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FATEC 2019 Língua Portuguesa13 questões

13 Questões de Língua Portuguesa do FATEC 2019

Veja 2 questões-amostra do FATEC 2019 com gabarito comentado e análise pedagógica completa. Monte um simulado com as 13 questões em segundos.

Sobre estas questões de Língua Portuguesa do FATEC 2019

Esta página reúne 13 questões de Língua Portuguesa do FATEC 2019 (prova oficial), com classificação pedagógica e alinhamento à BNCC quando aplicável. Abaixo você encontra 6 questões-amostra com a análise pedagógica completa (gabarito comentado, ficha pedagógica e resolução passo a passo) — uma prévia do que o GeraProva monta automaticamente para a prova inteira.

O que estas questões cobram: Charge e metafora visual como critica social; Conjunção integrante e pronome relativo 'que'; Paráfrase e manutenção de sentido; Metafora e expressao idiomatica com sentido figurado.

Objetivos pedagógicos principais: avaliacao · diagnostico.

13
Questões no banco
3F · 7M · 0D
Distribuição (amostra)
6
Contextualizadas
6
Interdisciplinares
🧠 Habilidades cognitivas (Bloom): Analisar, Compreender
🎯 Tipos de raciocínio exigidos: interpretacao de charge e metafora visual, Análise sintática comparativa, Comparacao sintatico-semantica entre original e pa

Como usar: professores podem aplicar estas questões do FATEC 2019 diretamente em simulados e avaliações, ou gerar uma prova personalizada com o GeraProva misturando anos, matérias e dificuldade. Alunos podem usar para treino de vestibular, praticando antes de ver o gabarito comentado.

Simulado do FATEC 2019 em segundos

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Questão 1 FATEC 2019BNCC EM13LP07Média🧠 Analisar⏱ medio

Analise o quadrinho O quadrinho de Laerte representa uma crítica à realidade atual, visto que nele a personagem (FATEC 2019)

  1. A) perde sua função social, pois o desenvolvimento de novas ferramentas acarreta sua obsolescência.
  2. B) perde sua identidade devido às pressões de um cotidiano estressante diante de uma rotina maçante e repetitiva.
  3. C) é substituído pelas tecnologias que, de tão evoluídas, passam a assimilar hábitos corriqueiros da sociedade.
  4. D) perde sua identidade devido ao abandono da vida no campo, pois já não é capaz de realizar ações corriqueiras sem auxílio.
  5. E) apresenta pior qualidade de vida, pois, ao abrir mão de sua identidade, conecta-se à tecnologia para alcançar maior eficiência em suas atividades coletivas.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

Charge e metafora visual como critica social

💡 Dica de resolução

Associe a substituicao da cabeca por objetos do dia a dia a ideia de perda de identidade na rotina.

✅ Resposta correta: B

CORRETA. A personagem perde sua identidade (cabeca substituida por objetos) diante de uma rotina repetitiva (despertar, banho, cafe, transito), critica feita pelo quadrinho.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. A charge nao trata de perda de funcao social por obsolescencia de ferramentas; os objetos apenas ocupam o lugar da cabeca.
❌ C) Errada. As tecnologias nao assimilam habitos humanos; a charge mostra o humano desumanizado pela rotina, nao substituido por maquinas evoluidas.
❌ D) Errada. A charge se passa em ambientes urbanos (cidade, predios, semaforo), nao aborda a vida no campo nem dependencia de auxilio.
❌ E) Errada. A charge nao apresenta maior eficiencia nem conexao voluntaria com a tecnologia; a critica e justamente contraria a essa ideia.
📚 Reveja antes de resolver

Leitura de linguagem visual e humor critico

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: interpretacao de charge e metafora visual
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: desafio
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: alto
Autonomia do enunciado: depende_imagem
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Representativa · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 2 FATEC 2019BNCC EM13LP08Média🧠 Analisar⏱ medio

