Como o aumento da testosterona na puberdade pode influenciar comportamentos de risco entre adolescentes?…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e discutir vulnerabilidades vinculadas às vivências e aos desafios contemporâneos aos quais as juventudes estão expostas, considerando os aspectos físico, psicoemocional e social, a fim de desenvolver e divulgar ações de prevenção e de promoção da saúde e do bem-estar.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Como o aumento da testosterona na puberdade pode influenciar comportamentos de risco entre adolescentes? Explique brevemente o mecanismo neurobiológico.
- A) O aumento da adrenalina inibe a impulsividade e promove comportamentos seguros.
- B) A dopamina atua somente em áreas motoras, não relacionadas a recompensa ou risco.
- C) Testosterona reduz a dopamina, levando a menos impulsividade nos adolescentes.
- D) A testosterona aumenta busca por recompensa e impulsividade ao modular circuitos dopaminérgicos e reduzir controle pré-frontal.
- E) Aumento de estrogênio causa medo e ansiedade devido à inibição do sistema nervoso.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- A questão pede como o aumento da testosterona na puberdade pode influenciar comportamentos de risco e o mecanismo neurobiológico envolvido.
- Analisando os conhecimentos sobre o tema, a testosterona e outros hormônios sexuais atuam em circuitos cerebrais de recompensa, especialmente os dopaminérgicos (sistema mesolímbico, com núcleo accumbens), aumentando a sensibilidade à recompensa e a busca por sensações novas.
- Ao mesmo tempo, o córtex pré-frontal, responsável pelo controle dos impulsos e pela avaliação de riscos, ainda está em maturação na adolescência. Assim, o sistema de recompensa fica mais ativo enquanto o freio pré-frontal é menos eficiente, o que favorece a impulsividade.
- A alternativa D descreve exatamente esse mecanismo: aumento da busca por recompensa e impulsividade pela modulação dos circuitos dopaminérgicos e redução do controle pré-frontal. Portanto, ela é a correta, em concordância com o gabarito.
- Por que as outras estão erradas: A) a adrenalina não inibe a impulsividade, e sim tende a estimulá-la em contextos de excitação; B) a dopamina atua fortemente em circuitos de recompensa e motivação, não apenas motores; C) a testosterona não reduz a dopamina de forma geral e a afirmação inverte a relação esperada com a impulsividade; E) o estrogênio não causa medo por inibição do sistema nervoso, e a alternativa não responde à pergunta sobre testosterona.
- Observação: o efeito da testosterona sobre o comportamento de risco é mediado pelo contexto social e pelo amadurecimento pré-frontal, e os estudos têm associação, não causalidade simples; a alternativa D mantém a formulação adequada ao nível escolar.
💡 Dica: Considere os efeitos da testosterona no cérebro e no comportamento.
Alternativa por alternativa
O aluno pode ter confundido a adrenalina, que aumenta a excitação e a reatividade, com um fator de contenção dos impulsos, supondo que todo hormônio do estresse torna a pessoa mais cautelosa.
O aluno pode ter restringido a dopamina a funções motoras, lembrando apenas do papel dela no movimento, e ignorado seu papel central no sistema de recompensa e motivação.
O aluno pode ter invertido a relação entre hormônio e neurotransmissor, supondo que a testosterona diminui a dopamina e, por consequência, diminui a impulsividade, sem considerar o efeito de busca por recompensa.
Por que engana: Confundir os efeitos da testosterona com os de outros hormônios, como a adrenalina ou estrogênio, levando a uma interpretação errada do comportamento de risco.
A testosterona atua em estruturas como amígdala e vias mesocorticolímbicas, elevando sensibilidade à recompensa e diminuindo a inibição executiva, o que tende a aumentar tomada de risco na adolescência.
O aluno pode ter se desviado do enunciado, que pergunta sobre a testosterona, e associado o estrogênio a medo e ansiedade por uma intuição do senso comum, sem base no mecanismo de recompensa e controle pré-frontal.
Raio-X da questão
testosterona e comportamento
diagnostico
hormônios e comportamento · sistema nervoso e impulsividade
Revisar os efeitos da testosterona no sistema nervoso e comportamento adolescente.
Confundir os efeitos da testosterona com os de outros hormônios, como a adrenalina ou estrogênio, levando a uma interpretação errada do comportamento de risco.
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