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Transformação geométrica por escala: por que o aluno altera só uma coordenada

O aluno entende que uma figura deve crescer ou diminuir, mas às vezes altera só uma coordenada e deforma o desenho. Veja como identificar essa dificuldade, ensinar a escala e usar questões para diagnosticar a turma.

Transformação geométrica por escala: por que o aluno altera só uma coordenada

Na sala, já vi um aluno acertar que um desenho precisava ficar maior e, ainda assim, sair com um triângulo irreconhecível no plano cartesiano. Ele multiplicou a abscissa de cada vértice, mas manteve a ordenada como estava. Quando perguntei o que tinha feito, respondeu: “Aumentei a figura”. Para ele, a intenção bastava; ainda não tinha percebido que ampliar exige aplicar o mesmo fator às duas coordenadas de cada ponto. Esse tipo de resposta é valioso: não mostra apenas um erro de conta, mas uma ideia incompleta sobre o que significa preservar a forma.

Em outra atividade, um estudante dividiu cada coordenada por dois para reduzir uma figura e outro subtraiu um dos valores, como se diminuir as distâncias fosse o mesmo que deslocar os pontos. São confusões diferentes, embora possam produzir respostas parecidas. Por isso, quando ensino transformação por escala, não olho somente o gabarito. Observo qual operação o aluno escolhe, se trata x e y de modo coerente e se compreende o papel da origem. As oito questões comentadas a seguir ajudam a fazer esse diagnóstico e a decidir o que retomar antes de avançar.

O que é transformação geométrica por escala, explicado para o professor

Transformar uma figura por escala significa ampliar ou reduzir suas medidas por um mesmo fator, preservando suas proporções. Nas questões deste guia, a transformação é feita em relação à origem O(0,0): para um fator k, cada ponto (x,y) passa a (kx,ky). Com fator 3, A(1,2) vira A'(3,6); com fator 1/2, A(2,2) vira A'(1,1). A operação deve ser aplicada às duas coordenadas de todos os vértices. No currículo, o tema aparece em Matemática no 6º e no 7º ano, articulando leitura de coordenadas e transformações de figuras. A habilidade EF06MA21 está associada às questões de redução e ampliação do 6º ano; a EF07MA19, às questões do 7º ano. O foco aqui não é decorar códigos, mas perceber se o estudante relaciona fator, coordenadas e conservação da forma.

Uma ampliação com fator positivo maior que 1 afasta os pontos da origem; uma redução com fator entre 0 e 1 os aproxima. Isso não significa somar ou subtrair o mesmo número de cada coordenada: uma adição pode deslocar uma figura sem alterar suas dimensões, enquanto a escala muda as distâncias em relação ao centro escolhido. Também vale conversar sobre a área: se os comprimentos são multiplicados por 3, a área correspondente fica multiplicada por 9, como menciona uma questão do conjunto. A ideia central é a transformação uniforme, não apenas obter números maiores ou menores. Ao corrigir, peça ao aluno que explique o que aconteceu com um ponto e com a figura inteira.

O que o aluno precisa saber antes de estudar escala?

As fichas técnicas apontam como base a leitura de coordenadas no plano cartesiano, a multiplicação de números inteiros e, nas questões de redução, razão e proporção. Também aparecem coordenadas cartesianas básicas e proporcionalidade e escala. Antes de cobrar uma transformação, verifico se o estudante distingue abscissa e ordenada, mantém a ordem (x,y), localiza a origem e consegue multiplicar ou dividir cada componente pelo fator indicado. Uma checagem simples é pedir que marque dois pontos, leia suas coordenadas em voz alta e calcule o triplo de cada uma separadamente. Depois, comparo as respostas para descobrir se a dificuldade está na leitura do par ordenado, na operação ou na interpretação da escala. Essa separação evita atribuir à geometria um erro que talvez seja de cálculo ou de orientação no plano.

