Atividades de Sociedade Líquida (Bauman) e Sociedade do Cansaço (Han) para a 2ª série do Ensino Médio com gabarito
Reuni atividades para trabalhar Bauman e Han na 2ª série, com gabarito comentado e situações sobre espaço, pertencimento, regras e desempenho. Veja como explorar as questões em Filosofia.
Quando trabalho Sociedade Líquida, de Bauman, e Sociedade do Cansaço, de Han com a 2ª série, procuro aproximar os conceitos de situações concretas sem reduzir os autores a slogans. A instabilidade dos vínculos e das instituições, em Bauman, e a cobrança por desempenho que o indivíduo pode dirigir a si mesmo, em Han, ajudam a analisar conflitos atuais com cuidado. Na sala, uma dificuldade comum é distinguir essas ideias: uma mudança ou regra nova não é automaticamente “liquidez”, e uma meta não significa apenas uma ordem imposta de fora. É preciso observar quem organiza o espaço, quais relações de pertencimento estão em jogo e como as condições de uso afetam as pessoas. As questões a seguir trabalham esse tipo de leitura; várias abordam território e poder, conceitos que oferecem contexto para discutir a questão que mobiliza diretamente Bauman e Han.
Organizei as oito questões com as alternativas e explicações para que você possa usá-las como avaliação, revisão ou ponto de partida para conversa. Como os itens articulam diferentes temas de Ciências Humanas, vale explicitar para a turma quando a análise trata de Bauman e Han e quando mobiliza outros referenciais, como Hobbes e Foucault.
O que o aluno de 2ª série precisa saber sobre Sociedade Líquida (Bauman) e Sociedade do Cansaço (Han)
Na 2ª série, espero que o aluno consiga explicar, em termos gerais, duas ideias sem confundi-las. Em Bauman, a sociedade líquida é associada à fragilidade ou à menor estabilidade de vínculos e instituições: relações, pertencimentos e projetos podem se tornar mais sujeitos a mudanças. Isso não quer dizer que tudo seja literalmente fluido ou que nenhuma instituição tenha força. Em Han, a sociedade do cansaço destaca a pressão pelo desempenho e a possibilidade de o indivíduo internalizar a cobrança, passando a exigir cada vez mais de si. Não se trata apenas de receber ordens externas: metas e competição podem ser incorporadas como aut cobrança. Ao analisar uma situação, o estudante deve identificar os elementos do texto e relacioná-los aos conceitos, sem atribuir aos autores conclusões que o enunciado não sustenta. Na questão das hortas coletivas, por exemplo, autorizações temporárias e interesses imobiliários indicam instabilidade, enquanto metas digitais e classificação por produtividade permitem discutir desempenho e acesso.
O que ele precisa saber antes
Para acompanhar o conjunto, ajuda revisar território, territorialidade, pertencimento e agentes produtores do espaço. Também é importante distinguir apropriação pública, privada, coletiva e informal, além de reconhecer que o uso de um lugar pode envolver disputas e regras. Na questão que aborda Bauman e Han, os pré-requisitos mais diretos são compreender território e pertencimento e conhecer as ideias centrais dos dois autores.
Outros itens pedem repertórios específicos: normas nacionais e internacionais para a questão sobre o espaço marítimo; soberania e contrato social para as questões baseadas em Hobbes; e poder, práticas sociais e controle para a questão inspirada em Foucault. Eu não tentaria apresentar esses conteúdos como se fossem todos teses de Bauman ou Han. É mais produtivo deixar claro que a prova reúne diferentes lentes para interpretar conflitos territoriais, e que apenas um dos itens aplica explicitamente os conceitos desses autores.
Onde os alunos mais erram
Na questão das hortas, o erro mais provável é tratar as metas da plataforma como mera organização externa e deixar de perceber a cobrança por desempenho que pode ser internalizada. A alternativa A também é atraente porque fala em rotatividade e distribuição, mas erra ao concluir que isso reduz os conflitos e democratiza o acesso: o texto informa que a prioridade depende da produtividade e que há disputa pela permanência.
