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Tensão na corda: por que dividir o peso não basta

Tensão não é sempre igual ao peso dividido pelo número de cordas: direção, ângulo e movimento mudam o raciocínio. Veja como diagnosticar os erros recorrentes e escolher questões para cada etapa da aprendizagem.

Tensão na corda: por que dividir o peso não basta

Eu costumo perceber que a tensão na corda ainda não ficou clara quando o aluno olha para um objeto suspenso e responde depressa: “a corda segura o peso, então a tensão é o peso”. Em uma corda vertical e com o corpo parado, essa resposta pode chegar ao valor certo. O problema aparece quando desenho duas cordas inclinadas no quadro: muitos dividem o peso por dois e param, sem perguntar qual parte da tensão aponta para cima. A conta parece familiar, mas o modelo físico mudou.

Também já vi a turma acertar uma situação estática e se perder quando o balanço chega ao ponto mais baixo. O estudante reutiliza a fórmula do repouso, embora exista aceleração centrípeta, ou escolhe um número alto porque “a corda precisa fazer mais força”. Para mim, esses tropeços são úteis: mostram exatamente o que preciso diagnosticar — equilíbrio, decomposição ou movimento — antes de pedir mais exercícios. As fichas das oito questões deste guia ajudam a planejar esse percurso sem tratar toda resposta errada como o mesmo tipo de dificuldade.

O que é tensão na corda e onde esse conceito aparece no currículo?

Tensão é a força transmitida por uma corda, cabo ou fio esticado; sua direção acompanha a corda e, no modelo ideal, ela puxa o corpo ligado a ela. O valor da tensão não é automaticamente igual ao peso: depende de quantas cordas sustentam o corpo, dos ângulos e de haver repouso ou aceleração. Uma corda vertical sustentando um praticante em repouso pode ter tensão igual a mg; duas cordas inclinadas precisam ser analisadas por componentes; no balanço, a tensão no ponto mais baixo também participa da resultante centrípeta. No currículo, o conceito pode ser trabalhado no 8º e 9º ano, na 1ª série e em questões de nível ENEM, articulando Física e Educação Física. A habilidade de Ciências da Natureza EM13CNT205 e a de Educação Física EF89EF20 oferecem pontos de conexão para discutir fenômenos, práticas corporais e interpretação de situações.

Na prática, eu separo três ideias que costumam se misturar: a tensão é uma força; a corda define sua direção; e o valor é determinado pelas condições do sistema. Em equilíbrio, a soma vetorial das forças é zero. Isso não quer dizer que cada força seja zero, e sim que elas se compensam. Se há aceleração, aplico a segunda lei de Newton, considerando a direção escolhida. Assim, tensão pode ser igual ao peso em um caso simples, menor ou maior em outros. Essa distinção é o núcleo do diagnóstico: quero saber se o aluno está lendo a situação física ou apenas procurando uma fórmula memorizada.

O que o aluno precisa saber antes de estudar tensão na corda?

Antes de calcular tensão, o aluno precisa reconhecer forças, identificar o peso e entender equilíbrio. Nas fichas aparecem como pré-requisitos forças em equilíbrio, força peso, força e massa, aceleração da gravidade, segunda lei de Newton, movimento circular, decomposição de forças e seno de ângulos. Há também sistemas de polias e conhecimento prévio de tensão em algumas situações. Eu verifico essa base com perguntas curtas, sem começar por uma conta longa: “qual é a direção do peso?”, “o que significa repouso para a aceleração?” e “qual componente de uma força inclinada pode equilibrar o peso?”. Se a turma não consegue responder ou desenhar as forças, avançar direto para trigonometria tende a esconder a lacuna em vez de resolvê-la.

Um diagnóstico breve pode usar um corpo parado preso a uma corda vertical e, em seguida, o mesmo peso sustentado por duas cordas simétricas. Peço primeiro o desenho, depois uma previsão qualitativa e só então o cálculo. Comparo as respostas: quem identifica o peso, mas não o representa como vetor, precisa de trabalho com diagramas; quem sabe desenhar, mas iguala qualquer tensão a mg, precisa diferenciar condições; quem escolhe seno ou cosseno sem relacioná-los à direção vertical precisa revisar componentes. A ficha da questão de rappel destaca força peso e segunda lei; outras fichas destacam movimento circular e decomposição. Essa variedade reforça que não há um único pré-requisito suficiente para todas as questões.

