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Filosofia1ª sérieBNCC EM13CHS501Média⏱ medio

Em uma assembleia municipal, moradores propõem impedir que um grupo participe das decisões do bairro porque…

Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva

Habilidade BNCC EM13CHS501

Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade.

Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).

Questão

Em uma assembleia municipal, moradores propõem impedir que um grupo participe das decisões do bairro porque seus interesses são diferentes dos predominantes. Ao analisar a proposta, um estudante recorre a Rousseau: para o filósofo, a vontade geral não é a simples soma das vontades particulares, mas a decisão orientada pelo interesse comum. Por isso, uma decisão coletiva não se torna legítima apenas por ser aprovada por muitas pessoas; é necessário considerar sua finalidade política. Com base no texto e na concepção de vontade geral em Rousseau, em que condição a medida de exclusão poderia ser considerada politicamente legítima?

  1. A) Somente quando expressar uma decisão orientada pelo interesse comum, e não pela defesa de interesses particulares.
  2. B) Somente quando todos os moradores concordarem integralmente com a decisão de exclusão.
  3. C) Somente quando a decisão de exclusão proteger os interesses particulares do grupo numericamente predominante.
  4. D) Somente quando a maioria dos moradores aprovar formalmente a decisão de exclusão.
  5. E) Somente quando os representantes escolhidos pelos moradores justificarem publicamente a decisão de exclusão.

✅ Resposta correta: alternativa A

Resolução passo a passo

  1. A questão pergunta em que condição a medida de exclusão seria politicamente legítima segundo a concepção de vontade geral de Rousseau. O texto afirma que a vontade geral não é a soma das vontades particulares, mas a decisão orientada pelo interesse comum, e que a legitimidade depende da finalidade política da decisão, e não apenas do número de aprovadores.
  2. Resolvendo por conta própria, a condição legítima é que a decisão expresse o interesse comum, e não a defesa de interesses particulares de um grupo. Isso corresponde exatamente à alternativa A, que é também o gabarito oficial.
  3. Por que as outras estão erradas: a B exige unanimidade, algo que o texto não exige e que Rousseau não toma como critério de legitimidade; a C legitima justamente a defesa de interesses particulares da maioria, o que Rousseau rejeita; a D reduz a legitimidade à aprovação formal da maioria, que o texto expressamente recusa como suficiente; a E transfere a legitimidade à justificação dos representantes, enquanto o texto fala da orientação da decisão ao interesse comum, não de justificativas públicas dadas por intermediários.
  4. Conclusão: a exclusão só seria legítima se fosse uma decisão orientada pelo interesse comum, e não uma medida para preservar os interesses do grupo predominante.

💡 Dica: Considere os princípios de Rousseau sobre a coesão social.

Alternativa por alternativa

A Correta

Para Rousseau, a legitimidade política depende da vontade geral, que busca o bem comum. Uma decisão aprovada por uma maioria ou por um grupo numeroso não é necessariamente legítima se resultar da defesa de interesses particulares. Assim, a exclusão só poderia ser considerada legítima se a decisão estivesse efetivamente orientada pelo interesse comum.

B Erradaerro: Conceitual

O aluno acredita que a legitimidade exige consenso total, como se qualquer discordância invalidasse a decisão coletiva.

C Erradaerro: Conceituala que mais engana

O aluno confunde vontade geral com a vontade da maioria numérica e acha que basta proteger os interesses do grupo predominante para que a decisão seja legítima.

Por que engana: Confundir a legitimidade da exclusão com a simples decisão da maioria, sem considerar o bem comum.

D Erradaerro: Senso comum

O aluno entende que a aprovação formal pela maioria, por si só, torna a decisão legítima, ignorando a advertência do texto de que a soma das vontades não basta.

E Erradaerro: Interpretação

O aluno acha que a legitimidade vem da justificação pública feita por representantes, tomando a transparência procedimental como critério central e não a finalidade da decisão.

Raio-X da questão

Dificuldade Média
Bloom Aplicar
Leitura alto
Discriminação alto
Peso pedagógico alto
Autonomia do enunciado completo
Cobertura da habilidade dupla
🧪 Simulado🩺 Diagnóstico🧮 Exige cálculo🏠 Cotidiano🔗 Interdisciplinar⭐ Representativa✍️ situacional🧩 desafio
🎯 Conceito central

exclusão social e coesão

📌 Objetivo

avaliacao

🧱 Pré-requisitos

teoria do contrato social · valores sociais fundamentais

📚 Reveja

Revisar os conceitos de coesão social e exclusão em Rousseau.

⚠️ Erro mais comum

Confundir a legitimidade da exclusão com a simples decisão da maioria, sem considerar o bem comum.

🌎 Tema transversal

cidadania_etica

🤝 Socioemocional

pensamento_critico

🏫 Contexto

abstrato

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