As oito questões exigem cálculo e têm nível de leitura classificado como médio; além da operação, portanto, é importante que a turma consiga extrair do enunciado o centro, o fator e se a transformação é uma ampliação ou redução. As fichas indicam tempo de resolução médio para todas. Eu verificaria a base com exemplos curtos, antes de propor contextos mais longos: primeiro um ponto isolado, depois dois pontos e, por fim, uma figura. Se muitos alunos não conseguem indicar qual número representa x, volto às coordenadas. Se leem o par corretamente, mas aplicam operações distintas a x e y, a intervenção deve abordar proporção. Essa sondagem rápida ajuda a escolher entre revisão de pré-requisito e prática da transformação.

Quais são os erros mais comuns em transformação por escala?

Nas fichas, os erros recorrentes envolvem confundir a escala com outra operação, aplicar o fator a apenas uma coordenada, trocar a ordem do par ou usar um fator diferente do indicado. Isso aparece em distratores concretos: há alternativas que multiplicam só a abscissa ou só a ordenada, outras que somam valores, subtraem 1, deslocam a figura ou ampliam quando o pedido era reduzir. Em duas questões com distrator mais provável explicitamente indicado, aparecem D e B; em outra, E. Não há um único distrator dominante para o conjunto inteiro, então não trato essas letras como regra. O que importa é interpretar a resposta escolhida como pista. Abaixo, organizo os erros por raciocínio e proponho intervenções que ajudam a distinguir falta de cálculo de incompreensão conceitual.

Alterar só x ou só y

Esse erro aparece de maneira explícita em alternativas de várias questões: o aluno multiplica ou divide apenas uma coordenada. O resultado pode até parecer parcialmente correto, porque a largura ou a altura muda, mas as proporções deixam de ser mantidas. A causa costuma ser entender “aumentar a figura” como modificar uma medida isolada ou seguir apenas o primeiro número do par ordenado. Eu pediria que o estudante escrevesse a regra antes de calcular: (x,y) → (kx,ky). Em seguida, compararia lados correspondentes ou desenharia os pontos na malha. Se a resposta mostra x alterado e y intacto, não basta mandar refazer a conta; é preciso evidenciar que cada vértice é um par e que a mesma transformação atua nas duas componentes.

Somar ou subtrair em vez de multiplicar ou dividir

Em mais de um distrator, a escala é confundida com uma adição ou subtração: por exemplo, acrescentar 2 a cada coordenada ou subtrair 1. Esse padrão revela que o aluno interpreta “ficar maior” ou “ficar menor” apenas como mudar números, sem considerar a razão entre as medidas. Para intervir, eu compararia duas transformações do mesmo ponto: uma multiplicação por 2 e uma adição de 2. A turma observa que os resultados podem até ficar maiores nos dois casos, mas o efeito geométrico não é o mesmo. Para redução, repetiria o contraste entre dividir por 2 e subtrair 1. A pergunta-chave é: “As distâncias correspondentes mudaram na mesma proporção?” Ela direciona a atenção para o significado da escala.

Usar o fator errado ou inverter ampliação e redução

As fichas registram erros de aplicação do fator e há alternativas que usam 2 ou 4 no lugar de 3, além de opções que ampliam quando o enunciado pede redução. O estudante pode ter entendido que deve multiplicar, mas perder a informação numérica do enunciado; ou pode não relacionar fator maior que 1 a ampliação e metade a redução. Uma intervenção útil é sublinhar no texto três dados: centro, fator e sentido da transformação. Depois, antes da conta, o aluno prevê se as coordenadas devem aumentar ou diminuir. Essa previsão não substitui o cálculo: funciona como controle. Na correção, peço que justifique por que escolheu aquele fator e compare a resposta com a previsão. Assim, identifico se o problema está na leitura ou na noção de escala.

