Entre Estados nacionais e organismos internacionais, qual papel Arendt valorizaria como mais eficaz para…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Comparar e avaliar os processos de ocupação do espaço e a formação de territórios, territorialidades e fronteiras, identificando o papel de diferentes agentes (como grupos sociais e culturais, impérios, Estados Nacionais e organismos internacionais) e considerando os conflitos populacionais (internos e externos), a diversidade étnico-cultural e as características socioeconômicas, políticas e tecnológicas.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Entre Estados nacionais e organismos internacionais, qual papel Arendt valorizaria como mais eficaz para impedir que políticas de demarcação territorial gerem a 'banalidade do mal'?
- A) Focar na militarização das fronteiras para garantir a segurança territorial.
- B) Garantir e proteger a esfera pública plural onde ocorra o julgamento crítico e a responsabilização política.
- C) Promover a homogeneização cultural para eliminar conflitos territoriais.
- D) Estabelecer um governo autoritário que controle todas as decisões políticas.
- E) Adoção de um sistema de castigos severos para quem desobedecer políticas territoriais.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Em Eichmann em Jerusalém e em outros textos, Arendt descreve a banalidade do mal como a incapacidade de pensar e de julgar, a obediência automática a ordens e a ausência de reflexão crítica sobre as próprias ações. Passo 2: Para ela, o antídoto é o juízo crítico e a ação no espaço público plural, onde as pessoas se veem, se contrapõem e assumem responsabilidade política. Passo 3: A alternativa B expressa exatamente isso, pois protege a esfera pública plural onde ocorrem o julgamento crítico e a responsabilização política. Passo 4: A alternativa A está errada porque militarizar fronteiras reforça a lógica da obediência e da exclusão, sem estimular o juízo. Passo 5: A alternativa C está errada porque a homogeneização cultural elimina a pluralidade, que Arendt considerava condição da ação e do juízo. Passo 6: A alternativa D está errada porque um governo autoritário concentra decisões e suprime o debate, favorecendo justamente a banalidade do mal. Passo 7: A alternativa E está errada porque castigos severos geram obediência por medo, e não reflexão, sem atacar a raiz do problema. Passo 8: Observação: a pergunta mistura Estados nacionais e organismos internacionais, temas que Arendt não trata diretamente; a análise se apoia na conexão conceitual entre pluralidade, juízo e responsabilidade, que é o núcleo do seu pensamento sobre a banalidade do mal.
💡 Dica: Relacione a crítica de Arendt à banalidade do mal com a importância do debate e do julgamento político plural.
Alternativa por alternativa
Acredita que a segurança territorial, garantida pela força, impede a banalidade do mal, confundindo proteção física das fronteiras com proteção do pensamento crítico.
Por que engana: Confundir a prevenção da banalidade do mal com medidas de força e controle, sem considerar a pluralidade, o julgamento crítico e a responsabilização política.
Para Arendt, a pluralidade e o espaço público de deliberação impedem o pensamento automático e a desresponsabilização; instituições que promovem transparência, debate e responsabilização limitam abusos administrativos.
Supõe que eliminar diferenças culturais resolve conflitos e, com isso, o mal, sem perceber que a pluralidade é condição para o juízo crítico na visão de Arendt.
Interpreta que a ordem e o controle centralizado garantem a estabilidade política, ignorando que Arendt associa autoritarismo à supressão do pensamento e do debate.
Acredita que a punição severa dissuade e prevém o mal, sem perceber que Arendt vincula a banalidade do mal à falta de reflexão, que o medo da punição não produz.
Raio-X da questão
Esfera pública plural
avaliacao
Banalidade do mal · Esfera pública e pluralidade
Revise a relação entre banalidade do mal, julgamento crítico e responsabilidade política em Hannah Arendt.
Confundir a prevenção da banalidade do mal com medidas de força e controle, sem considerar a pluralidade, o julgamento crítico e a responsabilização política.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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