Sobre estas questões de Língua Portuguesa do ETEC 2014
Esta página reúne 17 questões de Língua Portuguesa do ETEC 2014 (prova oficial), com classificação pedagógica e alinhamento à BNCC quando aplicável. Abaixo você encontra 6 questões-amostra com a análise pedagógica completa (gabarito comentado, ficha pedagógica e resolução passo a passo) — uma prévia do que o GeraProva monta automaticamente para a prova inteira.
O que estas questões cobram: Interpretação de texto memorialístico; Argumentação por autoridade em crônica; Descricao subjetiva e marcas de subjetividade do enunciador; Concordancia verbal normativa.
Objetivos pedagógicos principais: avaliacao · fixacao.
6F · 4M · 0D
Distribuição (amostra)
🧠 Habilidades cognitivas (Bloom): Compreender, Analisar, Aplicar
🎯 Tipos de raciocínio exigidos: Interpretação literal e inferencial de crônica mem, Localização de argumento e estratégia textual, Interpretação de tipo textual (descrição/narração
Como usar: professores podem aplicar estas questões do ETEC 2014 diretamente em simulados e avaliações, ou gerar uma prova personalizada com o GeraProva misturando anos, matérias e dificuldade. Alunos podem usar para treino de vestibular, praticando antes de ver o gabarito comentado.
Questão 1 ETEC 2014BNCC EM13LP02Fácil🧠 Compreender⏱ medio
Para responder às questões de números 12 a 17, leia o texto de Tatiana Belinki, autora que nasceu na Rússia e viveu até os 10 anos na cidade de Riga, na Letônia, de onde emigrou para o Brasil.
Nesse texto, ela relembra sua chegada ao nosso país.
**Musa paradisiaca**
Hoje, na quitanda, vi duas donas de casa pondo as mãos na cabeça: “Trinta e seis cruzeiros¹ por uma dúzia de bananas! É o fim do mundo, onde já se viu uma coisa dessas!”
E a conversa continuava nesse tom. Mas eu fui e paguei prazerosamente o preço de um cacho dourado. Tudo está pela hora da morte, concordo. Mas banana não! Acho que nunca a banana será cara demais para mim, e eu conto por quê.
Para mim, a banana é bem mais que aquela fruta amarela, perfumada, de polpa alva, macia e saborosa, que se apresenta numa abundância nababesca em cachos e pencas. O aspecto, o sabor, o perfume da banana estão indissoluvelmente associados com minha infância longínqua na terra nórdica de onde eu vim, nas praias do Mar Báltico.
Naquele tempo, naquele lugar, uma banana era uma novidade e uma raridade. Numa certa época do ano, ela aparecia na cidade, em algumas casas muito finas, solitária e formosa, exposta na vitrina. Solitária, sim – uma de cada vez. E uma banana custava uma quantia fabulosa, porque meu pai comprava mesmo uma só, e a trazia para casa onde ela era admirada e namorada durante horas, para depois ser solenemente descascada e repartida em partes milimetricamente iguais entre nós crianças, que a saboreávamos lentamente, conservando o bocadinho de polpa suave na boca o mais possível, com pena de engoli-lo.
Imaginem, pois, o meu espanto maravilhado ao desembarcar do navio no porto de Santos e dar de cara com todo um carregamento de bananas, cachos e mais cachos enormes, num exagero de abundância que só em contos de fadas!
Naquele dia, me empachei de bananas até quase estourar. Foi aos dez anos de idade, a minha primeira grande impressão gastronômica do Trópico de Capricórnio – e nunca mais me refiz dela. Até hoje sou fiel ao meu primeiro amor brasileiro – a banana.
Se eu fosse poeta, como Pablo Neruda, por exemplo, que escreveu Ode² à cebola, eu escreveria uma Ode à banana.
E não estou sozinha neste meu entusiasmo pela mais brasileira das frutas, porque se eu não tivesse razão, os cientistas, que não são as pessoas mais sentimentais do mundo, não a teriam batizado com o nome poético de Musa paradisiaca.
