Em cartas trocadas entre comerciantes estabelecidos no Rio de Janeiro em 1810, dois sócios comentam o…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Caracterizar a organização política e social no Brasil desde a chegada da Corte portuguesa, em 1808, até 1822 e seus desdobramentos para a história política brasileira.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em cartas trocadas entre comerciantes estabelecidos no Rio de Janeiro em 1810, dois sócios comentam o crescimento das sessões das câmaras municipais: "Hoje, as reuniões no Paço Real representam não apenas assuntos de ordem local, mas ampliam nosso acesso às decisões da Corte. Com a vinda de novos oficiais e recursos, observamos cidades vizinhas reivindicando voz nas políticas do reino". Analise o texto-base e identifique qual consequência desse processo para a história política do Brasil?
- A) Extinção do Conselho Ultramarino em favor de ministérios brasileiros
- B) Universalização do sufrágio antes da Independência do Brasil
- C) Adoção da monarquia parlamentarista após a instalação das câmaras
- D) Institucionalização das câmaras municipais como espaço de participação política local
- E) Estabelecimento de províncias autônomas com presidente eleito
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Leia o texto-base com atenção. Os comerciantes descrevem câmaras municipais cujas reuniões tratam de assuntos locais, mas que também ampliam o acesso às decisões da Corte e fazem cidades vizinhas reivindicarem voz nas políticas do reino. O trecho mostra as câmaras como espaço de discussão e de participação política no contexto da presença da Corte no Rio de Janeiro em 1810.
- Identifique o que a questão pede. Ela quer a consequência desse processo para a história política do Brasil, ou seja, o que essa maior participação institucionalizada nas câmaras representou.
- Analise cada alternativa. A alternativa D afirma que as câmaras municipais se institucionalizaram como espaço de participação política local. Isso combina com o texto, que fala de reuniões, de assuntos locais e de cidades reivindicando voz. Essa é a consequência coerente com o que o enunciado descreve, e por isso marco D como a resposta correta, de acordo com o gabarito.
- Verifique as demais alternativas. A alternativa A está errada porque o texto não menciona a extinção do Conselho Ultramarino. A alternativa B está errada porque o sufrágio universal não aparece no texto e não existiu no Brasil antes da Independência. A alternativa C está errada porque a monarquia parlamentarista não foi adotada no Brasil após a instalação das câmaras; o regime do período era a monarquia absolutista portuguesa, e o parlamentarismo só surgiu depois, de forma diferente. A alternativa E está errada porque as províncias autônomas com presidente eleito não são citadas e não correspondem ao processo descrito, já que os presidentes de província eram nomeados pelo poder central no Império.
- Observação sobre o enunciado. O texto-base tem caráter de fonte constituída para a questão, e a conclusão não está explícita nele. Por isso a resposta depende de interpretar o processo de participação política local, o que torna D a alternativa mais coerente entre as opções.
💡 Dica: Analise o texto e relacione com a história política local do Brasil no período.
Alternativa por alternativa
O aluno pode imaginar que a maior autonomia das câmaras levaria a substituir órgãos da administração colonial portuguesa, como o Conselho Ultramarino, por ministérios brasileiros. O texto não trata de extinção de órgão algum.
Por que engana: Confundir o papel das câmaras municipais com outras instituições políticas ou processos históricos posteriores.
O aluno pode associar a ampliação da participação política a uma universalização do voto, confundindo participação institucional nas câmaras com sufrágio amplo. O voto era restrito e censitário, e a universalização não ocorreu antes da Independência.
O aluno pode supor que a instalação de câmaras implicou um regime parlamentarista, misturando a existência de órgãos locais com a forma de governo. No período o Brasil estava sob monarquia absolutista portuguesa, e o parlamentarismo não foi adotado logo após a instalação das câmaras.
O texto indica expansão das câmaras, que se tornaram instâncias oficiais de decisão e marcaram participação política local.
O aluno pode relacionar a reivindicação de voz das cidades vizinhas com a criação de províncias autônomas e com presidentes eleitos, extrapolando o texto. No Império os presidentes de província eram nomeados pelo poder central, e o enunciado não menciona províncias nem eleições.
Raio-X da questão
câmaras municipais e participação política
diagnostico
história política do Brasil colonial · função das câmaras municipais
Estude o papel das câmaras municipais na história política do Brasil colonial e imperial.
Confundir o papel das câmaras municipais com outras instituições políticas ou processos históricos posteriores.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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