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Atividades sobre Resistências indígenas, invasões e expansão na América portuguesa com gabarito — 7º ano (EF07HI11)

Atividades sobre Resistências indígenas, invasões e expansão na América portuguesa com gabarito — 7º ano (EF07HI11)

Quando recebo EF07HI11 no planejamento, eu sei que não basta retomar Tratado de Tordesilhas e pedir que a turma decore datas. O desafio é fazer os estudantes olharem para um mapa histórico como fonte: perceberem o que ele mostra, o que silencia e quais disputas estão por trás daqueles rios, vilas, fortes e linhas de fronteira.

Na prática, eu preciso transformar esse código em conversa, leitura orientada e avaliação possível para o 7º ano. Abaixo reuni caminhos que funcionam com reproduções impressas, livro didático ou projeção, além de questões prontas para usar e adaptar.

O que a habilidade EF07HI11 pede, de verdade?

Na minha leitura, essa habilidade pede que o aluno compare mapas de momentos diferentes da colonização para explicar como o território controlado por Portugal foi se ampliando e reorganizando. Não é uma atividade de localizar lugares isolados nem de colorir mapas: o estudante precisa relacionar a presença de vilas, arraiais mineradores, caminhos, rios, missões e fortes aos processos de ocupação do interior. Também precisa entender que as fronteiras não ficaram paradas na linha do Tratado de Tordesilhas. A pecuária, a mineração, as expedições, as missões, a defesa militar e os acordos entre as coroas ajudaram a formar a América portuguesa. Eu procuro cobrar que a turma use evidências do próprio mapa: se aparecem povoamentos a oeste do antigo meridiano, por exemplo, isso ajuda a explicar negociações posteriores, como as do Tratado de Madri. Assim, o mapa deixa de ser ilustração e vira documento histórico.

“Analisar a formação histórico-geográfica do território da América portuguesa por meio de mapas históricos.”

A habilidade pertence à unidade temática A organização do poder e as dinâmicas do mundo colonial americano, no objeto de conhecimento Resistências indígenas, invasões e expansão na América portuguesa. Para conferir o recorte completo e o acervo disponível, acesse a consulta completa do código EF07HI11.

Como trabalhar EF07HI11 em sala?

  1. Mapa em camadas. Eu apresento um mapa próximo de 1500 e outro do século XVIII. Peço que a turma circule litoral, interior, rios, vilas, fortes e áreas de mineração. Depois, cada dupla escreve três mudanças e uma permanência.
  2. Legenda investigativa. Entrego uma lista com “minas”, “currais”, “missões”, “fortes” e “caminhos”. Os alunos ligam cada elemento à sua possível função na ocupação: circulação, defesa, exploração econômica, catequese ou administração.
  3. Fronteiras em debate. Desenho no quadro uma linha reta representando Tordesilhas e pergunto: “Por que um limite posterior pode acompanhar rios e áreas povoadas?” A discussão prepara a ideia de ocupação efetiva e negociação diplomática.
  4. Bilhete de curador. Após comparar dois mapas, cada estudante escreve uma legenda de quatro linhas para uma exposição escolar. O texto deve explicar o que mudou no território e citar duas evidências cartográficas.

Como avaliar essa habilidade?

Uma boa questão de EF07HI11 apresenta um mapa, uma descrição cartográfica ou a comparação entre documentos de épocas diferentes. Ela precisa pedir interpretação: relacionar ocupação do interior, caminhos, mineração, missões, fortes e rios à expansão territorial e às negociações de fronteira. Só perguntar “qual tratado foi assinado em 1750?” avalia memória, mas não a habilidade.

Eu evito alternativas com anacronismos fáceis demais ou comandos que peçam apenas localizar estados atuais. Também tomo cuidado para não tratar o mapa como fotografia neutra: ele foi produzido em um contexto, por interesses e para usos administrativos ou diplomáticos. Nas devolutivas, valorizo quando o aluno justifica a resposta com evidências do documento.

Questões prontas de EF07HI11 (com gabarito comentado)

1. O catálogo digital de um arquivo colonial reuniu descrições de dois mapas da América portuguesa. No primeiro, produzido em 1715, grande parte do interior aparece vinculada à capitania de São Paulo, com poucos povoados marcados além do litoral. O segundo, elaborado em 1760, apresenta limites próprios para as capitanias de Goiás e de Mato Grosso. Nele, caminhos que partem de São Paulo alcançam áreas de mineração, e rios como o Cuiabá e o Guaporé aparecem próximos a arraiais, postos de controle e núcleos de povoamento. As notas do arquivo informam que os mapas eram usados por funcionários da Coroa para organizar cobranças, deslocar tropas e comunicar decisões administrativas entre regiões distantes.

Interprete as mudanças entre as representações cartográficas e explique o processo histórico que levou à criação de novos limites administrativos no interior.

  • ❌ A) A ocupação holandesa das regiões mineradoras para controlar a extração de metais preciosos. Os holandeses concentraram-se no Nordeste açucareiro.
  • ✅ B) A ampliação do controle da Coroa sobre áreas mineradoras e rotas de circulação, com a criação de capitanias. Mineração, cobrança, defesa e caminhos exigiam administração.
  • ❌ C) A transferência da capital do Império independente para uma cidade planejada no interior. É anacronismo: o contexto é colonial.
  • ❌ D) A substituição da administração portuguesa por governos locais escolhidos pelos moradores. As capitanias reforçavam a Coroa.
  • ❌ E) A aplicação imediata da divisão de terras definida entre Portugal e Espanha no século XV. Isso não explica Goiás e Mato Grosso no século XVIII.

