Em casa, um relógio conectado usa inteligência artificial para identificar padrões de sono e sinais que podem…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, tempos e espaços, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a cooperação, a autonomia, o empreendedorismo, a convivência democrática e a solidariedade.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Em casa, um relógio conectado usa inteligência artificial para identificar padrões de sono e sinais que podem estar associados a alterações de saúde. Depois de receber um alerta, uma familiar afirma: “Se a intenção é proteger a pessoa, o sistema deve enviar automaticamente todo o histórico dela para os parentes, mesmo sem autorização”. A pessoa usuária está consciente e não há indicação de risco imediato. Considerando a situação descrita, qual avaliação ética da afirmação é mais adequada?
- A) Após um alerta de saúde, cabe aos familiares decidir quais informações do histórico devem ser compartilhadas para proteger a pessoa.
- B) Para conciliar proteção e privacidade, o sistema pode enviar aos familiares apenas os dados que considerar relevantes, sem precisar consultar a pessoa.
- C) A intenção de proteger torna legítimo enviar automaticamente todo o histórico de saúde aos familiares, mesmo sem autorização da pessoa.
- D) A intenção de proteger não basta para justificar o compartilhamento irrestrito de dados de saúde; é necessário respeitar a autonomia da pessoa e limitar o acesso ao que ela autorizou.
- E) Ao utilizar o relógio conectado, a pessoa consente implicitamente que seus dados de saúde sejam compartilhados com os familiares quando houver um alerta.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Os dados de saúde são sensíveis, e a pessoa está consciente; o enunciado também informa que não há risco imediato que justificasse uma intervenção excepcional.
- A intenção de proteger, por si só, não autoriza divulgar todo o histórico nem decidir pela pessoa. Devem ser respeitadas sua autonomia e sua privacidade, compartilhando-se apenas o que ela autorizou. Portanto, D é a avaliação mais adequada.
- A está errada porque transfere aos familiares o poder de decidir sobre dados da pessoa. B também dispensa a consulta e a autorização, ainda que proponha limitar os dados. C considera que a boa intenção legitima a divulgação irrestrita. E presume um consentimento que o enunciado não informa.
💡 Dica: Distinguir a intenção de proteger do consentimento e considerar autonomia e limitação do acesso aos dados.
Alternativa por alternativa
Supõe que a relação familiar permite aos parentes decidir quais dados de saúde da pessoa podem ser compartilhados, embora ela esteja consciente.
Percebe que limitar os dados pode reduzir a exposição, mas confunde essa limitação com autorização para compartilhar sem consultar a pessoa.
Entende que uma finalidade protetiva torna legítima a divulgação automática e integral, ignorando autonomia e privacidade.
Por que engana: Supor que a intenção de proteger ou o uso do dispositivo autoriza o compartilhamento sem consentimento.
Dados de saúde são sensíveis, e a situação informa que a pessoa está consciente e não enfrenta risco imediato. Assim, a preocupação com seu bem-estar não elimina a necessidade de respeitar sua autonomia e controlar o compartilhamento de informações.
Deduz que usar o relógio equivale a consentir com o envio dos dados aos familiares, embora esse consentimento não esteja indicado no enunciado.
Raio-X da questão
Autonomia e privacidade no compartilhamento de dados de saúde.
avaliacao
Noção de autonomia pessoal. · Diferença entre intenção benéfica e justificativa ética.
Consentimento e proteção de dados pessoais.
Supor que a intenção de proteger ou o uso do dispositivo autoriza o compartilhamento sem consentimento.
Ética e cidadania digital.
Responsabilidade e respeito à autonomia alheia.
cotidiano
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