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Atividades de Campo Magnético e Força Magnética para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito

Reuni questões comentadas para trabalhar Campo Magnético e Força Magnética na 3ª série do Ensino Médio. Incluí também o conjunto de questões fornecido sobre circuitos elétricos, útil para discutir aplicações tecnológicas e a habilidade EM13CNT308.

Atividades de Campo Magnético e Força Magnética para a 3ª série do Ensino Médio com gabarito

Quando ensino Campo Magnético e Força Magnética na 3ª série, procuro aproximar os conceitos de situações que os estudantes conseguem visualizar: um fio percorrido por corrente dentro de um campo, os polos de um ímã e a força que pode atuar sobre cargas em movimento. O desafio é não deixar que a turma trate as fórmulas como receitas isoladas. A direção da corrente, a orientação do campo e o ângulo entre eles mudam o resultado, e isso precisa aparecer na resolução.

Também gosto de trabalhar com problemas que peçam mais do que substituir números. Uma conta pode estar certa e, ainda assim, a conclusão sobre o funcionamento de um equipamento ou seu impacto ser apressada. A questão diretamente ligada ao tema desta página permite explorar justamente esse cuidado. As demais questões fornecidas tratam de circuitos e componentes eletrônicos; mantenho-as identificadas como aplicações correlatas, sem apresentá-las como questões de força magnética.

O que o aluno de 3ª série precisa saber sobre Campo Magnético e Força Magnética

O aluno precisa compreender que o campo magnético é uma grandeza vetorial, representada por linhas cuja orientação indica a direção do campo, e que sua unidade no Sistema Internacional é o tesla (T). Deve reconhecer que uma carga elétrica em movimento pode sofrer força magnética e que, para um fio retilíneo percorrido por corrente em um campo uniforme, o módulo da força é dado por F = B·I·L·sen(θ), em que B é o campo, I a corrente, L o comprimento do trecho imerso e θ o ângulo entre a corrente e o campo. Quando o fio está perpendicular ao campo, sen(θ) = 1 e a relação se reduz a F = BIL. Se o fio está paralelo ao campo, a força magnética é nula. Além do cálculo, é importante interpretar unidades, isolar a incógnita e distinguir força magnética de consumo elétrico: a ausência de movimento mecânico não significa, por si só, que um circuito energizado deixou de consumir energia.

O que ele precisa saber antes

Para resolver a questão magnética do conjunto, a turma precisa manipular algebricamente a relação F = BIL e reconhecer que, para um fio perpendicular ao campo, não é necessário incluir outro fator angular. Também precisa compreender a relação entre corrente elétrica, aquecimento e consumo de energia: um fio percorrido por corrente pode aquecer mesmo quando o equipamento não realiza trabalho mecânico naquele intervalo.

As outras questões do conjunto pedem conhecimentos prévios diferentes, ligados a circuitos: lei de Ohm, resistores em série, divisores de tensão, potência e energia elétrica, termistor NTC, função de diodos, transistores e MOSFETs. Esses tópicos podem ser retomados em uma sequência de aplicações tecnológicas, mas não são pré-requisitos para calcular a força magnética sobre um fio.

Onde os alunos mais erram

Na questão sobre o atuador, o erro típico é dividir a força apenas pelo campo, esquecendo o comprimento do fio, ou considerar que, sem movimento, não há consumo de energia. Vale pedir que a turma escreva primeiro a relação completa, identifique cada dado e só então isole I. Na avaliação da atualização, é importante separar as duas ideias: desligar a corrente nos intervalos reduz consumo e aquecimento, mas não basta para concluir que a solução inteira tem menor impacto ambiental, pois a fabricação e o descarte dos ímãs também importam.

Nas questões de circuitos, aparecem confusões de natureza diferente. É comum inverter o comportamento do NTC, esquecer a queda de tensão de um LED ao calcular um resistor ou atribuir ao diodo de roda livre a função de regular corrente ou filtrar ruído. Para o transistor, o ponto central é reconhecê-lo como chave eletrônica no circuito descrito, não como sensor nem conversor analógico-digital. Ao comentar as respostas, eu separo o erro conceitual da conta: assim, fica mais fácil perceber se a dificuldade está na leitura do enunciado, na escolha da relação física ou na interpretação da função de cada componente.

