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Atividades de Geradores e Receptores para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Reuni questões comentadas de Geradores e Receptores para trabalhar na 1ª série do Ensino Médio. O material aborda circuitos, transformadores, perdas e eficiência energética.

Atividades de Geradores e Receptores para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Quando ensino Geradores e Receptores na 1ª série do Ensino Médio, procuro aproximar as relações entre tensão, corrente e energia de situações que podem ser analisadas com dados e fórmulas. Pilhas, baterias, transformadores e linhas de transmissão permitem discutir como a energia é fornecida, transferida e aproveitada em um circuito. Ao resolver problemas, vejo que vale a pena separar cada etapa do raciocínio: identificar os dados, escolher a relação física adequada, calcular e conferir se o resultado faz sentido.

Preparei esta sequência para apoiar esse trabalho com questões de aplicação e análise, incluindo gabarito comentado. Ela reúne situações de geração de energia, resistência interna, transformadores ideais e perdas em linhas. Você pode usar as atividades como avaliação, revisão ou ponto de partida para discutir por que uma conta precisa considerar todas as partes do sistema, e não apenas o componente que aparece primeiro no enunciado.

O que o aluno de 1ª série precisa saber sobre Geradores e Receptores

Na 1ª série, o estudante precisa compreender que um gerador transforma outra forma de energia em energia elétrica e fornece energia ao circuito, enquanto um receptor recebe energia elétrica e a transforma em outras formas. Para resolver as questões desta sequência, esse entendimento se articula ao uso de corrente, tensão, resistência, potência e eficiência. Em uma bateria real, a resistência interna influencia a corrente e faz com que a tensão terminal seja diferente da força eletromotriz quando há corrente. Em transformadores ideais, a razão entre espiras relaciona as tensões, enquanto a conservação da potência ideal permite relacionar correntes. Já em uma linha de transmissão, a resistência dissipa parte da energia, e a potência perdida pode ser calculada por I²R. O estudante também deve distinguir uma taxa diária de um total anual e justificar por que reduzir perdas melhora o aproveitamento da energia gerada. Essas ideias permitem interpretar os números, não apenas substituir valores em fórmulas.

O que ele precisa saber antes

As questões pressupõem conhecimentos que podem ser retomados rapidamente antes da atividade. Para começar, é importante que a turma consiga multiplicar uma taxa diária pelo número de dias e reconheça unidades como kWh, W, kW, V e A. Também são necessários os conceitos de corrente elétrica e diferença de potencial, além da lei de Ohm e das relações de potência elétrica, como P = V·I e P = I²R.

Nos itens sobre bateria, é preciso compreender que a resistência interna se soma à resistência da carga para determinar a corrente total. Para transformadores ideais, os pré-requisitos incluem interpretar a razão entre o número de espiras e as tensões e relacionar potência de entrada e saída. Não é necessário apresentar todos esses conteúdos como uma revisão longa: uma tabela de fórmulas e um exemplo resolvido de cada tipo podem ajudar a turma a se concentrar no raciocínio específico de cada problema.

Onde os alunos mais erram

Os erros previstos nas questões se concentram em relações entre grandezas que podem parecer parecidas. No cálculo da geração anual, o distrator mais provável considera 500 dias: a multiplicação é feita, mas o período escolhido não corresponde a um ano de 365 dias. Vale pedir que o estudante escreva primeiro “1.000 kWh/dia × 365 dias” para deixar explícita a conversão da taxa diária em total anual.

Nos circuitos com bateria, um equívoco recorrente é usar somente a resistência da carga e esquecer a resistência interna. Isso leva a uma corrente incompatível com a fórmula fornecida e, em seguida, a uma tensão terminal ou potência incorreta. Nos transformadores, pode haver confusão entre a razão N₂/N₁ e sua inversa, alterando a tensão calculada e todos os passos seguintes. Já nas questões de eficiência, alguns cálculos chegam a uma corrente aproximada, mas aplicam incorretamente P = I²R ou calculam a eficiência antes de encontrar a perda. A alternativa que sugere 95% de eficiência no problema da residência é um exemplo de resultado que não acompanha a perda calculada. Em vez de corrigir apenas o número final, peça que a turma identifique em qual etapa a relação física ou a unidade deixou de ser considerada.

