Atividades de Figuras de linguagem para o 7º ano com gabarito
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Alexandre Lombardi dos Santos 25 de outubro de 2026 9 min de leitura 1
Reúna atividades de figuras de linguagem para o 7º ano com gabarito comentado. As questões exploram efeitos de sentido em poemas, slogans e situações do cotidiano.
Quando trabalho figuras de linguagem com uma turma de 7º ano, procuro partir de frases que os estudantes conseguem imaginar e comentar. Um slogan, uma anedota e um verso curto ajudam a mostrar que a linguagem figurada não aparece apenas nos poemas: ela também está em textos do cotidiano. Em sala, observo que vale a pena perguntar o que determinada expressão faz o leitor perceber, além de pedir o nome da figura. Assim, a identificação de metáfora, comparação, personificação, onomatopeia e aliteração ganha sentido e deixa de ser só uma lista para memorizar.
Nesta proposta, organizei oito questões com gabarito comentado para você usar como diagnóstico, prática guiada ou revisão. Elas trabalham reconhecimento de recursos e interpretação de seus efeitos em textos curtos, com situações cotidianas, slogans e trechos literários. Também indico maneiras simples de retomar os pontos em que a turma pode confundir figuras próximas.
O que o aluno de 7º ano precisa saber sobre Figuras de linguagem
No 7º ano, o estudante precisa reconhecer que uma figura de linguagem é uma escolha expressiva que produz efeitos de sentido, e não apenas um nome a decorar. Para analisar um trecho, pode observar se há sentido figurado, aproximação entre ideias, atribuição de ação humana a um elemento não humano, exagero, repetição sonora ou imitação de som. É importante distinguir comparação, geralmente marcada por termos como “como”, de metáfora, que aproxima ideias sem esse conectivo. Também convém reconhecer personificação, como quando a brisa “ensina” ou o tomate sente vergonha, e onomatopeia, como “rum, tum”. Em slogans e poemas, a repetição de sons pode criar musicalidade, enquanto palavras de sentidos opostos podem formar contraste. A leitura deve considerar o contexto e perguntar que efeito o recurso produz: humor, imagem, sonoridade ou reforço de um sentimento. Essa compreensão permite justificar a resposta com pistas do próprio texto.
O que ele precisa saber antes
As questões partem de conhecimentos básicos que podem ser retomados rapidamente antes da atividade. O primeiro é reconhecer que uma palavra ou expressão pode ser usada em sentido literal ou figurado. O segundo é identificar recursos linguísticos e perceber palavras que reproduzem sons ou conectam ideias, como o termo “como”. Também ajuda compreender o trecho como um todo: uma resposta pode depender do efeito de humor de uma anedota ou do sentimento de solidão construído em um poema.
Não é necessário antecipar uma classificação extensa de figuras. Para começar, proponha exemplos conhecidos e peça que a turma explique o que a expressão sugere. Depois, nomeie o recurso e compare-o com outro próximo. Essa sequência permite verificar se os estudantes estão usando pistas do texto, em vez de escolher uma alternativa apenas porque o nome parece familiar.
Onde os alunos mais erram
Um erro recorrente nas questões é perceber que existe uma relação entre duas ideias, mas não distinguir como ela foi construída. Isso pode levar à confusão entre metáfora e comparação: ambas aproximam ideias, porém a comparação costuma apresentar um conectivo explícito, como “como”. Em “A vida é um carnaval”, por exemplo, a aproximação é implícita. Já em “delicada como a flor”, a relação está marcada diretamente.
Outro ponto de atenção é confundir personificação com metáfora ou ironia. Se um elemento não humano recebe uma ação ou sentimento humano — como o tomate que sente vergonha ou a brisa que ensina — há uma pista concreta para reconhecer personificação. No poema, alguns estudantes podem notar a repetição sonora e escolher aliteração, mesmo quando o destaque está na ação humana atribuída à brisa. Vale pedir que expliquem qual palavra sustenta a resposta.
Nas questões de sonoridade, a rima pode parecer uma resposta atraente sempre que uma frase soa marcante. No slogan “Pequenos prazeres, grandes propostas”, a pista é a repetição do som inicial de “pequenos”, “prazeres” e “propostas”, além do contraste entre “pequenos” e “grandes”. Separar o efeito sonoro da relação de sentido ajuda a analisar o enunciado com mais precisão.
Como trabalhar em sala
Comece por exemplos breves: escreva no quadro frases como “A noite abraçou a cidade” e “Ela corre como o vento”. Peça que a turma explique o que imagina antes de apresentar ou revisar os nomes das figuras.
Compare pares de expressões: apresente uma metáfora e uma comparação com ideias próximas. Convide os estudantes a circular conectivos comparativos e a explicar o que muda quando eles aparecem.