Como trabalhar em sala

  • Comece com desenhos de vetores: represente o fio, a corrente e o campo por setas. Antes de calcular, peça que os estudantes identifiquem se estão paralelos ou perpendiculares. Para uma revisão qualitativa, use a regra da mão direita e compare orientações.
  • Faça a conta em etapas: na relação F = BIL, peça que a turma destaque os dados, escreva a unidade de cada grandeza e isole a incógnita. Depois, proponha uma estimativa para conferir se o resultado é coerente.
  • Compare situações: mantenha os valores de B, I e L e altere apenas o ângulo. Mesmo sem fazer uma demonstração cara, um esquema no quadro ajuda a discutir por que o fator sen(θ) muda a força.
  • Separe cálculo e avaliação: depois de encontrar a corrente da questão, discuta o que os dados permitem afirmar sobre consumo e impactos ambientais. Oriente os alunos a evitar conclusões que não são sustentadas pelo enunciado.
  • Use as questões de circuitos como retomada correlata: organize-as em uma atividade diferente, sobre automação e componentes. Assim, você aproveita as situações tecnológicas sem misturar conceitos de força magnética com divisor de tensão, relés ou proteção de transistores.

Questões prontas de Campo Magnético e Força Magnética para a 3ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

Nota para aplicação: das oito questões fornecidas, a primeira aborda diretamente força magnética sobre fio. As questões 2 a 8 são de circuitos elétricos e eletrônica, não de Campo Magnético e Força Magnética. Incluo todas, como solicitado, mas recomendo apresentá-las em uma atividade correlata de aplicações tecnológicas e não como avaliação específica do conceito magnético.

Questão 1 — Força magnética em um atuador de esteira

Em um terminal rodoviário, uma esteira automatizada separa bagagens. Um trecho de fio de 0,40 m, perpendicular a um campo magnético uniforme de 0,50 T, precisa receber uma força magnética de 12 N. O equipamento atual permanece energizado nos intervalos entre as bagagens, provocando aquecimento. A atualização pretende desligar a corrente nesses intervalos e manter o campo com ímãs permanentes, cuja fabricação e descarte também geram impactos ambientais. Considere F = B·I·L. Qual alternativa apresenta a corrente necessária e uma avaliação adequada da atualização?

  • ❌ A) 30 A; sem movimento, o atuador não consome energia. A corrente calculada não é 30 A. Além disso, a corrente pode provocar aquecimento e consumo mesmo que não haja trabalho mecânico.
  • ✅ B) 60 A; desligar a corrente nos intervalos reduz consumo e aquecimento, sem dispensar a análise dos impactos dos ímãs. Como I = F/(B·L) = 12/(0,50·0,40) = 60 A, o cálculo e a avaliação são coerentes.
  • ❌ C) 24 A; desligar reduz consumo e os impactos dos ímãs devem ser avaliados. A avaliação ambiental é pertinente, mas a corrente correta é 60 A.
  • ❌ D) 6 A; manter a corrente é adequado porque um campo constante impede o aquecimento. O cálculo está incorreto, e um campo magnético constante não impede o aquecimento resistivo do fio.
  • ❌ E) 12 A; os ímãs garantem menor impacto ambiental total. A corrente correta é 60 A, e os dados não permitem concluir o impacto ambiental total da solução.

Gabarito: B. Primeiro, isolamos a corrente em F = BIL. Como o fio está perpendicular ao campo, a relação dada se aplica diretamente. Em seguida, distinguimos o benefício de desligar o circuito nos intervalos da avaliação mais ampla sobre fabricação e descarte dos ímãs.

Questão 2 — Termistor NTC e acionamento de ventilador

Um controlador usa um termistor NTC, cuja resistência diminui quando a temperatura aumenta, e um comparador que aciona o ventilador quando Vsaida é inferior a 5 V. A fonte é de 10 V. A 30 °C, o termistor tem resistência de 10 000 Ω. Ele será associado a um resistor fixo em série, e Vsaida será medida sobre o termistor: Vsaida = 10 V × Rterm/(Rfixo + Rterm). O ventilador deve ligar quando a temperatura ultrapassar 30 °C. Qual montagem atende ao critério?