Como trabalhar em sala

  • Organize um roteiro de resolução: peça que os estudantes anotem dados, incógnita, fórmula e unidade antes de substituir os valores. Esse procedimento ajuda a localizar erros sem transformar a atividade em uma sequência de contas soltas.
  • Compare modelos de bateria: desenhe no quadro uma fonte ideal e outra com resistência interna. Com os valores da questão da pilha, a turma pode calcular a resistência total, a corrente e a tensão terminal e explicar o papel de cada etapa.
  • Construa um mapa de transformador: represente primário e secundário com o número de espiras e a tensão de cada lado. Use um dos problemas para verificar se o transformador eleva ou reduz a tensão antes de calcular a corrente.
  • Faça uma análise de perdas: a partir dos dados da microrede, peça primeiro a corrente e depois a potência dissipada. Em seguida, compare a energia útil com a energia total, sempre destacando o significado do resultado de eficiência.
  • Use estimativas para conferir: antes de calcular, convide a turma a prever se o resultado deve ser maior ou menor. Por exemplo, uma tensão terminal sob carga não deve ser tomada automaticamente como igual à força eletromotriz quando há resistência interna.

Para ampliar o trabalho alinhado às habilidades, consulte também as questões da habilidade EM13CNT106 e as questões da habilidade EM13CNT308. A seleção abaixo reúne os enunciados completos e permite discutir tanto o procedimento quanto os distratores.

Questões prontas de Geradores e Receptores para a 1ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

1. Um projeto propõe construir um parque solar em uma região com alta incidência solar. Se a energia gerada é de 1.000 kWh por dia, calcule o total anual. Justifique a importância da eficiência nesse projeto.

  • ❌ A) 200.000 kWh; maior eficiência reduz perdas e aumenta a energia útil gerada. A justificativa está correta, mas o total considera 200 dias, não 365.
  • ❌ B) 400.000 kWh; maior eficiência reduz perdas e aumenta a energia útil gerada. O cálculo considera 400 dias; a quantidade de dias não corresponde a um ano.
  • ❌ C) 500.000 kWh; maior eficiência reduz perdas e aumenta a energia útil gerada. Embora a justificativa sobre eficiência esteja correta, o produto usa 500 dias. Esse é o distrator mais provável.
  • ✅ D) 365.000 kWh; maior eficiência reduz perdas e aumenta a energia útil gerada. A conta é 1.000 × 365 = 365.000 kWh. Maior eficiência reduz perdas e aumenta a energia aproveitada.
  • ❌ E) 300.000 kWh; maior eficiência reduz perdas e aumenta a energia útil gerada. O valor corresponde a multiplicar por 300 dias, em vez de 365.

2. Uma bateria tem força eletromotriz E = 15,0 V e resistência interna r = 1,20 Ω. Alimenta um receptor resistivo R = 4,80 Ω. Usando I = E/(r+R) e Vterm = E − I·r, determine a corrente I e a tensão terminal Vterm.

  • ❌ A) I = 1,00 A; Vterm = 10,0 V. Esses valores não resultam das fórmulas e dos dados fornecidos.
  • ❌ B) I = 4,00 A; Vterm = 8,0 V. A corrente não corresponde ao cálculo que inclui a resistência interna e a carga em série.
  • ❌ C) I = 5,00 A; Vterm = 15,0 V. A corrente está incorreta, e a tensão terminal não pode ser igual à força eletromotriz com queda na resistência interna.
  • ❌ D) I = 3,00 A; Vterm = 9,0 V. Os cálculos da corrente e da tensão terminal não correspondem aos valores do problema.
  • ✅ E) I = 2,50 A; Vterm = 12,0 V. A resistência total é 1,20 + 4,80 = 6,00 Ω; I = 15,0/6,00 = 2,50 A. Então Vterm = 15,0 − 2,50·1,20 = 12,0 V.

