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A Odisseia choca-se com a questão do passado. Para perscrutar o futuro e o passado, recorre-se geralmente ao…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13LGG105

Analisar e experimentar diversos processos de remidiação de produções multissemióticas, multimídia e transmídia, desenvolvendo diferentes modos de participação e intervenção social.

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

A Odisseia choca-se com a questão do passado. Para perscrutar o futuro e o passado, recorre-se geralmente ao adivinho. Inspirado pela musa, o adivinho vê o antes e o além: circula entre os deuses e entre os homens, não todos os homens, mas os heróis, preferencialmente mortos gloriosamente em combate. Ao celebrar aqueles que passaram, ele forja o passado, mas um passado sem duração, acabado. (François Hartog. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo, 2015. Adaptado.) UNESP - 2020

  1. A) questiona as ações heroicas dos povos fundadores da Grécia Antiga, pois se baseia na concepção filosófica de physis.
  2. B) valoriza os mitos em que os gregos acreditavam e que estão no fundamento das concepções modernas de tempo e história.
  3. C) é fundadora da ideia de história, pois concebe o passado como um tempo que prossegue no presente e ensina os homens a aprenderem com seus erros.
  4. D) identifica uma forma de pensamento mítico e uma visão de passado estranha à ideia de diálogo entre temporalidades, que caracteriza a história.
  5. E) desenvolve uma abordagem crítica do passado e uma reflexão de caráter racionalista, semelhantes à da filosofia pré-socrática.

✅ Resposta correta: alternativa D

Resolução passo a passo

  1. O texto de Hartog descreve a figura do adivinho inspirado pela musa, que vê o antes e o além, circula entre deuses e heróis mortos em combate e, ao celebrá-los, forja um passado sem duração, acabado. Trata-se de uma visão mítica do tempo, em que o passado é glorificado e fechado em si mesmo.
  2. A ideia central do trecho é que essa forma de lidar com o passado não envolve diálogo entre épocas, isto é, não há conexão entre o passado e o presente que permita questioná-lo, compará-lo ou aprender com ele, como ocorre na história.
  3. Assim, a alternativa D está correta, pois identifica o pensamento mítico e uma visão de passado estranha à ideia de diálogo entre temporalidades, característica da história. Concordo com o gabarito oficial.
  4. Por que as outras estão erradas: A está errada porque o texto não questiona as ações heroicas, apenas as celebra. B está errada porque o texto não valoriza os mitos como base das concepções modernas de tempo e história. C está errada porque afirma que essa visão é fundadora da história, o que contradiz o texto, que descreve um passado sem duração. E está errada porque a abordagem descrita é mítica e não crítica nem racionalista, sendo oposta à filosofia pré-socrática.

💡 Dica: Analise o texto e relacione a visão do passado com as concepções históricas.

Alternativa por alternativa

A Erradaerro: Interpretação

O aluno entende que o trecho critica os heróis e os povos fundadores da Grécia, quando o texto apenas descreve a celebração desses heróis pelo adivinho. Também associa a questão à concepção filosófica de physis, que não aparece no texto.

B Erradaerro: Conceituala que mais engana

O aluno supõe que os mitos gregos são a base das concepções modernas de tempo e história, quando o texto apresenta essa visão mítica justamente como diferente da história.

Por que engana: Confundir pensamento mítico com histórico e interpretar o passado como linear e racional.

C Erradaerro: Conceitual

O aluno confunde a visão mítica do passado com a origem da historiografia, imaginando que um passado que prossegue no presente e ensina lições seja a fundação da história. O texto descreve justamente um passado acabado, sem duração.

D Correta

Correta. O texto destaca que a Odisseia apresenta uma visão de passado típico do pensamento mítico, em que o passado é fixo e sem duração, em contraste com a história, que busca um diálogo entre diferentes tempos. Não há continuidade temporal, mas sim um passado glorificado e encerrado.

E Erradaerro: Conceitual

O aluno acredita que a forma de lidar com o passado descrita seja crítica e racionalista, por associação com a filosofia grega antiga. O trecho, porém, descreve um pensamento mítico e inspirado pela musa, oposto à racionalidade pré-socrática.

Raio-X da questão

Dificuldade Média
Bloom Analisar
Leitura alto
Discriminação alto
Peso pedagógico medio
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade unica
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativa🧩 consolidacao
🎯 Conceito central

visão do passado na Odisseia

📌 Objetivo

diagnostico

🧱 Pré-requisitos

interpretação de texto literário · conceitos básicos de história

📚 Reveja

estude conceitos de temporalidade e pensamento mítico versus histórico

⚠️ Erro mais comum

Confundir pensamento mítico com histórico e interpretar o passado como linear e racional.

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

literario

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