Qual critério do imperativo categórico de Immanuel Kant determina se uma máxima é moralmente válida?
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Qual critério do imperativo categórico de Immanuel Kant determina se uma máxima é moralmente válida?
- A) A aceitação popular: se a maioria apoiar a ação, ela é moral.
- B) O valor intrínseco dos resultados: atos são morais se resultarem em lucro.
- C) A intenção individual: qualquer intenção boa valida a máxima.
- D) As normas sociais: o que é socialmente aceito é sempre moralmente válido.
- E) A máxima deve poder ser universalizada como uma lei e respeitar a dignidade humana (tratar pessoas como fins).
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Lembre que, para Kant, o imperativo categórico é um princípio racional que vale incondicionalmente, independentemente de desejos, consequências ou da opinião dos outros. Uma ação é moralmente válida quando é guiada por uma máxima (a regra subjetiva que orienta a ação) que pode ser transformada em lei universal.
- Analise a formulação clássica do imperativo: age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal. Esse é o critério da universalizabilidade, que testa se a máxima seria coerente se todos a seguissem.
- Kant também formula o imperativo como fórmula da humanidade: age de tal maneira que trates a humanidade, tanto em tua pessoa como na de outrem, sempre como fim e nunca simplesmente como meio. Por isso a alternativa E está correta, pois reúne os dois critérios centrais: universalização e respeito à dignidade humana.
- Por que as outras estão erradas. A alternativa A é um critério empírico e heterônomo, pois depende da opinião da maioria, o que Kant rejeita. A alternativa B descreve uma ética consequencialista, em que o valor moral depende de resultados como lucro, oposta à ética kantiana. A alternativa C é errada porque, para Kant, a boa intenção não basta por si só: a máxima precisa passar no teste da universalização. A alternativa D confunde moralidade com convenção social, o que Kant recusa, já que costumes podem ser injustos.
- Conclusão: o gabarito oficial E está correto.
💡 Dica: Reflita sobre os princípios do imperativo categórico.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a aprovação da maioria legitima a moralidade de uma ação, confundindo a validade moral com a opinião pública.
Por que engana: Confundir a moralidade com a aceitação social ou resultados financeiros, acreditando que a maioria ou o lucro definem o que é moralmente correto.
O aluno associa a moralidade ao resultado prático da ação, como lucro ou benefício, o que corresponde a uma ética consequencialista e não ao critério kantiano.
O aluno supõe que a boa intenção do agente é suficiente para tornar a máxima moralmente válida, sem submetê-la ao teste da universalização.
O aluno entende que normas sociais vigentes são automaticamente morais, usando a intuição do dia a dia de que o que é aceito é certo.
Kant afirma que atos morais obedecem ao dever e só são válidos se suas máximas puderem ser adotadas universalmente e preservarem a dignidade humana.
Raio-X da questão
imperativo categórico
avaliacao
imperativo categórico · moralidade na filosofia
Estudar os critérios de validade moral segundo Kant.
Confundir a moralidade com a aceitação social ou resultados financeiros, acreditando que a maioria ou o lucro definem o que é moralmente correto.
cidadania_etica
pensamento_critico
abstrato
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