Trocar a ordem das coordenadas ou os sinais

Uma ficha aponta a troca entre x e y como erro típico; outra registra a possibilidade de trocar sinais ou aplicar um fator negativo sem que o texto peça isso. São dificuldades de leitura do plano e de controle da operação. O distrator B de uma questão troca a ordem do ponto transformado; em outras alternativas, aparecem sinais invertidos ou uma coordenada com sinal alterado. Eu retomaria a convenção do par ordenado com uma frase simples: primeiro horizontal, depois vertical. Na malha, o estudante localiza o ponto original, aplica o fator a cada valor mantendo sua posição no par e confere se o sinal foi preservado. É importante não chamar qualquer sinal negativo de erro: ele pode ser correto quando a coordenada original é negativa, como em um exemplo do conjunto.

Como ensinar transformação por escala passo a passo?

Eu organizaria o ensino em uma sequência curta, mas com retorno entre etapas. Primeiro, faria a leitura de pontos e a identificação da origem. Depois, mostraria exemplos de ampliação e redução, explicitando a operação em cada coordenada. As dicas das fichas convergem para esse procedimento: multiplicar cada coordenada pelo fator indicado ou dividir as distâncias à origem pela metade. Em seguida, aplicaria a regra a todos os vértices de uma figura e conferiria se a forma foi preservada. Só depois usaria enunciados situacionais, como ícones, fachadas ou jardins. Como as questões têm nível de leitura médio, essa passagem ajuda a separar compreensão matemática de interpretação textual. Eu também manteria visível uma checagem final: fator uniforme, ordem (x,y), centro correto e resultado compatível com ampliação ou redução.

Na primeira aula, começaria com pontos isolados e fator 2. Os alunos registram cada conta: (3,4) → (3×2,4×2). Em seguida, uso um fator de redução como metade para verificar se conseguem dividir ambos os valores. Na etapa seguinte, apresento um triângulo ou retângulo e peço que transformem todos os vértices na ordem dada, sem pular pontos. Depois, desenho original e imagem na mesma malha para discutir o que permaneceu igual — a forma e as proporções — e o que mudou — o tamanho. Se a turma confundir deslocamento com escala, comparo uma translação com uma redução. Para fechar, proponho um enunciado contextualizado e peço que cada estudante explique a operação antes de marcar uma alternativa.

As questões do 6º ano oferecem uma boa entrada para redução pela metade e leitura de vários vértices; as do 7º ano trabalham com frequência a multiplicação por 3, inclusive em triângulos e polígonos. Eu não transformaria isso em uma fronteira rígida: escolheria a questão conforme a base observada. Como a multiplicação de inteiros é pré-requisito explícito em várias fichas, vale retomar sinais e produtos quando aparecerem coordenadas negativas. A correção coletiva deve explorar os distratores sem expor o aluno: “Que operação produziria esta alternativa?” Essa conversa transforma a resposta errada em evidência do raciocínio. Se a turma só tenta adivinhar, peço registro das coordenadas antes e depois; o procedimento escrito torna visível onde a ideia se desviou.

Como avaliar: que tipo de questão usar em cada momento?

As fichas atribuem papel de progressão às oito questões e poder de discriminação alto a uma delas e médio às outras sete. Todas exigem cálculo, têm tempo médio e nível de leitura médio. O conjunto serve para prova, atividade, lição de casa e diagnóstico; cinco questões também estão marcadas como adequadas a simulado, enquanto duas são indicadas para avaliação rápida. Eu usaria primeiro um item de ponto isolado para localizar a dificuldade e, depois, uma figura com vários vértices para verificar consistência. Uma questão com poder de discriminação alto pode ajudar a diferenciar níveis de domínio numa avaliação, mas não deve ser a única evidência. Em diagnóstico, observo especialmente a alternativa escolhida e a justificativa; em prova, combino itens de dificuldade conceitual progressiva e considero o tempo médio previsto nas fichas.

Para atividade em aula, prefiro permitir que os estudantes desenhem e comparem imagens, porque a conversa revela se compreenderam a preservação da forma. Na lição de casa, os itens podem consolidar a regra, desde que a turma tenha recebido exemplos e espaço para registrar o cálculo. Para simulado, seleciono questões indicadas para esse uso, lembrando que as de 6º ano deste conjunto não estão marcadas como adequadas a simulado. Em avaliação rápida, as fichas apontam essa possibilidade para as questões 1 e 6; elas podem funcionar como checagem pontual, não como retrato completo da aprendizagem. Nas oito, o nível de leitura médio recomenda que eu leia instruções com cuidado e avalie separadamente interpretação e operação. Para montar uma prova por habilidade, posso usar o gerador de provas do GeraProva e escolher itens conforme o objetivo pedagógico da aula.