Temple Grandin empacou diante da porteira. Alguns parafusos cravados na madeira lhe saltaram aos olhos. “Tem que limar a cabeça desses parafusos, se não o gado pode se machucar”, aconselhou à dona da fazenda, Carmen Perez, que ao lembrar a cena comentou: “Sempre passo no curral antes do manejo, observo tudo, dizem que tenho olho biônico, e ela notou uma coisa que eu não tinha visto.”. Grandin tem um parafuso a mais quando se trata do bem-estar dos bichos. Professora de ciência animal, ela é autista e dona de uma hipersensibilidade visual e auditiva. Tocada pelas angústias do gado desde a juventude, ela compreendia por que a rês recuava na hora da vacinação, por que atacava um vaqueiro, por que tropeçava, por que mugia. Grandin traduziu esse entendimento em projetos que propunham mudanças no manejo. Hoje, instalações criadas por ela são familiares a quase metade dos bovinos nos Estados Unidos. O Brasil, com seus quase 172 milhões de cabeças de gado, segundo o Censo Agropecuário de 2017, vem aos poucos fazendo ajustes alinhados com as propostas da americana. Em julho passado, Grandin, hoje com 71 anos, veio ao Brasil pela sexta vez. Na fazenda Orvalho das Flores, localizada em Barra do Garças (MT), ela testemunhou como a equipe de Perez conduz suas 2 980 cabeças de Nelore, raça predominante no país. Os vaqueiros massageiam os bezerros, não gritam com os bois, tampouco deixam capas de chuva, correntes ou chapéus no caminho dos animais. A engenheira agrônoma Maria Lucia Pereira Lima foi aluna de pós-doutorado de Grandin na Universidade do Estado do Colorado, em Fort Collins, em 2013. Viajara aos Estados Unidos para aprender como medir o bem-estar dos bovinos e se inteirar de inovações que pudessem ser implantadas em currais brasileiros. Uma delas, por exemplo, tranquiliza o animal conduzido à vacinação: o gado em geral se via obrigado a passar espremido por espaços afunilados. Grandin projetou um acesso em curva, sem cantos, que dá à rês a ilusão de que voltará ao ponto de partida. Outra: uma lâmpada acesa na entrada do tronco de contenção – o equipamento que permite o manejo individual do boi – a indicar o trajeto reduziu em até 90% o uso de choque elétrico durante o processo. [...] No auditório da universidade, outros pesquisadores se revezavam no palco discutindo aspectos econômicos e sociais relacionados ao bem-estar animal. O tempo de manejo cai pela metade nos estabelecimentos agropecuários que seguem os manuais de Grandin. De ovos transportados com cuidado nascem pintinhos sadios. Sem falar na melhor qualidade de vida de quem lida com esses bichos. Vaqueiros bem treinados sofrem menos acidentes no trabalho e desenvolvem uma relação mais harmoniosa nos casamentos. “A melhoria do bem-estar animal melhora o bem-estar humano”, afirmou o zootecnista Mateus Paranhos da Costa, da Universidade Estadual Paulista. Monica Manin <https://tinyurl.com/y8xeoqul> Acesso em: 12.10.2018. Adaptado. Observe os elementos destacados na passagem: “Sempre passo no curral antes do manejo, observo tudo, dizem que tenho olho biônico, e ela notou uma coisa que eu não tinha visto”, presente no primeiro parágrafo. As palavras destacadas exercem (FATEC 2019)

  1. A) funções diferentes, pois o primeiro “que” é conjunção integrante e introduz uma oração coordenada, enquanto o segundo “que” é pronome relativo e introduz uma oração explicativa.
  2. B) funções diferentes, pois o primeiro “que” é uma conjunção subordinativa, enquanto o segundo é um pronome relativo, tendo como antecedente o termo “coisa”.
  3. C) mesma função, pois ambos são conjunções subordinativas, sendo que o primeiro introduz uma oração substantiva, enquanto o segundo, uma oração adverbial restritiva.
  4. D) mesma função, pois ambos os pronomes “que” retomam vocábulos anteriores, sendo o verbo “dizem” e o substantivo “coisa” seus antecedentes respectivamente.
  5. E) mesma função, pois ambos são conjunções, porém o primeiro “que” é uma conjunção subordinativa, enquanto o segundo, uma conjunção coordenativa.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

Conjunção integrante e pronome relativo 'que'

💡 Dica de resolução

Substitua o 'que' por 'o qual' para testar se é pronome relativo; se não for possível, verifique se ele apenas introduz uma oração que completa o verbo.