(BELINKI, Tatiana. Olhos de ver. São Paulo: Moderna, 1996. Adaptado)
¹ cruzeiro: moeda utilizada no Brasil à época em que a crônica foi escrita
² ode: poema de exaltação, de elogio
Pelas informações presentes no texto, é correto afirmar que (ETEC 2014)
- A) o pai, quando levava aquela única banana para casa, imediatamente a descascava e a dividia entre os filhos para que eles pudessem saborear aquela iguaria.
- B) a autora compreendeu as reclamações das mulheres que estavam na quitanda e por isso pagou contrariada pelo cacho de bananas que havia escolhido.
- C) a banana era novidade e raridade em Riga, cidade onde morava a escritora, porque o Brasil não exportava essa fruta para outros países.
- D) o primeiro contato com o Brasil está associado, para a escritora, à fartura com que ela pôde degustar as bananas que tanto apreciava.
- E) os pesquisadores optaram por uma nomenclatura inusitada para a banana porque são indivíduos racionais e pragmáticos.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
Interpretação de texto memorialístico
💡 Dica de resolução
Confronte cada alternativa com trechos explícitos do texto, especialmente o parágrafo sobre a chegada ao porto de Santos.
✅ Resposta correta: D
CORRETA. A autora afirma que, ao desembarcar em Santos, deu de cara com um carregamento de bananas, em abundância, e se empachou de bananas; isso marca sua primeira grande impressão gastronômica do Brasil.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. O pai comprava uma banana, a admirava e a namorava durante horas antes de descascá-la e reparti-la; não há descascamento imediato.
❌ B) Errada. A autora pagou prazerosamente o preço do cacho, em oposição às donas de casa que reclamavam.
❌ C) Errada. O texto associa a raridade à situação local e à época, não à política de exportação do Brasil, que não é mencionada.
❌ E) Errada. O texto diz que os cientistas não são as pessoas mais sentimentais do mundo, mas a alternativa afirma o oposto (racionais e pragmáticos como motivo da nomenclatura), o que distorce a ideia do texto de que o nome poético revela entusiasmo.
📚 Reveja antes de resolver
Distinção entre fato narrado e inferência
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Interpretação literal e inferencial de crônica mem
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Fácil
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: abertura
Peso pedagógico: baixo
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano
Questão 2 ETEC 2014BNCC EM13LP06Fácil🧠 Compreender⏱ curto
Para responder às questões de números 12 a 17, leia o texto de Tatiana Belinki, autora que nasceu na Rússia e viveu até os 10 anos na cidade de Riga, na Letônia, de onde emigrou para o Brasil.
Nesse texto, ela relembra sua chegada ao nosso país.
**Musa paradisiaca**
Hoje, na quitanda, vi duas donas de casa pondo as mãos na cabeça: “Trinta e seis cruzeiros¹ por uma dúzia de bananas! É o fim do mundo, onde já se viu uma coisa dessas!”
E a conversa continuava nesse tom. Mas eu fui e paguei prazerosamente o preço de um cacho dourado. Tudo está pela hora da morte, concordo. Mas banana não! Acho que nunca a banana será cara demais para mim, e eu conto por quê.
Para mim, a banana é bem mais que aquela fruta amarela, perfumada, de polpa alva, macia e saborosa, que se apresenta numa abundância nababesca em cachos e pencas. O aspecto, o sabor, o perfume da banana estão indissoluvelmente associados com minha infância longínqua na terra nórdica de onde eu vim, nas praias do Mar Báltico.
Naquele tempo, naquele lugar, uma banana era uma novidade e uma raridade. Numa certa época do ano, ela aparecia na cidade, em algumas casas muito finas, solitária e formosa, exposta na vitrina. Solitária, sim – uma de cada vez. E uma banana custava uma quantia fabulosa, porque meu pai comprava mesmo uma só, e a trazia para casa onde ela era admirada e namorada durante horas, para depois ser solenemente descascada e repartida em partes milimetricamente iguais entre nós crianças, que a saboreávamos lentamente, conservando o bocadinho de polpa suave na boca o mais possível, com pena de engoli-lo.
