Atividades de O trabalhismo e seu protagonismo político para o 9º ano com gabarito
Reúna atividades de História sobre o trabalhismo e seu protagonismo político para o 9º ano. As oito questões com gabarito comentado ajudam a trabalhar direitos, Estado e participação política.
Quando trabalho o trabalhismo com uma turma de 9º ano, procuro não reduzir o tema a uma lista de leis da Era Vargas. É importante mostrar como direitos, organização dos trabalhadores e ação do Estado se relacionam, e como essa história também se desdobra na política brasileira.
Para isso, uso textos, relatos e situações-problema. Eles ajudam a turma a comparar o que uma norma previa com as condições vividas por trabalhadores, interpretar dados e reconhecer a participação política trabalhista em diferentes momentos. A sequência abaixo reúne questões para diagnóstico, revisão ou avaliação, com gabarito comentado.
O que o aluno de 9º ano precisa saber sobre O trabalhismo e seu protagonismo político
Para compreender o trabalhismo, o estudante precisa relacionar as mobilizações de trabalhadores às leis e instituições que organizaram as relações de trabalho no Brasil, sem tratar esses processos como sinônimos. Na Era Vargas, a legislação social, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a fiscalização e a Justiça do Trabalho ampliaram a presença do Estado nesse campo. Isso não significa que os direitos fossem sempre cumpridos nem que as condições se tornassem iguais para todos: relatos de operárias, diferenças salariais e variações regionais do poder de compra ajudam a perceber limites e contradições. O trabalhismo também teve dimensão política. A atuação do PTB e a participação de trabalhadores eleitos deram expressão institucional a reivindicações sociais; mais tarde, a Campanha da Legalidade mostrou a articulação de lideranças, sindicatos, rádios e entidades civis em defesa da Constituição. O aluno deve interpretar fontes e dados, distinguir intenção legal de experiência concreta e reconhecer mudanças sem concluir que todos os objetivos foram alcançados.
O que ele precisa saber antes
Antes da atividade, vale retomar a Revolução Russa e as mobilizações operárias no Brasil, além da industrialização e da formação do operariado. A turma também precisa reconhecer aspectos da Era Vargas, conhecer noções básicas de direitos trabalhistas e compreender o papel do Estado nas relações de trabalho. Para as questões sobre trabalhadoras, revise a inserção feminina na indústria e as desigualdades de gênero; para a parte política, situe a redemocratização após o Estado Novo, os sindicatos e a participação eleitoral. Por fim, faça uma leitura conjunta de tabelas simples: comparar salário nominal e custo de vida é diferente de comparar poder de compra.
Onde os alunos mais erram
Um equívoco recorrente nestas questões é imaginar que a existência de uma lei garante seu cumprimento efetivo. O depoimento de uma operária mostra justamente a distância entre a proteção prevista e a prática na fábrica. Também pode surgir a ideia de que a Justiça do Trabalho aceita automaticamente qualquer pedido do empregado; o caso proposto exige reconhecer a análise de provas e a função institucional de resolver conflitos.
Na questão sobre a greve de 1917, o distrator mais provável é transformar a mobilização em uma revolução que derrubou o governo. O texto distingue a circulação de ideias revolucionárias, a greve e a repressão: houve mobilização e organização operária, mas não uma mudança imediata de regime no Brasil. Já na questão do salário mínimo, é preciso evitar confundir valores nominais com poder de compra. E, ao estudar o PTB e a Campanha da Legalidade, convém não reduzir o trabalhismo a reivindicações salariais: as questões evidenciam também representação política, comunicação e defesa da legalidade constitucional.
Como trabalhar em sala
- Monte uma linha do tempo no quadro: inclua a greve de 1917, a Era Vargas, a CLT, a redemocratização e a Campanha da Legalidade. Peça que a turma identifique continuidades e mudanças, sem sugerir que os acontecimentos foram iguais.
- Compare lei e experiência: leia com os alunos o trecho sobre o trabalho feminino e organize duas colunas: “o que a norma prevê” e “o que o depoimento relata”. A comparação ajuda a discutir a diferença entre direito formal e realidade.
- Interprete os dados regionais: peça que subtraiam o custo da cesta básica do salário apresentado para cada região. Depois, conversem sobre o que esse cálculo permite observar e sobre o que não permite concluir.