Também observo o uso do resultado. Um estudante que erra um vértice isolado pode ter cometido um deslize; quem aplica a operação só em x em vários itens provavelmente precisa retomar a regra conceitual. Um distrator, sozinho, não fecha diagnóstico: pergunto ao aluno como chegou à resposta. Como as fichas indicam cobertura única da habilidade, não considero um acerto isolado suficiente para concluir que domina todas as transformações geométricas. A avaliação fica mais informativa quando combino um item de ampliação, outro de redução e uma explicação curta. Se a necessidade for registrar o progresso ao longo do conteúdo, posso reaplicar uma questão semelhante após a intervenção, sem confundir repetição de formato com aprendizagem consolidada.

O que ensinar antes de transformação geométrica por escala?

O acervo aponta quatro conteúdos para preparar a turma: coordenadas no plano cartesiano, razão e proporção, proporcionalidade e escala e coordenadas cartesianas básicas. As fichas também citam multiplicação de números inteiros. Eu começaria pelo plano: localizar a origem, ler (x,y) na ordem correta e reconhecer coordenadas negativas quando aparecerem. Depois, revisaria multiplicação e divisão simples, garantindo que o estudante aplique a operação nos dois componentes. Razão e proporção ajudam a interpretar “metade das medidas” como uma relação multiplicativa, não como uma subtração fixa. Por fim, conectaria escala à figura: cada comprimento correspondente muda pelo mesmo fator. Essa organização responde aos pré-requisitos observados nas questões e evita avançar com uma turma que ainda confunde posição, cálculo e transformação.

Para verificar cada conteúdo, proponho tarefas curtas e olho para o procedimento, não só para o resultado. Em coordenadas, peço que o estudante marque pontos e identifique abscissa e ordenada. Em multiplicação, uso pares com números pequenos e, se necessário, um exemplo com sinal negativo. Em razão, comparo duas medidas e pergunto o que significa reduzir à metade. Em escala, ofereço dois pares correspondentes e peço que expliquem qual fator foi usado. Se a dificuldade estiver em um desses pontos, faço uma retomada localizada. Por exemplo, um estudante que sabe multiplicar, mas troca a ordem de x e y, precisa de prática de leitura no plano; não de mais exercícios de tabuada. A separação dos pré-requisitos torna a intervenção mais precisa e poupa tempo de aula.

Como relacionar escala a outros temas e habilidades?

Os contextos das questões aproximam a transformação de ícones digitais, cartões de identificação, aplicativos, fachadas, parques, jardins e molduras. Eles mostram aplicações em que se deseja mudar o tamanho sem deformar o desenho. Nas fichas, o contexto de aplicação varia entre cotidiano e abstrato, e aparecem habilidades socioemocionais como tomada de decisão e pensamento crítico. Posso explorar essas conexões sem transformar o problema matemático em uma tarefa de pesquisa: basta perguntar qual decisão precisa ser tomada, que informação do enunciado orienta a escolha do fator e como verificar se o símbolo continua proporcional. Assim, a escala dialoga com leitura de representações, design, mapas e planejamento de espaços. O tema transversal não precisa ser acrescentado artificialmente; pode nascer do próprio contexto e da conversa sobre representar objetos em tamanhos diferentes.

Também incentivo os alunos a explicar por que rejeitaram um distrator. Isso mobiliza pensamento crítico: comparar alternativas, identificar a operação implícita e confrontá-la com o pedido. A tomada de decisão aparece quando escolhem o fator correto e conferem se ele combina com ampliação ou redução. A atividade pode ser colaborativa, mas eu pediria que cada estudante registrasse seu raciocínio antes da discussão, para não confundir consenso com compreensão individual. Uma pergunta produtiva é: “Que evidência mostra que a figura não foi deformada?” A resposta deve mencionar a aplicação do mesmo fator às duas coordenadas e aos vértices, não apenas dizer que o desenho parece certo. Essa justificativa conecta a matemática à comunicação e ajuda o professor a avaliar o processo, além da resposta final.

