GeraProva GeraProva Provas com IA para professores do Brasil
Questoes

Atividades de Calor Sensível, Latente e Trocas de Calor para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Reuni questões comentadas para trabalhar calor sensível, transferência de energia e sistemas térmicos na 1ª série. O material ajuda a revisar cálculos, interpretar unidades e identificar erros comuns.

Atividades de Calor Sensível, Latente e Trocas de Calor para a 1ª série do Ensino Médio com gabarito

Quando ensino calor sensível, calor latente e trocas de calor na 1ª série, procuro aproximar as fórmulas das situações que os estudantes conseguem analisar: aquecer água, comparar materiais isolantes e entender o funcionamento de um aquecedor ou de um coletor solar. Na prática, o desafio não é apenas escolher uma equação. É distinguir o que cada grandeza representa, acompanhar as unidades e explicar para onde a energia está sendo transferida.

As atividades abaixo permitem revisar essas ideias com cálculos graduais e situações de sistemas térmicos. Também incluo, com transparência, dois itens sobre máquinas térmicas e um de circuitos elétricos que aparecem no conjunto validado: eles não avaliam diretamente calor sensível, latente ou trocas de calor, mas podem servir como extensão ou diagnóstico de conhecimentos relacionados à habilidade indicada.

O que o aluno de 1ª série precisa saber sobre Calor Sensível, Latente e Trocas de Calor

O ponto de partida é compreender calor como energia transferida entre sistemas por diferença de temperatura, e não como algo que um corpo simplesmente “tem”. No aquecimento ou resfriamento sem mudança de estado físico, o calor sensível pode ser calculado por Q = m·c·ΔT: massa, calor específico e variação de temperatura determinam a energia envolvida. Durante uma mudança de estado, a temperatura pode permanecer constante enquanto há transferência de energia; nesse caso, usamos Q = m·L, em que L é o calor latente. Em situações de troca, a energia cedida por um sistema pode ser recebida por outro, considerando as condições do problema e eventuais perdas para o ambiente. Também é importante diferenciar energia, medida em joules, de potência ou taxa de transferência, medida em watts: para potência constante, a energia transferida depende do intervalo de tempo. Essas distinções dão sentido às contas e ajudam a interpretar aquecedores, paredes e coletores solares.

O que ele precisa saber antes

Para resolver as questões deste conjunto, os pré-requisitos mais importantes são o cálculo de energia térmica com massa, calor específico e variação de temperatura; a leitura e conversão de unidades, especialmente entre joules e quilowatt-hora; e a compreensão de potência como energia transferida por unidade de tempo. Nos problemas de condução, é preciso reconhecer como área, espessura, condutividade térmica e diferença de temperatura entram na lei de Fourier. Em questões de eficiência, o estudante deve relacionar energia útil e energia recebida, calcular porcentagens e acompanhar a conservação de energia. O conjunto também traz uma questão de circuito elétrico: para ela, os requisitos são lei de Ohm e combinação de resistores em série e paralelo. Esse último item é de eletricidade, não de calor, e convém apresentá-lo como revisão interdisciplinar ou separá-lo da avaliação específica de trocas térmicas.

Onde os alunos mais erram

Nos cálculos térmicos, um erro recorrente apontado pelas questões é misturar grandezas que se relacionam, mas não são iguais. Uma taxa de condução em watts não é a energia total perdida: para encontrar a energia em uma hora, é necessário multiplicar a potência pelo tempo em segundos. Também é comum substituir os valores de área, espessura ou diferença de temperatura sem respeitar a estrutura da fórmula. Na condução, aumentar a espessura reduz a taxa; colocá-la no numerador inverte a relação.

Em aquecedores, coletores e motores, a eficiência ou o COP não deve ser ignorado nem aplicado ao contrário. A questão do aquecedor elétrico mostra o risco de usar a potência nominal em vez da potência útil; a do coletor exige calcular primeiro a energia para aquecer a água e depois a potência útil recebida. O distrator mais provável na questão da parede com dados completos é a alternativa que parte de uma taxa errada e depois converte para energia: vale corrigir as duas etapas, não apenas o resultado final. Em máquinas térmicas, pode haver confusão entre trabalho produzido, calor absorvido e calor rejeitado. Por fim, o item de circuito evidencia um erro distinto: calcular corrente antes de determinar corretamente a resistência equivalente.

