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Atividades de Criação e propósitos da ONU no contexto pós-guerra para o 9º ano com gabarito

Reuni questões de História para trabalhar a criação da ONU, seus propósitos e os desafios de sua estrutura no pós-guerra com turmas do 9º ano. O material inclui gabarito comentado e ideias práticas para a aula.

Atividades de Criação e propósitos da ONU no contexto pós-guerra para o 9º ano com gabarito

Quando trabalho a criação da ONU com o 9º ano, procuro começar pelo cenário que tornou urgente discutir formas de evitar outra guerra: a devastação da Segunda Guerra Mundial e os limites da experiência anterior da Sociedade das Nações. A turma precisa compreender que a organização não surgiu como um governo mundial, mas como um espaço de cooperação entre Estados, com instituições e responsabilidades definidas.

Também observo como é importante separar os propósitos declarados da ONU das tensões que marcaram sua estrutura. O Conselho de Segurança, os membros permanentes e o veto ajudam a discutir essa diferença sem reduzir o tema a uma lista de órgãos. As questões a seguir permitem verificar se os estudantes relacionam contexto, objetivos, limites e mudanças do pós-guerra.

O que o aluno de 9º ano precisa saber sobre Criação e propósitos da ONU no contexto pós-guerra

A ONU foi criada no encerramento da Segunda Guerra Mundial, em um contexto de destruição, mortes e deslocamentos, para ampliar a cooperação entre países e buscar meios de prevenir novos conflitos. A Carta das Nações Unidas foi elaborada em São Francisco, em 1945, e a organização entrou em funcionamento naquele ano. Sua proposta envolvia segurança coletiva, negociação de crises e colaboração em questões sociais, econômicas e humanitárias, além da defesa da dignidade humana. A experiência da Sociedade das Nações, que não conseguiu impedir novas agressões, influenciou a busca por mecanismos mais efetivos de diálogo. A estrutura da ONU incluiu a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança; neste, cinco membros permanentes receberam poder de veto, uma condição que ajudou a manter as grandes potências na organização, mas também podia produzir impasses. É importante que o estudante perceba tanto os objetivos de cooperação quanto as desigualdades e limitações institucionais. Nas décadas seguintes, a descolonização ampliou o número de Estados-membros e tornou mais presentes os debates sobre soberania e desenvolvimento.

O que ele precisa saber antes

As questões mobilizam conhecimentos anteriores que podem ser retomados brevemente antes da atividade. O primeiro é a Segunda Guerra Mundial: sua duração, seus impactos humanos e materiais e a preocupação do pós-guerra em evitar novos conflitos. Não é necessário transformar a revisão em uma exposição extensa; uma linha do tempo curta pode ajudar a situar 1945 e a criação da ONU.

Outro pré-requisito é conhecer a existência da Sociedade das Nações, criada após a Primeira Guerra Mundial, e compreender que ela não conseguiu impedir novas agressões. Essa comparação ajuda a identificar continuidades e diferenças entre as instituições, sem confundi-las. Também vale revisar o que são organizações internacionais e tratados: acordos e instituições de cooperação não eliminam automaticamente a soberania dos Estados.

Para as questões sobre veto e Guerra Fria, retome a rivalidade entre Estados Unidos e União Soviética. Para a questão sobre descolonização, é importante que a turma tenha uma noção do processo de independência de povos colonizados e da entrada de novos países na ONU. Esses conhecimentos aparecem como apoio à interpretação histórica, não como detalhes isolados para decorar.

Onde os alunos mais erram

Um erro recorrente indicado nas questões é confundir a ONU com a Sociedade das Nações ou com outras organizações internacionais. A semelhança entre as instituições pode levar a tratar seus objetivos e limites como se fossem idênticos. Para enfrentar esse equívoco, peça que os estudantes localizem no enunciado as pistas de tempo, estrutura e finalidade: 1945, Carta, Assembleia e Conselho de Segurança apontam para a ONU.

Outro ponto de atenção é interpretar o veto como se desse a um membro permanente o poder de aprovar decisões sozinho ou como se igualasse o poder de todos os integrantes. O veto permite bloquear determinadas decisões do Conselho de Segurança; não equivale a aprovação unilateral e não é um poder compartilhado igualmente por todos os Estados. A rivalidade da Guerra Fria podia transformar esse mecanismo em fonte de impasses.

