Em 3 gerações a frequência do alelo A passou de 30% para 48% numa população com 50 indivíduos. Qual conclusão…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Interpretar resultados e realizar previsões sobre atividades experimentais, fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas noções de probabilidade e incerteza, reconhecendo os limites explicativos das ciências.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em 3 gerações a frequência do alelo A passou de 30% para 48% numa população com 50 indivíduos. Qual conclusão é mais apropriada a partir desses dados?
- A) Essa mudança representa a fixação do alelo A, significando que ele se tornará predominante e não mudará mais.
- B) A mudança indica alteração de frequência alélica, possivelmente por seleção, mas amostra limitada exige testes estatísticos, análise de deriva e replicação antes de atribuir causa.
- C) Aumento do alelo A sugere que a população é estável e sem pressões seletivas ocorrendo.
- D) O resultado sugere que a população está em equilíbrio genético, com nenhum fator evolutivo atuando.
- E) A variação de frequências alélicas não indica evolução, pois depende apenas da importância do alelo para a sobrevivência.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- A frequência do alelo A subiu de 30% para 48%, um aumento de 18 pontos percentuais em 3 gerações. Como a evolução, em nível populacional, é definida como mudança nas frequências alélicas ao longo das gerações, os dados mostram que houve evolução nessa população. Passo 2: Os dados não permitem concluir a causa dessa mudança. A amostra de 50 indivíduos é pequena, e a deriva genética pode produzir flutuações aleatórias grandes nesse tamanho populacional. A seleção natural é uma possibilidade, mas não a única, pois migração e mutação também alteram frequências. Por isso, é preciso fazer testes estatísticos, analisar a deriva e repetir o estudo com amostras maiores ou em outras populações antes de atribuir uma causa. Passo 3: A alternativa B reúne exatamente essas duas ideias: a mudança é real e indica alteração de frequência alélica, mas a causa exige cautela e verificação. Passo 4: A alternativa A está errada porque fixação significa que o alelo chega a 100% da população; 48% ainda está longe disso, e a frequência pode continuar mudando. A alternativa C está errada porque um aumento de frequência indica mudança, e não estabilidade. A alternativa D está errada porque equilíbrio genético, segundo Hardy-Weinberg, exigiria frequências constantes entre gerações, o que não ocorreu. A alternativa E está errada porque a variação de frequências alélicas é justamente a evidência de evolução, independentemente da importância do alelo para a sobrevivência.
💡 Dica: Analise a mudança na frequência do alelo ao longo das gerações.
Alternativa por alternativa
O aluno confunde aumento de frequência com fixação, achando que qualquer alelo que cresce já se tornou predominante e definitivo. Fixação exige 100% da população, e 48% ainda está longe disso.
Variação observada mostra evolução em curto prazo, porém deriva genética, efeito de amostragem e processo estocástico podem gerar mudanças similares; é necessário avaliar significância, tamanho efetivo e replicar estudos.
O aluno acredita que, se a frequência aumentou, a população está estável. Na verdade, uma variação entre gerações indica mudança, e não estabilidade.
Por que engana: Confundir a mudança na frequência alélica com a fixação do alelo, sem considerar outros fatores evolutivos que podem estar em jogo.
O aluno associa equilíbrio genético à ideia de que nada muda, mas o equilíbrio de Hardy-Weinberg exige frequências constantes entre gerações. Como a frequência variou, esse equilíbrio não se verifica.
O aluno acredita que só a importância adaptativa do alelo determina se houve evolução. Em populações, qualquer mudança nas frequências alélicas caracteriza evolução, independentemente do efeito do alelo.
Raio-X da questão
frequência alélica
avaliacao
frequência alélica · seleção natural
Revisar os conceitos de genética populacional e frequência alélica.
Confundir a mudança na frequência alélica com a fixação do alelo, sem considerar outros fatores evolutivos que podem estar em jogo.
ciencia_tecnologia
pensamento_critico
cientifico
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