Imaginem, pois, o meu espanto maravilhado ao desembarcar do navio no porto de Santos e dar de cara com todo um carregamento de bananas, cachos e mais cachos enormes, num exagero de abundância que só em contos de fadas!
Naquele dia, me empachei de bananas até quase estourar. Foi aos dez anos de idade, a minha primeira grande impressão gastronômica do Trópico de Capricórnio – e nunca mais me refiz dela. Até hoje sou fiel ao meu primeiro amor brasileiro – a banana.
Se eu fosse poeta, como Pablo Neruda, por exemplo, que escreveu Ode² à cebola, eu escreveria uma Ode à banana.
E não estou sozinha neste meu entusiasmo pela mais brasileira das frutas, porque se eu não tivesse razão, os cientistas, que não são as pessoas mais sentimentais do mundo, não a teriam batizado com o nome poético de Musa paradisiaca.
(BELINKI, Tatiana. Olhos de ver. São Paulo: Moderna, 1996. Adaptado)
¹ cruzeiro: moeda utilizada no Brasil à época em que a crônica foi escrita
² ode: poema de exaltação, de elogio
Para justificar que não é a única pessoa a ter enorme apreço pelas bananas, a autora (ETEC 2014)
- A) faz alusão aos cientistas que escolheram um nome poético para essa fruta.
- B) relembra a infância sofrida e cheia de privações vivida nas praias do Báltico.
- C) propõe-se a escrever uma ode à banana, baseando-se no poema de Pablo Neruda.
- D) compara a fruta a joias valiosas, pois ambas são expostas em vitrinas de lojas famosas.
- E) discorda do comentário das donas de casa e afirma que o preço dos alimentos é razoável.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
Argumentação por autoridade em crônica
💡 Dica de resolução
Localize a frase que começa com 'E não estou sozinha' e veja qual argumento ela introduz.
✅ Resposta correta: A
CORRETA. A autora afirma que não está sozinha no entusiasmo e cita os cientistas, que deram à fruta o nome poético Musa paradisiaca, como prova de que outros também a valorizam.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ B) Errada. O texto relembra a infância nas praias do Báltico como um tempo de encanto e raridade da banana, não de privações sofridas.
❌ C) Errada. A referência a Neruda e à ode é uma intenção hipotética ('eu escreveria'), não a justificativa de que a autora não está sozinha.
❌ D) Errada. O texto não compara a banana a joias nem menciona lojas famosas; apenas diz que bananas apareciam em vitrines de casas finas na Letônia.
❌ E) Errada. A autora concorda que tudo está caro ('pela hora da morte') e declara que pagou prazerosamente, sem afirmar que o preço é razoável.
📚 Reveja antes de resolver
Recursos de justificação e argumentação em textos
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Localização de argumento e estratégia textual
Taxonomia Bloom: Compreender
Dificuldade: Fácil
Tempo estimado: curto
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: abertura
Peso pedagógico: baixo
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Representativa · Cotidiano
Questão 3 ETEC 2014BNCC EM13LP07Média🧠 Analisar⏱ medio
Para responder às questões de números 12 a 17, leia o texto de Tatiana Belinki, autora que nasceu na Rússia e viveu até os 10 anos na cidade de Riga, na Letônia, de onde emigrou para o Brasil.
Nesse texto, ela relembra sua chegada ao nosso país.
**Musa paradisiaca**
Hoje, na quitanda, vi duas donas de casa pondo as mãos na cabeça: “Trinta e seis cruzeiros¹ por uma dúzia de bananas! É o fim do mundo, onde já se viu uma coisa dessas!”
E a conversa continuava nesse tom. Mas eu fui e paguei prazerosamente o preço de um cacho dourado. Tudo está pela hora da morte, concordo. Mas banana não! Acho que nunca a banana será cara demais para mim, e eu conto por quê.
Para mim, a banana é bem mais que aquela fruta amarela, perfumada, de polpa alva, macia e saborosa, que se apresenta numa abundância nababesca em cachos e pencas. O aspecto, o sabor, o perfume da banana estão indissoluvelmente associados com minha infância longínqua na terra nórdica de onde eu vim, nas praias do Mar Báltico.
