socioeconômica.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Levantamento recente apresenta dados fictícios sobre informalidade do trabalho nas principais regiões brasileiras. No Norte, 62% dos ocupados atuam na informalidade; no Nordeste, 58%; no Sudeste, 42%; no Sul, 37%; e no Centro-Oeste, 45%. As disparidades refletem diferenças no acesso a qualificação, infraestrutura e oferta de vagas formais. A elevada informalidade impacta arrecadação de tributos, proteção social e qualidade de emprego, reforçando desigualdades regionais e limitando o desenvolvimento socioeconômico. A partir do texto-base, proponha uma política pública eficaz para reduzir a informalidade nas regiões com maiores índices de trabalho informal.
- A) Criar subsídios ao agronegócio no Nordeste para aumentar produção e gerar empregos
- B) Estabelecer cotas de contratação formal em empresas do Sul voltadas a migrantes internos
- C) Implementar programas de formação técnica e qualificação profissional nas regiões Norte e Nordeste
- D) Promover campanhas de conscientização sobre benefício de carteira assinada no Centro-Oeste
- E) Conceder incentivos fiscais a empresas do Sudeste para ampliar vagas formais
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- O texto apresenta os índices de informalidade por região: Norte 62%, Nordeste 58%, Centro-Oeste 45%, Sudeste 42% e Sul 37%. As maiores taxas estão no Norte e no Nordeste, o que indica onde a política pública deve focar.
- O texto também afirma que as disparidades refletem diferenças no acesso a qualificação, infraestrutura e oferta de vagas formais. Assim, a causa apontada é, em grande parte, a falta de qualificação e de oportunidades formais nessas regiões.
- A alternativa C propõe programas de formação técnica e qualificação profissional justamente nas regiões Norte e Nordeste, atacando a causa destacada no texto e concentrando-se nas áreas com maior informalidade. Por isso, é a proposta mais adequada e coerente com o enunciado.
- A alternativa A está errada porque subsídios ao agronegócio não se dirigem à informalidade de forma específica e o texto não menciona o agronegócio como causa do problema.
- A alternativa B está errada porque foca no Sul, região com a menor informalidade (37%), e não nas regiões com os maiores índices.
- A alternativa D está errada porque campanhas de conscientização atuam apenas sobre a percepção das pessoas, ignorando a falta de qualificação e de vagas formais apontada no texto, além de focar no Centro-Oeste, que não tem a maior taxa.
- A alternativa E está errada porque direciona incentivos ao Sudeste, região com índice de informalidade abaixo da média das regiões mais afetadas, e não às áreas críticas.
- Conclusão: a melhor política, entre as opções, é a da alternativa C, pois combina foco territorial nas regiões mais afetadas com ação sobre a causa indicada no texto.
💡 Dica: Analise os dados e relacione com políticas públicas eficazes para reduzir informalidade.
Alternativa por alternativa
O aluno pode supor que gerar empregos por meio de subsídios a grandes produtores resolve a informalidade, sem considerar que o texto aponta qualificação e infraestrutura como causas.
O aluno pode ter associado a informalidade a migrantes e à região Sul sem observar que o Sul tem o menor índice de informalidade do texto (37%).
Direciona capacitação onde informalidade é mais alta, aumentando chances de inserção em vagas formais e reduzindo desigualdades.
O aluno pode acreditar que a informalidade decorre apenas de falta de informação sobre direitos trabalhistas, ignorando as causas estruturais citadas no texto, como falta de qualificação e vagas formais.
O aluno pode supor que incentivos fiscais a qualquer região gerem vagas formais, sem atentar para o fato de o Sudeste ter índice (42%) bem menor que o Norte e o Nordeste.
Por que engana: Escolher alternativas que não abordam diretamente a qualificação profissional ou que focam em regiões com menor informalidade.
Raio-X da questão
informalidade trabalho regional desigualdade
avaliacao
informalidade no trabalho · políticas públicas sociais
estude causas e soluções para informalidade no trabalho
Escolher alternativas que não abordam diretamente a qualificação profissional ou que focam em regiões com menor informalidade.
educacao_ambiental
pensamento_critico
cotidiano
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