Nas questões sobre espaço, aparece outra confusão recorrente: tomar controle administrativo, restrição física ou presença do Estado como sinônimos de territorialidade. Para responder, é necessário verificar que agente pratica a ação e qual sentido ela tem no enunciado. Na questão do cais, por exemplo, as catracas controlam a entrada, mas as práticas e os significados compartilhados estão na feira, na roda de histórias e na placa feita pelos moradores. Na questão da ocupação informal, o distrator C pode parecer plausível por envolver uma organização social, mas descreve a adaptação de galpões para uso cultural, não a apropriação coletiva informal para moradia.
Nos itens de Hobbes, o desvio é confundir soberania com liberdade sem regras, unanimidade permanente ou poder privado. Em Foucault, o equívoco é limitar poder às leis formais e ignorar como mapas, grades e regras também organizam circulação. Peço que os alunos apontem a evidência textual antes de escolher: esse hábito ajuda a separar interpretação fundamentada de associação superficial.
Como trabalhar em sala
- Comece por uma distinção em duas colunas. Escreva “instabilidade dos vínculos” e “pressão por desempenho” no quadro. Peça à turma que relacione cada expressão a Bauman ou Han e justifique com uma frase, sem transformar as ideias em definições rígidas.
- Faça leitura guiada da questão das hortas. Marquem no texto as autorizações temporárias, a devolução solicitada pelos proprietários, as metas digitais e a prioridade por produtividade. Em seguida, conversem sobre qual evidência sustenta cada parte da alternativa correta.
- Compare formas de apropriação do espaço. Nas questões do cais, do litoral e da ocupação urbana, os alunos podem identificar agente, ação, regra de acesso e significado coletivo. Uma tabela no caderno basta; não é necessário material especial.
- Promova uma revisão dos distratores. Em duplas, escolham uma alternativa incorreta e expliquem o erro usando o enunciado. O objetivo não é apenas apontar a letra, mas perceber se houve confusão entre uso coletivo, controle privado, ação estatal e territorialidade.
- Feche com uma questão de saída. Peça que cada estudante escreva uma frase distinguindo uma ideia de Bauman de uma ideia de Han, usando a situação das hortas como exemplo. Isso permite verificar se os conceitos ficaram claros antes de avançar para outros autores.
Questões prontas de Sociedade Líquida (Bauman) e Sociedade do Cansaço (Han) para a 2ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)
As questões abaixo devem ser lidas conforme seus enunciados: nem todas tratam diretamente de Bauman e Han. O item 5 faz essa articulação de forma explícita; os demais permitem trabalhar território, apropriação espacial e diferentes formas de poder, compondo um percurso de análise em Ciências Humanas.
1. Ocupação coletiva e informal do espaço urbano
Em uma narrativa sobre expansão urbana, observa-se que o poder público construiu uma avenida periférica e loteou terrenos adjacentes, enquanto uma incorporadora privada ergueu um condomínio fechado com vigilância 24 horas. Ao mesmo tempo, uma ONG religiosa adaptou galpões abandonados para criar um centro cultural e oferecer oficinas. Por fim, grupos de famílias uniram-se para invadir um trecho de linha férrea desativada, traçaram seus próprios caminhos, levantaram mais de duzentas habitações improvisadas e organizaram feiras comunitárias e transporte coletivo autogerido. Qual agente ilustra um processo de ocupação caracterizado pela apropriação coletiva e informal do espaço urbano?
- ❌ A) O poder público organizando feiras comunitárias e transporte coletivo autogerido. O texto atribui essas ações aos grupos de famílias, não ao poder público.
- ❌ B) A incorporadora privada implantando um condomínio fechado com vigilância. É um empreendimento privado com controle de acesso, não uma ocupação coletiva informal.
- ❌ C) A ONG religiosa transformando galpões em centro cultural e oficinas. A adaptação cultural de galpões não corresponde à ocupação coletiva informal da área para moradia.
- ❌ D) O poder público instaurando infraestrutura viária e loteamentos formais. Avenida e loteamento formal são ações públicas descritas, não a apropriação informal pedida.
- ✅ E) Os grupos de famílias invadindo trilhos e erguendo moradias autogeridas. As famílias ocupam coletivamente o espaço de maneira informal e organizam usos próprios do local.