Quais são os erros mais comuns sobre tensão na corda e como intervir?

Nas fichas, os erros descritos não são todos iguais, mas formam alguns padrões observáveis. Em situações inclinadas, aparecem a decomposição incorreta, a omissão do ângulo e a divisão direta do peso entre cordas. Na corda vertical, surgem confusões entre tensão, peso e força resultante. No balanço, o risco é esquecer que a velocidade no ponto mais baixo altera a resultante radial. Os distratores mais prováveis variam: A na luminária de 30°, D no balanço, B na tirolesa e na escalada, C na luminária de 45° e B na ponte a 25°. Não é correto afirmar que uma única alternativa errada se repete em todas as oito questões; o valor pedagógico está em interpretar o raciocínio por trás de cada escolha.

Igualar tensão ao peso em qualquer situação

Esse erro aparece de modo explícito na ficha da luminária de 2 kg: o estudante pode tratar a tensão como se fosse apenas o peso. A escolha de 20 N é o distrator mais provável, mas, nesse arranjo simétrico, cada corda tem tensão aproximada de 11,6 N. Intervenho pedindo que a turma desenhe as duas forças e marque as componentes verticais. O peso é 20 N; cada corda contribui apenas com uma parcela vertical, e as parcelas somadas equilibram esse valor. Evito corrigir apenas com a fórmula pronta: peço que expliquem por que 20 N em cada corda produziria uma componente vertical total maior que o peso.

Dividir o peso igualmente e esquecer a direção das cordas

Na questão da luminária a 45°, o distrator B, 50 N, representa a divisão do peso por duas sem considerar que só a componente vertical de cada tensão sustenta o corpo. Na ponte com cordas a 25° da horizontal, o distrator B também é o mais provável, mas por outra leitura: considerar que o ângulo reduz a tensão. Intervenho comparando as duas geometrias e perguntando qual é o ângulo medido em relação à horizontal ou à vertical. Depois, a turma identifica a componente vertical: cosseno quando o ângulo está com a vertical; seno quando está com a horizontal. Não ensino a escolher função trigonométrica por uma frase decorada: faço o aluno localizar o cateto vertical no desenho.

Ignorar a flecha e subestimar a tensão

Na tirolesa, a criança fica no meio de uma corda com pouca flecha. A ficha aponta como erro típico confundir flecha e tensão, subestimando a força necessária; o distrator mais provável é 3,50×10³ N, embora a resposta correta seja aproximadamente 1,76×10³ N. A intervenção começa com uma pergunta qualitativa: se a corda ficar mais horizontal, suas componentes verticais ficam maiores ou menores para a mesma tensão? A resposta ajuda a compreender por que uma flecha pequena pode exigir tensão alta. Em seguida, desenho as duas metades e trabalho a relação entre geometria e equilíbrio, sem sugerir que a alternativa mais alta seja automaticamente a correta.

Confundir equilíbrio com movimento acelerado

Na questão do balanço, o distrator D, 400 N, é o mais provável, enquanto a resposta calculada é cerca de 317 N. O erro típico descrito é confundir a fórmula da tensão com a força gravitacional; a dica da ficha é calcular primeiro a velocidade no ponto mais baixo. Intervenho separando os instantes: a energia mecânica fornece a velocidade, e a dinâmica radial no ponto mais baixo relaciona tensão, peso e aceleração centrípeta. O aluno precisa reconhecer que “passar pelo ponto mais baixo” não é sinônimo de estar em equilíbrio. Peço que indique a direção da aceleração antes de substituir valores.

