Uma pesquisa sobre mercado de trabalho no Brasil reuniu os seguintes dados referentes a cinco regiões…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e comparar indicadores de emprego, trabalho e renda em diferentes espaços, escalas e tempos, associando-os a processos de estratificação e desigualdade socioeconômica.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Uma pesquisa sobre mercado de trabalho no Brasil reuniu os seguintes dados referentes a cinco regiões, considerando a taxa média de desemprego e a renda domiciliar per capita mensal: Norte: 9,8% e R$ 1.250; Nordeste: 12,2% e R$ 980; Sudeste: 7,8% e R$ 2.050; Sul: 5,6% e R$ 2.300; Centro-Oeste: 6,4% e R$ 2.180. Os dados mostram diferenças regionais simultâneas nas condições de emprego e de renda, mas não permitem afirmar que uma variável seja, sozinha, causa da outra. Considerando os dados apresentados e o conceito de desigualdade social, qual conclusão sociológica é mais adequada?
- A) As regiões de maior renda apresentam necessariamente as maiores taxas de desemprego no mercado de trabalho.
- B) As diferenças regionais de desemprego são pequenas e não caracterizam desigualdade social no mercado de trabalho.
- C) As diferenças regionais de desemprego e renda evidenciam desigualdades sociais na estrutura do mercado de trabalho.
- D) As diferenças de desemprego entre as regiões resultam exclusivamente de escolhas individuais dos trabalhadores.
- E) As diferenças de renda explicam sozinhas as taxas de desemprego observadas em cada região.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Observe os dados. Norte (9,8% de desemprego e R$ 1.250 de renda), Nordeste (12,2% e R$ 980), Sudeste (7,8% e R$ 2.050), Sul (5,6% e R$ 2.300) e Centro-Oeste (6,4% e R$ 2.180). As regiões com maior desemprego são as de menor renda domiciliar per capita, e as de menor desemprego são as de maior renda.
- Interprete o padrão. As diferenças regionais aparecem simultaneamente nas condições de emprego e de renda, o que mostra desigualdade social distribuída de forma desigual pelo território brasileiro. Essa desigualdade está presente na própria estrutura do mercado de trabalho, já que oportunidades de emprego e rendimentos variam conforme a região.
- Considere a ressalva do enunciado. Os dados não permitem afirmar relação de causa entre desemprego e renda. Por isso, conclusões que afirmem causalidade são inadequadas.
- Analise as alternativas. A alternativa C é a única que conclui, sem exagero, que as diferenças regionais evidenciam desigualdades sociais na estrutura do mercado de trabalho, o que é coerente com os dados e com o conceito de desigualdade social.
- Por que as outras estão erradas. A alternativa A inverte o padrão observado, pois as regiões de maior renda têm as menores taxas de desemprego. A alternativa B contradiz os dados, já que as diferenças são expressivas (de 5,6% a 12,2%). A alternativa D ignora fatores estruturais e atribui o fenômeno apenas a escolhas individuais, o que não é sustentado pelos dados. A alternativa E afirma causalidade exclusiva, o que o enunciado explicitamente impede de concluir.
- Resposta. O gabarito oficial C está correto.
💡 Dica: Identifique as principais desigualdades regionais antes de elaborar sua resposta.
Alternativa por alternativa
O aluno leu a relação de forma invertida ou supôs que regiões mais ricas concentram mais desemprego, possivelmente por associar crescimento econômico a mais pessoas buscando trabalho.
O aluno considerou que diferenças de cerca de 6 pontos percentuais são pequenas e não representam desigualdade, sem comparar o desemprego do Nordeste (12,2%) com o do Sul (5,6%).
Os dados revelam que as regiões apresentam taxas de desemprego e níveis de renda distintos. O Nordeste, por exemplo, reúne a maior taxa de desemprego e a menor renda entre as regiões listadas, enquanto o Sul apresenta a menor taxa de desemprego e uma das maiores rendas. Esse padrão evidencia desigualdades sociais e regionais no mercado de trabalho. Entretanto, os dados não permitem afirmar uma relação causal exclusiva entre renda e desemprego.
O aluno atribuiu as diferenças apenas à vontade ou escolha individual do trabalhador, ignorando fatores estruturais como oferta de vagas e desenvolvimento regional, o que reflete senso comum.
O aluno tomou a correlação observada como prova de causa única e exclusiva, descumprindo a ressalva do enunciado de que os dados não permitem afirmar causalidade.
Por que engana: Interpretar que as taxas de desemprego são iguais ou que não influenciam na renda, ignorando a relação entre desemprego e desigualdade regional.
Raio-X da questão
taxa de desemprego
diagnostico
taxa de desemprego · desigualdade social
Revisar as desigualdades sociais e econômicas nas regiões do Brasil.
Interpretar que as taxas de desemprego são iguais ou que não influenciam na renda, ignorando a relação entre desemprego e desigualdade regional.
cidadania_etica
pensamento_critico
cotidiano
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