✅ Resposta correta: B

CORRETA. O primeiro 'que' é conjunção integrante, introduzindo oração subordinada substantiva que completa 'dizem' (conjunção subordinativa). O segundo 'que' é pronome relativo que retoma o antecedente 'coisa', podendo ser substituído por 'a qual'.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. O primeiro 'que' não introduz oração coordenada, mas subordinada substantiva; o segundo é pronome relativo, mas sua oração é restritiva (define 'coisa'), não explicativa.
❌ C) Errada. Nenhum dos dois 'que' é conjunção adverbial; o primeiro é integrante (substantiva) e o segundo é pronome relativo, não conjunção.
❌ D) Errada. As funções não são iguais e o verbo 'dizem' não é antecedente de pronome relativo; o primeiro 'que' não retoma nada, apenas introduz oração.
❌ E) Errada. O segundo 'que' é pronome relativo, não conjunção coordenativa; e as funções são diferentes, não iguais.
📚 Reveja antes de resolver

Oração subordinada substantiva e oração subordinada adjetiva restritiva

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Análise sintática comparativa
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: desafio
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: alto
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Representativa
Questão 3 FATEC 2019BNCC EM13LP02Média🧠 Analisar⏱ longo

Temple Grandin empacou diante da porteira. Alguns parafusos cravados na madeira lhe saltaram aos olhos. “Tem que limar a cabeça desses parafusos, se não o gado pode se machucar”, aconselhou à dona da fazenda, Carmen Perez, que ao lembrar a cena comentou: “Sempre passo no curral antes do manejo, observo tudo, dizem que tenho olho biônico, e ela notou uma coisa que eu não tinha visto.”. Grandin tem um parafuso a mais quando se trata do bem-estar dos bichos. Professora de ciência animal, ela é autista e dona de uma hipersensibilidade visual e auditiva. Tocada pelas angústias do gado desde a juventude, ela compreendia por que a rês recuava na hora da vacinação, por que atacava um vaqueiro, por que tropeçava, por que mugia. Grandin traduziu esse entendimento em projetos que propunham mudanças no manejo. Hoje, instalações criadas por ela são familiares a quase metade dos bovinos nos Estados Unidos. O Brasil, com seus quase 172 milhões de cabeças de gado, segundo o Censo Agropecuário de 2017, vem aos poucos fazendo ajustes alinhados com as propostas da americana. Em julho passado, Grandin, hoje com 71 anos, veio ao Brasil pela sexta vez. Na fazenda Orvalho das Flores, localizada em Barra do Garças (MT), ela testemunhou como a equipe de Perez conduz suas 2 980 cabeças de Nelore, raça predominante no país. Os vaqueiros massageiam os bezerros, não gritam com os bois, tampouco deixam capas de chuva, correntes ou chapéus no caminho dos animais. A engenheira agrônoma Maria Lucia Pereira Lima foi aluna de pós-doutorado de Grandin na Universidade do Estado do Colorado, em Fort Collins, em 2013. Viajara aos Estados Unidos para aprender como medir o bem-estar dos bovinos e se inteirar de inovações que pudessem ser implantadas em currais brasileiros. Uma delas, por exemplo, tranquiliza o animal conduzido à vacinação: o gado em geral se via obrigado a passar espremido por espaços afunilados. Grandin projetou um acesso em curva, sem cantos, que dá à rês a ilusão de que voltará ao ponto de partida. Outra: uma lâmpada acesa na entrada do tronco de contenção – o equipamento que permite o manejo individual do boi – a indicar o trajeto reduziu em até 90% o uso de choque elétrico durante o processo. [...] No auditório da universidade, outros pesquisadores se revezavam no palco discutindo aspectos econômicos e sociais relacionados ao bem-estar animal. O tempo de manejo cai pela metade nos estabelecimentos agropecuários que seguem os manuais de Grandin. De ovos transportados com cuidado nascem pintinhos sadios. Sem falar na melhor qualidade de vida de quem lida com esses bichos. Vaqueiros bem treinados sofrem menos acidentes no trabalho e desenvolvem uma relação mais harmoniosa nos casamentos. “A melhoria do bem-estar animal melhora o bem-estar humano”, afirmou o zootecnista Mateus Paranhos da Costa, da Universidade Estadual Paulista. Monica Manin <https://tinyurl.com/y8xeoqul> Acesso em: 12.10.2018. Adaptado. Assinale a alternativa em que a paráfrase corresponda ao sentido do período original apresentado, mantendo as mesmas relações sintático-semânticas. | Texto Original | Paráfrase | |---|---| | “Grandin tem um parafuso a mais quando se trata do bem-estar dos bichos.” | Grandin não tem juízo ao tratar bem os animais. | | “Grandin traduziu esse entendimento em projetos que propunham mudanças no manejo.” | Tal entendimento era traduzido a Grandin por projetos propostos para mudar o manejo. | | “Hoje, instalações criadas por ela são familiar... (FATEC 2019)