Como trabalhar em sala

  • Comece pelo significado das grandezas. Antes de substituir números, peça que a turma identifique o que o problema fornece e o que deseja encontrar: energia, taxa, tempo, eficiência ou temperatura. Essa pausa simples ajuda a evitar que watts e joules sejam tratados como equivalentes.
  • Monte um roteiro de resolução no quadro. Organize cada problema em dados, fórmula, substituição com unidades e interpretação do resultado. Nos exercícios de aquecimento, use Q = m·c·ΔT; depois, quando houver potência, relacione Q = P·t. Reforce que a variação de temperatura em °C tem o mesmo valor numérico que em kelvin.
  • Compare materiais com exemplos acessíveis. Converse sobre por que uma parede mais espessa ou um material de menor condutividade reduz a transferência por condução. Não é necessário montar equipamento: um desenho com duas regiões em temperaturas diferentes permite discutir direção do fluxo e variáveis da lei de Fourier.
  • Separe aquecimento de mudança de estado. Faça uma tabela com o que muda em cada processo: no calor sensível, varia a temperatura; na mudança de estado, há transferência de energia associada ao calor latente e, no modelo usual, a temperatura fica constante durante a transformação. A distinção prepara o terreno mesmo quando a lista numérica não traz um cálculo explícito de calor latente.
  • Use os erros como conversa de revisão. Em vez de entregar apenas a letra correta, peça que a turma explique por que um distrator parece plausível e qual unidade ou relação revela o problema. Para a questão de circuitos, avise que ela é uma extensão fora do foco térmico antes de aplicá-la.

Questões prontas de Calor Sensível, Latente e Trocas de Calor para a 1ª série do Ensino Médio (com gabarito comentado)

As questões a seguir reproduzem o conjunto fornecido, com notação matemática organizada para facilitar a leitura. Os itens de máquinas térmicas e circuitos são mantidos porque fazem parte da lista validada, mas a questão elétrica deve ser identificada como conteúdo de eletricidade, não como exercício direto de calor.

1. Um motor térmico opera com eficiência de 40% e absorve 1000 J de calor da fonte quente por ciclo. Calcule o calor rejeitado por ciclo.

  • ❌ A) 800 J por ciclo. Se o motor rejeitasse 800 J, sobrariam 200 J de trabalho e a eficiência seria 20%, não 40%.
  • ❌ B) 1000 J. Igualar o calor rejeitado ao absorvido deixaria trabalho nulo e contrariaria a eficiência informada.
  • ✅ C) 600 J. O trabalho é W = η·Qh = 0,4·1000 = 400 J. Como Qh = W + Qc, resulta Qc = 1000 − 400 = 600 J.
  • ❌ D) O motor não rejeita calor. Um motor térmico precisa rejeitar parte da energia recebida; não converte todo o calor em trabalho.
  • ❌ E) 400 J por ciclo. Esse valor corresponde ao trabalho produzido, não ao calor rejeitado.

Comentário: Esta questão consolida eficiência e balanço de energia em uma máquina térmica. Ela não trata diretamente de calor sensível ou latente, mas ajuda a distinguir calor recebido, trabalho e calor rejeitado.

2. Uma parede tem área A = 10 m², espessura d = 0,10 m e condutividade térmica k = 0,04 W·m⁻¹·K⁻¹. Se a diferença de temperatura entre os lados é ΔT = 20 K, calcule a taxa de perda de calor por condução e a energia perdida em 1 h.

  • ❌ A) Energia em 1 h = 1,44×10⁵ J, baseada em 40 W. A taxa de 40 W não resulta da substituição correta dos valores na fórmula.
  • ❌ B) 10 W. A conta subestima a taxa; é preciso usar área, diferença de temperatura, condutividade e espessura na expressão fornecida.
  • ❌ C) 400 W. O resultado decorre de uma aplicação incorreta da fórmula e não corresponde aos dados.
  • ✅ D) Taxa = 80 W; energia em 1 h = 2,88×10⁵ J. A taxa é k·A·ΔT/d = 0,04·10·20/0,10 = 80 W. Em 3600 s, E = P·t = 80·3600 = 288000 J.
  • ❌ E) 200 W. Não se obtém esse valor aplicando corretamente a relação de condução; o tempo também não faz a taxa aumentar por si só.