- Faça uma leitura orientada de fontes: destaque no texto do PTB o objetivo declarado de representação e compare-o com os dados eleitorais. Em seguida, pergunte que relação é possível estabelecer, sem afirmar que todas as metas foram alcançadas.
- Use a resolução como conversa: antes de revelar o gabarito, peça que cada dupla marque uma evidência do enunciado que sustente sua escolha e explique por que um distrator não se encaixa. É uma forma simples de trabalhar argumentação e leitura histórica.
Questões prontas de O trabalhismo e seu protagonismo político para o 9º ano (com gabarito comentado)
As questões a seguir mobilizam a habilidade EF09HI06. Você pode aplicá-las em sequência ou selecionar itens conforme o objetivo da aula.
1. Revolução Russa e mobilizações operárias brasileiras
Em 1917, notícias sobre a Revolução Russa circularam entre trabalhadores brasileiros por meio de jornais operários, associações e reuniões políticas. No mesmo ano, uma greve de grandes proporções ocorreu em São Paulo, envolvendo reivindicações por melhores salários, redução da jornada e condições dignas de trabalho. Embora não tenha provocado uma revolução no Brasil, o movimento foi acompanhado por repressão policial, prisões e deportações. Ao mesmo tempo, a experiência russa contribuiu para ampliar o debate político e a organização de trabalhadores urbanos, que passaram a articular novas mobilizações nos anos seguintes.
Com base no texto, qual alternativa relaciona corretamente a influência da Revolução Russa nas mobilizações operárias brasileiras de 1917 e uma consequência política imediata desse processo em São Paulo?
- ❌ A) As mobilizações paulistas foram seguidas pela aceitação das reivindicações trabalhistas e pela redução da repressão policial por parte do governo. Está errada: o texto menciona prisões, deportações e repressão policial.
- ❌ B) A circulação de notícias revolucionárias alcançou apenas grupos das elites, sem relação com as greves ou com a organização dos trabalhadores urbanos. Está errada: as notícias circularam entre trabalhadores e se relacionaram à mobilização operária.
- ❌ C) As mobilizações paulistas derrubaram o governo brasileiro e implantaram imediatamente um regime inspirado na experiência revolucionária russa. Está errada: o texto afirma que não houve revolução no Brasil. Esse é o distrator mais provável a ser discutido, pois confunde influência e mobilização com mudança de regime.
- ❌ D) As greves paulistas provocaram a Revolução Russa, que posteriormente passou a orientar as associações de trabalhadores brasileiros. Está errada: inverte a sequência temporal e a relação causal do texto.
- ✅ E) A circulação de ideias revolucionárias estimulou greves em São Paulo, enquanto a reação estatal combinou repressão policial e fortalecimento da organização operária urbana. Correta: relaciona a circulação de ideias, a greve, a repressão e a organização de trabalhadores.
Gabarito comentado: E. A resposta combina a influência das notícias sobre a Revolução Russa com a mobilização operária e a reação repressiva do Estado, sem afirmar que o Brasil passou por uma revolução em 1917.
2. Fiscalização estatal e implementação da CLT
Em uma reportagem de jornal da década de 1940, lê-se: “Com a criação da Consolidação das Leis do Trabalho, fiscais do Ministério do Trabalho visitaram fábricas e estabelecimentos comerciais nas capitais para verificar se direitos como jornada de trabalho, descanso semanal e férias estavam sendo cumpridos. Em alguns casos, os empregadores que não respeitavam as regras foram obrigados a corrigir práticas para adequação à lei”. Com base no texto, explique qual era a principal função da inspeção e fiscalização estatal no contexto da implementação das normas trabalhistas durante esse período.
- ❌ A) A principal função da inspeção estatal era promover a divulgação das leis trabalhistas por meio de campanhas públicas nas fábricas. Está errada: o texto destaca a verificação do cumprimento das normas e a exigência de correções.
- ❌ B) A principal função da inspeção estatal era orientar as empresas a criar novos benefícios para os trabalhadores, além daqueles previstos na lei. Está errada: a fiscalização buscava assegurar direitos já previstos, não criar benefícios novos.
- ❌ C) A principal função da inspeção estatal era resolver conflitos individuais entre trabalhadores e empregadores, sem verificar o cumprimento geral das normas. Está errada: a situação trata de visitas para verificar condições e exigir adequação à lei.
- ❌ D) A principal função da inspeção estatal era punir trabalhadores que descumprissem normas de conduta estabelecidas pelo governo. Está errada: os empregadores eram fiscalizados por práticas que desrespeitavam direitos.
