No dia 9 de março de 2024, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou uma nova versão do…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar a produção de diferentes territorialidades em suas dimensões culturais, econômicas, ambientais, políticas e sociais, no Brasil e no mundo contemporâneo, com destaque para as culturas juvenis.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
No dia 9 de março de 2024, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou uma nova versão do mapa-múndi, deixando as redes sociais em alvoroço. O motivo da surpresa é que, diferentemente dos mapas que estamos habituados a ver nos livros escolares ou até em rápidas buscas no Google, a nova versão traz o Brasil no centro do mundo. UNESP - 2025
- A) a convenção cartográfica, conjunto de regras que busca garantir a neutralidade de um mapa.
- B) o etnocentrismo, doutrina socioespacial que defende simetria entre diferentes países em um mapa-múndi.
- C) o eurocentrismo, visão de mundo que institui a Europa enquanto parte central e superior do mapa-múndi.
- D) a orientação espacial, relação que usa a latitude e a longitude para oferecer precisão na construção de um mapa.
- E) o regionalismo, exercício que define regiões segundo critérios sociais para a diagramação de um mapa-múndi.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Leia o enunciado com atenção. O texto diz que o IBGE lançou um mapa-múndi com o Brasil no centro, o que causou surpresa porque os mapas habituais, de livros escolares e buscas, colocam outras regiões no centro. Ou seja, a questão trata de uma escolha de representação que privilegia um ponto de vista.
- Pergunte-se o que está por trás da convenção mais comum. Os mapas-múndi tradicionais colocam a Europa no centro, e isso reflete uma visão de mundo em que a Europa aparece como referência, centro e, muitas vezes, superior. Essa visão chama-se eurocentrismo.
- Analise a alternativa correta. A C define o eurocentrismo como a visão de mundo que institui a Europa como parte central e superior do mapa-múndi. Isso se encaixa no contraste apresentado: o mapa habitual é eurocêntrico e o novo mapa do IBGE, ao colocar o Brasil no centro, questiona essa visão.
- Verifique por que as outras alternativas estão erradas. A) A convenção cartográfica é um conjunto de regras de representação, mas não é a noção que explica a surpresa causada pela mudança de centro. B) O etnocentrismo é a tendência a julgar outros povos pelos padrões do próprio grupo, e a definição dada, sobre simetria entre países, não corresponde ao conceito. D) A orientação espacial trata de localizar-se pelos pontos cardeais, latitude e longitude, e não de uma crítica ao centro do mapa. E) O regionalismo trata de regiões e divisões territoriais, e não da posição central de um país ou continente no mapa.
💡 Dica: Identifique o conceito que explica a centralidade do Brasil no mapa.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que o problema do mapa é apenas a falta de neutralidade técnica dos mapas, confundindo a discussão sobre o centro do mapa com as regras gerais de elaboração cartográfica.
Por que engana: Confundir eurocentrismo com etnocentrismo ou interpretar incorretamente a centralidade do mapa.
O aluno associa etnocentrismo a uma defesa de simetria entre países, quando o conceito se refere a julgar outros povos pelos padrões do próprio grupo.
Tradicionalmente, mapas-múndi são desenhados colocando a Europa no centro, uma herança histórica e cultural das sociedades europeias que dominaram a produção cartográfica global. O eurocentrismo é uma visão de mundo que entende valores, ideias e territórios europeus como centro de referência, promovendo a Europa como superior e central em relação aos outros continentes. Quando o IBGE coloca o Brasil no centro do mapa, desafia essa tradição eurocêntrica, mostrando que o centro do mapa pode variar conforme o ponto de vista e valorizando outras regiões ao invés da Europa. Assim, a surpresa é explicada por contrariar o eurocentrismo, não porque haja uma regra cartográfica que obriga a Europa ao centro, mas porque isso revela como a produção de mapas também reflete visões de mundo e interesses políticos e culturais.
O aluno acredita que o uso de latitude e longitude é o que define o centro do mapa, confundindo orientação espacial com a escolha de qual região aparece no meio da representação.
O aluno entende que a mudança de centro do mapa decorre de uma divisão do território em regiões por critérios sociais, interpretando mal a ideia de posição central como se fosse agrupamento regional.
Raio-X da questão
eurocentrismo e cartografia
diagnostico
conceitos básicos de cartografia · noções de geografia política
Estude conceitos de eurocentrismo e convenções cartográficas.
Confundir eurocentrismo com etnocentrismo ou interpretar incorretamente a centralidade do mapa.
multiculturalismo
pensamento_critico
cotidiano
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