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Atividades sobre Processos de criação com gabarito — 1º ano, 2º ano, 3º ano, 4º ano, 5º ano (EF15AR17)

Atividades sobre Processos de criação com gabarito — 1º ano, 2º ano, 3º ano, 4º ano, 5º ano (EF15AR17)

Quando eu bato o olho no planejamento e vejo um código como EF15AR17, a primeira pergunta que me faço não é “qual atividade bonita eu posso fazer?”, mas “o que exatamente eu preciso fazer a criança viver, experimentar e mostrar que aprendeu?”. Na prática, essa é uma habilidade que aparece muito em Arte nos anos iniciais e, se eu não tomar cuidado, posso cair em duas armadilhas: transformar tudo em apresentação pronta ou avaliar só quem canta mais alto e sem vergonha.

Para mim, esse código fica muito mais claro quando eu penso em situações reais de sala: criança criando som com a voz, batendo palma, inventando trilha para uma história, testando objetos da própria escola como recurso sonoro e, principalmente, trabalhando junto. Como a habilidade vale do 1º ano ao 5º ano, dentro de Arte, na unidade temática Música e no objeto de conhecimento Processos de criação, o foco não é performance perfeita. O foco é criação, escuta, experimentação e colaboração.

O que a habilidade EF15AR17 pede, de verdade

O texto oficial da BNCC diz:

Experimentar improvisações, composições e sonorização de histórias, entre outros, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos musicais convencionais ou não convencionais, de modo individual, coletivo e colaborativo.

Traduzindo para a nossa linguagem de professor: a turma precisa criar som com intenção. Não basta só reproduzir uma canção pronta ou repetir um ritmo que eu dei. A habilidade EF15AR17 pede que o estudante experimente caminhos de criação musical, sozinho e com os colegas, usando o que estiver ao alcance: voz, corpo, instrumentos da escola e até objetos simples que produzam som.

Outro ponto importante é a expressão “sonorização de histórias”. Isso abre uma porta enorme para o trabalho interdisciplinar e também ajuda muito quem ensina crianças pequenas. Eu posso pegar uma narrativa curta, uma parlenda, um conto conhecido ou até uma cena do cotidiano e propor: “Que sons entram aqui? Como mostramos medo, chuva, passos, festa, suspense?”. Nesse momento, a criança deixa de ser só ouvinte e passa a ser autora.

Também não dá para esquecer o final da habilidade: de modo individual, coletivo e colaborativo. Ou seja, não é só cada um fazer sua parte isoladamente. A BNCC quer que o estudante aprenda a escutar o outro, negociar escolhas, combinar entradas, respeitar pausas e perceber como a criação muda quando várias ideias se encontram.

Como trabalhar EF15AR17 em sala

Quando eu preciso transformar essa habilidade em aula de verdade, sem material caro e sem complicação, costumo pensar em propostas simples e muito executáveis.

1. Orquestra do corpo

Eu começo com sons corporais: palmas, estalos, pés, batidas leves no peito, assobio, respiração e vocalizações. Divido a turma em pequenos grupos e cada grupo cria uma sequência curta. Depois, juntamos tudo numa composição coletiva. Essa atividade funciona muito bem do 1º ao 5º ano, com níveis diferentes de complexidade.

2. Sonorização de histórias conhecidas

Escolho uma história curta e distribuo momentos-chave: começo, suspense, deslocamento, chuva, festa, final. A turma decide quais sons cabem em cada trecho. Aqui entram voz, corpo e objetos simples, como lápis batendo na carteira, papel amassado, potes, tampas e chocalhos improvisados. O importante é justificar a escolha do som, não só “fazer barulho”.

3. Composição com objetos do cotidiano

Em vez de depender de instrumentos formais, eu levo a turma a investigar o som de materiais acessíveis: garrafa com grãos, caixa, colher, copo plástico, papelão, latinha vazia. Primeiro testamos timbre, intensidade e duração; depois, montamos pequenas células rítmicas. É uma forma excelente de mostrar que instrumento não convencional também é recurso musical legítimo.

4. Improvisação por comandos

Eu uso cartões ou comandos orais como “som suave”, “som rápido”, “som de chegada”, “som de mistério”, “todos juntos”, “solo”, “pausa”. Isso ajuda muito a turma a improvisar com algum contorno, sem sentir que está “solta demais”. Além disso, é um jeito concreto de trabalhar escuta e tomada de decisão em grupo.

5. Recriação de uma música ou cena

Outra ideia prática é pedir que a turma recrie uma música conhecida apenas com sons corporais ou faça a trilha de uma cena cotidiana, como recreio, feira, chuva ou trânsito. O ganho aqui é perceber que composição não é só melodia; envolve textura sonora, organização e intenção expressiva.