Gabarito: E. Oriente os alunos a localizar quem construiu as moradias e organizou as feiras e o transporte. A resposta depende de distinguir as ações dos grupos das iniciativas institucionais e empresariais.
2. Territorialidade e significados compartilhados no cais
Após o anúncio do “Porto Novo”, uma empresa planeja instalar catracas e exigir credencial para acessar o píer em dias de show. A prefeitura renomeia ruas e divide a área em setores. Em reação, moradores e trabalhadores organizam uma feira de troca e uma roda de histórias, pintam um mural sobre o trabalho no rio e colocam uma placa “Cais do Povo”. Uma ONG reúne relatos e ajuda a criar um mapa afetivo. Considerando que o espaço urbano é produzido por práticas e sentidos, qual ação melhor expressa a formação de uma territorialidade?
- ✅ A) Manter a feira, a roda de histórias e a placa “Cais do Povo”. Essas práticas coletivas expressam sentidos compartilhados e apropriação do cais.
- ❌ B) Instalar catracas e exigir credencial. Isso restringe o acesso, mas não é a construção de significados coletivos apontada no texto.
- ❌ C) Renomear ruas para padronizar a identificação do bairro. É uma medida administrativa, não necessariamente apropriação coletiva por práticas sociais.
- ❌ D) Reunir relatos como prova de propriedade legal do porto. Os relatos contribuem para a memória e o mapa afetivo; não são apresentados como prova legal.
- ❌ E) Dividir a área em setores para orientar a fiscalização. A organização administrativa, por si só, não expressa os sentidos compartilhados dos moradores.
Gabarito: A. O ponto central é distinguir territorialidade de simples controle de entrada ou organização oficial. As ações coletivas e os significados atribuídos ao cais sustentam a resposta.
3. Agentes e normas no espaço marítimo
O governo federal definiu áreas prioritárias para projetos de energia eólica offshore por decretos nacionais, e empresas firmaram contratos de concessão. Pescadores reivindicam direitos baseados em costumes; grupos ambientais buscam criar áreas protegidas com apoio em documentos e diretrizes estabelecidas coletivamente por diversos países. Qual agente busca legitimar seu domínio sobre a plataforma continental por meio de diretrizes internacionais formuladas coletivamente?
- ❌ A) Pescadores locais. Eles reivindicam direitos com base em costumes seculares, não nas diretrizes internacionais mencionadas.
- ❌ B) Diversos países. Eles formulam coletivamente as diretrizes, mas o texto identifica os grupos ambientais como agentes que as utilizam.
- ✅ C) Grupos ambientais. Recorrem a documentos e diretrizes internacionais para defender áreas protegidas no espaço marítimo.
- ❌ D) Empresas concessionárias de energia eólica offshore. O enunciado menciona contratos de concessão, mas não o uso de diretrizes internacionais por essas empresas.
- ❌ E) Governo federal. Sua atuação é associada a decretos nacionais, não às diretrizes internacionais citadas.
Gabarito: C. Peça aos alunos que associem cada agente ao tipo de fundamento descrito: costume, contrato, decreto nacional ou diretriz internacional. Assim, evitam confundir quem formula uma norma com quem a utiliza.
4. Apropriação privada de territórios costeiros
Em uma região costeira, o poder público demarcou áreas de proteção de restingas, uma ONG criou trilhas educativas para uso público controlado e cooperativas de pescadores assinalaram áreas de captura para uso coletivo limitado. Empreendimentos imobiliários de alto padrão ergueram residências de luxo e isolaram trechos de costa antes usados em comum. Qual ação exemplifica a apropriação de territórios por um agente privado de desenvolvimento costeiro?
- ❌ A) Marcação de áreas de pesca por cooperativas. A ação organiza uso coletivo limitado, não uma apropriação privada imobiliária que restringe o acesso comunitário.
- ❌ B) Criação de trilhas educativas para uso público controlado. É uma iniciativa da ONG, não a ocupação privada descrita.
- ❌ C) Instalação de placas proibitivas em zonas de proteção. Trata-se de medida de proteção ambiental de um órgão público.