  1. A) Grandin não tem juízo ao tratar bem os animais.
  2. B) Tal entendimento era traduzido a Grandin por projetos propostos para mudar o manejo.
  3. C) Frequentemente, ela cria instalações que são íntimas de metade das criações da América do Norte.
  4. D) Ela é autista e, embora seja professora de ciência animal, apresenta pouca sensibilidade visual e auditiva.
  5. E) Por ter se sensibilizado pelo sofrimento animal na juventude, ela entendia quais motivos faziam o animal recuar durante a vacinação...
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

Paráfrase e manutenção de sentido

💡 Dica de resolução

Compare voz verbal, sujeitos, sentido figurado e conectivos entre original e paráfrase.

✅ Resposta correta: E

CORRETA. 'Tocada pelas angustias do gado desde a juventude' equivale a 'por ter se sensibilizado pelo sofrimento animal na juventude'; 'compreendia por que a rês recuava' corresponde a 'entendia quais motivos faziam o animal recuar', mantendo as relacoes originais.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. 'Ter um parafuso a mais' e expressão figurada que significa ser excentrico ou louco; 'não ter juizo' nao preserva esse sentido nem a ideia de exceção positiva que o texto atribui a Grandin.
❌ B) Errada. Inverte a voz: no original, Grandin e o agente de 'traduziu'; na paráfrase, 'entendimento era traduzido a Grandin', alterando sujeito e sentido da acao.
❌ C) Errada. 'Familiares' nao equivale a 'íntimas', e 'quase metade dos bovinos nos Estados Unidos' foi reduzido a 'metade das criacoes da América do Norte', alterando a informacao.
❌ D) Errada. O original afirma que ser autista e hipersensivel e uma condicao que se soma a professora de ciencia animal; a paráfrase introduz uma concessao ('embora') e inverte o sentido para 'pouca sensibilidade'.
📚 Reveja antes de resolver

Relações sintático-semânticas (causa, concessão, voz passiva)

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Comparacao sintatico-semantica entre original e pa
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: longo
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: comparativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: desafio
Peso pedagógico: alto
Poder de discriminação: alto
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Representativa · Interdisciplinar
Questão 4 FATEC 2019BNCC EM13LP06Média🧠 Analisar⏱ curto

