Leia o texto a seguir. Luzia é de inestimável valor científico por se tratar do mais antigo fóssil humano…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Aplicar os princípios da evolução biológica para analisar a história humana, considerando sua origem, diversificação, dispersão pelo planeta e diferentes formas de interação com a natureza, valorizando e respeitando a diversidade étnica e cultural humana.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Leia o texto a seguir. Luzia é de inestimável valor científico por se tratar do mais antigo fóssil humano paleoamericano já encontrado no Brasil. O crânio e os ossos da coxa e do quadril de Luzia foram achados em 1975, em uma gruta da região de Lagoa Santa, em Minas Gerais. Seu esqueleto foi datado de 11,5 mil anos e ela deve ter morrido aos 25 anos. Neste século, seu rosto foi reconstituído na Inglaterra. Adaptado de: www.museunacional.ufrj.br UEL - 2020 Um dos processos de datação arqueológica ocorre calculando o percentual r da quantidade de carbono 14 presente no fóssil em relação à quantidade desse mesmo elemento encontrada em um ser vivo de características semelhantes. Suponha que para fósseis humanos paleoamericanos a figura a seguir exiba o gráfico da função f : R+* ? R+ que associa, a cada r, a quantidade t = f(r) de anos que se passaram desde a morte do ser humano em questão.
- A) No caso de Luzia, o percentual r no momento de sua datação se encontrava entre 20% e 30%.
- B) À medida que o tempo passa, o percentual r de um fóssil humano paleoamericano cresce em relação a um ser vivo de características semelhantes.
- C) Um fóssil humano paleoamericano, datado entre 2949 e 4223 anos, apresenta percentual r de, no máximo, 50%.
- D) O percentual r apresentado por Luzia, imediatamente após sua morte, se encontrava entre 80% e 90%.
- E) O tempo necessário para que um fóssil humano paleoamericano perca 10 pontos percentuais de r é constante.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Identifique o comportamento da função. O carbono 14 decai com o tempo, então quanto mais anos se passaram desde a morte, menor é o percentual r. Assim, na figura, f é decrescente: r diminui à medida que t aumenta. Passo 2: Use a meia-vida do carbono 14, de cerca de 5730 anos, dado externo necessário para o cálculo. A cada 5730 anos, a quantidade restante cai pela metade. Passo 3: Para Luzia, t = 11,5 mil anos, ou seja, 11500 anos, o que equivale a cerca de 2 meias-vidas (11500 / 5730 ≈ 2). Após duas meias-vidas, sobra um quarto do carbono original, ou seja, r ≈ 25%, que está entre 20% e 30%. Por isso a alternativa A está correta. Passo 4: Por que as outras estão erradas: na B, o percentual diminui com o tempo, não cresce. Na C, em 2949 anos sobra cerca de 70% e em 4223 anos cerca de 60%, então r não é no máximo 50%. Na D, no momento da morte o percentual é 100%, pois ainda não houve decaimento, e não entre 80% e 90%. Na E, a perda não é linear: de 100% para 90% leva cerca de 870 anos, enquanto de 30% para 20% leva cerca de 3350 anos, logo o tempo não é constante.
💡 Dica: Leia atentamente o texto para compreender a importância científica de Luzia.
Alternativa por alternativa
CORRETA. O percentual de carbono-14 (r) em Luzia no momento de sua datação estaria entre 20% e 30%, considerando a meia-vida do carbono-14.
O aluno acredita que o fóssil acumula carbono 14 com o passar do tempo, como se a proporção aumentasse. Ele inverte o sentido do decaimento radioativo.
Por que engana: Confundir a relação entre o percentual r e a idade do fóssil, acreditando que fósseis mais antigos sempre têm percentuais r mais altos.
O aluno calcula os valores de r nos extremos do intervalo, mas confunde o sentido da função e supõe que r seria menor que 50% já aos 2949 anos. Ele ignora que, para t entre 2949 e 4223 anos, r ainda está entre cerca de 60% e 70%.
O aluno supõe que o percentual já começa reduzido logo após a morte, como se o decaimento fosse imediato e significativo. Ele não percebe que, no instante da morte, a quantidade de carbono 14 ainda é igual à do ser vivo, ou seja, 100%.
O aluno assume que o decaimento é linear, ou seja, que cada perda de 10 pontos percentuais leva o mesmo tempo. Ele desconsidera que o decaimento é exponencial e que a meia-vida torna a passagem de 100% a 90% muito mais rápida do que de 30% a 20%.
Raio-X da questão
fóssil humano paleoamericano
diagnostico
datação de fósseis · percentual de r
Estude sobre fósseis humanos e sua importância na arqueologia.
Confundir a relação entre o percentual r e a idade do fóssil, acreditando que fósseis mais antigos sempre têm percentuais r mais altos.
ciencia_tecnologia
pensamento_critico
historico
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