Entre os séculos XV e XVI (1400–1600), qual fator político-social determinou que a presença europeia no…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar e contextualizar o protagonismo das populações locais na resistência ao imperialismo na África e Ásia.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Entre os séculos XV e XVI (1400–1600), qual fator político-social determinou que a presença europeia no Sudeste Asiático se manifestasse mais como controle comercial (feitorias) do que como colonização territorial extensa?
- A) A ausência de civilizações organizadas no Sudeste Asiático.
- B) O monopólio asiático sobre a produção de ouro.
- C) A rivalidade entre nações africanas para colonização asiática.
- D) A decadência das feitorias europeias na África.
- E) A existência de Estados costeiros e redes comerciais prévias na Ásia, que impuseram negociação e uso de feitorias em vez de ocupação territorial ampla.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- Identifique o que a questão pede: um fator político-social que explique por que os europeus, entre 1400 e 1600, atuaram no Sudeste Asiático principalmente por meio de feitorias (postos comerciais) e não por ocupação territorial ampla.
- Lembre o contexto histórico. Antes da chegada portuguesa, o Sudeste Asiático já tinha sultanatos, reinos e cidades portuárias (como Malaca) integrados a densas redes de comércio marítimo que ligavam Índia, China e o arquipélago indonésio. Esses Estados tinham governo organizado, exércitos e capacidade de negociar.
- Relacione isso à alternativa E. A existência de Estados costeiros e redes comerciais prévias fez com que os europeus precisassem negociar com governantes locais, obter autorização e instalar feitorias em portos estratégicos, em vez de conquistar grandes territórios. Esse é o fator político-social que determinou o padrão de presença comercial.
- Analise as outras alternativas. A não existe, pois o Sudeste Asiático tinha civilizações organizadas. B está errada, pois o ouro não era um monopólio asiático e a questão não trata disso. C é inventada e não tem relação com o contexto histórico. D está errada porque a decadência das feitorias africanas não explica a forma da presença na Ásia.
- Conclusão: a alternativa correta é a E, que é coerente com o gabarito oficial.
💡 Dica: Considere os fatores políticos e econômicos da época.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a região era pouco povoada ou sem organização política, o que facilitaria a ocupação territorial. Isso ignora a existência de sultanatos e portos com comércio intenso.
Por que engana: Confundir a presença europeia no Sudeste Asiático como uma colonização territorial, sem considerar o papel das feitorias e das redes comerciais existentes.
O aluno associa a Ásia a um suposto monopólio de ouro e pensa que a riqueza local impediria a presença europeia. A alternativa não tem relação com a forma de presença política ou comercial.
O aluno confunde os agentes históricos, supondo que nações africanas disputavam a colonização da Ásia. Não há base histórica para essa afirmação.
O aluno supõe que a situação das feitorias africanas explica diretamente o padrão asiático, sem considerar as condições políticas locais da Ásia. Trata-se de uma relação de causa que não se sustenta.
No século XVI, portos e sultanatos do Sudeste Asiático já controlavam comércio e mobilidade; essa organização local e as redes interregionais limitaram a conquista territorial direta e favoreceram o estabelecimento de monopólios comerciais por empresas europeias (ex.: feitorias portuguesas, VOC).
Raio-X da questão
controle comercial europeu
avaliacao
controle comercial europeu · feitorias e colonização
Revisar os fatores que influenciaram a presença europeia na Ásia.
Confundir a presença europeia no Sudeste Asiático como uma colonização territorial, sem considerar o papel das feitorias e das redes comerciais existentes.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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