Temple Grandin empacou diante da porteira. Alguns parafusos cravados na madeira lhe saltaram aos olhos. “Tem que limar a cabeça desses parafusos, se não o gado pode se machucar”, aconselhou à dona da fazenda, Carmen Perez, que ao lembrar a cena comentou: “Sempre passo no curral antes do manejo, observo tudo, dizem que tenho olho biônico, e ela notou uma coisa que eu não tinha visto.”. Grandin tem um parafuso a mais quando se trata do bem-estar dos bichos. Professora de ciência animal, ela é autista e dona de uma hipersensibilidade visual e auditiva. Tocada pelas angústias do gado desde a juventude, ela compreendia por que a rês recuava na hora da vacinação, por que atacava um vaqueiro, por que tropeçava, por que mugia. Grandin traduziu esse entendimento em projetos que propunham mudanças no manejo. Hoje, instalações criadas por ela são familiares a quase metade dos bovinos nos Estados Unidos. O Brasil, com seus quase 172 milhões de cabeças de gado, segundo o Censo Agropecuário de 2017, vem aos poucos fazendo ajustes alinhados com as propostas da americana. Em julho passado, Grandin, hoje com 71 anos, veio ao Brasil pela sexta vez. Na fazenda Orvalho das Flores, localizada em Barra do Garças (MT), ela testemunhou como a equipe de Perez conduz suas 2 980 cabeças de Nelore, raça predominante no país. Os vaqueiros massageiam os bezerros, não gritam com os bois, tampouco deixam capas de chuva, correntes ou chapéus no caminho dos animais. A engenheira agrônoma Maria Lucia Pereira Lima foi aluna de pós-doutorado de Grandin na Universidade do Estado do Colorado, em Fort Collins, em 2013. Viajara aos Estados Unidos para aprender como medir o bem-estar dos bovinos e se inteirar de inovações que pudessem ser implantadas em currais brasileiros. Uma delas, por exemplo, tranquiliza o animal conduzido à vacinação: o gado em geral se via obrigado a passar espremido por espaços afunilados. Grandin projetou um acesso em curva, sem cantos, que dá à rês a ilusão de que voltará ao ponto de partida. Outra: uma lâmpada acesa na entrada do tronco de contenção – o equipamento que permite o manejo individual do boi – a indicar o trajeto reduziu em até 90% o uso de choque elétrico durante o processo. [...] No auditório da universidade, outros pesquisadores se revezavam no palco discutindo aspectos econômicos e sociais relacionados ao bem-estar animal. O tempo de manejo cai pela metade nos estabelecimentos agropecuários que seguem os manuais de Grandin. De ovos transportados com cuidado nascem pintinhos sadios. Sem falar na melhor qualidade de vida de quem lida com esses bichos. Vaqueiros bem treinados sofrem menos acidentes no trabalho e desenvolvem uma relação mais harmoniosa nos casamentos. “A melhoria do bem-estar animal melhora o bem-estar humano”, afirmou o zootecnista Mateus Paranhos da Costa, da Universidade Estadual Paulista. Monica Manin <https://tinyurl.com/y8xeoqul> Acesso em: 12.10.2018. Adaptado. Sobre a expressão “parafuso a mais” presente na passagem “Grandin tem um parafuso a mais quando se trata do bem-estar dos bichos.”, é correto afirmar que se trata de (FATEC 2019)

  1. A) um trocadilho, pois o autor estabelece uma relação entre o nome da professora, “Grandin”, e a pronúncia informal do diminutivo “grandinho” (“grandim”).
  2. B) uma aliteração, pois o autor procura representar a dureza da lide com animais de grande porte por meio de repetição das consoantes “p”, “t” e “r”.
  3. C) uma assonância, pois o autor deseja representar sua visão otimista do trabalho da professora ao repetir as vogais abertas “a” e “o”.
  4. D) uma metáfora, pois o autor inverte a imagem utilizada para representar loucura a fim de expressar a habilidade da professora.
  5. E) uma silepse de número, pois o verbo “tratar-se” deveria estar no plural para concordar com o sujeito “bichos”.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

Metafora e expressao idiomatica com sentido figurado

💡 Dica de resolução

Separe sentido literal e figurado da expressao e elimine as figuras pelos seus criterios sonoros ou gramaticais.

✅ Resposta correta: D

CORRETA. A expressao 'ter um parafuso a mais' e uma metafora de uso popular: normalmente significa loucura ou excentricidade, e o autor a inverte para expressar a habilidade excepcional de Grandin, ou seja, a imagem da loucura serve para elogiar.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. Nao ha jogo de palavras entre 'Grandin' e 'grandinho' nem efeito humoristico baseado em sons semelhantes; a expressao explora sentido figurado.
❌ B) Errada. Nao ha repeticao intencional de consoantes p, t, r para representar dureza; a aliteracao exigiria esse efeito sonoro, que nao ocorre na expressao.
❌ C) Errada. Nao ha repeticao de vogais abertas a e o com efeito sonoro; a assonancia tambem depende de recorrencia sonora, ausente aqui.
❌ E) Errada. A silepse de numero ocorreria se o verbo concordasse com o sentido e nao com a forma gramatical; alem disso, 'tratar-se' e forma de indeterminacao (sujeito indeterminado/pronome apassivador) e permanece no singular corretamente.
📚 Reveja antes de resolver

Diferenca entre metafora, aliteracao, assonancia e silepse

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Identificacao de figura de linguagem por sentido
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: curto
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: direta
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Representativa · Cotidiano
Questão 5 FATEC 2019BNCC EM13LP02Fácil🧠 Compreender⏱ medio