Usar a relação entre força, massa e aceleração sem identificar a aceleração

Nas questões de rappel e escalada, a situação é estática. As fichas apontam confusão entre tensão e peso ou uso incorreto da aceleração. O rappel tem o distrator de maior probabilidade em 1400 N; na escalada, a ficha indica a alternativa B, embora as opções dessa questão tenham inconsistências de texto que merecem revisão antes de aplicação. A resposta física para 60 kg em repouso é 600 N. Minha intervenção é insistir na pergunta “qual é a aceleração do corpo?”: parado, ela é zero, mas a aceleração gravitacional continua existindo e determina o peso. A tensão equilibra o peso; não se deve inserir g como se fosse a aceleração resultante do praticante.

Como ensinar tensão na corda passo a passo?

Eu organizo o ensino do caso mais simples ao mais exigente, sempre retomando o diagrama de corpo livre. Primeiro, apresento um corpo parado em uma corda vertical e peço que a turma nomeie peso e tensão. Depois, trabalho a relação entre massa, gravidade e peso e formalizo equilíbrio. Na etapa seguinte, acrescento duas cordas simétricas, primeiro com desenho e componentes qualitativas, depois com ângulos e seno ou cosseno. Só após esse domínio comparo equilíbrio estático com movimento circular, como no balanço. Essa sequência aproveita as dicas das fichas: desenhar o diagrama, calcular a velocidade antes da tensão no movimento e usar a soma das componentes verticais nos sistemas inclinados.

Uma aula possível começa com previsão individual: “se duas cordas inclinadas sustentam o mesmo objeto, a tensão em cada uma é metade do peso?”. Recolho respostas sem dar o gabarito e peço justificativas. Em duplas, os estudantes desenham as forças; depois discutimos o papel das componentes horizontais, que se anulam quando há simetria, e das verticais, que sustentam o peso. Na lousa, resolvemos um caso com ângulo em relação à vertical e outro em relação à horizontal, destacando a diferença entre seno e cosseno. Fecho com uma situação de corda vertical em repouso e outra de balanço em movimento, para que a turma diga qual hipótese mudou e por quê.

Para que o trabalho seja realista, não transformo cada exercício em uma sequência extensa de contas. Em cada questão, faço o aluno escrever: sistema analisado, estado de movimento, forças, eixos e equação. Se errar o resultado, consigo localizar a etapa. Nas questões com cálculo, ofereço tempo coerente com a complexidade; a ficha do balanço indica tempo longo, leitura alta e cálculo, enquanto as demais fichas classificam o tempo e a leitura como médios. No encerramento, uma resposta escrita em duas frases — “a tensão é…” e “sei disso porque…” — costuma revelar se o estudante compreendeu o modelo ou apenas executou operações.

Como avaliar tensão na corda: que questão usar em cada momento?

As oito fichas classificam as questões como boas para diagnóstico e simulado, com alto poder de discriminação; todas indicam cálculo, embora a questão de Educação Física sobre capacidade física tenha um enunciado conceitual. Há diferenças de papel: rappel e escalada aparecem como consolidação; as demais, em geral, como desafio. Sete fichas indicam tempo médio e uma, a do balanço, tempo longo; sete indicam leitura média e uma, leitura alta. Para avaliação rápida, nenhuma está marcada como adequada. Isso não impede adaptar uma pergunta, mas recomenda não tratar o conjunto como uma bateria rápida pronta. Em prova ou simulado, selecione questões conforme o objetivo e revise enunciados, alternativas e coerência técnica antes de aplicar.

Para diagnóstico inicial, eu escolheria uma situação vertical simples e uma inclinada, pedindo desenho e justificativa. Para atividade orientada, usaria luminária ou rappel, com correção comentada; para aprofundamento, tirolesa e ponte exploram o efeito do ângulo. A questão do balanço exige mais etapas e é mais apropriada quando a turma já estudou energia e movimento circular. As fichas marcam as questões 1, 4, 5, 6 e 8 como úteis para atividade; somente a questão 3 traz “não” para prova de atividade, apesar de estar marcada como boa para prova, simulado e diagnóstico. Nenhuma é indicada para lição de casa ou avaliação rápida. Como professor, posso adaptar o formato, mas devo preservar o objetivo e o tempo necessários.

