Atividades sobre Variação linguística com gabarito — 7º ano (EF07LI23)
Planeje atividades e avaliações de Língua Inglesa para o 7º ano com foco em variação linguística. Confira seis questões comentadas e caminhos práticos para trabalhar a habilidade EF07LI23.
Quando recebi pela primeira vez o código EF07LI23 no planejamento do 7º ano, confesso que a primeira reação foi de dúvida. Variação linguística no inglês parece um tema distante dos alunos, que costumam pensar que existe um inglês certo e todo o resto é erro. Foi preciso transformar aquele código burocrático em uma aula que fizesse sentido para adolescentes de verdade.
Neste texto, eu conto como organizei essa habilidade na minha rotina e deixo questões prontas, com gabarito comentado, para você usar amanhã mesmo se quiser. Se você ainda não sabe por onde começar, o gerador de provas do GeraProva ajuda a montar uma avaliação em poucos minutos.
O que a habilidade EF07LI23 pede, de verdade?
Quando li o texto oficial pela primeira vez, ele me pareceu abstrato. Depois de algumas leituras, percebi que a ideia central é simples: os alunos precisam entender que a forma como uma pessoa fala ou escreve revela a maneira como ela enxerga o mundo. Não se trata de decorar que biscuit e cookie são palavras diferentes, mas de perceber que essas escolhas carregam histórias, lugares e modos de pensar.
Reconhecer a variação linguística como manifestação de formas de pensar e expressar o mundo.
Na prática, isso significa que, ao final da unidade, o aluno deve ser capaz de olhar para uma palavra ou uma expressão e perguntar: de onde ela vem, quem a usa e o que ela diz sobre quem fala? Em uma aula de inglês, isso pode aparecer quando comparamos o inglês britânico e o norte-americano, ou quando discutimos expressões de comunidades falantes em diferentes países. A habilidade pede reconhecimento e respeito, não apenas memorização de vocabulário. Esse é o ponto que mais exige do professor, porque sai da lógica de "certo ou errado" e entra na lógica de "por que dizemos assim".
Como trabalhar EF07LI23 em sala?
Não preciso de material caro para essa habilidade. Ao longo do ano, testei algumas ideias simples que funcionaram bem com turmas de 7º ano:
- Comparação de duas versões de um mesmo texto: escrevo a mesma mensagem em inglês britânico e norte-americano (por exemplo, sobre um lanche ou um posto de gasolina) e peço que os alunos apontem as diferenças e o que elas revelam.
- Roda de conversa sobre palavras da família: peço que os alunos perguntem em casa como a família chama algumas coisas do dia a dia. A turma percebe rapidamente que o português também varia de região para região, e isso abre a porta para entender o inglês.
- Glossário colaborativo: cada grupo escolhe uma palavra ou expressão e escreve uma explicação curta para colegas de outro país, incluindo o contexto de uso.
- Mensagens de grupo simuladas: crio pequenos diálogos em que dois personagens usam palavras diferentes para a mesma coisa, e os alunos precisam negociar o sentido, como faria alguém que organiza um mutirão.
Como avaliar essa habilidade?
Aprendi com erros próprios que uma boa questão desse código precisa cobrar interpretação, e não apenas vocabulário. Se a prova pergunta só "qual é o significado de cookie?", o aluno pode acertar sem ter entendido nada sobre variação. Uma boa questão apresenta uma situação, mostra palavras ou formas diferentes e pede que o aluno analise o que isso revela.
Os erros mais comuns que vejo em avaliações desse tema são: tratar uma variedade como superior à outra, reduzir o assunto a grafia ou considerar uma forma regional como simples erro. Por isso, nas questões que deixo abaixo, as alternativas erradas foram pensadas justamente para mostrar esses equívocos, e o gabarito explica o motivo de cada escolha.
Questões prontas de EF07LI23 (com gabarito comentado)
Reuni seis questões alinhadas ao código, todas com enunciado completo, alternativas e explicação. Use-as como estão ou adapte para a sua turma. Se quiser conferir a ficha técnica de cada uma, basta olhar o marcador ao final de cada item.
Questão 1: duas palavras para o mesmo lanche
At a school fair, two visitors point to the same chocolate-chip snack on a table.
Visitor 1: “Could I have a biscuit, please?”
Visitor 2: “Could I have a cookie, please?”
The seller understands both requests and gives each visitor the same snack.
Com base na situação, o que o uso de “biscuit” e “cookie” mostra?
- ❌ A) Somente a palavra “cookie” pode nomear esse lanche. — Este distrator considera que apenas uma das palavras é válida para nomear o alimento.
- ❌ B) As duas palavras têm o mesmo significado em todo lugar. — Amplia indevidamente a informação da situação, que mostra apenas o uso no contexto apresentado.