- ✅ E) A principal função da inspeção estatal era garantir que as leis trabalhistas fossem efetivamente cumpridas pelos empregadores, protegendo os direitos dos trabalhadores e assegurando que as normas legais fossem respeitadas na prática. Correta: resume a verificação dos direitos e a exigência de adequação às regras.
Gabarito comentado: E. O foco está em transformar normas legais em práticas efetivas nos locais de trabalho, verificando o cumprimento e determinando correções quando necessário.
3. Trabalho feminino e proteção legal
Depoimento de Maria, ex-operária têxtil dos anos 1950: “No início, entrei na fábrica com 14 anos, como muitas vizinhas. Trabalhávamos oito, às vezes dez horas. As mulheres cuidavam das máquinas leves, porque diziam ser mais delicadas. A lei falava que não podíamos fazer horas extras à noite, mas sempre que era precisado a gente ficava. Era só não contar para a fiscalização. Mesmo com carteira assinada, o salário era menor que o dos homens.” Dados do IBGE de 1960 indicam que mulheres representavam cerca de 40% dos empregados do setor têxtil brasileiro, mas acumulavam funções de menor remuneração. A CLT, em seu artigo 379, proibia o trabalho da mulher em horário noturno nas indústrias. Qual opção analisa de modo mais adequado esse cenário?
- ❌ A) A legislação de proteção impediu que as mulheres conseguissem entrar no setor industrial e limitou as oportunidades de emprego feminino. Está errada: depoimento e dados mostram mulheres atuando amplamente nas fábricas.
- ❌ B) As normas trabalhistas garantiam que todas as operárias fossem rigidamente protegidas, sem exceções, e suas condições eram sempre melhores que as dos homens. Está errada: o relato apresenta descumprimento da lei e desigualdade salarial.
- ❌ C) Os conflitos no trabalho industrial feminino se davam exclusivamente pelos baixos salários em comparação com os homens, sem ligação direta com o respeito ou descumprimento das regras legais. Está errada: reduz o problema aos salários e ignora as jornadas que contrariavam as proteções legais.
- ✅ D) O depoimento evidencia que, apesar das leis proibirem o trabalho noturno para mulheres, a necessidade econômica e a interferência dos empregadores levavam as operárias a cumprir jornadas acima do permitido, expondo uma tensão entre proteção legal e condições reais de trabalho. Correta: distingue a norma da experiência cotidiana descrita.
- ❌ E) As normas de proteção só tinham o objetivo de limitar a atuação das mulheres, evitando que ocupassem funções importantes ou horários valorizados nas fábricas. Está errada: é uma interpretação simplista que não considera a finalidade formal das normas nem a tensão entre lei e prática.
Gabarito comentado: D. A questão pede comparar o que a legislação determinava com o que ocorria na fábrica. A existência de proteção não prova que ela fosse respeitada; o depoimento ainda aponta desigualdade salarial e jornadas excessivas.
4. Salário mínimo e desigualdades regionais
Considere os dados da Era Vargas: Sul — salário mínimo de 240 mil réis e cesta básica mensal de 160 mil réis; Nordeste — 160 mil réis e 140 mil réis; Sudeste — 220 mil réis e 170 mil réis. Os dados ilustram diferenças entre salários mínimos e custos de vida regionais. Qual análise é mais adequada sobre os efeitos dessa política em relação à desigualdade regional?
- ❌ A) A criação do salário mínimo ampliou as desigualdades regionais porque estabeleceu valores diferentes e tornou o custo de vida mais injusto para certas regiões. Está errada: os dados mostram diferenças, mas não provam que a criação do salário mínimo as tenha ampliado.
- ❌ B) O salário mínimo unificou o poder de compra dos trabalhadores do Brasil, pois todos passaram a ganhar o mesmo valor relativo em relação ao custo de vida local. Está errada: os salários e os custos variam entre as regiões.
- ✅ C) A política de salário mínimo trouxe avanços para os trabalhadores urbanos, porém não eliminou as desigualdades regionais, pois o poder de compra dos salários mínimos continuava diferente nas diversas regiões devido ao custo de vida local. Correta: relaciona as diferenças salariais e de custo da cesta ao poder de compra.
- ❌ D) Com a instituição do salário mínimo, todas as regiões passaram a ter o mesmo valor de salário mínimo. Está errada: os dados apresentam valores diferentes para as três regiões.