Temple Grandin empacou diante da porteira. Alguns parafusos cravados na madeira lhe saltaram aos olhos. “Tem que limar a cabeça desses parafusos, se não o gado pode se machucar”, aconselhou à dona da fazenda, Carmen Perez, que ao lembrar a cena comentou: “Sempre passo no curral antes do manejo, observo tudo, dizem que tenho olho biônico, e ela notou uma coisa que eu não tinha visto.”. Grandin tem um parafuso a mais quando se trata do bem-estar dos bichos. Professora de ciência animal, ela é autista e dona de uma hipersensibilidade visual e auditiva. Tocada pelas angústias do gado desde a juventude, ela compreendia por que a rês recuava na hora da vacinação, por que atacava um vaqueiro, por que tropeçava, por que mugia. Grandin traduziu esse entendimento em projetos que propunham mudanças no manejo. Hoje, instalações criadas por ela são familiares a quase metade dos bovinos nos Estados Unidos. O Brasil, com seus quase 172 milhões de cabeças de gado, segundo o Censo Agropecuário de 2017, vem aos poucos fazendo ajustes alinhados com as propostas da americana. Em julho passado, Grandin, hoje com 71 anos, veio ao Brasil pela sexta vez. Na fazenda Orvalho das Flores, localizada em Barra do Garças (MT), ela testemunhou como a equipe de Perez conduz suas 2 980 cabeças de Nelore, raça predominante no país. Os vaqueiros massageiam os bezerros, não gritam com os bois, tampouco deixam capas de chuva, correntes ou chapéus no caminho dos animais. A engenheira agrônoma Maria Lucia Pereira Lima foi aluna de pós-doutorado de Grandin na Universidade do Estado do Colorado, em Fort Collins, em 2013. Viajara aos Estados Unidos para aprender como medir o bem-estar dos bovinos e se inteirar de inovações que pudessem ser implantadas em currais brasileiros. Uma delas, por exemplo, tranquiliza o animal conduzido à vacinação: o gado em geral se via obrigado a passar espremido por espaços afunilados. Grandin projetou um acesso em curva, sem cantos, que dá à rês a ilusão de que voltará ao ponto de partida. Outra: uma lâmpada acesa na entrada do tronco de contenção – o equipamento que permite o manejo individual do boi – a indicar o trajeto reduziu em até 90% o uso de choque elétrico durante o processo. [...] No auditório da universidade, outros pesquisadores se revezavam no palco discutindo aspectos econômicos e sociais relacionados ao bem-estar animal. O tempo de manejo cai pela metade nos estabelecimentos agropecuários que seguem os manuais de Grandin. De ovos transportados com cuidado nascem pintinhos sadios. Sem falar na melhor qualidade de vida de quem lida com esses bichos. Vaqueiros bem treinados sofrem menos acidentes no trabalho e desenvolvem uma relação mais harmoniosa nos casamentos. “A melhoria do bem-estar animal melhora o bem-estar humano”, afirmou o zootecnista Mateus Paranhos da Costa, da Universidade Estadual Paulista. Monica Manin <https://tinyurl.com/y8xeoqul> Acesso em: 12.10.2018. Adaptado. De acordo com as informações apresentadas no texto sobre os trabalhos da professora Temple Grandin, a mudança proposta por ela no tratamento dos animais acarreta (FATEC 2019)

  1. A) benefícios aos animais e aos tratadores, pois os tratadores se expõem menos a riscos e ganham maior qualidade de vida.
  2. B) benefícios aos animais em detrimento do encarecimento dos produtos derivados dos gastos excessivos no bem-estar da criação.
  3. C) prejuízos aos tratadores de gado em detrimento dos animais que, não só recebem tratamentos piores, mas ainda são antropomorfizados.
  4. D) benefícios aos criadores de animais de pequeno porte, pois não detêm poder aquisitivo suficiente para investir na infraestrutura e concorrer com os grandes proprietários.
  5. E) prejuízos aos animais de grande porte, pois os investidores gastam mais para manter a infraestrutura necessária, como currais sem cantos ou pregos fora do lugar e, consequentemente, menos em seu bem-estar.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

Interpretação de consequências de uma proposta em texto informativo

💡 Dica de resolução

Procure no texto os trechos sobre benefícios aos animais e aos vaqueiros e escolha a alternativa que reúne ambos.