- ❌ C) Somente a palavra “biscuit” pode nomear esse lanche. — Inverte o erro anterior e considera que apenas “biscuit” é adequada.
- ✅ D) As palavras “biscuit” e “cookie” podem indicar o mesmo tipo de lanche. — Os dois visitantes usam palavras diferentes, apontam para o mesmo lanche e são compreendidos pelo vendedor, o que mostra variação lexical entre variedades do inglês.
- ❌ E) As duas palavras indicam lanches diferentes nessa situação. — Ignora que os visitantes apontam para o mesmo alimento e que o vendedor entrega o mesmo lanche aos dois.
Dica de resolução: observe que o vendedor entrega o mesmo lanche aos dois visitantes.
Questão 2: identificando o padrão britânico
Em inglês, algumas formas variam conforme a região. No texto estudado, a forma britânica usa “I've already eaten” e as palavras “biscuit” e “petrol station”. A forma norte-americana usa “I already ate” e as palavras “cookie” e “gas station”.
Analise as formas de gramática e vocabulário apresentadas no texto e identifique a frase que segue o padrão britânico.
- ❌ A) I've already eaten a cookie at the petrol station. — Usa a estrutura britânica e “petrol station”, mas combina com “cookie”, que no texto é norte-americana.
- ❌ B) I already ate a cookie at the gas station. — Usa as três formas associadas ao inglês norte-americano.
- ❌ C) I already ate a biscuit at the gas station. — Usa “biscuit”, mas combina essa palavra com a estrutura verbal e o local norte-americanos.
- ✅ D) I've already eaten a biscuit at the petrol station. — Usa o present perfect “I've already eaten”, a palavra “biscuit” e a expressão “petrol station”, todas britânicas.
- ❌ E) I've already eaten a biscuit at the gas station. — Usa a estrutura verbal e a palavra britânicas, mas emprega “gas station”, que é norte-americana.
Dica de resolução: compare as expressões e os tempos verbais típicos do inglês britânico e americano.
Questão 3: por que manter a palavra whanau no programa
“Please do not cut that word,” said Maia, a young presenter at a community radio station in Wellington. She was reviewing an interview about a neighborhood food drive. In the recording, Maia had said, “My whanau brought meals, checked on elders, and called people who were alone.” An editor suggested replacing whanau with family so every listener would know it. Maia proposed a short explanation instead: in her community, whanau can include relatives and other people who share care and responsibility. The final program kept the word and added the explanation in English. After the broadcast, listeners sent messages saying they understood why the food drive involved neighbors as well as relatives.
Analyze the decision to keep the word whanau in the program. What does this choice reveal about language variation?
- ❌ A) It presents vocabulary differences as barriers that prevent shared understanding. — Erro de interpretação: a explicação e as mensagens dos ouvintes mostram que a compreensão foi possível.
- ✅ B) It presents English as able to carry cultural meanings beyond a direct translation. — A explicação de whanau amplia a ideia de family e mostra que escolhas linguísticas expressam relações culturais de cuidado.
- ❌ C) It presents the local word as an error that must be replaced in formal speech. — Erro de preconceito linguístico: Maia defende manter o termo, em vez de tratá-lo como inadequado.
- ❌ D) It presents cultural words as decorations unrelated to the interview’s message. — Erro de descontextualização: o termo explica por que vizinhos, além de parentes, participaram da ação.
- ❌ E) It presents one English word as universally more accurate than local terms. — Erro de universalização: o texto rejeita substituir automaticamente whanau por family, pois os sentidos não são exatamente iguais.
Dica de resolução: reflita sobre o significado cultural e social da palavra e sua importância na comunicação.
Questão 4: a escolha editorial do folheto
“Kia ora, whanau!” is the first line of a visitor-centre booklet in Aotearoa New Zealand. A note explains that kia ora can be used as a greeting and that whanau may refer to a wider network of family and community. In the English descriptions of local walks, the editors keep these words instead of changing every occurrence to hello or family.
During a review, some volunteers say that tourists may not know the terms. The curator proposes short explanations in the booklet and in the audio guide. She argues that local speakers often use these words in English when they talk about people, places, and shared responsibilities. The final version will therefore help visitors understand the terms while showing how English is used in that community.
Analyze the booklet plan. Which editorial choice best recognizes linguistic variation as a way of expressing local views?
- ❌ A) It changes local terms into spelling exercises, treating them as isolated language forms. — Erro de descontextualização: a situação trata dos sentidos sociais dos termos, não de ortografia.
- ❌ B) It replaces local terms with one standard English word, avoiding different forms of expression. — Erro de padronização: substituir os termos elimina a variação e os sentidos culturais associados.
- ❌ C) It removes greetings and kinship words, making the descriptions shorter for all visitors. — Erro de redução: encurtar o texto não reconhece o valor dos usos locais.
