Atividades sobre O eu, o outro e o nós com gabarito — 1º ano (EF01ER02)
Quando recebo a EF01ER02 no planejamento do 1º ano, sei que a habilidade parece simples à primeira vista: falar sobre o nome de cada criança. Mas, na sala, ela abre uma conversa muito importante sobre reconhecimento, pertencimento e respeito. Não basta pedir que a turma copie o próprio nome; preciso criar situações em que percebam por que os nomes importam na convivência.
Eu costumo partir de coisas que já acontecem todos os dias: chamar alguém para a roda, identificar um desenho, encontrar o crachá na entrada ou respeitar a forma como o colega gosta de ser chamado. Assim, o conteúdo de Ensino Religioso ganha sentido real e não vira só uma atividade de leitura.
O que a habilidade EF01ER02 pede, de verdade?
A EF01ER02 pede que a criança compreenda que o nome tem uma função social: ele identifica uma pessoa e ajuda a diferenciá-la das demais. No 1º ano, isso envolve reconhecer o próprio nome, localizar o nome dos colegas, entender que duas pessoas podem ter características parecidas sem serem a mesma pessoa e perceber que chamar alguém corretamente é uma atitude de respeito. Também cabe acolher apelidos usados com carinho, explicando que eles não substituem o cuidado de conhecer e respeitar o nome da pessoa. Embora a unidade temática seja Identidades e alteridades e o objeto de conhecimento seja O eu, o outro e o nós, eu não preciso transformar a aula em algo abstrato. A meta é observável: diante de um crachá, de uma produção ou de uma apresentação, a criança consegue associar o nome à pessoa e reconhecer que cada colega tem sua identidade.
“Reconhecer que o seu nome e o das demais pessoas os identificam e os diferenciam.”
Na consulta completa do código EF01ER02, eu encontro outras possibilidades de questões alinhadas para variar o planejamento sem perder o foco da habilidade.
Como trabalhar EF01ER02 em sala?
1. Roda dos nomes. Eu organizo a turma em roda e entrego os crachás. Cada criança procura o seu, diz como prefere ser chamada e entrega o crachá de um colega quando consegue reconhecê-lo. Para quem ainda não lê convencionalmente, vale usar foto, letra inicial e comparação do tamanho das palavras.
2. Galeria de produções. Depois de um desenho ou colagem, peço que cada estudante escreva ou dite seu nome para identificação. Em seguida, fazemos uma visita à galeria e conversamos: como sabemos quem fez cada trabalho? Essa situação deixa clara a função do nome, sem material caro.
3. Bingo dos crachás. Em vez de números, uso nomes da turma. Eu falo um nome, e as crianças localizam o crachá correspondente na cartela. É uma atividade rápida para observar quem já reconhece os nomes e quem se apoia apenas na letra inicial.
4. História de nomes parecidos. Posso inventar uma situação curta com Ana, Ana Clara e Mariana, por exemplo. Pergunto como chamar cada uma sem confundir as pessoas. Aqui, a turma percebe que os nomes aproximam, mas também diferenciam.
5. Combinado de convivência. Construo com a classe um cartaz: “Chamamos as pessoas pelo nome e com respeito”. Se surgirem apelidos que incomodam, trato o tema com cuidado, sem expor ninguém. É uma oportunidade concreta de ligar identidade e alteridade.
Como avaliar essa habilidade?
Uma boa questão de EF01ER02 precisa cobrar o sentido do nome como identificação pessoal, em situações próximas da vida infantil: crachás, trabalhos, apresentação na roda, chamada ou organização de objetos. Para o 1º ano, eu prefiro enunciados curtos, vocabulário conhecido e apoio visual quando possível. A criança deve demonstrar que entende quem é identificado por determinado nome ou para que serve escrever o nome em um objeto.
Um erro comum é avaliar apenas a cópia ou a caligrafia do nome. Isso pode ser importante em outros objetivos de Língua Portuguesa, mas não prova, sozinho, que a criança compreendeu a habilidade de Ensino Religioso. Outro deslize é fazer perguntas longas demais ou tratar a diferença entre nomes como competição. O foco é reconhecer cada pessoa, respeitar sua forma de identificação e entender que a diversidade da turma não diminui ninguém.
Questões prontas de EF01ER02 (com gabarito comentado)
1. Considere uma situação onde um grupo de amigos decide criar um nome para sua equipe. Qual a importância de escolher um nome que represente todos?
- ❌ A) Fica mais divertido. A diversão é importante, mas não é o foco principal.
- ❌ B) Representa a individualidade de cada um. Um nome coletivo deve representar o grupo, e não somente indivíduos.
- ✅ C) Ajuda a unificar o grupo. Um nome coletivo reforça a identidade e a união do grupo.