Leia em voz alta: use slogans e versos curtos para ouvir repetições de sons. A leitura oral pode ajudar a turma a localizar aliterações e onomatopeias, sem precisar de recursos especiais.
Peça justificativas apoiadas no texto: ao corrigir, solicite que cada resposta venha acompanhada de uma palavra ou trecho que funcione como pista. Isso torna visível o raciocínio e ajuda a diferenciar recursos próximos.
Feche com uma produção curta: proponha que cada estudante crie uma frase com comparação, metáfora ou personificação. Depois, colegas identificam o recurso e explicam o efeito produzido.
Questões prontas de Figuras de linguagem para o 7º ano (com gabarito comentado)
Você pode aplicar as questões a seguir individualmente ou em duplas. Na correção, além de conferir a alternativa, retome a pista textual indicada no comentário. As explicações das alternativas erradas ajudam a transformar cada resposta em oportunidade de revisão.
1. Na anedota do tomate, qual recurso gera o efeito de humor na fala final da mãe?
Na hora do jantar, João pergunta à mãe por que o tomate ficou vermelho. Ela responde que ele ficou com vergonha ao ver a salada sem roupa. Analise a anedota e identifique o recurso linguístico que gera o efeito de humor.
❌ A) A onomatopeia do corte dos tomates. Não há palavra que imite o som do corte; esse elemento não explica o humor.
❌ B) A metáfora que compara o tomate a uma pessoa tímida. A fala não constrói uma comparação implícita como ideia principal; atribui diretamente um sentimento humano ao tomate.
❌ C) A ironia sobre o comportamento da salada. A fala não critica ou contradiz o comportamento da salada. O efeito vem da vergonha atribuída ao tomate.
✅ D) A personificação do tomate. A anedota atribui vergonha, um sentimento humano, a um tomate. Essa atribuição inesperada cria o humor.
❌ E) A hipérbole ao exagerar a cor do tomate. Não há exagero da intensidade da cor; a pista central é o sentimento de vergonha.
Gabarito comentado: D. Peça que a turma identifique quem sente vergonha e se esse ser costuma ter sentimentos humanos.
2. Qual recurso linguístico predomina no trecho “Rum, tum! Vamos juntar os blocos! Compartilhar é mais divertido”?
✅ A) Onomatopeias, palavras que imitam sons, predominam no início do trecho. “Rum, tum!” reproduz sons e chama a atenção para a sonoridade.
❌ B) Vocabulário extremamente técnico e formal. As palavras são comuns e o trecho não apresenta termos técnicos.
❌ C) Termos abstratos sem contextualização. O convite para juntar blocos oferece uma situação concreta, e não uma sequência de termos vagos.
❌ D) Uso de frases longas e complicadas. As frases são curtas e diretas; não há construção longa que dificulte a compreensão.
❌ E) Recurso de rimas complexas e rebuscadas. O trecho não depende de rimas complexas. A pista sonora explícita é a imitação de sons em “Rum, tum!”.
Gabarito comentado: A. A expressão inicial imita sons; o convite para compartilhar é parte da mensagem, não a figura predominante.
3. Qual figura de linguagem aparece no trecho “No céu a estrela brilha / e a noite se ilumina. / Meu sonho se destila, / na brisa que me ensina”?
❌ A) Hipérbole. O trecho não apresenta um exagero como recurso principal.
❌ B) Alusão. Não há referência indireta a uma pessoa, obra ou acontecimento conhecido.
✅ C) Personificação. A brisa recebe a ação de ensinar, atribuída a um elemento da natureza como se fosse humana.
❌ D) Comparação. Não há aproximação explícita marcada por “como” ou expressão equivalente.
❌ E) Aliteração. Mesmo que o poema tenha sonoridade, a pista principal para a resposta é a ação humana atribuída à brisa.
Gabarito comentado: C. A palavra “ensina” permite localizar a personificação. Se alguém escolher aliteração por notar sons repetidos, retome a diferença entre observar uma característica sonora e identificar a figura central.
4. No slogan “Pequenos prazeres, grandes propostas”, qual forma de composição predomina?
❌ A) Enunciado interrogativo que busca respostas. O slogan é uma afirmação, não uma pergunta.
✅ B) Aliteração e contraste. A repetição do som inicial de palavras como “pequenos”, “prazeres” e “propostas” cria efeito sonoro; “pequenos” e “grandes” formam um contraste de sentido.
❌ C) Rima para criar musicalidade e ritmo. A pista indicada é a repetição consonantal, não a correspondência de sons no fim das palavras.
❌ D) Metáfora que expressa uma ideia complexa. O slogan não apresenta uma aproximação implícita entre duas ideias como recurso predominante.