- ❌ E) O salário mínimo só trouxe benefício real aos trabalhadores do Sudeste, não mudando a situação dos trabalhadores das demais regiões. Está errada: os dados não permitem concluir que apenas os trabalhadores do Sudeste tiveram benefício.
Gabarito comentado: C. A comparação ajuda a distinguir salário nominal de poder de compra. Uma política de salário mínimo pode representar um avanço e, ao mesmo tempo, não eliminar desigualdades regionais.
5. Justiça do Trabalho e papel do trabalhismo
Durante a Era Vargas, a criação e a organização da Justiça do Trabalho integraram políticas associadas ao trabalhismo. João, empregado de uma fábrica de calçados por cinco anos, entrou com um processo após ser dispensado sem receber horas extras que afirma ter acumulado. Na audiência, o juiz ouviu João e o empregador, analisou depoimentos e documentos e determinou o pagamento devido. Qual alternativa melhor identifica um papel histórico do trabalhismo no Brasil?
- ❌ A) A Justiça do Trabalho garante ao trabalhador que todos os seus pedidos serão automaticamente aceitos, protegendo os direitos do empregado acima de tudo. Está errada: a instituição analisa o conflito e as provas, não aceita automaticamente todos os pedidos.
- ❌ B) A Justiça do Trabalho só pode atuar quando sindicatos participam, mediando as negociações entre empregados e empregadores. Está errada: sua atuação não depende obrigatoriamente da participação de sindicatos.
- ❌ C) A Justiça do Trabalho apenas confirma o que empregador e empregado já negociaram, sem analisar ou propor soluções para o conflito. Está errada: ela pode analisar conflitos e decidir sobre os direitos envolvidos.
- ✅ D) O trabalhismo buscou organizar as relações entre empregados e empregadores por meio de direitos trabalhistas e de instituições, como a Justiça do Trabalho, para analisar e resolver conflitos. Correta: identifica a função institucional e sua relação com a organização das relações de trabalho.
- ❌ E) A Justiça do Trabalho sempre manda pagar alguma quantia para evitar processos longos, sem analisar as particularidades do conflito. Está errada: a decisão depende da análise das provas e das circunstâncias.
Gabarito comentado: D. A Justiça do Trabalho não é uma garantia de vitória automática de uma das partes. Seu papel histórico envolve oferecer uma instituição para analisar conflitos relacionados aos direitos trabalhistas.
6. Acidentes de trabalho e responsabilidade patronal
Em 1941, durante o turno da noite em uma fábrica têxtil de São Paulo, um operário sofreu um grave acidente ao manusear uma máquina sem as devidas proteções. O caso gerou debates entre operários e administração sobre responsabilidade e prevenção. Por que a proteção contra acidentes se tornou uma pauta fundamental nas relações entre trabalhadores e empregadores nas décadas iniciais da industrialização brasileira?
- ❌ A) Porque se considerava que a responsabilidade por acidentes era principalmente do próprio trabalhador, já que cabia a ele seguir as instruções dadas ao manusear os equipamentos. Está errada: o texto destaca a ausência de equipamentos e normas, não apenas a conduta individual.
- ❌ B) Porque os acidentes eram vistos como resultado inevitável do avanço tecnológico e das novas máquinas, não cabendo interferência nas práticas das fábricas. Está errada: a falta de proteção indica que os riscos podiam ser enfrentados, não que fossem inevitáveis.
- ❌ C) Porque os debates eram motivados principalmente pela necessidade de substituir rapidamente funcionários que sofriam acidentes, e não por preocupação com legislação de segurança. Está errada: desconsidera a discussão sobre responsabilidade patronal e normas de proteção.
- ✅ D) Porque a frequência de acidentes e a ausência de normas de segurança evidenciavam a necessidade de responsabilizar os empregadores pela proteção dos trabalhadores, promovendo o surgimento de leis trabalhistas que regulamentassem condições mínimas de segurança. Correta: relaciona acidentes, responsabilidade e reivindicação por normas.
- ❌ E) Porque o foco das discussões estava voltado ao aumento da produtividade nas fábricas, e não à proteção dos trabalhadores diante de acidentes. Está errada: o texto associa os debates à segurança e à prevenção.
Gabarito comentado: D. O caso permite discutir por que a segurança no trabalho não pode ser tratada apenas como responsabilidade individual: as condições oferecidas e as medidas adotadas pelas empresas também importam.