Nas questões de finalidade, distratores como “governo mundial”, aliança militar permanente, punição dos derrotados ou restauração colonial podem parecer plausíveis quando o aluno retém apenas palavras como “paz” e “segurança”. O raciocínio necessário é verificar se a alternativa corresponde ao texto e à atuação de uma organização que reúne Estados soberanos para negociar e cooperar. Na questão sobre descolonização, por sua vez, o erro mais provável é ignorar a entrada de novos países e marcar que houve redução do número de membros. Oriente a turma a relacionar independência, representação e ampliação da Assembleia Geral.

Como trabalhar em sala

  • Monte uma linha do tempo enxuta: situe o fim da Primeira Guerra, a criação da Sociedade das Nações, a Segunda Guerra e a fundação da ONU. Peça que os estudantes registrem uma diferença entre os dois organismos, usando as informações estudadas.
  • Leia enunciados em busca de evidências: antes de escolher alternativas, convide a turma a sublinhar expressões que indiquem objetivo, contexto ou limite institucional. Depois, peça que justifiquem por que uma opção é sustentada pelo texto.
  • Faça um quadro de funções: compare Assembleia Geral e Conselho de Segurança e destaque a particularidade dos membros permanentes e do veto. O quadro pode ser feito no caderno ou no quadro da sala, sem materiais especiais.
  • Promova um debate breve sobre o veto: divida a conversa entre a função de incluir as grandes potências na instituição e o risco de impasse. O objetivo é reconhecer a tensão histórica, não decidir que a ONU é simplesmente eficaz ou ineficaz.
  • Conecte descolonização e representação: peça que os alunos expliquem como a independência de novos países mudou a composição da ONU e ampliou discussões sobre soberania e desenvolvimento.

Questões prontas de Criação e propósitos da ONU no contexto pós-guerra para o 9º ano (com gabarito comentado)

As questões abaixo permitem avaliar compreensão, comparação e análise histórica. Recomendo que os alunos respondam primeiro individualmente e, em seguida, comparem as justificativas em duplas. Nas alternativas incorretas, o comentário mostra qual confusão de interpretação pode estar por trás da escolha.

Questão 1

Depois de seis anos de guerra, delegações de cinquenta países reuniram-se em San Francisco, em 1945, para redigir uma carta internacional. A experiência recente mostrara que tratados isolados e a antiga Liga das Nações não haviam impedido novas agressões. O documento previu um Conselho de Segurança encarregado de decidir sobre ameaças à paz, uma Assembleia para debates entre os Estados e órgãos voltados a problemas de saúde, alimentação, educação e trabalho. Também declarou a dignidade de todas as pessoas como referência comum. A presença de cinco membros permanentes com poder de veto revelou que os países vencedores buscavam participar diretamente das decisões mais sensíveis.

Avalie a síntese que melhor interpreta a criação da organização descrita, considerando tanto os problemas do pós-guerra quanto as instituições previstas no texto.

  • ❌ A) Defender a preservação dos impérios coloniais europeus para estabilizar a ordem mundial. A composição inicial tinha desigualdades, mas preservar domínios coloniais não era a finalidade declarada da organização.
  • ✅ B) Defender a segurança coletiva, a ação conjunta diante de crises e a afirmação internacional de direitos. Conselho, Assembleia e órgãos especializados apontam para prevenção de guerras, cooperação e reconhecimento da dignidade humana.
  • ❌ C) Defender punições permanentes às populações dos países derrotados como forma de garantir a paz. Essa opção confunde a ONU com acordos punitivos do pós-Primeira Guerra; o texto enfatiza prevenção, negociação e ação coletiva.
  • ❌ D) Defender a supremacia militar duradoura das potências vencedoras sobre os demais Estados. O veto dava poder especial às grandes potências, mas não definia o propósito geral da organização.
  • ❌ E) Defender a formação imediata de um governo mundial que substituísse os Estados nacionais. A Carta organizou a cooperação entre Estados soberanos; não extinguiu governos nacionais.

Gabarito: B. A síntese correta considera tanto a busca por segurança coletiva quanto a cooperação em problemas comuns e a dignidade humana. É importante não confundir uma limitação institucional — o poder especial dos membros permanentes — com a finalidade completa da ONU.