- ✅ D) Implantação de moradias de luxo que restringem o acesso comunitário. Os empreendimentos privados ocupam áreas costeiras e limitam um acesso que era comum.
- ❌ E) Criação de áreas públicas protegidas. A proteção que restringe construções é atribuída ao órgão ambiental, não ao agente privado imobiliário.
Gabarito: D. A pergunta solicita identificar o agente privado. A pista decisiva é a relação entre empreendimentos imobiliários e restrição do acesso comunitário, não qualquer forma de controle do espaço.
5. Bauman, Han e os conflitos em hortas coletivas
Moradores de diferentes origens transformaram terrenos sem uso em hortas coletivas. A prefeitura concedeu autorizações temporárias, uma empresa passou a administrar inscrições, horários e metas de produção por plataforma digital, e os participantes mais produtivos ganharam prioridade na escolha dos canteiros. Com a valorização dos terrenos, proprietários solicitaram sua devolução, gerando disputas sobre permanência, acesso e pertencimento. Bauman associa a sociedade líquida à instabilidade dos vínculos e das instituições; Han destaca a cobrança por desempenho que o indivíduo pode dirigir a si mesmo. Qual análise melhor avalia a situação?
- ❌ A) A rotatividade reduz os conflitos e a classificação por produtividade democratiza a permanência. A rotatividade não elimina a disputa, e priorizar os mais produtivos cria uma hierarquia de acesso.
- ❌ B) O conflito resulta principalmente das diferenças culturais, enquanto os demais agentes apenas organizam o espaço. O texto não atribui o conflito a essas diferenças: autorizações, proprietários e plataforma interferem no uso e na permanência.
- ❌ C) As hortas fortalecem vínculos permanentes, e as metas impedem que os participantes cobrem desempenho de si mesmos. A alternativa inverte os conceitos: as permissões são temporárias e Han permite discutir a internalização da cobrança.
- ✅ D) Autorizações temporárias e interesses imobiliários tornam instável a permanência, enquanto metas digitais convertem o cuidado coletivo em disputa por desempenho e acesso. A resposta relaciona adequadamente a instabilidade discutida por Bauman e a pressão por desempenho associada a Han.
- ❌ E) A plataforma substitui as fronteiras territoriais por relações virtuais e torna irrelevantes as decisões da prefeitura e dos proprietários. A tecnologia reorganiza o acesso, mas não elimina o poder sobre os terrenos nem as fronteiras materiais.
Gabarito: D. Este é o item que articula diretamente os dois autores. A instabilidade das autorizações e da permanência permite discutir Bauman; a meta, a produtividade e a cobrança permitem abordar Han. Não é necessário afirmar que toda tecnologia causa cansaço: a interpretação deve ficar apoiada na situação apresentada.
6. Soberania hobbesiana e autoridade territorial comum
Após uma ressaca, bancos de areia passam a ser usados por famílias em rotas sazonais de pesca. Uma cooperativa pretende coletar mariscos, enquanto uma empresa com licença estadual para aquicultura instala cercas e vigilantes. A prefeitura propõe regras comuns; outros moradores sugerem que cada grupo controle autonomamente sua faixa. Tomando a noção hobbesiana de soberania como referência, qual medida pode instituir uma autoridade territorial comum?
- ❌ A) Suspender qualquer regra comum para preservar a liberdade dos ocupantes. Para Hobbes, a ausência de poder comum amplia a insegurança e os conflitos; liberdade sem ordem não resolve o problema.
- ❌ B) Submeter toda regra à aprovação unânime a cada conflito. O pacto institui uma autoridade capaz de decidir; não exige unanimidade contínua em cada decisão.
- ❌ C) Manter a delimitação sob fiscalização da empresa por causa da licença econômica. A licença não transforma uma empresa em autoridade comum representativa dos demais ocupantes.
- ✅ D) Transferir, por pacto entre os grupos, a definição e a execução das regras a uma autoridade pública comum. A medida institui um poder comum autorizado a decidir e fazer cumprir regras.