Comentário: O passo didático central é distinguir taxa, em watts, de energia, em joules. Primeiro calculamos a potência térmica; depois multiplicamos pelo intervalo de tempo.

3. Um protótipo de parede isolante tem área A = 2,0 m², espessura d = 0,05 m e condutividade térmica k = 0,04 W·m⁻¹·K⁻¹. Se a temperatura interna é 20 °C e a externa 0 °C, calcule a taxa de perda de calor por condução.

  • ❌ A) 8 W. É menor do que o valor obtido ao substituir corretamente a diferença de temperatura e os demais dados.
  • ❌ B) 16 W. A conta não representa a combinação indicada de área, espessura e diferença de temperatura.
  • ❌ C) 64 W. Superestima a taxa; a substituição correta na lei de condução resulta em valor menor.
  • ✅ D) 32 W. ΔT = 20 K e P = k·A·ΔT/d = 0,04·2,0·20/0,05 = 32 W.
  • ❌ E) 48 W. Não corresponde ao resultado da aplicação da fórmula aos valores fornecidos.

Comentário: A questão permite revisar que uma diferença de 20 °C tem o mesmo valor numérico de 20 K. Também vale observar que a espessura aparece no denominador.

4. Um aquecedor usa bomba de calor (COP = 3,0) para elevar a temperatura de 120 kg de água em 45 °C. Use c = 4180 J/(kg·K) e calcule a energia elétrica diária consumida, sabendo que Q = m·c·ΔT e Eele = Q/COP.

  • ❌ A) 4,0 kWh. O valor não resulta da conversão correta da energia térmica e da divisão pelo COP.
  • ❌ B) 5,0 kWh. Supera o consumo calculado quando se considera corretamente o COP informado.
  • ❌ C) 3,0 kWh. Não corresponde à energia térmica calculada dividida por COP = 3.
  • ✅ D) Aproximadamente 2,09 kWh. Q = 120·4180·45 = 2,2572×10⁷ J. A energia elétrica é Q/3 = 7,524×10⁶ J; dividindo por 3,6×10⁶ J/kWh, obtemos cerca de 2,09 kWh.
  • ❌ E) 1,5 kWh. Subestima o resultado e não considera corretamente a energia necessária para aquecer toda a água.

Comentário: O cálculo do calor sensível vem antes da aplicação do COP. Assim, os estudantes não confundem a energia térmica transferida para a água com o consumo elétrico do equipamento.

5. Um aquecedor elétrico de potência P = 1,50 kW e eficiência de 90% aquece 50,0 kg de água de 20 °C a 60 °C. Calcule o tempo necessário. Use c = 4,18×10³ J/(kg·K), E = m·c·ΔT e P útil = P·η.

  • ✅ A) 1,72 h, aproximadamente 1 h 43 min. ΔT = 40 K; E = 50·4180·40 = 8,36×10⁶ J. A potência útil é 1500·0,90 = 1350 W. Logo, t = E/Pútil = 6193 s, cerca de 1,72 h.
  • ❌ B) 1,00 h. O tempo é curto demais para a energia calculada com a potência útil informada.
  • ❌ C) 0,5 h. Subestima o tempo e não contempla toda a energia necessária para elevar a temperatura da água.
  • ❌ D) 3,00 h. Superestima o tempo em relação ao quociente entre energia necessária e potência útil.
  • ❌ E) 2,5 h. Não corresponde ao cálculo com eficiência de 90% e potência útil de 1350 W.

Comentário: A alternativa correta depende de dois passos separados: encontrar a energia por calor sensível e corrigir a potência pela eficiência. O tempo se obtém dividindo energia por potência.

6. Uma coletora solar de área A = 1,20 m² recebe irradiância I = 800 W/m². A absorvidade é 0,90 e a eficiência útil do sistema é 0,70. Um tanque contém 50 kg de água (c = 4180 J/(kg·K)) e deve ser aquecido em 20 K. Calcule o tempo necessário, em minutos.