- ❌ D) Não tem importância. A escolha do nome é fundamental para a identidade do grupo.
- ❌ E) Serve apenas para ser lembrado. Um nome tem significado mais profundo do que apenas facilitar a lembrança.
2. Durante uma atividade, estudantes apresentam aspectos de suas religiões e percebem que suas crenças são diferentes. A professora orienta a turma a ouvir cada colega com respeito, sem tentar impor uma crença aos demais.
Como essa atitude contribui para a convivência ética entre pessoas de religiões diferentes?
- ✅ A) Favorece o respeito e o diálogo entre pessoas com crenças diferentes. Ouvir com respeito e não impor uma crença permite convivência ética, diálogo e reconhecimento das diferenças.
- ❌ B) Faz todos adotarem a mesma crença religiosa. Respeitar diferenças não exige que todas as pessoas tenham a mesma crença.
- ❌ C) Permite que uma religião seja considerada superior às outras. O diálogo não cria hierarquia entre religiões.
- ❌ D) Evita qualquer conversa sobre diferenças religiosas. Respeito não é silêncio; uma conversa cuidadosa ajuda a compreender o outro.
- ❌ E) Impede que os estudantes apresentem suas crenças religiosas. A convivência ética envolve expressão respeitosa, não proibição.
3. Bia é o jeito que Beatriz é chamada. Na mesa estão os crachás de Beatriz, Caio, Léo, Nina e Ravi. Qual crachá é de Bia?
- ❌ A) Caio. Caio identifica outra criança.
- ❌ B) Ravi. Ravi é um nome próprio, mas não é o nome associado a Bia no texto.
- ✅ C) Beatriz. Bia é chamada de Beatriz; por isso, seu crachá mostra Beatriz.
- ❌ D) Léo. Léo é o nome de outra pessoa, não de Bia.
- ❌ E) Nina. Nina também é nome de pessoa, mas o texto liga Bia a Beatriz.
4. Na oficina, Caio e Lila fizeram brinquedos. Cada um pôs seu nome no que fez.
O que o nome ajuda a saber?
- ❌ A) O nome de Lila. O texto já informa esse nome; isso não explica a função de escrever no brinquedo.
- ✅ B) Qual criança fez cada brinquedo. O nome permite identificar quem fez cada produção.
- ❌ C) Que Caio e Lila fizeram brinquedos. Essa informação já aparece no texto; o nome diferencia qual brinquedo foi feito por cada um.
- ❌ D) Que cada criança pôs seu nome. Isso também é informado no enunciado, mas não é a função do nome.
- ❌ E) O nome de Caio. O texto já apresenta o nome de Caio; o nome escrito serve para identificar a autoria.
5. Em uma roda do ensino religioso, a professora pede que cada criança diga seu nome para se apresentar. Qual palavra usamos para identificar e diferenciar uma pessoa?
- ❌ A) Título, como Senhor ou Doutor, pois é mais respeitoso. Título indica tratamento, status ou profissão, não identifica cada indivíduo.
- ❌ B) Quantidade, como o número de irmãos, que é mais relevante. Essa informação não identifica uma pessoa.
- ❌ C) Sobrenome, pois é o que usamos para todos os membros da família. O sobrenome ajuda a identificar a família, mas não distingue sozinho cada indivíduo.
- ❌ D) Apelido, pois é mais amigável e usado entre amigos. Apelidos podem ser usados entre amigos, mas podem causar confusão e não substituem o nome.
- ✅ E) Nome. O nome é usado para identificar uma pessoa e diferenciá-la das demais.
6. Na sala, cada criança tem um nome. Por que chamamos cada colega pelo nome?
- ❌ A) Serve somente para brincar. O uso do nome vai além das brincadeiras.
- ✅ B) Mostra respeito ao colega. Chamar cada criança pelo nome mostra que a reconhecemos e respeitamos.
- ❌ C) Faz a aula acabar. Chamar colegas pelo nome não altera o tempo da aula.
- ❌ D) Ajuda a ganhar brinquedos. O nome não tem relação com receber objetos.
- ❌ E) Deixa todos muito iguais. Usar os nomes reconhece justamente que cada pessoa é única.
Próximos passos para o planejamento
Para fechar, eu escolheria uma atividade de roda, um registro simples e duas ou três questões adequadas ao nível de leitura da turma. O GeraProva reúne 18 questões alinhadas a essa habilidade, e posso usar o gerador de provas do GeraProva para montar uma avaliação com rapidez, ajustando o que faz sentido para minha classe. Se ainda não uso a plataforma, vale fazer o cadastro grátis e testar no próximo planejamento.
As questões são um ponto de partida: eu sempre adapto linguagem, apoio visual e mediação às necessidades da minha turma, para que cada criança se sinta reconhecida e respeitada.