3. Um transformador ideal tem N₁ = 200 espiras no primário e N₂ = 50 espiras no secundário; o primário é alimentado por V₁ = 230 V. O secundário alimenta uma carga que consome Pload = 1,20 kW. Use V₂ = V₁·(N₂/N₁) e I₁/I₂ = N₂/N₁ para determinar a corrente no primário I₁.

  • ❌ A) I₁ = 2,50 A. Esse valor não resulta da relação correta entre as espiras, as tensões e a corrente da carga.
  • ✅ B) I₁ = 5,22 A (aprox.). V₂ = 230·(50/200) = 57,5 V. Assim, I₂ = 1.200/57,5 ≈ 20,87 A e I₁ = (50/200)·20,87 ≈ 5,22 A.
  • ❌ C) I₁ = 8,00 A. A corrente não corresponde à aplicação da relação de transformação aos dados do problema.
  • ❌ D) I₁ = 10,00 A. O resultado não considera corretamente o número de espiras e a potência indicada.
  • ❌ E) I₁ = 15,00 A. Esse valor é incompatível com a potência e com as relações do transformador ideal.

4. Uma residência consome Pload = 6,00 kW a uma tensão u = 230 V. A linha tem resistência de 1,20 Ω por sentido e o retorno tem a mesma resistência. Considere Rtotal = 2·1,20 Ω. Calcule a perda de potência na linha e a eficiência η = Pload/(Pload + Ploss).

  • ❌ A) A corrente I é 30,00 A. Usando I = P/V, obtém-se 6.000/230 ≈ 26,09 A.
  • ❌ B) A eficiência η é 95,0%. Com a perda calculada para a linha, a eficiência é aproximadamente 78,6%, não 95,0%.
  • ❌ C) Rtotal é 3,00 Ω. A ida e a volta totalizam 2·1,20 = 2,40 Ω.
  • ❌ D) A perda de potência na linha é 0,5 kW. Com I ≈ 26,09 A e Rtotal = 2,40 Ω, a perda é aproximadamente 1,63 kW.
  • ✅ E) I ≈ 26,09 A; Ploss ≈ 1,63 kW; η ≈ 78,6%. A corrente é 6.000/230; a perda é I²·2,40 ≈ 1.633 W. Então η = 6.000/(6.000 + 1.633) ≈ 0,786.

5. Uma microrede alimenta Pload = 6,00 kW a V = 230 V. A linha de transmissão tem resistência total Rlinha = 1,50 Ω. Determine (a) a corrente I, (b) a potência dissipada Ploss e (c) a eficiência η = Pload/(Pload + Ploss). Use I = Pload/V e Ploss = I²·Rlinha.

  • ❌ A) I = 28,0 A; Ploss = 1,20 kW; η = 84%. A corrente está superestimada e distorce tanto a perda calculada quanto a eficiência.
  • ✅ B) I = 26,1 A; Ploss = 1,02 kW; η = 85,5%. I = 6.000/230 ≈ 26,087 A; Ploss ≈ 26,087²·1,50 = 1.020,8 W. A eficiência é 6.000/(6.000 + 1.020,8) ≈ 85,5%.
  • ❌ C) I = 20,0 A; Ploss = 0,69 kW; η = 75%. A corrente não corresponde a P/V e, por isso, os resultados seguintes também não.
  • ❌ D) I = 30,0 A; Ploss = 1,50 kW; η = 80%. Uma corrente maior que a calculada produz uma perda incorreta.
  • ❌ E) I = 15,0 A; Ploss = 0,34 kW; η = 90%. A corrente foi subestimada e leva a valores incompatíveis com os dados.

6. Um transformador ideal tem N₁ = 500 espiras no primário e N₂ = 50 espiras no secundário. O primário é alimentado por V₁,rms = 230 V e no secundário está conectada uma carga R = 8,0 Ω. Calcule (a) V₂,rms, (b) I₂ e (c) I₁. Use V₂ = (N₂/N₁)·V₁ e V₁·I₁ = V₂·I₂.

