Em uma exposição sobre a história do trabalho, uma equipe organiza três conjuntos de registros. No primeiro…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar e analisar as relações entre sujeitos, grupos, classes sociais e sociedades com culturas distintas diante das transformações técnicas, tecnológicas e informacionais e das novas formas de trabalho ao longo do tempo, em diferentes espaços (urbanos e rurais) e contextos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em uma exposição sobre a história do trabalho, uma equipe organiza três conjuntos de registros. No primeiro, documentos de uma sociedade antiga descrevem pessoas escravizadas como propriedade de seus senhores. No segundo, registros medievais mostram camponeses que cultivavam parcelas de terra, deviam obrigações ao senhor e não podiam deixar livremente o domínio. No terceiro, um relatório contemporâneo sobre uma cadeia produtiva identifica trabalhadores submetidos a ameaças e retenção de documentos, embora a legislação proíba a escravização e reconheça formalmente sua liberdade. A equipe observa que os três casos envolvem coerção, mas que ela se organiza sob normas e relações sociais diferentes. Com base nos registros reunidos, qual interpretação explica adequadamente tanto as diferenças entre essas formas de exploração quanto a permanência de práticas coercitivas em contextos históricos distintos?
- A) A escravidão antiga e a contemporânea reconhecem legalmente a pessoa como propriedade, mas a servidão medieval se distinguia por vincular o camponês às obrigações devidas ao senhor.
- B) A escravidão antiga e a servidão medieval dependiam de normas que submetiam os trabalhadores, enquanto as práticas coercitivas atuais persistem porque a legislação ainda não reconhece formalmente sua liberdade.
- C) A escravidão antiga se apoiava na condição jurídica de propriedade; a servidão vinculava obrigações e dependência à terra; já a escravidão contemporânea, embora ilegal, opera por coerção e violação de direitos sem necessariamente reconhecer a pessoa como propriedade legal.
- D) Nos três contextos, os trabalhadores eram reconhecidos legalmente como propriedade de quem os explorava, embora as formas de coerção variassem conforme a época.
- E) A escravidão antiga envolvia propriedade legal, enquanto a servidão era um trabalho remunerado que permitia ao camponês deixar a terra, e a exploração atual decorre de relações de trabalho desiguais.
✅ Resposta correta: alternativa C
Resolução passo a passo
- Na escravidão antiga descrita, a pessoa escravizada era considerada propriedade de outra pessoa, conforme as normas daquela sociedade.
- Na servidão medieval, o camponês devia obrigações ao senhor e estava ligado ao domínio, mas isso não equivale à condição jurídica de propriedade descrita no primeiro registro.
- No caso contemporâneo, ameaças e retenção de documentos são formas de coerção e violação de direitos. Como a legislação proíbe a escravização e reconhece a liberdade formal, essas práticas não dependem do reconhecimento legal da pessoa como propriedade. Portanto, C distingue corretamente os contextos.
- A está errada porque atribui propriedade legal também à escravidão contemporânea; B, porque afirma que a lei não reconhece a liberdade dos trabalhadores atuais; D, porque generaliza a condição de propriedade aos três casos; E, porque caracteriza incorretamente a servidão como trabalho remunerado e livre para deixar a terra.
💡 Dica: Compare o estatuto jurídico e a forma de coerção em cada período.
Alternativa por alternativa
Confunde a escravidão contemporânea, que envolve coerção e violações de direitos, com a escravidão antiga ao afirmar que ambas reconhecem legalmente a pessoa como propriedade.
Por que engana: Supor que a exploração contemporânea exige que a pessoa seja legalmente reconhecida como propriedade.
Percebe a submissão nas formas antigas, mas interpreta que a coerção atual persiste porque a legislação não reconhece a liberdade dos trabalhadores. O enunciado informa justamente que essa liberdade é formalmente reconhecida.
Os registros distinguem os regimes pelo estatuto dos trabalhadores e pela relação que os submete: propriedade na escravidão antiga, dependência senhorial ligada à terra na servidão e coerção ilegal na contemporaneidade. A presença de exploração nos três casos não torna suas estruturas históricas idênticas.
Generaliza a condição jurídica de propriedade para servos medievais e trabalhadores atuais. O enunciado distingue a servidão ligada à terra e a coerção contemporânea ilegal.
Supõe que a servidão era trabalho remunerado e que o camponês podia deixar livremente a terra, contrariando os registros apresentados. A desigualdade atual, por si só, também não explica as formas específicas de coerção descritas.
Raio-X da questão
Escravidão e servidão em diferentes contextos históricos
avaliacao
Escravidão antiga como condição jurídica de propriedade · Servidão medieval e obrigações vinculadas à terra
Escravidão contemporânea e violação de direitos
Supor que a exploração contemporânea exige que a pessoa seja legalmente reconhecida como propriedade.
Trabalho decente e direitos humanos
historico
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