Na interpretação de muitos historiadores, a Revolução Industrial não resultou de um plano único nem produziu…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Na interpretação de muitos historiadores, a Revolução Industrial não resultou de um plano único nem produziu apenas os efeitos esperados por seus agentes. A expansão das fábricas, por exemplo, aumentou a produção e a circulação de mercadorias, mas também provocou conflitos trabalhistas, urbanização acelerada e mudanças sociais que não haviam sido inteiramente previstas. Essa análise questiona a ideia de que a história siga necessariamente uma direção racional e previamente definida. Com base no texto, qual argumento sustenta a crítica à interpretação da história como um processo racional e previamente orientado?
- A) Os processos históricos produzem consequências não planejadas pelos seus próprios agentes.
- B) As transformações históricas obedecem a etapas universais e previsíveis.
- C) A permanência das estruturas econômicas impede mudanças inesperadas.
- D) As condições geográficas determinam os resultados das sociedades.
- E) As decisões dos governantes explicam integralmente as mudanças sociais.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O texto afirma que a Revolução Industrial não resultou de um plano único e que produziu efeitos não previstos pelos seus agentes, como conflitos trabalhistas, urbanização acelerada e mudanças sociais inesperadas.
- A crítica à ideia de uma história racional e previamente orientada se apoia justamente nesse fato: se os processos geram consequências que ninguém planejou, então não há um rumo predefinido controlado pelos agentes.
- Comparando as alternativas, a A afirma exatamente isso, que os processos históricos produzem consequências não planejadas pelos seus próprios agentes, o que corresponde ao argumento central do texto.
- A alternativa B está errada porque defende etapas universais e previsíveis, justamente o oposto da visão criticada pelo texto.
- A alternativa C está errada porque fala em permanência das estruturas, enquanto o texto trata de mudanças inesperadas e não de imobilidade.
- A alternativa D está errada porque atribui os resultados à geografia, tema que não aparece no texto.
- A alternativa E está errada porque afirma que decisões dos governantes explicam integralmente as mudanças, contrariando o texto, que fala de um processo sem plano único e com efeitos imprevistos.
- Conclusão: o gabarito oficial A está correto.
💡 Dica: Considere as críticas contemporâneas à razão histórica.
Alternativa por alternativa
O texto mostra que a Revolução Industrial gerou efeitos não previstos, como conflitos trabalhistas, urbanização acelerada e transformações sociais. Isso sustenta a crítica à ideia de que a história se desenvolva de modo inteiramente racional, linear e previamente orientado.
O aluno pode ter associado a crítica à 'direção racional' à ideia de que a história segue fases fixas, confundindo uma crítica à previsibilidade com a afirmação de que existe previsibilidade.
O aluno pode ter entendido que a crítica significa que as estruturas econômicas se mantêm estáveis, ignorando que o texto fala justamente de mudanças sociais e econômicas inesperadas.
O aluno pode ter trazido o senso comum de que fatores naturais ou geográficos determinam o destino das sociedades, sem perceber que o texto não menciona geografia.
O aluno pode ter assumido que as decisões de governantes e agentes explicam tudo o que acontece, o que contraria a ideia de que os efeitos ultrapassam os planos dos agentes.
Raio-X da questão
crítica à visão hegeliana
avaliacao
visão hegeliana da história · crítica filosófica
Revisar as principais críticas à filosofia da história de Hegel.
Confundir a crítica à visão hegeliana com a ideia de que a história é sempre linear e previsível, ignorando a complexidade das emoções humanas.
cidadania_etica
pensamento_critico
abstrato
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