O papel na prova também ajuda a montar uma progressão: comece com consolidação para verificar a relação entre peso e tensão vertical; reserve questões de desafio para avaliar decomposição ou integração de conceitos. Poder alto de discriminação significa que as respostas podem separar níveis de domínio, mas não substitui a leitura das justificativas. Se muitos escolhem o mesmo distrator, investigue o raciocínio antes de concluir que “a turma não sabe”. O gerador de provas do GeraProva pode ajudar a organizar itens por objetivo; no cadastro grátis, você pode explorar a plataforma para preparar avaliações alinhadas ao que quer observar.

O que ensinar antes de tensão na corda?

O acervo aponta uma sequência de conhecimentos que vale revisar antes de exigir a resolução autônoma. Comece por equilíbrio de forças: o aluno precisa entender que a soma vetorial pode ser nula mesmo com várias forças atuando. Retome forças em equilíbrio e força peso, diferenciando massa e peso. Em seguida, trabalhe a segunda lei de Newton, que permite sair do repouso e analisar aceleração; movimento circular entra quando a corda muda a direção da velocidade, como no balanço. Por fim, retome componente de força e trigonometria básica. Nem todo exercício exige todos esses conteúdos: a sequência serve para identificar a base necessária para cada contexto, não para impor uma revisão completa antes de qualquer questão.

Eu verifico cada item com evidências pequenas. Para equilíbrio, peço que o estudante explique por que um objeto parado não tem necessariamente força nula. Para peso, solicito o cálculo mg e a unidade. Para a segunda lei, pergunto o que muda quando há aceleração diferente de zero. Para movimento circular, peço a direção da aceleração no ponto mais baixo do balanço. Para componentes, apresento um vetor inclinado e peço a projeção vertical, sem números. Uma turma pode dominar a conta do peso e ainda não compreender componentes; outra pode desenhar corretamente, mas não distinguir equilíbrio de aceleração. Esse mapa evita que eu atribua qualquer erro de tensão a uma única dificuldade.

Para onde a tensão na corda leva depois?

Um desdobramento natural é estudar tensão em slackline, contexto em que o cabo fica esticado entre apoios e a geometria influencia as forças que sustentam a pessoa. A ideia construída nas cordas inclinadas reaparece: a tensão atua ao longo do cabo, e suas componentes precisam ser relacionadas ao peso e à configuração do sistema. É uma aplicação útil para mostrar que uma corda quase horizontal não implica forças pequenas. Antes de avançar, porém, é importante que a turma saiba desenhar o diagrama e compreender o papel da flecha. O tema também permite aproximar Física e práticas corporais sem reduzir a experiência esportiva a uma conta: segurança, condições de montagem e limites do modelo são parte da conversa.

Na sequência, proponho comparar um cabo com maior flecha e outro mais esticado, mantendo a mesma carga como hipótese de análise. Os alunos podem prever em qual configuração a componente vertical da tensão é menor para um mesmo valor de tensão e discutir o que isso implica. Só depois formalizo as relações quantitativas adequadas ao modelo. Não apresento a atividade como instrução para montar uma estrutura real: problemas de segurança exigem conhecimento técnico e equipamentos apropriados. O objetivo didático é interpretar forças e reconhecer como a geometria modifica a tensão, levando o estudante da situação escolar idealizada para uma leitura mais crítica de aplicações reais.

Como conectar tensão na corda a outros temas e habilidades?

As fichas associam o tema transversal ciência e tecnologia às oito questões. Os contextos variam entre científico e cotidiano, com exemplos de luminária, balanço, rappel, escalada, tirolesa e ponte suspensa. A habilidade socioemocional indicada é tomada de decisão em seis fichas e pensamento crítico na questão de suspensão da Educação Física. Posso usar essas conexões para discutir como fazemos previsões e justificamos escolhas, sem confundir uma resposta numérica com decisão segura. Na Educação Física, a questão sobre permanecer suspenso destaca força muscular como capacidade solicitada e se relaciona à habilidade EF89EF20; em Ciências da Natureza, a modelagem de forças conversa com EM13CNT205.

