Após voltar à praça central de uma cidade atingida por enchentes, uma repórter comparou duas notícias sobre o…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Acompanhar, analisar e discutir a cobertura da mídia diante de acontecimentos e questões de relevância social, local e global, comparando diferentes enfoques e perspectivas, por meio do uso de ferramentas de curadoria (como agregadores de conteúdo) e da consulta a serviços e fontes de checagem e curadoria de informação, de forma a aprofundar o entendimento sobre um determinado fato ou questão, identificar o enfoque preponderante da mídia e manter-se implicado, de forma crítica, com os fatos e as questões que afetam a coletividade.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Após voltar à praça central de uma cidade atingida por enchentes, uma repórter comparou duas notícias sobre o mesmo evento. A primeira informava: “As águas devastadoras transformaram ruas em rios caudalosos, deixando moradores assustados e desabrigados.” A segunda registrava: “Até o momento, foram contabilizadas 2.350 ocorrências de alagamento, segundo dados do Corpo de Bombeiros, sem vítimas fatais confirmadas.” Considerando as escolhas linguísticas e informativas presentes nas duas notícias, qual é o principal contraste entre as abordagens jornalísticas adotadas?
- A) O uso de linguagem expressiva e apelo emocional, em oposição à apresentação objetiva de dados e à indicação cautelosa das informações.
- B) A descrição das ruas alagadas, em oposição à enumeração das ocorrências registradas no município.
- C) A caracterização da intensidade da enchente, em oposição à confirmação da ausência de vítimas fatais.
- D) A indicação dos moradores afetados, em oposição à identificação da fonte responsável pelos dados apresentados.
- E) A apresentação das consequências da enchente, em oposição ao registro da situação no momento da notícia.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Leia as duas notícias com atenção ao tipo de linguagem usado. A primeira usa adjetivos e expressões de forte carga emocional ("águas devastadoras", "rios caudalosos", "moradores assustados"), buscando causar impacto no leitor.
- A segunda notícia apresenta um número exato (2.350 ocorrências), identifica a fonte (Corpo de Bombeiros), marca o momento da informação ("até o momento") e usa a expressão "sem vítimas fatais confirmadas", que é cautelosa, pois só afirma o que foi confirmado até agora.
- Portanto, o contraste principal está entre linguagem expressiva e apelo emocional (primeira notícia) e apresentação objetiva de dados com indicação cautelosa das informações (segunda notícia). Essa é a alternativa A, que corresponde exatamente ao gabarito oficial.
- Por que as outras estão erradas: a B compara descrição com enumeração, mas ambas as notícias tratam do mesmo evento e a primeira não descreve ocorrências numeradas; a C fala de intensidade, mas a segunda notícia não confirma ausência de vítimas como foco principal do contraste; a D inverte o foco, pois a primeira notícia não identifica moradores como dado de fonte e a segunda não trata da identificação de moradores; a E não se sustenta, pois ambas tratam de consequências e a segunda não é apenas registro do momento como contraste central.
💡 Dica: Compare as duas abordagens e identifique o contraste principal entre elas.
Alternativa por alternativa
A primeira notícia emprega termos expressivos, como “devastadoras”, “rios caudalosos” e “assustados”, produzindo maior impacto emocional. A segunda prioriza a objetividade por meio de um número preciso, da indicação da fonte e da ressalva “sem vítimas fatais confirmadas”, que demonstra cautela na apresentação dos dados.
O aluno percebe que uma notícia descreve as ruas e a outra traz números, mas toma esse detalhe superficial como o contraste principal, sem considerar o modo de tratar a informação.
Por que engana: Confundir o foco das abordagens, escolhendo narrativas pessoais ou causas históricas em vez do contraste entre dramatização e objetividade.
O aluno associa a primeira notícia à intensidade da enchente e a segunda à ausência de vítimas, ignorando que o contraste pretendido é de tom e postura informativa e não de conteúdo factual.
O aluno pensa que a primeira notícia fala dos moradores e a segunda da fonte, mas a primeira não identifica fonte de dados e a segunda não destaca moradores, então a oposição não existe como descrita.
O aluno considera que a primeira notícia trata das consequências do evento e a segunda apenas registra o momento, mas a segunda também informa consequências (ocorrências e vítimas), o que enfraquece o contraste apresentado.
Raio-X da questão
contraste em abordagens jornalísticas
diagnostico
interpretação de texto jornalístico
estude tipos de abordagem jornalística e análise de textos
Confundir o foco das abordagens, escolhendo narrativas pessoais ou causas históricas em vez do contraste entre dramatização e objetividade.
pensamento_critico
cotidiano
Questões parecidas com resolução
- Por que manchetes alarmantes atraem tanto público? Um portal popular apresentou esta chamada: “Moradores aterrorizados…
- Quando um mesmo fato alcança visões tão distintas? No início de maio, o rio Azul transbordou após chuvas intensas…
- Leia os dois trechos jornalísticos sobre as enchentes ocorridas em uma cidade brasileira após três dias de chuvas…
- Segundo levantamento recente, mais de 3 mil moradores foram afetados pela enchente na região ribeirinha. A seguir, duas…
- Cercada por repórteres, a redação estudantil divulgou duas versões de cobertura sobre as chuvas intensas que alagaram…
- Nas primeiras horas de um domingo chuvoso, dois veículos de comunicação publicaram relatos sobre o mesmo alagamento…
🔎 Procurar outra questão
Procure no banco do GeraProva pelo tema ou por um trecho do enunciado. Cada questão já vem com resolução comentada e a análise de cada alternativa.
Professor: monte a prova com questões como esta, com gabarito e folha de respostas, em 30 segundos. Ver planos · Blog