Como AVALIAR essa habilidade

Na hora de avaliar EF15AR17, eu tento fugir da lógica do “quem canta melhor tirou nota maior”. Essa habilidade não mede talento artístico inato. Ela mede participação em processos de criação musical. Uma boa questão, atividade ou instrumento de avaliação precisa cobrar se o estudante consegue reconhecer usos da voz, do corpo e de instrumentos; compreender o efeito dos sons numa composição; participar de criação individual e coletiva; e justificar escolhas sonoras de forma coerente com uma proposta.

Na prática, eu observo alguns indicadores: o aluno experimenta possibilidades ou fica preso a uma repetição automática? Ele escuta os colegas e ajusta sua ação? Consegue propor um som adequado para uma história ou situação? Entende que diferentes vozes e timbres enriquecem a produção? Percebe que sonorização envolve combinação de elementos, e não apenas ruído solto?

Erros comuns de avaliação nesse código são bem frequentes. O primeiro é cobrar conteúdo muito teórico, como se a habilidade fosse memorização de conceito. O segundo é confundir criação com apresentação ensaiada: às vezes a turma decorou algo bonito, mas não criou nada. O terceiro é avaliar comportamento ou extroversão como se fosse aprendizagem musical. Criança tímida também pode demonstrar compreensão e colaborar muito bem. Outro erro é ignorar o processo coletivo e focar apenas no produto final.

Se eu estiver montando atividade escrita, gosto de perguntas que levem o aluno a analisar para que serve determinado som, o que diferentes vozes acrescentam a uma obra e quais elementos compõem a sonorização de uma história. Se quiser ganhar tempo com isso, dá para consultar a consulta completa do código EF15AR17, que reúne as 74 questões alinhadas a essa habilidade no acervo.

Questões prontas de EF15AR17 (com gabarito comentado)

1) Analise a importância de se utilizar diferentes vozes em uma composição musical colaborativa. O que isso agrega à obra final?

  • ❌ A) Reduz a complexidade da música — está errada porque a diversidade de vozes tende a aumentar a riqueza sonora e as possibilidades expressivas da composição.
  • ❌ B) Promove a uniformidade sonora — está errada porque várias vozes não tornam a música uniforme; elas ampliam contrastes, camadas e timbres.
  • ✅ C) Enriquece a obra final — correta, porque múltiplas vozes trazem mais camadas, emoções e possibilidades de interação dentro da composição colaborativa.
  • ❌ D) Facilita a execução da peça — está errada porque, embora possa haver apoio entre os participantes, a presença de diferentes vozes também pode trazer mais desafios de organização e escuta.
  • ❌ E) Gera monotonia na apresentação — está errada porque a diversidade de vozes tende justamente a evitar monotonia e a trazer dinamismo à obra.

Gabarito comentado: essa questão avalia se o estudante entende a lógica da criação coletiva em Música. Aqui, o centro não é cantar “certo”, mas perceber que a colaboração amplia a expressividade da obra. É uma boa questão para verificar compreensão da habilidade em contexto de composição.

2) O que caracteriza a sonorização de uma história?

  • ❌ A) A inclusão de efeitos sonoros apenas — está errada porque a sonorização não se resume a efeitos; ela pode envolver narração, música, silêncio e diferentes fontes sonoras.
  • ❌ B) A utilização exclusivamente de instrumentos musicais — está errada porque a habilidade prevê também vozes e sons corporais, além de instrumentos convencionais ou não convencionais.
  • ✅ C) A combinação de sons, músicas e narração — correta, porque a sonorização articula diferentes elementos para construir ou enriquecer a narrativa.
  • ❌ D) A ausência de ruídos durante a narração — está errada porque a presença intencional de sons é parte essencial da proposta de sonorização.
  • ❌ E) O uso apenas de músicas conhecidas — está errada porque o mais importante é a função dos sons na narrativa, sejam eles conhecidos, criados na hora ou improvisados.

Gabarito comentado: essa é uma pergunta muito alinhada à EF15AR17 porque obriga o aluno a compreender a ideia de narrativa sonora. Ela funciona bem depois de atividades práticas em que a turma experimentou contar histórias com voz, corpo e objetos.

Próximos passos

Se eu estivesse organizando minha próxima aula com EF15AR17, faria um caminho simples: primeiro uma exploração de sons, depois uma pequena criação em grupo e, por fim, uma avaliação curta que peça análise do que foi produzido. Isso deixa a aula coerente com a BNCC e ainda me dá evidências reais de aprendizagem. Para transformar esse planejamento em prova ou lista com rapidez, eu posso usar o gerador de provas do GeraProva e, se ainda não tenho acesso, já vale fazer o cadastro grátis.

Meu conselho é não complicar essa habilidade: comece com recursos simples, observe o processo de criação da turma e use boas questões para fechar a aprendizagem. O GeraProva ajuda a ganhar tempo, mas o olhar pedagógico continua sendo o nosso diferencial em sala.

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