  • ❌ A) V₂ = 46 V; I₂ = 5,75 A. A tensão não resulta da razão 50/500 entre as espiras.
  • ❌ B) V₂ = 10 V; I₂ = 1,25 A. Esses valores não são compatíveis com as relações indicadas e os dados.
  • ❌ C) V₂ = 100 V; I₂ = 12,5 A. A tensão foi calculada com uma relação de espiras incorreta.
  • ❌ D) V₂ = 50 V; I₁ = 0,5 A. A tensão secundária não corresponde à transformação, e a corrente indicada não segue os dados da carga.
  • ✅ E) V₂ = 23,0 V; I₂ = 2,875 A; I₁ ≈ 0,2875 A. V₂ = (50/500)·230 = 23,0 V; I₂ = 23,0/8,0 = 2,875 A. Pela conservação da potência ideal, I₁ = (23/230)·2,875 ≈ 0,2875 A.

7. Uma oficina usa transformador ideal que reduz 220 V da rede para 11 V para alimentar uma lâmpada de 22 W. A bobina primária tem Np = 2.000 espiras. Use Vp/Vs = Np/Ns e P = V·I. Determine o número de espiras no secundário e a corrente no secundário.

  • ❌ A) Ns = 1.000 espiras; Is = 0,10 A. A razão fornece 100 espiras, não 1.000; a corrente é 22/11 = 2,0 A.
  • ❌ B) Ns = 50 espiras; Is = 4,0 A. O número de espiras correto é 100, e a corrente correta é 2,0 A.
  • ✅ C) Ns = 100 espiras; Is = 2,0 A. Ns = 2.000·(11/220) = 100; I = P/V = 22/11 = 2,0 A.
  • ❌ D) Ns = 200 espiras; Is = 1,0 A. A relação de tensões dá 100 espiras e a potência dividida pela tensão dá 2,0 A.
  • ❌ E) Ns = 100 espiras; Is = 0,5 A. O número de espiras está certo, mas a corrente não: 22/11 = 2,0 A.

8. Um conjunto de pilhas tem força eletromotriz E = 1,50 V e resistência interna r = 0,50 Ω. Ao conectar uma carga R = 2,50 Ω, qual a corrente I no circuito, a tensão terminal Vt e a potência P entregue à carga? Use I = E/(R+r) e Vt = E − I·r.

  • ✅ A) I = 0,50 A; Vt = 1,25 V; P = 0,625 W. I = 1,50/3,00 = 0,50 A; Vt = 1,50 − 0,50·0,50 = 1,25 V; P = I²R = 0,625 W.
  • ❌ B) I = 0,50 A; Vt = 1,50 V; P = 0,75 W. A tensão terminal ignora a queda na resistência interna; a potência indicada também não considera corretamente a tensão na carga.
  • ❌ C) I = 0,75 A; Vt = 1,12 V; P = 1,41 W. A corrente está alta; o resultado pode decorrer de uma soma incorreta das resistências.
  • ❌ D) I = 1,50 A; Vt = 0,75 V; P = 1,125 W. A corrente resulta de ignorar a resistência interna e usar apenas a carga.
  • ❌ E) I = 0,30 A; Vt = 1,35 V; P = 0,405 W. Os valores não correspondem à resistência total R + r nem às fórmulas fornecidas.

Próximos passos

Você pode selecionar as questões conforme o objetivo da aula: começar pelas relações de espiras, avançar para circuitos com resistência interna e fechar com perdas e eficiência. Peça que os estudantes expliquem cada etapa, não apenas assinalem uma alternativa. Para montar uma avaliação com outras combinações de conteúdos, acesse o gerador de provas do GeraProva e faça seu cadastro grátis.

Use este material como ponto de partida e adapte a seleção ao percurso da sua turma. No GeraProva, você pode gerar provas com IA e revisar as questões antes de aplicar.

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