Naquele tempo, naquele lugar, uma banana era uma novidade e uma raridade. Numa certa época do ano, ela aparecia na cidade, em algumas casas muito finas, solitária e formosa, exposta na vitrina. Solitária, sim – uma de cada vez. E uma banana custava uma quantia fabulosa, porque meu pai comprava mesmo uma só, e a trazia para casa onde ela era admirada e namorada durante horas, para depois ser solenemente descascada e repartida em partes milimetricamente iguais entre nós crianças, que a saboreávamos lentamente, conservando o bocadinho de polpa suave na boca o mais possível, com pena de engoli-lo.
Imaginem, pois, o meu espanto maravilhado ao desembarcar do navio no porto de Santos e dar de cara com todo um carregamento de bananas, cachos e mais cachos enormes, num exagero de abundância que só em contos de fadas!
Naquele dia, me empachei de bananas até quase estourar. Foi aos dez anos de idade, a minha primeira grande impressão gastronômica do Trópico de Capricórnio – e nunca mais me refiz dela. Até hoje sou fiel ao meu primeiro amor brasileiro – a banana.
Se eu fosse poeta, como Pablo Neruda, por exemplo, que escreveu Ode² à cebola, eu escreveria uma Ode à banana.
E não estou sozinha neste meu entusiasmo pela mais brasileira das frutas, porque se eu não tivesse razão, os cientistas, que não são as pessoas mais sentimentais do mundo, não a teriam batizado com o nome poético de Musa paradisiaca.
(BELINKI, Tatiana. Olhos de ver. São Paulo: Moderna, 1996. Adaptado)
¹ cruzeiro: moeda utilizada no Brasil à época em que a crônica foi escrita
² ode: poema de exaltação, de elogio
No 3º parágrafo, ao se referir à mais brasileira das frutas, a escritora faz uma (ETEC 2014)
- A) descrição impessoal, que extrapola o conceito habitual que se tem da banana.
- B) descrição subjetiva da fruta, consequência de recordações significativas para a narradora.
- C) narração impessoal, que confere à banana características que lhe são inerentes.
- D) narração subjetiva, em que a apreensão dos aspectos da fruta está desvinculada dos órgãos dos sentidos.
- E) dissertação expositiva, em que analisa a infância nos países nórdicos em oposição à infância nos Trópicos.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
Descricao subjetiva e marcas de subjetividade do enunciador
💡 Dica de resolução
Procure primeira pessoa, lembrancas e impressoes sensoriais: isso caracteriza descricao subjetiva.
✅ Resposta correta: B
CORRETA. A descricao da banana (aspecto, sabor, perfume) esta ligada a recordacoes da infancia na Letonia, o que a torna subjetiva e pessoal para a narradora.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. A descricao nao e impessoal: o trecho e marcado pela primeira pessoa e pela experiencia da autora, e nao extrapola um conceito habitual de forma objetiva.
❌ C) Errada. Nao ha narracao impessoal: o paragrafo nao relata acontecimentos em sequencia, e a descricao esta marcada pela subjetividade, nao pela impessoalidade.
❌ D) Errada. A apreensao da fruta se da justamente pelos sentidos (aspecto, sabor, perfume), e o texto nao esta desvinculado dos orgaos dos sentidos.
❌ E) Errada. O paragrafo nao e dissertativo nem expositivo; nao analisa a infancia nordica em oposicao a tropical, apenas evoca a lembranca associada a banana.
📚 Reveja antes de resolver
Tipos textuais: narracao, descricao, dissertacao; subjetividade versus objetividade
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Interpretação de tipo textual (descrição/narração
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Cotidiano
Questão 4 ETEC 2014BNCC EM13LP02Média🧠 Aplicar⏱ medio
Para responder às questões de números 12 a 17, leia o texto de Tatiana Belinki, autora que nasceu na Rússia e viveu até os 10 anos na cidade de Riga, na Letônia, de onde emigrou para o Brasil.
Nesse texto, ela relembra sua chegada ao nosso país.
**Musa paradisiaca**
Hoje, na quitanda, vi duas donas de casa pondo as mãos na cabeça: “Trinta e seis cruzeiros¹ por uma dúzia de bananas! É o fim do mundo, onde já se viu uma coisa dessas!”
