Avalie em até doze linhas em que medida a noção de "banalidade do mal" permanece útil para responsabilizar…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e avaliar os impasses ético-políticos decorrentes das transformações culturais, sociais, históricas, científicas e tecnológicas no mundo contemporâneo e seus desdobramentos nas atitudes e nos valores de indivíduos, grupos sociais, sociedades e culturas.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Avalie em até doze linhas em que medida a noção de "banalidade do mal" permanece útil para responsabilizar agentes (engenheiros, gestores, empresas) envolvidos em sistemas de reconhecimento facial e decisões automatizadas. Fundamente com argumentos históricos e normativos e cite ao menos um filósofo além de Arendt.
✍️ Questão dissertativa: veja abaixo a resposta esperada e a explicação.
Resposta esperada
A noção de Arendt continua útil porque explica como a rotina técnica e a divisão de funções reduzem a percepção de responsabilidade: engenheiros e gestores podem ver decisões enviesadas como mera execução de especificações, análoga à obediência burocrática. Historicamente, Arendt mostra que atrocidades podem emergir de práticas administrativas; hoje, a opacidade algorítmica e a normalização de métricas reproduzem esse efeito. Michel Foucault contribui ao enfatizar como tecnologias e saberes disciplinares moldam comportamentos e legitimam formas de controle. Normativamente, reconhecer a banalidade do mal exige instrumentos que reponham o julgamento moral: transparência algorítmica, auditorias independentes, atribuição clara de responsabilidade e formação ética profissional. Conclui-se que a categoria arendtiana alerta para riscos estruturais, mas precisa ser complementada por regimes jurídicos e institucionais que convertam diagnóstico em responsabilização efetiva.
Explicação
A resposta aborda a relevância da "banalidade do mal" ao relacionar a desresponsabilização dos agentes com a rotina técnica e a opacidade dos sistemas atuais. Além disso, incorpora a perspectiva de Foucault para enriquecer a análise sobre controle e comportamento, e propõe soluções normativas que visam garantir a responsabilização efetiva. Essa abordagem multidimensional é essencial para compreender e enfrentar os desafios éticos e legais dos sistemas de reconhecimento facial e decisões automatizadas.
Raio-X da questão
banalidade do mal
avaliacao
filosofia da ética · teoria da responsabilidade
Revisar a obra de Hannah Arendt e suas implicações éticas.
O aluno pode falhar ao não relacionar a banalidade do mal com exemplos contemporâneos, focando apenas em Arendt sem considerar outros filósofos.
cidadania_etica
pensamento_critico
abstrato
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