✅ Resposta correta: A

CORRETA. O texto mostra que as mudanças propostas por Grandin reduzem o uso de choque e o estresse do gado (benefício aos animais) e também reduzem acidentes de trabalho e melhoram a qualidade de vida dos vaqueiros (benefício aos tratadores).

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ B) ERRADA. O texto não afirma que as mudanças encarecem os produtos; ao contrário, menciona que o tempo de manejo cai pela metade nos estabelecimentos que seguem os manuais.
❌ C) ERRADA. O texto não aponta prejuízos aos tratadores nem tratamento pior ao gado; a proposta é justamente o oposto, e não há menção a antropomorfização.
❌ D) ERRADA. O texto não trata de benefícios específicos a pequenos criadores nem de disputa com grandes proprietários; as propostas são citadas de forma geral.
❌ E) ERRADA. O texto descreve currais sem cantos e acessos em curva como melhorias para o animal, e não como causa de prejuízo ao bem-estar animal.
📚 Reveja antes de resolver

Localização de informações explícitas e relação entre partes do texto

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Interpretação textual e inferência de consequência
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Fácil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cientifico
Papel na prova: abertura
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Representativa · Cotidiano · Interdisciplinar
Questão 6 FATEC 2019BNCC EM13LP46Média🧠 Analisar⏱ medio

A denúncia de uma crise de sentido na educação não é algo novo e exclusivo do momento histórico em que vivemos. Podemos dizer que a crítica ao modelo educacional e à função social da escola se constitui à medida que a própria educação se institucionaliza, incorporando a responsabilidade de ser um processo sistemático e intencional de formação humana. [...] A reflexão sobre o sentido da educação adentra o século XX. A crítica se aprofunda e há insatisfação tanto das correntes mais liberais quanto das mais marxistas. [...] As mudanças sociais acentuaram os problemas estruturais da instituição escola. No Brasil, por exemplo, em meados dos anos 50, apenas 30% da população brasileira vivia nas cidades. A pressão das camadas médias pelo aumento do acesso e da permanência na escola ampliou-se consideravelmente neste período, dada a relação estabelecida entre a escolarização e o direito à cidadania. (ROCHA, J. Design thinking na formação de professores: novos olhares para os desafios da educação. In: Metodologias ativas para uma educação inovadora. Porto Alegre: Penso, 2018, p.154.) O excerto apresenta, brevemente, uma crítica ao modelo vigente da educação na sociedade brasileira nos anos 1950. Assinale a alternativa em que o trecho literário retrata uma situação semelhante à abordada no texto. (FATEC 2019)

  1. A) “E ele, Clarimundo, o homem do relógio, o escravo fiel das horas, que fez nos seus quarenta e oito anos de vida? Preparou espíritos, estudou e compreendeu Einstein, escreveu artigos para jornais, notas sobre filosofia, matemática, física e astronomia recreativa...”, Érico Veríssimo, Caminhos Cruzados.
  2. B) “As primas já estão se acostumando no Colégio, mas Luisinha está se queixando de dor no estômago e nós a achamos mais magra. Diante disso eu insisti com mamãe para trazê-la para casa para consultar com Dr. Teles. A Superiora quis fazer dúvida e disse que não era preciso trazer Luisinha porque o médico podia ir ao Colégio como vai sempre ver outras meninas.”, Helena Morley, Minha Vida de Menina.
  3. C) “Fabiano estava contente e acreditava nessa terra, porque não sabia como ela era nem onde era. Repetia docilmente as palavras de sinha Vitória, as palavras que sinha Vitória murmurava porque tinha confiança nele. E andavam para o sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias.”, Graciliano Ramos, Vidas Secas.
  4. D) “Dirigi-me a alguns amigos, e quase todos consentiram de boa vontade em contribuir para o desenvolvimento das letras nacionais. Padre Silvestre ficaria com a parte moral e as citações latinas; João Nogueira aceitou a pontuação, a ortografia e a sintaxe; prometi ao Arquimedes a composição tipográfica; para a composição literária convidei Lúcio Gomes de Azevedo Gondim, redator e diretor do Cruzeiro.”, Graciliano Ramos, São Bernardo.
  5. E) “Na segunda-feira, voltou o menino armado com a sua competente pasta a tiracolo, a sua lousa de escrever e o seu tinteiro de chifre; o padrinho o acompanhou até a porta. Logo nesse dia portou-se de tal maneira que o mestre não se pôde dispensar de lhe dar quatro bolos, o que lhe fez perder toda a folia com que entrara: declarou desde esse instante guerra viva à escola.”, Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central

Escolarização como promessa de ascensão social e cidadania

💡 Dica de resolução

Busque o trecho em que a escola aparece como aspiração de futuro e direito social, como a crítica do texto-base sugere.