2. Durante uma visita a um museu, uma turma encontrou um mapa da América portuguesa produzido em 1760. A legenda registrava: litoral nordestino, portos e engenhos de açúcar; vale do rio São Francisco, currais e caminhos de gado; região das minas, vilas e estradas ligadas ao Rio de Janeiro; Sul e Centro-Oeste, missões, fortes e rotas de viajantes. Vários elementos apareciam além da linha do Tratado de Tordesilhas.

Com base no mapa, qual conclusão explica melhor a formação territorial da América portuguesa?

  • ❌ A) As vilas mineradoras abandonaram o litoral. O mapa ainda registra portos e engenhos.
  • ❌ B) O açúcar instalou missões, fortes e vilas em todas as regiões. Há processos diversos no interior.
  • ❌ C) Missões e fortes não contribuíram para o controle territorial. Eles foram instrumentos de ocupação e defesa.
  • ✅ D) A criação de gado, a mineração, as missões, os fortes e os caminhos favoreceram a ocupação do interior e o controle de novas áreas pelos portugueses. É a síntese das evidências.
  • ❌ E) A diplomacia ampliou o território sem participação da ocupação efetiva. Currais, caminhos e fortes tiveram papel decisivo.

3. Em uma mostra de documentos coloniais, um mapa de cerca de 1540 apresenta um meridiano dividindo terras ibéricas e nomes portugueses no litoral. Outro, posterior ao Tratado de Madri, de 1750, destaca os rios Guaporé e Uruguai, além de povoados, missões e caminhos portugueses a oeste do antigo meridiano. O cartógrafo informa que esses elementos serviriam às negociações entre Portugal e Espanha.

Identifique a interpretação que explica a redefinição dos limites no século XVIII.

  • ❌ A) Tordesilhas definiu sozinho os limites no século XVIII. O segundo mapa aponta negociações posteriores.
  • ❌ B) Os rios serviam apenas ao transporte. No contexto, também tinham função política.
  • ❌ C) A cartografia não se relacionava à ocupação social. Povoados e caminhos mostram essa relação.
  • ❌ D) Povoados portugueses acabavam com qualquer disputa. A ocupação fortalecia reivindicações, mas não eliminava conflitos.
  • ✅ E) A ocupação portuguesa e os acordos diplomáticos contribuíram para redefinir os limites coloniais. Essa leitura articula os dois processos.

4. Um estudante observa dois mapas: o primeiro, ligado ao acordo de 1494, mostra uma linha dividindo terras americanas; o segundo, após negociações de 1750, mostra povoados, fortes e caminhos fluviais a oeste dessa linha, além de novos limites. A turma conclui que mapas registram disputas, deslocamentos e acordos.

Identifique a interpretação que explica a mudança dos limites da América portuguesa.

  • ❌ A) O traçado surgiu apenas da vontade dos cartógrafos. Mapas registram decisões políticas e negociações.
  • ❌ B) A linha antiga impediu permanentemente a presença no interior. Fortes e povoados mostram o contrário.
  • ❌ C) Os limites de 1750 repetiam os de 1494. O enunciado informa novos limites.
  • ✅ D) A ocupação de áreas interiores ajudou Portugal a negociar limites além da antiga linha. Povoados, fortes e rotas são evidências.
  • ❌ E) Rios garantiam sozinhos a posse de todas as margens. A posse dependia também de disputas e acordos.

5. Um catálogo descreve dois mapas: no fim do século XVI, capitanias e poucos povoados no litoral, enquanto o interior aparece como “sertões”; em meados do século XVIII, surgem arraiais e vilas das minas, rios usados como caminhos, fortificações amazônicas e limites acompanhando rios e serras diante de territórios espanhóis.

Qual legenda de exposição melhor sintetiza a mudança registrada?

  • ❌ A) Crescimento do interior devido às ferrovias. Ferrovias são do século XIX.
  • ✅ B) Interiorização da ocupação, com minas, rotas fluviais, vilas e fortes ampliando o espaço controlado por Portugal. A síntese corresponde aos dois mapas.
  • ❌ C) O litoral permaneceu como único espaço ocupado. O segundo documento mostra vilas interiores.
  • ❌ D) Fronteiras foram criadas após a Independência. O mapa é anterior a 1822.
  • ❌ E) O território foi reduzido por expulsão de colonos ao litoral. As evidências indicam expansão.

6. Uma bibliotecária encontra dois mapas coloniais. No primeiro, há faixas litorâneas, poucas vilas e interior com povos indígenas e serras. No segundo, caminhos entre minas e novos povoados, vilas em Goiás e Mato Grosso, fortes junto a rios do Norte e uma fronteira com a América espanhola acompanhando rios e pontos de ocupação.

Identifique o critério de ocupação e delimitação territorial que explica a diferença.

  • ❌ A) Limites provinciais após 1822. Trata-se do período colonial, anterior ao Império.
  • ❌ B) Meridiano fixo independente das ocupações. A fronteira descrita acompanha rios e povoamentos.
  • ❌ C) Faixas iguais sem relação com mineração e rotas. Isso ignora as evidências do segundo mapa.
  • ✅ D) Ocupação efetiva e limites por rios, apoiados na criação de vilas e fortes no interior. É o critério indicado pela descrição.
  • ❌ E) Prioridade exclusiva ao litoral açucareiro. O documento enfatiza a interiorização.

Próximos passos para a aula

Eu começaria com uma comparação visual curta e aplicaria uma ou duas questões para verificar a leitura da turma. Se quiser ampliar a avaliação, na o gerador de provas do GeraProva há questões alinhadas ao código: são 17 itens no acervo de EF07HI11. Você também pode criar sua conta pelo cadastro grátis e montar uma prova no seu ritmo.

Use as questões como ponto de partida e adapte vocabulário, tempo e mediação à sua turma. O mais importante é ajudar cada estudante a perceber que os mapas contam histórias de ocupação, conflito e negociação.

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