Perspectiva. Técnica de representação, numa superfície plana, do espaço tridimensional, baseado no uso de…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, assim como delas participar, de modo a aguçar continuamente a sensibilidade, a imaginação e a criatividade.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Perspectiva. Técnica de representação, numa superfície plana, do espaço tridimensional, baseado no uso de certos fenômenos ópticos, como a diminuição aparente no tamanho dos objetos e a convergência das linhas paralelas à medida que se distanciam do observador. (Ian Chilvers (org.). Dicionário Oxford de arte, 2007.) Verificam-se distorções e ambiguidades em relação à técnica da perspectiva na seguinte obra: [IMAGEM] UNESP - 2020
- A) (René Magritte. A clarividência, 1936.)
- B) (Maurits Cornelis Escher. Mirante, 1958.)
- C) (Edward Hopper. Escritório em uma cidade pequena, 1953.)
- D) (Käthe Kollwitz. A marcha dos tecelões, 1897.)
- E) (René Magritte. O império da luz, 1954.)
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- A questão pede a obra em que há distorções e ambiguidades em relação à técnica da perspectiva. A perspectiva clássica, definida no enunciado, usa a diminuição aparente dos objetos com a distância e a convergência das linhas paralelas para um ponto de fuga, criando um espaço coerente e possível.
- Quando a imagem quebra essas regras, produzindo espaços que não podem existir na realidade, com escadas, arcos e planos que se contradizem ou se ligam de modos impossíveis, dizemos que há distorção e ambiguidade perspectiva.
- A alternativa correta é a B, Mirante (1958), de Maurits Cornelis Escher. Nessa gravura, a arquitetura é construída com lógica local aparentemente coerente, mas o conjunto não se fecha em um espaço tridimensional possível, o que gera a ambiguidade espacial pedida na questão.
- A alternativa A está errada porque a obra de Magritte, embora surreal, usa perspectiva realista e coerente; a estranheza vem do conteúdo e da associação de imagens, não de uma construção espacial impossível.
- A alternativa C está errada porque a obra de Hopper apresenta um interior e uma paisagem urbana com perspectiva linear consistente, típica da representação realista.
- A alternativa D está errada porque a obra de Kollwitz concentra-se em figuras humanas e na expressão social, sem explorar a construção espacial ambígua da perspectiva.
- A alternativa E está errada porque em O império da luz Magritte mantém um espaço urbano noturno coerente, com profundidade bem organizada, e a contradição está na combinação entre noite e céu claro, que é um recurso conceitual e não uma falha de perspectiva.
- Conclusão: a questão exige reconhecer a perspectiva quebrada da obra de Escher, distinguindo-a de obras surrealistas, realistas ou expressionistas que, mesmo com temas estranhos ou fortes, mantêm a coerência espacial da perspectiva.
💡 Dica: Analise as características da perspectiva nas obras para identificar distorções.
Alternativa por alternativa
O aluno associa o surrealismo de Magritte à quebra da perspectiva, supondo que qualquer estranheza visual implica distorção espacial.
Por que engana: Confundir obras que usam perspectiva correta com aquelas que apresentam distorções ou ambiguidades.
Na obra 'Mirante', de Maurits Cornelis Escher, há distorções e ambiguidades claras em relação à técnica da perspectiva. Escher manipula propositalmente as regras tradicionais da perspectiva para criar construções impossíveis, que desafiam o entendimento visual do espaço tridimensional. As linhas e ângulos da arquitetura da obra não se encaixam de forma coerente com o modo como vemos o mundo real, gerando ilusões ópticas e impossibilidades arquitetônicas, características marcantes de seu estilo.
O aluno confunde a precisão de um cenário realista com ambiguidade espacial, ou não percebe que a obra de Hopper segue as regras da perspectiva linear.
O aluno considera que a obra de temática social e trabalho com figuras humanas tem, por isso, distorções espaciais, confundindo deformação expressiva de figuras com distorção da perspectiva.
O aluno julga que a contradição entre noite e céu claro seria uma falha de perspectiva, quando se trata de recurso conceitual que não afeta a construção espacial da cena.
Raio-X da questão
técnica de perspectiva artística
diagnostico
conceito de perspectiva artística · fenômenos ópticos na arte
Estude os princípios da perspectiva e suas distorções em obras de arte.
Confundir obras que usam perspectiva correta com aquelas que apresentam distorções ou ambiguidades.
multiculturalismo
pensamento_critico
cotidiano
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