Há uma cautela importante ao usar os dados pedagógicos: a ficha da questão de Educação Física descreve pré-requisitos de equilíbrio e força gravitacional e registra exigência de cálculo, mas o enunciado apresentado pergunta qual capacidade física é mais solicitada e não pede cálculo. Eu revisaria essa correspondência antes de usar os metadados para classificar a atividade. A resposta conceitual é força muscular; equilíbrio pode participar, mas não é a exigência principal descrita. Essa leitura crítica dos materiais também é uma habilidade profissional: dados ajudam a planejar, mas precisam ser confrontados com o item concreto. Para promover pensamento crítico e tomada de decisão, peço aos alunos que apontem hipóteses, limites e evidências, especialmente quando uma alternativa parece intuitiva.

Quais são as 8 questões comentadas sobre tensão na corda?

As questões a seguir percorrem equilíbrio vertical, decomposição de forças, movimento circular e uma aplicação de Educação Física. Ao corrigir, eu não olharia apenas para a letra: compararia a alternativa escolhida com o tipo de raciocínio que ela sugere e pediria ao estudante que explicasse seu desenho ou cálculo. As justificativas das alternativas incorretas ajudam a localizar dificuldades, mas um distrator não prova sozinho o que o aluno pensou; vale confirmar com uma pergunta oral ou uma resolução breve. Também recomendo revisar com atenção a questão de escalada e a ficha da questão de Educação Física antes de reaproveitá-las, pois há inconsistências textuais ou de alinhamento nos materiais fornecidos.

Questão 1 — Luminária sustentada por duas cordas a 30° da vertical

Uma luminária de massa 2,0 kg está suspensa por duas cordas simétricas que formam 30° com a vertical. Em equilíbrio, determine a intensidade da tensão em cada corda. Use g = 10 m/s².

  • ❌ A) T = 20,0 N. A ficha aponta este como o distrator mais provável. O valor não considera adequadamente o ângulo e a contribuição das duas cordas; pode revelar que o aluno igualou a tensão ao peso.
  • ✅ B) T ≈ 11,6 N. Como as componentes verticais equilibram o peso, 2T cos 30° = mg. Assim, T = 20/(2 × 0,866) ≈ 11,55 N.
  • ❌ C) T = 15,0 N. Ignora a decomposição das forças e indica aplicação incompleta do modelo de equilíbrio.
  • ❌ D) T = 8,0 N. É insuficiente para produzir, com as duas componentes verticais, uma força que equilibre os 20 N do peso; revela subestimação.
  • ❌ E) T = 5,0 N. Também fica abaixo do necessário e pode indicar que o estudante não verificou o resultado pelas componentes.

A dica de resolução é desenhar o diagrama de corpo livre e separar as componentes. A questão exige cálculo, tem tempo e leitura médios e aparece como desafio, com alto poder de discriminação; serve para prova, atividade, diagnóstico e simulado, não para avaliação rápida ou lição de casa segundo a ficha.

Questão 2 — Tensão no ponto mais baixo de um balanço

Uma criança de massa 25,0 kg faz um balanço de comprimento 3,00 m e parte do repouso a 30°. Use g = 10 m/s². Calcule a tensão no ponto mais baixo, usando v² = 2gL(1 − cos θ) e T = mg + mv²/L.

  • ✅ A) T ≈ 3,17×10² N, ou 317 N. Primeiro, v² = 60(1 − cos 30°) ≈ 8,04. Então T = 250 + 25(8,04/3) ≈ 317 N.
  • ❌ B) T = 600 N. É muito alto para os valores e o procedimento indicados; pode revelar erro na aplicação das relações de tensão e movimento.
  • ❌ C) T = 100 N. Fica abaixo do peso de 250 N, embora a tensão no ponto mais baixo inclua a contribuição centrípeta; sugere omissão de forças.
  • ❌ D) T = 400 N. É o distrator mais provável segundo a ficha. A escolha pode indicar cálculo incorreto da velocidade ou confusão entre peso e tensão dinâmica.
  • ❌ E) T = 250 N. Corresponde apenas a mg e revela que o aluno não considerou a velocidade no ponto mais baixo.

