Em 1576, o governador de Angola, Paulo Dias de Novais, ordenou a edificação da Fortaleza de São Miguel no alto…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Caracterizar e discutir as dinâmicas do colonialismo no continente africano e asiático e as lógicas de resistência das populações locais diante das questões internacionais.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em 1576, o governador de Angola, Paulo Dias de Novais, ordenou a edificação da Fortaleza de São Miguel no alto de um morro à beira-mar. Séculos depois, a fotografia da estrutura revela muralhas espessas, baluartes e aberturas estrategicamente voltadas para o oceano. Instalado sobre a baía de Luanda, o forte controlava o tráfego de navios e garantia a vigilância do porto, funcionando como ponto-chave no sistema de defesa e na regulação do comércio marítimo implementado pelos portugueses na costa africana. Analise o texto-base e a imagem e identifique qual estratégia de controle territorial e econômico está evidenciada pela arquitetura da Fortaleza de São Miguel.
- A) As plataformas elevadas e os embrasures para canhões voltados ao mar demonstram a proteção das rotas marítimas e o controle do comércio colonial.
- B) As paredes brancas e sem ornamentos destacam a preocupação com a estética colonial sobre a função militar.
- C) A localização no morro reflete a intenção de promover o crescimento da malha urbana ao redor da fortaleza.
- D) A fortaleza apresenta planta quadrada sem baluartes, indicando influência de construções civis portuguesas.
- E) Os corredores internos amplos sinalizam que a edificação foi usada principalmente como quartel para alojamento de tropas.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Identifique o que a questão pede: a estratégia de controle territorial e econômico evidenciada pela arquitetura da Fortaleza de São Miguel. Passo 2: Observe os elementos citados no texto e na figura: muralhas espessas, baluartes e aberturas voltadas para o oceano, além da localização no alto de um morro sobre a baía de Luanda. Esses elementos são típicos de uma construção pensada para defesa e vigilância do mar. Passo 3: Relacione com o contexto: o forte controlava o tráfego de navios, garantia a vigilância do porto e fazia parte do sistema de defesa e regulação do comércio marítimo dos portugueses na costa africana. Passo 4: A alternativa A reúne exatamente isso. As plataformas elevadas e as aberturas para canhões voltadas ao mar mostram a proteção das rotas marítimas e o controle do comércio colonial, ou seja, o domínio territorial do espaço costeiro e o controle econômico do tráfego mercantil. Passo 5: Por eliminação, as demais estão erradas. A alternativa B é errada porque a função militar é o foco da arquitetura, e a estética não é a prioridade. A alternativa C é errada porque a localização no morro serve para defesa e visão do mar, e não para expandir a malha urbana. A alternativa D é errada porque o próprio texto menciona baluartes, que são elementos de fortificação militar, e nada indica uma planta civil. A alternativa E é errada porque espaços internos amplos não indicam uso como quartel, já que o texto enfatiza muralhas, defesa e controle do porto.
💡 Dica: Observe a função militar e econômica da fortaleza a partir da descrição e imagem.
Alternativa por alternativa
Conecta o texto e a imagem ao mostrar como a arquitetura de baluartes e aberturas para artilharia garantia domínio sobre as vias náuticas e seu comércio.
Confunde a arquitetura de uma fortaleza com a de uma construção residencial, supondo que paredes sem ornamentos indicam preocupação estética e não militar.
Por que engana: Confundir elementos arquitetônicos com aspectos estéticos ou urbanos, ignorando a função militar e econômica da fortaleza.
Associa a posição elevada a um critério urbanístico, imaginando que a fortaleza serviria de núcleo de expansão da cidade, sem perceber que o morro serve para vigiar o mar.
Não percebe que os baluartes citados no texto são justamente elementos de fortificação militar e supõe que a estrutura seja uma construção civil comum de origem portuguesa.
Supõe que espaços internos amplos indicam alojamento e não estruturas defensivas, ignorando que o texto destaca muralhas e vigilância do porto.
Raio-X da questão
controle territorial e econômico
diagnostico
colonialismo português na África · estratégias militares coloniais
Estude estratégias de defesa e controle colonial português na África.
Confundir elementos arquitetônicos com aspectos estéticos ou urbanos, ignorando a função militar e econômica da fortaleza.
pensamento_critico
historico
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