E a conversa continuava nesse tom. Mas eu fui e paguei prazerosamente o preço de um cacho dourado. Tudo está pela hora da morte, concordo. Mas banana não! Acho que nunca a banana será cara demais para mim, e eu conto por quê.
Para mim, a banana é bem mais que aquela fruta amarela, perfumada, de polpa alva, macia e saborosa, que se apresenta numa abundância nababesca em cachos e pencas. O aspecto, o sabor, o perfume da banana estão indissoluvelmente associados com minha infância longínqua na terra nórdica de onde eu vim, nas praias do Mar Báltico.
Naquele tempo, naquele lugar, uma banana era uma novidade e uma raridade. Numa certa época do ano, ela aparecia na cidade, em algumas casas muito finas, solitária e formosa, exposta na vitrina. Solitária, sim – uma de cada vez. E uma banana custava uma quantia fabulosa, porque meu pai comprava mesmo uma só, e a trazia para casa onde ela era admirada e namorada durante horas, para depois ser solenemente descascada e repartida em partes milimetricamente iguais entre nós crianças, que a saboreávamos lentamente, conservando o bocadinho de polpa suave na boca o mais possível, com pena de engoli-lo.
Imaginem, pois, o meu espanto maravilhado ao desembarcar do navio no porto de Santos e dar de cara com todo um carregamento de bananas, cachos e mais cachos enormes, num exagero de abundância que só em contos de fadas!
Naquele dia, me empachei de bananas até quase estourar. Foi aos dez anos de idade, a minha primeira grande impressão gastronômica do Trópico de Capricórnio – e nunca mais me refiz dela. Até hoje sou fiel ao meu primeiro amor brasileiro – a banana.
Se eu fosse poeta, como Pablo Neruda, por exemplo, que escreveu Ode² à cebola, eu escreveria uma Ode à banana.
E não estou sozinha neste meu entusiasmo pela mais brasileira das frutas, porque se eu não tivesse razão, os cientistas, que não são as pessoas mais sentimentais do mundo, não a teriam batizado com o nome poético de Musa paradisiaca.
(BELINKI, Tatiana. Olhos de ver. São Paulo: Moderna, 1996. Adaptado)
¹ cruzeiro: moeda utilizada no Brasil à época em que a crônica foi escrita
² ode: poema de exaltação, de elogio
Leia as frases reescritas a partir do texto e assinale a alternativa em que o verbo em destaque está corretamente empregado de acordo com a gramática normativa. (ETEC 2014)
- A) A escritora relata que se mantêm fiel ao seu primeiro amor brasileiro.
- B) As porções de banana era saboreadas prazerosamente pelas crianças.
- C) Em Riga, havia mercearias finas que exibiam bananas e outras frutas na vitrina.
- D) Necessitavam-se de trinta e seis cruzeiros para se comprar uma dúzia de bananas.
- E) Estavam visível, nas docas do porto de Santos, um enorme carregamento de bananas.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
Concordancia verbal normativa
💡 Dica de resolução
Localize o sujeito de cada verbo destacado e verifique se a flexao concorda com ele.
✅ Resposta correta: C
CORRETA. O verbo 'havia' e impessoal, pois indica existencia; por isso deve ficar no singular, como esta na frase.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. O sujeito de 'manter-se' e 'a escritora' (singular), por isso o correto seria 'mantém-se'; o plural 'mantêm' esta incorreto.
❌ B) Errada. O sujeito 'as porções' e plural, mas o verbo 'era' esta no singular; o correto seria 'eram saboreadas'.
❌ D) Errada. O verbo 'necessitar' e transitivo indireto e a frase usa voz passiva com 'se' sem concordar com o sujeito; o correto seria 'Necessitava-se de trinta e seis cruzeiros' (sem flexao plural no verbo, pois o 'se' e indeterminador).
❌ E) Errada. O verbo 'estar' com adjetivo predicativo 'visível' concorda com o sujeito 'um enorme carregamento' (singular), e o correto seria 'Estava visível'.