A dica é calcular a velocidade antes da tensão. Esta é a única ficha com tempo longo e nível de leitura alto; exige cálculo, tem papel de desafio e serve para prova, diagnóstico e simulado, mas não está indicada para atividade, lição de casa ou avaliação rápida.

Questão 3 — Suspensão em duas cordas na Educação Física

Em uma aula de Educação Física, a turma experimentou uma atividade de suspensão com o corpo apoiado em duas cordas. Para permanecer suspenso por alguns segundos, cada estudante precisou manter braços, ombros e tronco firmes. Qual capacidade física é mais solicitada?

  • ✅ A) Força muscular, principalmente nos braços, ombros e tronco. Sustentar a posição exige contração muscular, que é o foco descrito.
  • ❌ B) Velocidade, principalmente para realizar movimentos rápidos. O enunciado destaca manter a suspensão, não executar uma ação rapidamente; escolher essa opção confunde duração da tarefa com velocidade.
  • ❌ C) Resistência cardiorrespiratória, principalmente em corridas longas. A situação não descreve esforço prolongado de corrida ou pedalada; a escolha revela associação genérica entre esforço físico e resistência.
  • ❌ D) Equilíbrio, principalmente para controlar o corpo. O equilíbrio pode participar, mas não é a capacidade principal solicitada pelo enunciado; a ficha aponta D como distrator mais provável, sinalizando que o estudante pode priorizar a estabilidade em vez da sustentação muscular.
  • ❌ E) Flexibilidade, principalmente para ampliar movimentos articulares. Não há exigência de grande amplitude; a opção revela confusão entre capacidades físicas distintas.

A resposta é força muscular. Atenção: embora a ficha registre cálculo e cálculo de força gravitacional como pré-requisito, o item apresentado é conceitual e não pede conta. Eu verificaria esse alinhamento antes de aplicar. A ficha indica uso em prova, diagnóstico e simulado, com tempo e leitura médios.

Questão 4 — Praticante de rappel em repouso

Um praticante de rappel de massa 70 kg permanece suspenso em repouso preso a uma corda. Usando g = 10 m/s² e F = ma, calcule a intensidade da tensão na corda.

  • ❌ A) 100 N. É muito menor que o peso de 700 N e revela erro de escala ou de cálculo.
  • ❌ B) 1400 N. É o distrator mais provável. O valor sugere duplicação indevida ou confusão entre forças; não corresponde ao equilíbrio descrito.
  • ❌ C) 7000 N. É dez vezes maior que o valor esperado e pode revelar erro na multiplicação ou na unidade.
  • ❌ D) 350 N. Não equilibra o peso do praticante; a ficha associa o erro a não considerar corretamente a aceleração gravitacional.
  • ✅ E) 700 N, para cima. Em repouso, a resultante vertical é zero: T − mg = 0, portanto T = 70 × 10 = 700 N.

A ficha recomenda aplicar F = ma e revisar a relação entre força, massa e aceleração. O item é de consolidação, tem tempo e leitura médios e alto poder de discriminação; serve para prova, atividade, diagnóstico e simulado.

Questão 5 — Criança em uma tirolesa com pouca flecha

Uma tirolesa improvisada tem vão horizontal de 20,0 m e flecha de 1,00 m no meio. Uma criança de massa 35,0 kg fica no ponto médio; despreze o peso da corda. Calcule aproximadamente a tensão em cada metade. Use g = 10 m/s².

  • ❌ A) 1,00×10³ N. Não atende ao equilíbrio com a geometria indicada; pode revelar estimativa sem considerar as componentes verticais.
  • ❌ B) 3,50×10³ N em cada metade. É o distrator mais provável, mas exagera o valor. A escolha pode indicar confusão ao relacionar peso, flecha e ângulo.
  • ❌ C) 800 N. Subestima a tensão necessária e pode revelar que o aluno não considerou a pequena componente vertical de cada corda.
  • ❌ D) 2,5×10³ N. É maior que o resultado aproximado e indica cálculo inadequado da geometria ou das componentes.
  • ✅ E) T ≈ 1,76×10³ N em cada metade. Metade do vão mede 10 m e sin θ = 1/√101 ≈ 0,09950. Pelo equilíbrio, 2T sin θ = mg; assim, T ≈ 350/(2 × 0,09950) ≈ 1,76×10³ N.