8 questões comentadas sobre transformação geométrica por escala

Nas questões abaixo, mantenho os enunciados e as alternativas para que você possa observar os raciocínios que cada distrator representa. Todas as oito exigem cálculo, e as fichas classificam seu tempo de resolução e nível de leitura como médios. Ao usá-las, recomendo pedir que o aluno registre a transformação de pelo menos um ponto, mesmo quando a alternativa correta parecer evidente. A marcação certa indica o resultado esperado; a explicação das demais alternativas mostra qual confusão pode estar por trás da escolha. Esses comentários não substituem a ficha técnica associada a cada item: o marcador no final é o ponto em que o sistema insere os dados pedagógicos completos da questão. Use as respostas erradas como hipóteses de diagnóstico e confirme o raciocínio em conversa ou por meio de um segundo item.

Questão 1 — Quais são os novos vértices depois de multiplicar cada coordenada por 3?

Manchete fictícia: Esculturas geométricas no festival urbano impressionam visitantes. No centro histórico, um artista expõe uma instalação em forma de triângulo no plano cartesiano. Os vértices originais são A(1,2), B(3,2) e C(2,4). Para adaptar o desenho às dimensões da fachada, o artista multiplicou cada coordenada dos vértices por 3, criando um triângulo ampliado que manteve a forma e a orientação do original. Identifique as coordenadas de A, B e C após a transformação.

  • ✅ A) A(3,6), B(9,6) e C(6,12). Cada componente de cada par foi multiplicada por 3: por exemplo, C(2,4) passa a (6,12).
  • ❌ B) A(-3,-6), B(-9,-6) e C(-6,-12). Essa opção aplica fator negativo, invertendo os sinais sem que o enunciado peça isso; revela confusão entre escala e mudança de orientação/sinal.
  • ❌ C) A(2,4), B(6,4) e C(4,8). O resultado usa fator 2, não 3; revela leitura imprecisa do fator indicado.
  • ❌ D) A(4,6), B(12,6) e C(8,12). Os valores correspondem a fator 4; a ficha aponta essa alternativa como distrator mais provável, sinal de dificuldade em controlar o fator.
  • ❌ E) A(1,6), B(3,6) e C(2,12). As abscissas ficaram iguais e só as ordenadas foram multiplicadas; revela aplicação parcial da transformação.

Gabarito comentado: A. A regra é multiplicar x e y por 3 em todos os vértices. Se o aluno escolhe E, vale perguntar por que aplicou a operação a apenas uma coordenada; se escolhe C ou D, investigue a leitura do fator antes de retomar o conceito.

Questão 2 — Como reduzir pela metade um contorno com centro na origem?

Uma responsável pela biblioteca comunitária precisa que um ícone caiba em um cartão sem mudar de formato. No plano de coordenadas, o contorno tem os vértices P(2,2), Q(8,2), R(8,6), S(4,6), T(4,10) e U(2,10), nessa ordem. Para produzir uma versão menor, o programa usa O(0,0) como centro e faz cada distância até esse ponto ficar igual à metade da original. Identifique a sequência de vértices reduzidos.

  • ❌ A) P(1,1), Q(7,1), R(7,5), S(3,5), T(3,9), U(1,9). Não se aplicou metade às coordenadas; há mudanças que se parecem com deslocamento. Revela confusão entre translação e redução.
  • ❌ B) P(1,2), Q(4,2), R(4,6), S(2,6), T(2,10), U(1,10). Só as coordenadas horizontais foram reduzidas. Revela aplicação parcial e deformação da figura.
  • ✅ C) P(1,1), Q(4,1), R(4,3), S(2,3), T(2,5), U(1,5). Cada coordenada foi dividida por 2, pois o centro indicado é a origem.
  • ❌ D) P(2,2), Q(5,2), R(5,4), S(3,4), T(3,6), U(2,6). A operação toma P como referência em vez de usar O(0,0). Revela dificuldade em respeitar o centro informado.
  • ❌ E) P(2,1), Q(8,1), R(8,3), S(4,3), T(4,5), U(2,5). Só as ordenadas foram divididas; revela redução parcial e alteração das proporções.