- ❌ E) Distribuir a cada grupo poder autônomo para aplicar sanções em sua faixa. Autoridades independentes mantêm a rivalidade que a soberania comum procura superar.
Gabarito: D. Aqui o foco é Hobbes, não Bauman ou Han. Ajude os alunos a reconhecer a função do poder comum na resolução do conflito, sem confundir soberania com controle privado ou ausência de regras.
7. Poder, circulação e fronteira em Foucault
Em uma audiência sobre a Vila da Ponte, moradores afirmam que o traçado oficial interrompe a passagem usada para chegar à feira. A prefeitura instalou grades e câmeras junto ao canal e redesenhou o mapa, classificando margens como área de acesso restrito. Comerciantes, pescadores e moradores apresentam outro mapa, com passagens e pontos de encontro cotidianos. Considerando a concepção de poder de Foucault, qual interpretação explica melhor a formação dessa fronteira?
- ❌ A) A fronteira é apenas técnica, pois o mapa oficial descreve um espaço neutro. Essa leitura ignora que mapas e controles podem organizar acessos e exercer poder.
- ❌ B) A fronteira separa identidades fixas e não se altera com práticas coletivas. Os usos cotidianos também participam da disputa e da transformação dos limites.
- ✅ C) A fronteira é produzida por relações de poder entre normas, controles e usos cotidianos. Grades, classificações e percursos revelam diferentes maneiras de organizar o espaço.
- ❌ D) A fronteira elimina disputas quando todos obedecem à circulação prevista. A imposição de regras não demonstra que os conflitos sobre acesso e pertencimento tenham desaparecido.
- ❌ E) Apenas o Estado organiza o espaço. Essa opção desconsidera as práticas de moradores, comerciantes e pescadores descritas no enunciado.
Gabarito: C. A resposta considera tanto o controle institucional quanto as práticas dos grupos. É uma boa oportunidade para discutir como o poder também aparece na organização da circulação, sem dizer que a lei é sua única forma.
8. Hobbes e a fixação de fronteiras territoriais
Uma empresa de turismo anuncia trilhas exclusivas e instala placas; pescadores marcam caminhos usados há gerações; a prefeitura publica um mapa de zoneamento. Após novos conflitos, uma decisão judicial determina limites e autoriza fiscalização e multas. Aplicando uma ideia de Thomas Hobbes, qual agente tem papel decisivo na fixação de fronteiras territoriais quando há conflito entre usos do espaço?
- ❌ A) A ancestralidade do uso, por si só, transforma caminhos em fronteiras. Costumes podem orientar usos, mas, para Hobbes, não substituem a autoridade soberana na resolução do conflito.
- ❌ B) A ocupação econômica legitima por si só a delimitação. Contratos e empregos não equivalem ao poder comum capaz de garantir ordem duradoura.
- ❌ C) O limite natural do mangue e da praia determina a fronteira e torna secundárias as normas. Elementos naturais influenciam o espaço, mas a fronteira política envolve decisão e reconhecimento normativo.
- ❌ D) A empresa cria território legítimo ao controlar fisicamente a passagem. Controle de fato não equivale à autoridade soberana legítima na perspectiva hobbesiana.
- ✅ E) A decisão estatal, ao impor regras e sanções, estabiliza limites onde interesses privados e costumes entram em choque. A ação representa a autoridade comum que define e faz cumprir normas.
Gabarito: E. O texto apresenta uma decisão com limites e sanções depois do conflito. A questão pede o papel da autoridade estatal na perspectiva de Hobbes, e não uma avaliação geral sobre qual uso do litoral seria melhor.
Próximos passos
Depois de aplicar os itens, retome as justificativas e peça que a turma identifique quais questões trabalham diretamente Bauman e Han e quais mobilizam outras referências. Você também pode consultar questões da habilidade EM13CHS204 e questões da habilidade EM13CHS305. Para montar uma avaliação com outros itens, experimente o gerador de provas do GeraProva ou faça seu cadastro grátis.
Use as questões como ponto de partida e ajuste a seleção ao percurso da sua turma. No GeraProva, você pode criar provas e revisar os itens antes de aplicar.
O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.
Criar minha prova