A ficha recomenda aplicar a relação de tensão em cordas com flecha. É uma questão de desafio, com cálculo, tempo e leitura médios, indicada para prova, atividade, diagnóstico e simulado, mas não para avaliação rápida ou lição de casa.

Questão 6 — Escalador parado em uma corda vertical

Um praticante de escalada permanece estático suspenso por uma corda vertical. Sua massa é 60 kg. Usando g = 10 m/s², calcule a tensão T na corda em newtons.

  • ✅ A) T = 600 N. Em equilíbrio vertical, a aceleração resultante é zero e a tensão equilibra o peso: T = mg = 60 × 10 = 600 N.
  • ❌ B) F = 600 N. A opção repete um valor, mas não identifica corretamente a grandeza pedida e sua justificativa fornecida fala de uma desaceleração que não aparece no enunciado. Eu revisaria a alternativa antes de aplicar; escolhê-la pode indicar confusão entre força resultante e tensão.
  • ❌ C) F = 180 N. As justificativas da alternativa mencionam um ciclista e um percurso que não fazem parte da situação. Não é um distrator coerente; um aluno pode escolhê-la por estimativa, mas não é possível inferir um erro específico com segurança.
  • ❌ D) F = 900 N. A justificativa também trata de velocidade e energia cinética sem relação com o enunciado. Recomendo revisar essa opção; o valor não decorre do equilíbrio apresentado.
  • ❌ E) F = 75 N. A justificativa menciona velocidades iniciais e finais inexistentes no problema. A opção não permite diagnosticar com confiança uma concepção de tensão.

O resultado físico do enunciado é 600 N. A ficha sugere revisar força, massa e gravidade e indica tempo e leitura médios, além de uso em prova, atividade, diagnóstico e simulado. Eu corrigiria as alternativas antes de utilizar o item.

Questão 7 — Corpo sustentado por duas cordas a 45°

Um corpo de massa 10 kg é mantido em repouso por duas cordas idênticas, simétricas em relação à vertical, cada uma a 45° da vertical. Despreze a massa das cordas e use g = 10 m/s². Qual é aproximadamente a tensão em cada corda?

  • ❌ A) 60,0 N. A justificativa associa esse resultado a uma aproximação inadequada do cosseno; revela dificuldade em preservar a componente vertical correta.
  • ❌ B) 50,0 N. Divide o peso igualmente e ignora que apenas a componente vertical de cada tensão sustenta o corpo.
  • ❌ C) 40,0 N. É o distrator mais provável. Pode indicar aplicação inadequada do fator trigonométrico ou confusão entre tensão e componente vertical.
  • ❌ D) 100,0 N. Considera a tensão de uma corda igual ao peso total e ignora a contribuição conjunta das duas cordas.
  • ✅ E) 70,7 N. O peso é 100 N; as componentes horizontais se anulam e 2T cos 45° = 100. Logo, T = 100/(2 × 0,707) ≈ 70,7 N.

A dica é usar as leis da estática e decompor as forças. É uma questão de desafio, com cálculo, tempo e leitura médios, indicada para prova, diagnóstico e simulado, mas não para atividade, lição de casa ou avaliação rápida, conforme a ficha.

Questão 8 — Ponte suspensa com cordas a 25° da horizontal

Uma ponte suspensa improvisada para crianças usa duas cordas simétricas que formam ângulos de 25° com a horizontal. Uma criança de massa 32,0 kg fica parada no centro do tablado. Use g = 10 m/s² e 2T sin 25° = mg. Determine a tensão em cada corda.