  • ❌ A) Resistor fixo de 20 000 Ω em série. A 30 °C, a saída seria aproximadamente 3,3 V, abaixo do limiar, e o ventilador poderia ligar antes do ponto previsto.
  • ❌ B) Resistor fixo de 5 000 Ω em série. A 30 °C, a saída seria aproximadamente 6,7 V; o acionamento ocorreria quando a temperatura já estivesse mais alta que o limiar pretendido.
  • ❌ C) Resistor fixo de 10 000 Ω em série, com saída sobre o resistor fixo. Nesse ponto, a tensão aumenta quando a resistência NTC diminui, portanto não atende ao critério de saída inferior a 5 V.
  • ❌ D) Resistor fixo de 10 000 Ω em paralelo. A associação não forma o divisor descrito; em paralelo com a fonte ideal, a tensão sobre o termistor não fornece o limiar necessário.
  • ✅ E) Resistor fixo de 10 000 Ω em série, com saída sobre o termistor. A 30 °C, a saída é 5 V; acima dessa temperatura, a resistência do NTC cai e a tensão medida também fica inferior a 5 V.

Gabarito: E. O cálculo do divisor, na temperatura de referência, resulta em 10 × 10 000/(10 000 + 10 000) = 5 V. Acima dela, o NTC diminui sua resistência e a tensão sobre ele cai.

Questão 3 — Energia dissipada por um relé

Um relé de 12 V e resistência de 60 Ω permanece ligado por 10 horas durante a noite. A prefeitura avalia diminuir o tempo de acionamento, instalar um temporizador, alterar a resistência ou reduzir a tensão. Qual intervenção reduz mais a energia dissipada pelo relé em uma noite?

  • ❌ A) Diminuir o acionamento de 10 h para 8 h. A potência continua sendo 12²/60 = 2,4 W; em 8 horas, a energia é 19,2 Wh.
  • ❌ B) Desligar o relé por 1 h. Ele fica ligado por 9 h e dissipa 2,4 × 9 = 21,6 Wh.
  • ✅ C) Substituir por relé de 120 Ω mantendo 12 V. A potência passa a 12²/120 = 1,2 W; em 10 horas, a energia é 12 Wh, menor que nas outras alternativas.
  • ❌ D) Reduzir a tensão para 10 V mantendo 60 Ω. A energia em 10 horas seria (10²/60) × 10 ≈ 16,67 Wh, maior que 12 Wh.
  • ❌ E) Aumentar a resistência para 80 Ω. A potência fica 12²/80 = 1,8 W e a energia em 10 horas, 18 Wh.

Gabarito: C. Para comparar as intervenções, calculamos P = V²/R e depois E = P·t. Comparar apenas a mudança de um número, sem calcular a energia final, pode levar à escolha errada.

Questão 4 — Resistor em série com LED de optoacoplador

Um optoacoplador tem queda típica de 1,2 V no LED infravermelho e requer corrente de 5 mA. A saída do microcontrolador fornece 3,3 V. Qual resistor em série limita aproximadamente a corrente a 5 mA?

  • ✅ A) 420 Ω. A tensão no resistor é 3,3 − 1,2 = 2,1 V; portanto, R = 2,1/0,005 = 420 Ω.
  • ❌ B) 210 Ω. A resistência é subestimada e permitiria corrente maior que 5 mA.
  • ❌ C) 840 Ω. Esse valor é o dobro do calculado e, nas condições descritas, reduziria a corrente, podendo não garantir o acionamento.
  • ❌ D) 42 Ω. Esse resultado decorre de uma conversão incorreta de miliampères para ampères e permitiria corrente muito maior.
  • ❌ E) 660 Ω. Esse valor resulta de não subtrair a queda de 1,2 V do LED antes de calcular a tensão no resistor.

Gabarito: A. A queda de tensão do LED precisa ser descontada da alimentação; depois, aplicamos a lei de Ohm com 5 mA = 0,005 A.

Questão 5 — Diodo em paralelo com válvula solenoide

Em um circuito de irrigação, um transistor NPN aciona uma válvula solenoide. Um diodo D1 está ligado em paralelo inverso à bobina. Quando o transistor desliga, a corrente na bobina não cessa instantaneamente devido à indutância. Qual é a função do diodo?

  • ❌ A) Reduzir a corrente média da bobina. O diodo não atua para reduzir a corrente em regime contínuo; oferece caminho à corrente no desligamento.
  • ❌ B) Impedir que a alimentação ultrapasse 12 V. O diodo não regula a tensão constante da fonte.
  • ✅ C) Proteger o transistor de picos de tensão reversa gerados pela bobina. Ao desligar, o diodo fornece um caminho para a corrente induzida e reduz o pico que poderia danificar o transistor.
  • ❌ D) Estabilizar a tensão de referência dos sensores. O componente está no acionamento da válvula, não na rede de sensores.
  • ❌ E) Filtrar ruídos de alta frequência do microcontrolador. Essa não é a função descrita para o diodo; ele protege contra o pico de comutação da bobina.

