Numa população com alelos A (confere camuflagem) e a (sem camuflagem), preveja o efeito da introdução de um…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Interpretar resultados e realizar previsões sobre atividades experimentais, fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas noções de probabilidade e incerteza, reconhecendo os limites explicativos das ciências.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Numa população com alelos A (confere camuflagem) e a (sem camuflagem), preveja o efeito da introdução de um novo predador sobre a frequência do alelo A ao longo de gerações.
- A) O alelo A desaparecerá rapidamente após a introdução de qualquer predador, sem exceção.
- B) Todos os alelos se tornam igualmente frequentes em populações com novos predadores.
- C) A frequência do alelo A tenderá a aumentar por seleção direcional que favorece a camuflagem.
- D) Indivíduos sem camuflagem têm vantagem e aumentam a frequência do alelo A.
- E) A introdução de um predador não afeta a frequência do alelo A, da camuflagem.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- A questão trata de seleção natural. O alelo A confere camuflagem, e a camuflagem reduz a chance de um indivíduo ser visto e capturado. Passo 2: Ao introduzir um predador que caça por visão, os indivíduos com camuflagem (portadores de A) têm maior probabilidade de sobreviver e deixar descendentes, enquanto os indivíduos sem camuflagem (aa) são capturados com mais frequência. Passo 3: Como a pressão seletiva favorece sempre o mesmo extremo do fenótipo, trata-se de seleção direcional, e a frequência do alelo A tende a aumentar ao longo das gerações. Passo 4: Alternativa A: está errada porque o desaparecimento é absoluto e imediato, e o enunciado não diz que qualquer predador elimina o alelo; além disso, com a seleção a tendência é de aumento de A, não de desaparecimento. Alternativa B: está errada porque a seleção altera as frequências alélicas e não as torna iguais. Alternativa D: está errada porque inverte a vantagem, já que quem tem vantagem é o indivíduo camuflado (A), e não o que não tem camuflagem. Alternativa E: está errada porque a predação altera a sobrevivência diferencial e, portanto, a frequência gênica. Passo 5: O enunciado não especifica o modo de caça do predador. Assume-se que ele caça por visão, premissa necessária para que a camuflagem seja vantajosa; com essa premissa, o gabarito C está correto.
💡 Dica: Considere a relação entre predadores e a seleção natural.
Alternativa por alternativa
Acredita que qualquer predador elimina imediatamente o alelo que confere camuflagem, ignorando que a seleção atua de forma gradual e que os indivíduos sobreviventes continuam se reproduzindo.
Por que engana: Confundir a vantagem adaptativa do alelo A com a ideia de que todos os alelos se tornam igualmente frequentes após a introdução de um predador.
Entende que a seleção natural tende a equilibrar as frequências de todos os alelos, quando na verdade ela muda as frequências de acordo com a vantagem adaptativa de cada fenótipo.
A predação faz pressão seletiva: indivíduos camuflados têm menor taxa de predação e maior probabilidade de sobreviver e reproduzir, elevando a frequência do alelo vantajoso.
Inverte a relação entre fenótipo e vantagem, supondo que indivíduos mais visíveis escapam melhor e por isso aumentam a frequência de A, quando A é justamente o alelo da camuflagem.
Considera que a predação não altera a frequência alélica porque não muda os genótipos diretamente, sem perceber que ela altera a sobrevivência e a reprodução diferencial.
Raio-X da questão
frequência alélica
diagnostico
seleção natural · frequência gênica
Revisar os conceitos de seleção natural e frequência alélica.
Confundir a vantagem adaptativa do alelo A com a ideia de que todos os alelos se tornam igualmente frequentes após a introdução de um predador.
ciencia_tecnologia
pensamento_critico
cientifico
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