  • ❌ A) 50 min. Subestima o tempo diante da energia necessária e da potência útil disponível.
  • ❌ B) 100 min. É uma aproximação próxima, mas não coincide com o cálculo usando os dados completos.
  • ❌ C) 200 min. Superestima o tempo calculado a partir da potência útil do coletor.
  • ✅ D) Aproximadamente 115 min, ou 1,92 h. A potência absorvida é 800·1,2·0,9 = 864 W; a útil é 0,70·864 = 604,8 W. A energia necessária é 50·4180·20 = 4,18×10⁶ J. Assim, t = Q/P ≈ 6915 s, cerca de 115 min.
  • ❌ E) 30 min. O tempo é curto demais para transferir a energia calculada com essa potência útil.

Comentário: A questão ajuda a separar irradiância, potência absorvida e potência útil. Aplicar a eficiência uma vez à potência absorvida evita confundi-la com a irradiância.

7. Uma fonte ideal de 18,0 V alimenta R1 = 10,0 Ω em série com um ramo paralelo formado por R2 = 15,0 Ω e R3 = 30,0 Ω. Calcule a corrente total e a corrente que percorre R2.

  • ❌ A) Itotal = 1,00 A; IR2 = 0,450 A. Os valores não decorrem da resistência equivalente correta do circuito.
  • ✅ B) Itotal = 0,900 A; IR2 = 0,600 A. A resistência paralela é 1/(1/15 + 1/30) = 10,0 Ω; em série, Req = 20,0 Ω. Então Itotal = 18/20 = 0,900 A. A tensão no ramo paralelo é 9,0 V e IR2 = 9/15 = 0,600 A.
  • ❌ C) Itotal = 1,50 A; IR2 = 1,00 A. A corrente total é incompatível com a resistência equivalente de 20 Ω.
  • ❌ D) Itotal = 2,00 A; IR2 = 1,20 A. Há erro na resistência equivalente e na determinação da tensão do ramo.
  • ❌ E) Itotal = 0,500 A; IR2 = 0,300 A. Esses valores são baixos demais para a fonte e a resistência equivalente calculadas corretamente.

Comentário: Este é um item de circuitos elétricos, não de calor sensível, latente ou trocas térmicas. Pode ser usado como revisão interdisciplinar de energia e eletricidade, ou retirado de uma prova cujo objetivo seja exclusivamente térmico.

8. Uma máquina térmica recebe 1000 J de calor e realiza 400 J de trabalho. Qual é sua eficiência?

  • ❌ A) 20%. A divisão entre trabalho e calor recebido não resulta nesse percentual.
  • ❌ B) 30%. Subestima a razão calculada com os dados do enunciado.
  • ✅ C) 40%. η = W/Qrecebido = 400/1000 = 0,4, ou 40%.
  • ❌ D) 50%. Superestima a eficiência indicada pela razão entre trabalho e calor recebido.
  • ❌ E) 60%. Não corresponde ao quociente calculado; eficiência não é obtida por uma escolha aproximada.

Comentário: O item reforça a definição de eficiência e se conecta à questão 1. Ele pode ajudar a verificar se a turma distingue a fração convertida em trabalho da energia que precisa ser rejeitada.

Próximos passos

Ao planejar a avaliação, combine questões numéricas com uma pergunta de explicação: peça ao estudante que interprete o resultado e indique se encontrou energia, potência ou tempo. Para ampliar o trabalho alinhado à habilidade, consulte também as questões da habilidade EM13CNT102. Você pode montar uma lista própria no gerador de provas do GeraProva e começar pelo cadastro grátis.

Use estas questões como ponto de partida e ajuste a seleção ao que sua turma já estudou. No GeraProva, você pode organizar avaliações e revisar os itens antes de aplicar.

Monte uma prova com questões como estas

O GeraProva busca questões com gabarito comentado e BNCC no acervo e monta a prova pronta para imprimir.

Criar minha prova

Habilidades BNCC deste artigo

Artigos relacionados

0 comentários

Ocorreu um erro inesperado. Recarregar X

Rejoining the server...

Rejoin failed... trying again in seconds.

Failed to rejoin.
Please retry or reload the page.

The session has been paused by the server.

Failed to resume the session.
Please retry or reload the page.