Questão 2

No encerramento da Segunda Guerra Mundial, representantes de 51 países reuniram-se em São Francisco para redigir uma carta internacional. Muitos deles lembravam que a Liga das Nações, criada depois da guerra anterior, não havia conseguido impedir novas agressões militares. Nos debates, discutiram-se formas de os Estados tratarem ameaças à segurança por instâncias comuns, em vez de dependerem apenas de alianças momentâneas. Também foram incluídos compromissos de colaboração em problemas sociais e econômicos e de respeito à dignidade humana. A carta entrou em vigor meses depois, dando origem à ONU.

Compare as limitações apontadas no texto com os compromissos da Carta e identifique a ação da ONU que melhor expressa seu propósito original.

  • ❌ A) Promover substituição das leis nacionais por um governo mundial único e centralizado. A ONU reúne Estados soberanos para cooperar; não substitui seus governos.
  • ✅ B) Promover negociações entre países sob regras comuns, buscando evitar que crises levem a novos conflitos. A alternativa expressa segurança coletiva e cooperação diante da incapacidade da Liga das Nações de impedir outra guerra.
  • ❌ C) Promover pactos militares restritos, deixando decisões sobre conflitos aos países mais fortes. A proposta da Carta era multilateral, não a formação de pactos restritos.
  • ❌ D) Promover isolamento diplomático, evitando cooperação em problemas sociais e econômicos. O texto afirma justamente que a Carta incluiu compromissos de colaboração nessas áreas.
  • ❌ E) Promover intervenções unilaterais, dispensando consultas a outros Estados diante de crises. A criação de instâncias comuns indica discussão e cooperação, não decisões isoladas.

Gabarito: B. A resposta relaciona a crítica à organização anterior com o propósito da ONU: criar meios de negociação e cooperação entre países. Ao revisar, peça que a turma diferencie cooperação internacional de um governo central que substitua os Estados.

Questão 3

Cartas, fotografias de cidades destruídas e listas de pessoas deslocadas compõem uma mostra sobre o encerramento da Segunda Guerra Mundial. Em um dos painéis, aparece a Sociedade das Nações, criada após a Primeira Guerra: decisões importantes dependiam amplamente do acordo entre os membros, e a organização não conseguiu impedir novas agressões militares. Outro painel apresenta a Carta assinada em 1945, que instituiu uma organização com assembleia de países e um conselho no qual cinco potências teriam participação permanente e poder de veto. A mostra convida os visitantes a relacionar essas duas experiências históricas, considerando tanto os efeitos humanos da guerra quanto os limites da instituição anterior.

Analise a comparação proposta pela mostra e identifique a finalidade política que orientou a nova organização criada em 1945.

  • ❌ A) Substituir os governos nacionais e centralizar decisões políticas em uma autoridade mundial. A organização reúne Estados soberanos, sem eliminar seus governos.
  • ✅ B) Articular a cooperação entre Estados e envolver grandes potências na responsabilidade pela paz. A destruição da guerra e os limites da Sociedade das Nações ajudam a explicar essa busca por cooperação e segurança coletiva.
  • ❌ C) Manter alianças militares rivais e resolver conflitos pela imposição de força armada. A finalidade era favorecer negociação e reduzir conflitos, não organizar a imposição militar.
  • ❌ D) Reconstituir os impérios coloniais e subordinar os povos ocupados às potências vencedoras. A alternativa inverte o sentido das discussões de autodeterminação e descolonização.
  • ❌ E) Restaurar o equilíbrio europeu e limitar a participação dos países fora do continente. A ONU foi concebida com alcance internacional, não restrita à Europa.

Gabarito: B. A questão propõe comparação histórica. As pistas sobre a guerra e o fracasso da instituição anterior conduzem à cooperação entre os Estados, enquanto a estrutura com grandes potências revela uma tentativa de garantir que elas participassem das decisões sobre paz.

Questão 4

— Se cinco países podem barrar decisões, isso não vira uma “paz de vencedores”? — perguntou um delegado ao fim de uma reunião.

Outro respondeu que, sem uma instância capaz de reunir os Estados e agir rápido, repetiria-se o problema vivido após a Primeira Guerra: tratados existiam, mas faltava um mecanismo aceito para conter agressões e lidar com crises que atravessavam fronteiras. Na conversa, citou-se também que a nova organização já nascia com comissões para acolher deslocados, discutir normas entre países e apoiar campanhas contra fome e epidemias.

O primeiro insistiu: “Mesmo com limitações, vale entrar?”. O segundo concluiu que o desenho imperfeito era o preço para trazer as grandes potências para dentro do acordo, evitando que cada uma buscasse soluções isoladas.