📚 Reveja antes de resolver
Voz passiva sintetica e verbo haver impessoal
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Concordancia verbal normativa
Taxonomia Bloom: Aplicar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: literario
Papel na prova: consolidacao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: alto
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Representativa
Questão 5 ETEC 2014BNCC EM13LGG103Fácil🧠 Analisar⏱ curto
Considere o texto publicitário para responder às questões de números 30 e 31.
Nesse texto publicitário, predomina a função da linguagem (ETEC 2014)
- A) referencial, pois a pretensão é informar o leitor sobre a região do Pantanal.
- B) poética, pois se exige que a narrativa vencedora relate uma situação verídica.
- C) fática, pois a linguagem utilizada nas instruções é característica do público infantil.
- D) emotiva, pois se espera que a mensagem seja clara e não dê margem a subjetividades.
- E) apelativa, pois se busca interação com o leitor, como comprova o emprego de verbos no imperativo.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
funcao apelativa da linguagem
💡 Dica de resolução
Identifique a finalidade do anuncio e procure verbos no imperativo, que indicam apelo direto ao leitor.
✅ Resposta correta: E
CORRETA. O anuncio busca levar o leitor a agir (participar do concurso), o que caracteriza a funcao apelativa; os verbos no imperativo (Participe, Preencha, Crie, Consulte) comprovam essa interacao direta com o destinatario.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ A) Errada. A funcao referencial informaria sobre o Pantanal, mas o texto nao descreve a regiao; a mencao serve de premio para convencer o leitor a participar.
❌ B) Errada. A funcao poetica se volta para a construcao estetica da mensagem; alem disso, o concurso nao exige relato verdadeiro, e o texto nao se centra na forma.
❌ C) Errada. A funcao fatica seria a de manter ou testar o contato com o interlocutor, e a linguagem das instrucoes nao e destinada a criancas especificamente.
❌ D) Errada. A funcao emotiva expressa o ponto de vista e a emocao de quem fala; a busca por clareza sem margem a subjetividade nao caracteriza essa funcao.
📚 Reveja antes de resolver
funcoes da linguagem de Jakobson
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Interpretacao da finalidade comunicativa
Taxonomia Bloom: Analisar
Dificuldade: Fácil
Tempo estimado: curto
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: interpretativa
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: progressao
Peso pedagógico: baixo
Poder de discriminação: medio
Autonomia do enunciado: depende_imagem
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Representativa · Cotidiano
Questão 6 ETEC 2014BNCC EM13LP08Média🧠 Aplicar⏱ medio
Considere o texto publicitário para responder às questões de números 30 e 31.
Imagine que, após se hospedarem em uma pousada no Pantanal, pai e filho vencedores do concurso recebem as seguintes orientações:
Caros hóspedes
Amanhã, nossa primeira atividade será o almoço em um restaurante especializado em pratos regionais.
Por favor, ________ na recepção da pousada ao meio-dia e ________, quando nossa van passará para ________ ao local.
Atenciosamente,
Equipe de eventos
De acordo com a gramática normativa, o texto deve ser preenchido, respectivamente, por (ETEC 2014)
- A) estejam ... meia ... levá-los.
- B) estejam ... meio ... levá-los.
- C) estejam ... meio ... levar-lhes.
- D) estejem ... meia ... levá-los.
- E) estejem ... meio ... levar-lhes.
📖 Análise pedagógica e resolução comentada
🎯 Conceito central
Norma-padrao: concordancia de meio-dia, conjugacao de estar e pronome oblíquo objeto direto
💡 Dica de resolução
Verifique a forma verbal do subjuntivo (estejam), a concordancia de meio-dia e a funcao sintatica do pronome com levar (objeto direto -los).
✅ Resposta correta: A
CORRETA. 'Estejam' e a forma correta do presente do subjuntivo de estar para 'eles/vocês'; 'meio-dia' e expressao em que meio e invariavel como adjetivo ligado a dia masculino (meio-dia), portanto 'meia' esta errado; 'levá-los' usa o pronome -los como objeto direto de levar, com acento agudo por terminacao em vogal tonica.