  • ❌ A) 1000 N. A justificativa diz que se considerou apenas o peso total; o ângulo e a contribuição de cada corda não foram tratados.
  • ❌ B) 200 N. É o distrator mais provável. A ficha aponta que essa resposta pode resultar da ideia de que o ângulo reduz a tensão, quando, nessa geometria, a pequena componente vertical exige tensão maior.
  • ✅ C) T ≈ 3,79×10² N, ou 379 N. O peso é 320 N e 2T sin 25° = 320. Como sin 25° ≈ 0,4226, T = 320/(2 × 0,4226) ≈ 379 N.
  • ❌ D) 500 N. É um valor exagerado para o cálculo indicado e pode revelar palpite baseado em “resistência”, sem equilíbrio quantitativo.
  • ❌ E) 100 N. Subestima a tensão e não considera adequadamente o peso e o ângulo.

A ficha recomenda usar o equilíbrio vertical e revisar forças e trigonometria. É uma questão de desafio, com cálculo, tempo e leitura médios; serve para prova, atividade, diagnóstico e simulado, não para lição de casa ou avaliação rápida.

Quais dúvidas de professores aparecem ao ensinar tensão na corda?

As dúvidas mais úteis para planejar uma sequência são: quando tensão é igual ao peso, como escolher seno ou cosseno, por que uma corda quase horizontal pode ter tensão alta e como distinguir repouso de movimento acelerado. A resposta depende sempre do desenho e das condições do problema. Não existe uma regra única que substitua a análise vetorial. Eu começo pelo diagrama e faço o aluno dizer o que sabe sobre o movimento antes de escrever equações. Também separo dificuldade conceitual de dificuldade algébrica: um estudante pode compreender as forças e errar uma operação, ou acertar uma conta sem compreender o que calculou. As perguntas abaixo ajudam a esclarecer essas distinções e a orientar intervenções.

A tensão na corda é sempre igual ao peso?

Não. Em uma corda vertical sustentando um corpo parado, idealizada e sem outras forças verticais relevantes, a tensão tem o mesmo módulo que o peso. Se existem cordas inclinadas, é a soma das componentes verticais que equilibra o peso. Se o corpo acelera, a tensão precisa ser analisada com a segunda lei de Newton. Portanto, antes de igualar T a mg, verifico direção das forças, quantidade de cordas e estado de movimento.

Como o aluno decide entre seno e cosseno?

Ele deve identificar de que eixo o ângulo é medido e localizar a componente procurada no triângulo formado pelo vetor. Se o ângulo é medido em relação à vertical, a componente vertical usa cosseno; se é medido em relação à horizontal, usa seno. Eu recomendo desenhar a força e marcar o ângulo antes de escolher uma razão trigonométrica. Decorar uma fórmula sem interpretar o desenho tende a produzir erros quando o referencial do ângulo muda.

Por que uma corda mais horizontal pode exigir mais tensão?

Porque, quando a corda fica mais horizontal, uma parcela menor da tensão aponta na vertical. Para que as componentes verticais continuem equilibrando o mesmo peso, o módulo da tensão precisa aumentar. A situação da tirolesa com pouca flecha ilustra esse raciocínio. Faço a turma comparar qualitativamente os ângulos antes de calcular, para que perceba a relação entre geometria e força e não trate a corda como se toda a tensão atuasse para cima.

Qual questão é melhor para um diagnóstico inicial?

Eu escolheria uma situação simples de corda vertical em repouso e outra com duas cordas inclinadas. A primeira verifica força peso, equilíbrio e uso de T = mg no contexto adequado; a segunda mostra se o estudante entende componentes e ângulos. As fichas classificam as oito questões como boas para diagnóstico, mas algumas são desafios com cálculo e outras têm problemas de coerência que pedem revisão. Para um diagnóstico inicial, vale priorizar desenhos e justificativas curtas, não apenas uma questão longa com várias etapas.

Como abordar tensão na Educação Física sem confundir capacidades físicas?

Parta da ação descrita e pergunte o que o corpo precisa fazer. Na situação de permanecer suspenso com braços, ombros e tronco firmes, a capacidade física principal é a força muscular. Equilíbrio pode participar do controle postural, mas não substitui a exigência destacada pelo enunciado. Aproveite para conversar sobre participação, esforço percebido e segurança, sem transformar uma atividade corporal em demonstração de cálculo que o item não solicita. Confira também se os dados da ficha correspondem ao conteúdo efetivo da questão.

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