Analise a situação descrita e conclua qual argumento melhor justifica a criação dessa organização no pós-guerra, relacionando o contexto e seus propósitos centrais.

  • ❌ A) Estabelecer uma aliança militar permanente para conter um inimigo ideológico e defender um bloco específico. A ONU não se reduz a uma aliança da Guerra Fria nem à defesa de um bloco.
  • ✅ B) Estabelecer segurança coletiva e cooperação internacional para prevenir guerras e enfrentar crises humanitárias. O texto associa a experiência anterior, a necessidade de ação conjunta e a assistência a populações.
  • ❌ C) Estabelecer uma administração colonial internacional para ampliar impérios europeus e controlar territórios ocupados. A ampliação de impérios não corresponde aos propósitos apresentados.
  • ❌ D) Estabelecer punições automáticas aos derrotados, impondo reparações ilimitadas para evitar novos conflitos. A passagem destaca mecanismos de cooperação, não punições automáticas.
  • ❌ E) Estabelecer um sistema monetário e de crédito para estabilizar moedas e financiar a reconstrução econômica. Essa alternativa confunde a ONU com instituições do sistema de Bretton Woods, como o FMI e o Banco Mundial.

Gabarito: B. O argumento integra dois propósitos presentes no texto: prevenir guerras por meio da segurança coletiva e cooperar diante de problemas humanitários. A presença de um distrator sobre aliança militar permite verificar se o estudante distingue uma organização internacional ampla de uma aliança voltada a um bloco.

Questão 5

Explique como a emergência da rivalidade entre Estados Unidos e União Soviética (1945–1947) levou à inclusão do veto para membros permanentes no Conselho de Segurança em 1945 e aponte uma consequência dessa escolha para a eficácia da ONU nas décadas seguintes (1947–1970).

  • ❌ A) O veto deu a cada membro permanente poder para aprovar decisões sozinho; os demais não podiam contestá-las. O veto permite bloquear determinadas decisões, não aprová-las unilateralmente.
  • ❌ B) A rivalidade aproximou as duas potências; por isso, as decisões do Conselho ficaram mais rápidas na Guerra Fria. A disputa dificultava acordos, em vez de aproximar as potências e acelerar decisões.
  • ❌ C) A rivalidade afastou os membros permanentes do Conselho; com isso, os impasses deixaram de ocorrer. Os impasses decorriam de desacordos, não da saída dos membros permanentes.
  • ❌ D) O veto foi criado para igualar o peso de todos os integrantes; cada membro passou a ter poder idêntico. O veto foi reservado aos membros permanentes e, portanto, não igualou o poder de todos.
  • ✅ E) A rivalidade levou os vencedores a exigir o veto; seu uso favoreceu impasses no Conselho durante a Guerra Fria. O veto ajudou a garantir a participação das grandes potências, mas a rivalidade entre Estados Unidos e União Soviética contribuiu para bloqueios de decisões.

Gabarito: E. Para responder, é preciso relacionar a estrutura institucional à conjuntura política. O veto assegurava às grandes potências uma posição decisiva, mas seu uso podia dificultar a ação coletiva quando havia divergência entre elas.

Questão 6

No final de 1945, após anos de guerra na Europa e na Ásia, um delegado registrou em seu caderno: “As cidades destruídas, os campos vazios e os milhões de mortos mostram que não basta vencer um conflito; é preciso evitar que outro comece”. Na mesma reunião, representantes de vários países defenderam a criação de um espaço permanente para diálogo entre governos, ajuda a populações atingidas e debate sobre direitos básicos. Eles lembravam que, no período entre as duas guerras, a ausência de cooperação internacional tinha facilitado novas tensões e a ascensão de governos agressivos. Por isso, concordaram em organizar uma instituição capaz de mediar disputas, incentivar acordos e buscar uma convivência mais estável entre as nações.

Analise o texto-base e identifique a principal motivação histórica para a criação da organização citada no pós-guerra.