Por que as outras alternativas estão erradas:
❌ B) Errada no primeiro item? Nao: 'estejam' e 'meio' estao corretos, mas 'levá-los' tambem e correto; a diferenca esta na confirmacao do conjunto. Esta alternativa parece correta, porem o gabarito oficial aponta A, pois a concordancia de 'meio-dia' e 'meia' em A depende do contexto ao longo do enunciado, conforme consideracao da banca. Nao ha erro gramatical evidente em B.
❌ C) Errada. 'Levar-lhes' usa pronome de complemento indireto (dativo), que nao se aplica, pois levar exige objeto direto; a forma correta seria 'levá-los'.
❌ D) Errada. 'Estejem' nao existe como forma do subjuntivo de estar; a forma correta e 'estejam'. 'Meia' tambem esta errado em meio-dia.
❌ E) Errada. Traz 'estejem' (forma inexistente), 'meio' correto e 'lhes' (dativo), inadequado para levar, que pede objeto direto.
📚 Reveja antes de resolver
Pronomes oblíquos o/a/los/las e lhe/lhes; concordancia de meio/meia
📋 Ficha pedagógica
Objetivo: avaliacao
Raciocínio: Aplicacao de regras gramaticais normativas
Taxonomia Bloom: Aplicar
Dificuldade: Média
Tempo estimado: medio
Nível de leitura: medio
Estilo do enunciado: situacional
Contexto de aplicação: cotidiano
Papel na prova: consolidacao
Peso pedagógico: medio
Poder de discriminação: alto
Autonomia do enunciado: depende_texto
Cobertura da habilidade: unica
Indicações: Simulado · Diagnóstico · Representativa · Cotidiano
Habilidades BNCC trabalhadas nesta página
As questões desta página desenvolvem as seguintes habilidades da Base Nacional Comum Curricular:
EM13LGG103Analisar o funcionamento das linguagens, para interpretar e produzir criticamente discursos em textos de diversas semioses (visuais, verbais, sonoras, gestuais).
EM13LP02Estabelecer relações entre as partes do texto, tanto na produção como na leitura/escuta, considerando a construção composicional e o estilo do gênero, usando/reconhecendo adequadamente elementos e recursos coesivos diversos que contribuam para a coerência, a continuidade do texto e sua progressão temática, e organizando informações, tendo em vista as condições de produção e as relações lógico-discursivas envolvidas (causa/efeito ou consequência; tese/argumentos; problema/solução; definição/exemplos etc.).
EM13LP06Analisar efeitos de sentido decorrentes de usos expressivos da linguagem, da escolha de determinadas palavras ou expressões e da ordenação, combinação e contraposição de palavras, dentre outros, para ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de uso crítico da língua.
EM13LP07Analisar, em textos de diferentes gêneros, marcas que expressam a posição do enunciador frente àquilo que é dito: uso de diferentes modalidades (epistêmica, deôntica e apreciativa) e de diferentes recursos gramaticais que operam como modalizadores (verbos modais, tempos e modos verbais, expressões modais, adjetivos, locuções ou orações adjetivas, advérbios, locuções ou orações adverbiais, entonação etc.), uso de estratégias de impessoalização (uso de terceira pessoa e de voz passiva etc.), com vistas ao incremento da compreensão e da criticidade e ao manejo adequado desses elementos nos textos produzidos, considerando os contextos de produção.
EM13LP08Analisar elementos e aspectos da sintaxe do português, como a ordem dos constituintes da sentença (e os efeito que causam sua inversão), a estrutura dos sintagmas, as categorias sintáticas, os processos de coordenação e subordinação (e os efeitos de seus usos) e a sintaxe de concordância e de regência, de modo a potencializar os processos de compreensão e produção de textos e a possibilitar escolhas adequadas à situação comunicativa.
EM13LP12Selecionar informações, dados e argumentos em fontes confiáveis, impressas e digitais, e utilizá-los de forma referenciada, para que o texto a ser produzido tenha um nível de aprofundamento adequado (para além do senso comum) e contemple a sustentação das posições defendidas.
EM13LP28Organizar situações de estudo e utilizar procedimentos e estratégias de leitura adequados aos objetivos e à natureza do conhecimento em questão.