Gabarito: C. Uma bobina armazena energia em seu campo magnético e resiste à mudança brusca de corrente. O diodo de roda livre oferece um caminho para a corrente quando a chave desliga.

Questão 6 — Transistor NPN no controle de uma válvula

Um sensor de umidade fornece ao microcontrolador um sinal entre 0 e 5 V. Quando o sinal excede 3 V, o microcontrolador aciona um transistor NPN. A válvula solenoide opera a 12 V e consome 2 A; um diodo de roda livre protege contra picos. Qual é a principal função do transistor?

  • ❌ A) Proteger contra inversão de polaridade. No contexto descrito, a proteção contra picos é feita pelo diodo.
  • ❌ B) Converter o sinal analógico em digital. Essa conversão é feita pelo conversor analógico-digital do microcontrolador.
  • ❌ C) Limitar a tensão no sensor. O transistor está no circuito de acionamento da válvula, não no circuito do sensor.
  • ✅ D) Controlar eletricamente a corrente da válvula. Ele funciona como chave eletrônica para permitir ou interromper a corrente de acionamento.
  • ❌ E) Medir digitalmente a umidade. A medição cabe ao sensor; o transistor não é o elemento de medição.

Gabarito: D. O transistor recebe o sinal de controle e comanda a corrente necessária para a válvula, funcionando como uma chave eletrônica.

Questão 7 — Diodo em paralelo com bobina de relé

Um sistema de ventilação automatizado apresenta falhas porque o ruído da comutação da bobina do relé danifica o transistor de potência. Foi instalado um diodo em paralelo à bobina. Qual é a função principal desse diodo?

  • ✅ A) Proteger o transistor contra tensões induzidas pela bobina ao desligar. O diodo de flyback conduz a corrente da bobina no momento da comutação e reduz o pico de tensão.
  • ❌ B) Ajustar o nível lógico do microcontrolador. O diodo em paralelo à bobina não faz conversão de níveis lógicos.
  • ❌ C) Proteger contra sobrecorrentes de pico. Essa proteção requer componentes apropriados, como fusível ou limitador; não é a função do diodo de flyback.
  • ❌ D) Filtrar ruídos de alta frequência da rede elétrica. O diodo descrito atua diante da tensão induzida na bobina, não como filtro de RF da rede.
  • ❌ E) Limitar a corrente da bobina quando o relé está energizado. Em operação, a corrente depende principalmente da resistência do enrolamento e da alimentação.

Gabarito: A. O diodo protege o transistor do pico de tensão gerado pela bobina quando a corrente é interrompida. Não substitui um limitador de corrente.

Questão 8 — Diodo flyback em ventilador de corrente contínua

Um sensor de temperatura aciona um MOSFET que liga um ventilador de corrente contínua de 12 V e 0,5 A. Um diodo flyback protege o circuito. Ao desligar o transistor, o motor pode gerar uma tensão inversa capaz de danificar componentes. Qual é a função do diodo?

  • ❌ A) Permitir corrente alternada no enrolamento. O ventilador opera com corrente contínua e essa não é a função do diodo.
  • ✅ B) Fornecer caminho para a corrente de indução do motor quando o transistor desliga. Assim, ajuda a evitar uma sobretensão que poderia danificar o MOSFET.
  • ❌ C) Estabilizar a saída do sensor de temperatura. O diodo está associado ao motor, não à saída do sensor.
  • ❌ D) Retificar a alimentação para o motor. A fonte já é de corrente contínua, e o diodo não está sendo usado como retificador.
  • ❌ E) Bloquear correntes inversas provenientes da alimentação. A função descrita é lidar com a tensão induzida na carga ao desligar, não bloquear correntes externas reversas.

Gabarito: B. O motor possui comportamento indutivo; o diodo oferece um caminho para a corrente no instante do desligamento e protege o transistor contra sobretensão.

Próximos passos

Na aula de Campo Magnético e Força Magnética, comece pela representação vetorial e avance para a conta quando os estudantes já identificarem a orientação do fio em relação ao campo. Para ampliar a prática de avaliação, veja também as questões da habilidade EM13CNT308. Para montar uma prova com questões adequadas ao conteúdo que você está trabalhando, acesse o gerador de provas do GeraProva ou faça seu cadastro grátis.

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