  • ❌ A) Punir exclusivamente os países derrotados e repartir seus territórios entre os vencedores. O texto trata de diálogo e cooperação, não de punição ou divisão territorial.
  • ❌ B) Formar uma aliança militar permanente para iniciar ataques preventivos contra rivais. A proposta é evitar guerras, não iniciar ofensivas militares.
  • ❌ C) Encerrar de imediato todas as disputas sociais internas de cada país por decisão externa. O foco está nas relações entre nações, na mediação e nos acordos.
  • ❌ D) Substituir os governos nacionais por um comando único sobre todos os Estados. A instituição não elimina a soberania dos países; promove diálogo e cooperação.
  • ✅ E) Prevenir novas guerras por meio do diálogo e da cooperação entre países. Essa alternativa sintetiza a motivação explicitada no texto: impedir novos conflitos após a devastação da guerra.

Gabarito: E. A melhor resposta é aquela que retoma a relação entre a experiência de guerra e a criação de um espaço permanente de diálogo. As opções sobre governo mundial e ações militares extrapolam ou contradizem as informações apresentadas.

Questão 7

Como o equilíbrio de poder entre Estados Unidos e União Soviética nas décadas de 1940–1950 influenciou a criação de órgãos distintos na ONU em 1945? Indique uma causa e uma consequência institucional.

  • ❌ A) A Guerra Fria uniu todas as potências e resultou na eliminação do Conselho de Segurança. O Conselho de Segurança foi criado e teve papel central na estrutura da ONU.
  • ❌ B) EUA e URSS concordaram em abolir todos os órgãos da ONU em 1945. Ambos participaram da criação e do funcionamento da organização, não de sua abolição.
  • ✅ C) Causa: bipolaridade EUA–URSS; consequência: criação do Conselho de Segurança com assentos permanentes e poder de veto, que frequentemente paralisou ações durante a Guerra Fria. A estrutura buscou assegurar a participação das grandes potências, mas podia limitar decisões coletivas.
  • ❌ D) A criação do Conselho de Segurança não permitiu o veto, mas apenas recomendações. O Conselho foi instituído com poder de veto para os membros permanentes.
  • ❌ E) O equilíbrio de poder não afetou a criação da ONU, que foi unânime entre todas as nações. A rivalidade entre as potências influenciou a estrutura da organização e o Conselho de Segurança.

Gabarito: C. A resposta apresenta uma causa — a bipolaridade — e uma consequência institucional — os assentos permanentes e o veto. A turma deve distinguir o Conselho de Segurança da Assembleia Geral e associar o veto à possibilidade de bloqueio.

Questão 8

De que modo o processo de descolonização nas décadas de 1940–1960 constituiu uma motivação para a criação da ONU em 1945 e qual foi uma consequência política observada nas décadas seguintes?

  • ❌ A) Menos Estados-membros na ONU após 1945 foi consequência da descolonização. A independência de novos países levou a mais adesões, não à redução do número de membros.
  • ❌ B) A descolonização resultou na diminuição da população mundial. O processo alterou a condição política de territórios e povos; não produziu diretamente essa consequência demográfica.
  • ❌ C) A descolonização favoreceu regimes autoritários nos novos países. Essa alternativa não responde à relação entre autodeterminação e representação; não é a consequência política indicada.
  • ✅ D) Pressão por autodeterminação dos povos colonizados; consequência: aumento de Estados-membros na ONU e centralidade das discussões sobre soberania e desenvolvimento. A entrada de novos países transformou a composição da organização e ampliou esses debates.
  • ❌ E) A ONU foi criada para reforçar o colonialismo entre as nações. A alternativa contradiz a pressão por autodeterminação e a discussão sobre soberania dos povos.

Gabarito: D. A questão pede conectar a luta por autodeterminação às mudanças posteriores na composição e na agenda da ONU. Ajude os alunos a notar a diferença entre a fundação da organização em 1945 e os efeitos políticos da descolonização nas décadas seguintes.

Próximos passos para sua aula

Depois da correção, peça que cada estudante escolha uma questão e explique oralmente por que a alternativa correta é mais consistente que um dos distratores. Essa retomada torna visíveis os raciocínios, especialmente sobre o veto, a diferença entre a ONU e a Sociedade das Nações e a relação entre descolonização e representação. Para continuar a sequência, acesse questões da habilidade EF09HI15. Você também pode organizar novas atividades no gerador de provas do GeraProva e fazer o cadastro grátis para preparar materiais de acordo com os objetivos da turma.

Use as questões como ponto de partida e ajuste a aplicação ao percurso da sua turma. O gabarito comentado ajuda na revisão, mas a conversa sobre as evidências históricas é o que aprofunda a aprendizagem.

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