Gabarito comentado: C. Dividir ambas as coordenadas por 2 reduz as distâncias à origem à metade. A questão permite verificar se o aluno distingue centro de transformação e operação aplicada.

Questão 3 — Quais vértices formam o triângulo reduzido à metade?

Um aplicativo de leitura ajusta ícones para exibi-los em tamanhos diferentes sem perder a forma. Na grade digital, o ponto (4,2) passou para (2,1), e (8,6) passou para (4,3). Para criar outro ícone triangular, os vértices são A(2,2), B(6,2) e C(2,4). A grade tem a origem no canto inferior esquerdo, e a versão reduzida deve ocupar metade das medidas do desenho inicial. Identifique os novos vértices.

  • ❌ A) A(2,1), B(6,1), C(2,2). Apenas a coordenada vertical foi reduzida; revela que o aluno não aplica o mesmo fator ao par todo.
  • ❌ B) A(1,2), B(3,2), C(1,4). Apenas a coordenada horizontal foi reduzida; revela a mesma dificuldade, agora na outra componente.
  • ✅ C) A(1,1), B(3,1), C(1,2). Cada coordenada foi dividida por 2, mantendo a proporção do triângulo.
  • ❌ D) A(1,1), B(5,1), C(1,3). Subtrair 1 não é equivalente a reduzir todos os comprimentos pela metade; revela confusão entre operação aditiva e escala.
  • ❌ E) A(4,4), B(12,4), C(4,8). As coordenadas foram multiplicadas por 2, ampliando em vez de reduzir; revela inversão do sentido da transformação.

Gabarito comentado: C. Os exemplos iniciais já indicam divisão por 2 em ambas as coordenadas. Peça ao aluno que explique por que a opção D não representa uma redução proporcional.

Questão 4 — Quais são os vértices do triângulo ampliado por fator 3?

Manchete fictícia: “Escultura inflável é ampliada para ocupar praça”. Dados ilustrativos: uma equipe de arte urbana representa no plano cartesiano um triângulo ABC com vértices A(2,1), B(0,3) e C(-1,4). Para criar uma réplica com área nove vezes maior, opta por multiplicar as coordenadas de cada vértice por 3. Determine A', B' e C'.

  • ✅ A) A'(6,3), B'(0,9), C'(-3,12). Cada componente foi multiplicada por 3, inclusive a coordenada negativa de C.
  • ❌ B) A'(4,2), B'(0,6), C'(-2,8). Foi aplicado fator 2, não 3; revela erro de leitura ou controle do fator.
  • ❌ C) A'(3,4), B'(1,6), C'(2,7). Os valores resultam de uma adição, não da multiplicação uniforme; revela confusão entre transformação por escala e deslocamento.
  • ❌ D) A'(8,4), B'(0,12), C'(-4,16). Foi usado fator 4. A ficha indica D como distrator mais provável; investigue se o aluno compreendeu a regra, mas leu errado o número.
  • ❌ E) A'(-6,3), B'(0,9), C'(-3,12). O sinal de x de A foi invertido sem justificativa; revela dificuldade em preservar o sinal e distinguir escala de reflexão.

Gabarito comentado: A. O fator 3 também se aplica ao valor negativo de x em C, resultando em -3. A referência à área ajuda a contextualizar o problema, mas a operação pedida é sobre as coordenadas.

Questão 5 — Que vértices formam a versão reduzida de um símbolo?