❌ E) Hipérbole que exagera prazeres. A oposição entre “pequenos” e “grandes” cria contraste; não é necessário interpretar a frase como exagero.
Gabarito comentado: B. A questão reúne uma pista sonora e outra semântica. Oriente os estudantes a localizar cada uma separadamente.
5. Identifique o recurso no slogan “A energia que move seu mundo”.
✅ A) Metáfora. A expressão “move seu mundo” apresenta a energia em sentido figurado, associando-a ao que impulsiona a vida ou a rotina de alguém. Não é uma descrição literal do movimento do mundo.
❌ B) Personificação. A frase não destaca uma característica humana atribuída à energia; o sentido figurado está na ideia de mover o mundo de alguém.
❌ C) Eufemismo. Não há uma expressão usada para suavizar uma ideia desagradável ou difícil.
❌ D) Símile. Não há comparação explícita marcada por “como” ou outro conectivo comparativo.
❌ E) Ironia. O slogan não diz o contrário do que pretende comunicar nem apresenta uma crítica irônica.
Gabarito comentado: A. A expressão constrói uma ideia figurada sobre a importância da energia. Para distinguir metáfora de comparação, observe que não há conectivo comparativo explícito.
6. No verso “Ela é delicada como a flor no jardim”, que recurso de linguagem aparece?
❌ A) Personificação. O verso não atribui ação ou característica humana a algo não humano; descreve uma pessoa por comparação.
❌ B) Hipérbole. Não há exagero evidente na descrição da delicadeza.
✅ C) Comparação. O termo “como” aproxima diretamente a delicadeza dela à flor.
❌ D) Alusão. A frase não faz referência indireta a algo conhecido; estabelece uma relação explícita entre dois elementos.
❌ E) Metáfora. A aproximação não está implícita: o conectivo “como” marca a comparação diretamente.
Gabarito comentado: C. A palavra “como” funciona como pista clara. Retome a distinção com metáfora, que aproxima ideias sem esse termo comparativo explícito.
7. Qual recurso linguístico é utilizado na frase “A vida é um carnaval”?
✅ A) Metáfora. A frase aproxima a vida de um carnaval sem usar conectivo comparativo; a relação é construída de forma implícita.
❌ B) Símile. O símile apresenta uma comparação explícita, geralmente com “como”; esse termo não aparece na frase.
❌ C) Aliteração. A repetição de sons não é o recurso central do enunciado.
❌ D) Onomatopeia. A frase não imita nenhum som.
❌ E) Hipérbole. Não há um exagero evidente; a frase constrói uma associação figurada entre vida e carnaval.
Gabarito comentado: A. A frase não deve ser interpretada literalmente: o carnaval funciona como imagem para falar da vida. A ausência de “como” ajuda a distinguir a metáfora de uma comparação explícita.
8. Qual trecho apresenta uma comparação que reforça o sentimento de solidão?
No texto, Clara caminha por uma trilha ao amanhecer. O vento parece sussurrar lembranças e, ao recordar um amigo ausente, ela sente o coração solitário e frágil.
❌ A) “As árvores erguiam braços desnudos contra o céu sereno”. A imagem aproxima os galhos de braços, mas não apresenta um conectivo comparativo explícito.
❌ B) “O vento parecia sussurrar lembranças antigas”. O vento recebe uma ação associada a uma pessoa; não é a comparação que expressa diretamente a solidão.
✅ C) “Seu coração palpitava em silêncio, solitário e frágil, como um pássaro perdido no vasto céu”. O conectivo “como” estabelece a comparação entre o coração solitário e o pássaro perdido.
❌ D) “O mundo todo parecia suspenso num suspiro”. A expressão cria uma imagem figurada, mas não apresenta uma comparação explícita com “como”.
❌ E) “O orvalho beijava as folhas, cobrindo-as de brilho sutil”. O orvalho recebe a ação de beijar, característica de personificação, e não é comparado explicitamente a outro elemento.
Gabarito comentado: C. A expressão “como um pássaro perdido” relaciona diretamente a imagem ao sentimento de solidão. O contexto ajuda a entender o efeito da comparação, não apenas a localizar o conectivo.
Próximos passos
Depois da atividade, observe quais distinções precisam de mais prática: metáfora e comparação, personificação e outras figuras, ou efeitos sonoros. Você pode selecionar questões por habilidade em questões da habilidade EF67LP38, montar uma avaliação no gerador de provas do GeraProva ou fazer seu cadastro grátis.
Use as questões como ponto de partida e adapte a aplicação ao ritmo da sua turma. O gabarito comentado ajuda a revisar as pistas do texto; no GeraProva, você também pode preparar novas provas para suas aulas.
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