- ❌ D) It uses only terms common in England, presenting one variety as suitable for every visitor. — Erro de hierarquização: considerar uma variedade como única adequada desrespeita os usos locais do inglês.
- ✅ E) It keeps local terms with brief explanations, preserving ideas about community in the English text. — Une compreensão para visitantes e manutenção de termos que expressam sentidos locais de comunidade.
Dica de resolução: analise o texto para identificar como a variação linguística expressa visões locais.
Questão 5: expressões que carregam sentidos da comunidade
Why would a radio team leave unfamiliar words in an online transcript? At a youth radio station in Darwin, Australia, producers prepared a podcast for listeners in other countries. In one interview, a teenager said, “After school, we had a yarn with Auntie June.” An editor suggested changing yarn to talk and Auntie to Mrs. June. The group discussed that yarn can involve sharing stories and listening over time, while Auntie can be a respectful title for an older community member. In another episode, hosts called a local musician deadly. They explained in a short glossary that, in their community, the word can express admiration. The team kept the original expressions and added notes for new listeners.
Analyze the producers’ decision to keep the expressions and add a glossary. What does this choice reveal about language variation?
- ✅ A) It shows that local expressions can carry social meanings beyond direct dictionary equivalents. — A decisão considera os sentidos comunitários de yarn, Auntie e deadly, que não são totalmente preservados por substituições literais.
- ❌ B) It shows that informal speech is less suitable than standard English for public media. — Erro de hierarquização linguística: a rádio considera as formas locais adequadas e significativas.
- ❌ C) It shows that a glossary transforms local English into a separate language. — Erro de categorização: explicar usos locais não cria outra língua; evidencia variação dentro do inglês.
- ❌ D) It shows that regional words should be replaced with global English to avoid misunderstandings. — Erro de padronização: a equipe manteve as expressões e ofereceu apoio ao leitor, em vez de substituí-las.
- ❌ E) It shows that words have one fixed meaning regardless of community and context. — Erro de sentido fixo: deadly recebe um sentido de admiração ligado àquela comunidade.
Dica de resolução: reflita sobre o significado cultural das expressões e a importância da variação linguística.
Questão 6: esclarecer o sentido sem julgar quem escreveu
A group chat pops up on Júlia’s phone. She is helping to organize a small beach clean-up with teens from different places who all use English to plan.
Nina (London): “I can bring chips and a torch.”
Malik (New York): “Cool! I’ll bring a small bowl, so we can share the chips.”
Nina: “A bowl? I thought we’d eat them from paper bags.”
Malik: “Paper bags? You mean like takeout?”
Júlia notices they are not disagreeing about the plan itself. They seem to picture different things when they read the same word. She wants to answer in a way that keeps everyone included and avoids blaming anyone’s English.
She types a message to clear up the meaning before the clean-up.
Consider the chat. Identify the message Júlia should send to show awareness of English variation and prevent misunderstanding in the plan.
- ❌ A) Asking, “Can you stop using British words and write in American English?” — Erro de prestígio: trata uma variedade como superior e exclui a outra, em vez de negociar sentido.
- ❌ B) Asking, “Is ‘chips’ a spelling mistake? Please correct the word.” — Erro de foco na forma: supõe erro ortográfico, mas o problema é de variação de sentido.
- ❌ C) Asking, “Can you send a photo of the chips so we can decide?” — Erro de desvio: resolve por imagem e não promove negociação verbal de sentido.
- ❌ D) Asking, “Which dictionary did you use? It should have only one meaning.” — Erro de padronização: ignora que palavras podem ter sentidos diferentes em comunidades falantes.
- ✅ E) Asking, “When you say ‘chips’, do you mean ‘fries’ or ‘crisps’?” — Esclarece um termo que muda por variedade (UK/US) sem julgar quem escreveu, mantendo a comunicação inclusiva.
Dica de resolução: reflita sobre as variações do inglês em diferentes regiões e como evitar mal-entendidos.
Fechamento e próximos passos
Se você quiser aprofundar o tema, a consulta completa do código EF07LI23 reúne todas as questões alinhadas à habilidade. Minha sugestão é começar com a comparação entre duas versões de um mesmo texto e só depois avançar para as questões de análise. Quando sentir que a turma está pronta, monte sua avaliação com calma. Se ainda não tem conta, o cadastro grátis no GeraProva permite gerar provas personalizadas para a sua turma.
Este conteúdo foi pensado para apoiar o seu planejamento, mas cada turma tem seu ritmo e suas particularidades. Use as questões como ponto de partida, adapte à realidade da sua sala e, se quiser, peça ajuda ao gerador de provas do GeraProva para criar novas versões.
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Fontes
- Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Ministério da Educação: basenacionalcomum.mec.gov.br
- Questões do acervo GeraProva sobre Variação linguística, com resolução comentada e análise de cada alternativa.