Para caber na tela de um aplicativo, um símbolo precisa ficar menor sem deformar. Ele é um triângulo com vértices A(2,2), B(8,2) e C(2,6). O programa usa a origem (0,0) como referência e faz cada distância até esse ponto ficar igual à metade da original. Os novos vértices serão ligados na mesma ordem. Identifique o conjunto que forma a versão reduzida.

  • ❌ A) A(2,2), B(4,2), C(2,3). Algumas medidas mudaram e outras não; revela redução parcial e alteração da forma.
  • ❌ B) A(1,2), B(4,2), C(1,6). Só as coordenadas horizontais foram reduzidas; revela que o aluno não aplica a escala às duas componentes.
  • ❌ C) A(0,0), B(6,0), C(0,4). Levar um vértice à origem é deslocar pontos, não reduzir todas as distâncias pela mesma razão; revela confusão sobre o centro.
  • ❌ D) A(4,4), B(16,4), C(4,12). As coordenadas foram multiplicadas por 2, produzindo ampliação; revela inversão do sentido solicitado.
  • ✅ E) A(1,1), B(4,1), C(1,3). Cada coordenada foi dividida por 2 em relação à origem, preservando as proporções.

Gabarito comentado: E. A comparação entre as alternativas ajuda a diagnosticar se a dificuldade está na escolha do centro, na redução parcial ou na inversão da escala.

Questão 6 — Qual é a imagem do vértice C após multiplicar as coordenadas por 3?

Manchete fictícia: “Complexo de parques geométricos terá área ampliada para visitação”. No projeto inicial, o parque apresenta um polígono ABCD no plano cartesiano com vértices A(1,2), B(4,2), C(4,5) e D(1,5). Para criar um modelo em maior escala, todas as coordenadas serão multiplicadas por 3 em relação à origem (0,0). Identifique as coordenadas do vértice C após a transformação.

  • ✅ A) (12,15). C(4,5) passa a (4×3,5×3) = (12,15).
  • ❌ B) (15,12). Os valores foram trocados; a ficha assinala B como distrator mais provável, revelando dificuldade em manter a ordem do par.
  • ❌ C) (12,8). x foi multiplicado corretamente, mas y não corresponde a 5×3; revela cálculo incompleto ou uso de valor incorreto.
  • ❌ D) (7,10). O par não resulta de um fator uniforme aplicado a (4,5); revela ausência de controle do procedimento.
  • ❌ E) (8,10). Corresponde a multiplicar por 2, não por 3; revela confusão com o fator.

Gabarito comentado: A. Por ser um item sobre um único vértice, permite observar com clareza se o aluno troca x e y ou deixa de multiplicar uma das componentes.

Questão 7 — Quais coordenadas formam o novo canteiro triangular?

Na planta original de um jardim comunitário, os vértices do canteiro triangular estão marcados por A(1,2), B(4,3) e C(2,5). Para ampliar o espaço de cultivo, foi decidido criar um canteiro semelhante cujos vértices sejam obtidos multiplicando as coordenadas originais por 3. Identifique o conjunto de coordenadas do novo triângulo.

  • ✅ A) (3,6), (12,9) e (6,15). Cada coordenada dos três pontos foi multiplicada por 3.
  • ❌ B) (1,6), (4,9) e (2,15). Só a segunda coordenada foi multiplicada; revela aplicação seletiva da operação.
  • ❌ C) (2,4), (8,6) e (4,10). Os pontos correspondem a fator 2, não 3; revela erro de leitura do fator.
  • ❌ D) (-3,-6), (-12,-9) e (-6,-15). Foi aplicado fator negativo, alterando os sinais sem indicação; revela confusão entre escala e inversão.
  • ❌ E) (3,6), (8,6) e (6,15). O ponto B recebeu uma operação diferente; a ficha aponta E como distrator mais provável, sugerindo aplicação inconsistente entre vértices.

Gabarito comentado: A. A consistência entre os três pontos é parte importante da verificação: o mesmo fator precisa atuar em cada componente de cada vértice.

Questão 8 — Qual é a coordenada de G' após uma ampliação por fator 2?

