Você já reparou como o jeito de falar varia de norte a sul do Brasil? Em uma roda de conversa promovida por um…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Reconhecer as variedades da língua falada, o conceito de norma-padrão e o de preconceito linguístico.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Você já reparou como o jeito de falar varia de norte a sul do Brasil? Em uma roda de conversa promovida por um centro cultural fictício, participantes de diferentes estados expressaram suas falas: "Oxente, isso aqui é arretado!", comentou Maria do Ceará. José, do Rio Grande do Sul, contrapôs: "Bah, que legal receber vocês!". No entanto, ao ouvir essas formas, um visitante ponderou: "A norma-padrão é a única forma correta". Outro participante, do interior de Minas Gerais, perguntou: "Vamo simbora que o trem tá quente?". Analise o texto e identifique a expressão que evidencia preconceito linguístico presente no discurso.
- A) "Você já reparou como o jeito de falar varia..."
- B) "A norma-padrão é a única forma correta"
- C) "Oxente, isso aqui é arretado!"
- D) "Bah, que legal receber vocês!"
- E) "Vamo simbora que o trem tá quente?"
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Leia o texto com atenção. Ele apresenta falas de pessoas de diferentes regiões (Ceará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais) e, em seguida, a fala de um visitante que afirma que a norma-padrão é a única forma correta.
- Preconceito linguístico é a discriminação de uma variedade da língua por considerá-la inferior, errada ou feia, geralmente por associação ao grupo social ou regional de quem a fala.
- A alternativa B, "A norma-padrão é a única forma correta", evidencia esse preconceito, pois desqualifica todas as demais variedades linguísticas como incorretas, o que contraria o entendimento da linguística de que todas as variedades são sistemas válidos, adequados aos seus contextos de uso.
- Por que as outras estão erradas:
- A) Apenas introduz o texto e comenta, de forma neutra, que a fala varia de norte a sul; não desqualifica ninguém.
- C) É a fala de Maria do Ceará, uma variedade regional registrada sem julgamento de valor pelo texto.
- D) É a fala de José, do Rio Grande do Sul, também sem qualquer juízo depreciativo.
- E) É a fala de um participante mineiro, apresentada como uma forma de falar da região, sem ser ridicularizada.
- Conclusão: a expressão que evidencia preconceito linguístico é a da alternativa B, que atribui à norma-padrão o status de única forma válida e, por consequência, rejeita as demais variedades.
💡 Dica: Identifique a frase que demonstra preconceito linguístico no texto.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter pensado que qualquer comentário sobre diferenças de fala já revela preconceito, confundindo a constatação da variação com um juízo de valor.
Por que engana: Confundir expressões regionais com preconceito linguístico, ou não reconhecer a frase que expressa julgamento negativo sobre variações da língua.
Afirmação hierarquiza variedades linguísticas, demonstrando preconceito.
O aluno pode ter confundido gíria ou expressão regional com erro de português, supondo que 'arretado' por si só demonstra inferioridade da fala.
O aluno pode ter considerado a fala gaúcha como 'estranha' ou informal apenas por ser diferente do padrão, sem perceber que o texto não a desqualifica.
O aluno pode ter interpretado a expressão coloquial 'vamo simbora' como erro gramatical, sem notar que é uma marca da variedade mineira usada sem depreciação.
Raio-X da questão
preconceito linguístico
diagnostico
variações linguísticas regionais · norma padrão da língua
Estude o conceito de preconceito linguístico e variações regionais da língua.
Confundir expressões regionais com preconceito linguístico, ou não reconhecer a frase que expressa julgamento negativo sobre variações da língua.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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