7. PTB e representação política dos trabalhadores
Em seu programa de 1947, o PTB afirma que pretende dar representação efetiva aos trabalhadores e ampliar direitos sociais. Em 1946, 6% dos deputados federais declaravam profissão ligada ao campo operário, sindical ou de serviço público; em 1950, esse número passou de 15%, concentrando-se principalmente entre eleitos pelo PTB. Que relação pode ser estabelecida entre esse crescimento, o trabalhismo e a continuidade das políticas trabalhistas da Era Vargas?
- ❌ A) O fortalecimento do trabalhismo pretendia limitar a ação política dos trabalhadores para manter estabilidade social. Está errada: o programa defende ampliar a representação e a participação dos trabalhadores.
- ❌ B) O aumento de trabalhadores na Câmara decorre da intervenção do Estado nos sindicatos e não tem relação com a atuação política do PTB. Está errada: os dados indicam que o crescimento se concentrava principalmente entre eleitos pelo PTB.
- ❌ C) O crescimento de trabalhadores eleitos indica apenas uma maior visibilidade, mas não altera efetivamente a representação legislativa de seus interesses. Está errada: contradiz o objetivo de representação efetiva expresso no programa.
- ❌ D) O aumento no número de deputados trabalhadores indica que as metas do trabalhismo já haviam sido totalmente atingidas neste período. Está errada: o crescimento da representação não prova que todos os objetivos foram alcançados.
- ✅ E) O aumento do número de trabalhadores eleitos reflete o fortalecimento do trabalhismo como continuidade da valorização política dos trabalhadores iniciada na Era Vargas, ampliando sua participação nas decisões legislativas. Correta: relaciona o objetivo do PTB, os dados eleitorais e a continuidade política do trabalhismo.
Gabarito comentado: E. Os dados indicam aumento da presença de trabalhadores no Legislativo, mas não autorizam concluir que as metas do trabalhismo tenham sido plenamente realizadas.
8. Campanha da Legalidade e atuação trabalhista
Quando Jânio Quadros renunciou à Presidência, em agosto de 1961, setores militares tentaram impedir a posse do vice-presidente João Goulart, ligado ao PTB. De Porto Alegre, Leonel Brizola organizou uma rede de emissoras em defesa da Constituição. Sindicatos, estudantes e outras entidades fizeram atos públicos, e grupos civis apoiaram a garantia da posse. A mobilização ficou conhecida como Campanha da Legalidade. Como essas ações evidenciam a atuação do trabalhismo?
- ❌ A) A atuação trabalhista limitava-se a reivindicações salariais, sem relação com disputas institucionais. Está errada: a campanha envolveu sindicatos e rádios na defesa da posse e da Constituição.
- ✅ B) A atuação trabalhista articulava direitos sociais, defesa da legalidade e comunicação para mobilizar apoios. Correta: a rede de rádio, as entidades participantes e a defesa da posse mostram mobilização política e social.
- ❌ C) A atuação trabalhista defendia a interrupção da posse presidencial para evitar conflitos políticos. Está errada: a campanha se opunha ao impedimento da posse de João Goulart.
- ❌ D) A atuação trabalhista substituía eleições por decisões exclusivas de governadores estaduais. Está errada: Brizola teve papel relevante, mas a mobilização defendia a regra constitucional, não o poder exclusivo dos governadores.
- ❌ E) A atuação trabalhista rejeitava sindicatos e entidades civis por ameaçarem a ordem constitucional. Está errada: sindicatos e entidades civis aparecem como participantes da mobilização em defesa da Constituição.
Gabarito comentado: B. A Campanha da Legalidade mostra que o trabalhismo podia atuar para além das reivindicações salariais, articulando comunicação, mobilização social e disputa política em torno da Constituição.
Próximos passos
Use as respostas para identificar quais relações históricas precisam de retomada: lei e prática, direitos e instituições, ou participação social e política. Para ampliar a sequência, consulte também as questões da habilidade EF09HI06. Você pode organizar esses itens e criar novas avaliações no gerador de provas do GeraProva; o cadastro grátis permite começar a explorar a plataforma.
As questões são um ponto de partida: adapte a seleção, o tempo e a discussão ao percurso da sua turma. Se usar o GeraProva, revise a prova antes de aplicar e ajuste-a aos objetivos da aula.
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