Folhas quadriculadas cobrem as mesas de uma oficina comunitária de arte. Um desenho apresenta um retângulo com vértices E(2,1), F(5,1), G(5,3) e H(2,3). Para criar uma versão ampliada na mesma malha, aplica-se escala de fator 2 a partir da origem (0,0). Determine as coordenadas de G'.

  • ❌ A) (5,6). A ordenada foi multiplicada, mas a abscissa ficou igual; revela aplicação parcial.
  • ❌ B) (10,3). A abscissa foi multiplicada e a ordenada mantida; a ficha aponta B como distrator mais provável, mostrando que o aluno pode esquecer de transformar y.
  • ❌ C) (8,6). A ordenada está correta, mas x não corresponde a 5×2; revela erro de cálculo ou fator aplicado incorretamente.
  • ✅ D) (10,6). Aplicando fator 2 a G(5,3), obtemos (5×2,3×2) = (10,6).
  • ❌ E) (7,5). Foram somados 2 às coordenadas em vez de multiplicá-las; revela confusão entre adição e escala.

Gabarito comentado: D. Pergunte ao aluno que operação explica a alternativa E; essa justificativa permite identificar a diferença entre somar o fator e multiplicar as medidas.

Perguntas frequentes sobre transformação geométrica por escala

Na prática, as dúvidas mais comuns são como distinguir escala de deslocamento, o que fazer com as duas coordenadas, quais conteúdos revisar e como saber se a turma aprendeu. A resposta depende de observar o procedimento, não apenas o resultado final. Nas questões deste conjunto, a transformação é definida em relação à origem e exige cálculo; por isso, é essencial que o aluno leia o centro e o fator, mantenha a ordem dos pares e aplique a mesma regra aos vértices. Abaixo, respondo a perguntas que podem orientar tanto o planejamento quanto a correção. As respostas são deliberadamente autocontidas para que você possa retomá-las na preparação de uma aula, numa conversa com a equipe ou ao decidir qual tipo de item usar em cada etapa.

Escala e translação são a mesma transformação?

Não. Na escala, as distâncias em relação ao centro mudam por um fator; na translação, a figura é deslocada sem que suas medidas sejam ampliadas ou reduzidas. Somar o mesmo valor às coordenadas pode deslocar pontos, mas não equivale a multiplicar ou dividir suas distâncias pela origem.

O aluno deve multiplicar x e y sempre?

Nas questões deste guia, sim: a transformação é definida a partir da origem e o mesmo fator é aplicado às duas coordenadas de cada ponto. Para reduzir à metade, divide-se cada componente por 2; para ampliar por fator 3, multiplica-se cada componente por 3.

Como diferenciar erro de cálculo de erro conceitual?

Peça que o estudante registre a operação usada em um ponto. Se escolheu o fator correto e montou as duas multiplicações, mas errou um produto, pode haver um deslize de cálculo. Se altera só x, soma valores ou usa fator diferente, há indício de uma dificuldade conceitual ou de leitura que precisa ser investigada.

Uma questão basta para diagnosticar a aprendizagem?

Uma questão pode indicar uma hipótese, mas não é suficiente para concluir que o aluno domina o tema. Combine itens de ampliação e redução e peça uma justificativa. A comparação das respostas ajuda a verificar se ele aplica a regra de modo consistente, em vez de acertar por tentativa.

Como escolher entre atividade, prova e avaliação rápida?

Use atividade para desenhar, comparar e discutir estratégias; prova para reunir evidências de domínio; e avaliação rápida para uma checagem pontual. Neste conjunto, as fichas indicam duas questões como adequadas a avaliação rápida e cinco para simulado. Respeite a finalidade registrada para cada item.

Quando devo retomar os pré-requisitos?

Retome-os quando a dificuldade aparecer antes da aplicação da escala: troca de x e y pede revisão de coordenadas; dificuldade em multiplicar ou dividir pede revisão de cálculo; confusão entre metade e subtração pede trabalho com razão e proporção. Uma sondagem curta ajuda a localizar a necessidade.

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