✅ Resposta correta: C

CORRETA. O trecho mostra a família de Fabiano sonhando com uma cidade onde os meninos estudariam em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias, isto é, a escolarização como promessa de ascensão e de inserção social, semelhante à relação entre escola e cidadania do texto-base.

Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Trata de um personagem que estuda e escreve sobre ciência, mas não aborda a escola como direito ou pressão social por acesso à educação.
❌ B) Retrata o cotidiano de um colégio interno e uma queixa de saúde, sem tematizar a pressão social por escolarização.
❌ D) Descreve a organização de uma publicação literária entre amigos, sem relação com o acesso à escola ou com a pressão por escolarização.
❌ E) Retrata a escola como fonte de castigo e de aborrecimento para o menino, uma crítica à disciplina escolar, mas não à pressão social por ampliar o acesso à educação.
📚 Reveja antes de resolver

Função social da escola na literatura brasileira

📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Comparação temática entre textos
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: alto
Estilo do enunciado: comparativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Representativa · Interdisciplinar
Habilidades BNCC trabalhadas nesta página
As questões desta página desenvolvem as seguintes habilidades da Base Nacional Comum Curricular:
EM13LGG103Analisar o funcionamento das linguagens, para interpretar e produzir criticamente discursos em textos de diversas semioses (visuais, verbais, sonoras, gestuais).
EM13LGG302Posicionar-se criticamente diante de diversas visões de mundo presentes nos discursos em diferentes linguagens, levando em conta seus contextos de produção e de circulação.
EM13LP02Estabelecer relações entre as partes do texto, tanto na produção como na leitura/escuta, considerando a construção composicional e o estilo do gênero, usando/reconhecendo adequadamente elementos e recursos coesivos diversos que contribuam para a coerência, a continuidade do texto e sua progressão temática, e organizando informações, tendo em vista as condições de produção e as relações lógico-discursivas envolvidas (causa/efeito ou consequência; tese/argumentos; problema/solução; definição/exemplos etc.).
EM13LP06Analisar efeitos de sentido decorrentes de usos expressivos da linguagem, da escolha de determinadas palavras ou expressões e da ordenação, combinação e contraposição de palavras, dentre outros, para ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de uso crítico da língua.
EM13LP07Analisar, em textos de diferentes gêneros, marcas que expressam a posição do enunciador frente àquilo que é dito: uso de diferentes modalidades (epistêmica, deôntica e apreciativa) e de diferentes recursos gramaticais que operam como modalizadores (verbos modais, tempos e modos verbais, expressões modais, adjetivos, locuções ou orações adjetivas, advérbios, locuções ou orações adverbiais, entonação etc.), uso de estratégias de impessoalização (uso de terceira pessoa e de voz passiva etc.), com vistas ao incremento da compreensão e da criticidade e ao manejo adequado desses elementos nos textos produzidos, considerando os contextos de produção.
EM13LP08Analisar elementos e aspectos da sintaxe do português, como a ordem dos constituintes da sentença (e os efeito que causam sua inversão), a estrutura dos sintagmas, as categorias sintáticas, os processos de coordenação e subordinação (e os efeitos de seus usos) e a sintaxe de concordância e de regência, de modo a potencializar os processos de compreensão e produção de textos e a possibilitar escolhas adequadas à situação comunicativa.
EM13LP28Organizar situações de estudo e utilizar procedimentos e estratégias de leitura adequados aos objetivos e à natureza do conhecimento em questão.
EM13LP46Compartilhar sentidos construídos na leitura/escuta de textos literários, percebendo diferenças e eventuais tensões entre as formas pessoais e as coletivas de apreensão desses textos, para exercitar o diálogo cultural e aguçar a perspectiva crítica.

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Sobre estas questões

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Perguntas frequentes

Posso usar estas questões do FATEC com meus alunos?

Sim, você pode imprimir, adaptar ou incluir em simulados livremente. As questões são de uso educacional gratuito para professores.

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