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Filosofia3ª sérieBNCC EM13CHS504Difícil⏱ longo

Avalie em até doze linhas em que medida a noção de "banalidade do mal" permanece útil para responsabilizar…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13CHS504

Analisar e avaliar os impasses ético-políticos decorrentes das transformações culturais, sociais, históricas, científicas e tecnológicas no mundo contemporâneo e seus desdobramentos nas atitudes e nos valores de indivíduos, grupos sociais, sociedades e culturas.

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

Avalie em até doze linhas em que medida a noção de "banalidade do mal" permanece útil para responsabilizar agentes (engenheiros, gestores, empresas) envolvidos em sistemas de reconhecimento facial e decisões automatizadas. Fundamente com argumentos históricos e normativos e cite ao menos um filósofo além de Arendt.

✍️ Questão dissertativa: veja abaixo a resposta esperada e a explicação.

Resposta esperada

A noção de Arendt continua útil porque explica como a rotina técnica e a divisão de funções reduzem a percepção de responsabilidade: engenheiros e gestores podem ver decisões enviesadas como mera execução de especificações, análoga à obediência burocrática. Historicamente, Arendt mostra que atrocidades podem emergir de práticas administrativas; hoje, a opacidade algorítmica e a normalização de métricas reproduzem esse efeito. Michel Foucault contribui ao enfatizar como tecnologias e saberes disciplinares moldam comportamentos e legitimam formas de controle. Normativamente, reconhecer a banalidade do mal exige instrumentos que reponham o julgamento moral: transparência algorítmica, auditorias independentes, atribuição clara de responsabilidade e formação ética profissional. Conclui-se que a categoria arendtiana alerta para riscos estruturais, mas precisa ser complementada por regimes jurídicos e institucionais que convertam diagnóstico em responsabilização efetiva.

Explicação

A resposta aborda a relevância da "banalidade do mal" ao relacionar a desresponsabilização dos agentes com a rotina técnica e a opacidade dos sistemas atuais. Além disso, incorpora a perspectiva de Foucault para enriquecer a análise sobre controle e comportamento, e propõe soluções normativas que visam garantir a responsabilização efetiva. Essa abordagem multidimensional é essencial para compreender e enfrentar os desafios éticos e legais dos sistemas de reconhecimento facial e decisões automatizadas.

Raio-X da questão

Dificuldade Difícil
Bloom Avaliar
Leitura alto
Discriminação alto
Peso pedagógico alto
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade multipla
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ interpretativa🧩 desafio
🎯 Conceito central

banalidade do mal

📌 Objetivo

avaliacao

🧱 Pré-requisitos

filosofia da ética · teoria da responsabilidade

📚 Reveja

Revisar a obra de Hannah Arendt e suas implicações éticas.

⚠️ Erro mais comum

O aluno pode falhar ao não relacionar a banalidade do mal com exemplos contemporâneos, focando apenas em Arendt sem considerar outros filósofos.

🌎 Tema transversal

cidadania_etica

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

abstrato

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