Na França de Luís XIV, a vida na corte envolvia cerimônias e regras de convivência que aproximavam os nobres…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Descrever os processos de formação e consolidação das monarquias e suas principais características com vistas à compreensão das razões da centralização política.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Na França de Luís XIV, a vida na corte envolvia cerimônias e regras de convivência que aproximavam os nobres do rei. A participação nessas práticas permitia ao monarca acompanhar a nobreza e distribuir cargos e favores. Se o rei deixasse de exigir a presença frequente dos nobres na corte, qual efeito seria mais provável sobre o controle da nobreza?
- A) O controle sobre a nobreza permaneceria praticamente igual, pois as regras de convivência e as cerimônias continuariam organizando a relação com o monarca.
- B) Os nobres poderiam permanecer mais tempo em suas propriedades e ampliar sua autonomia local, tornando mais difícil ao rei acompanhar suas ações e mantê-los dependentes dos favores da corte.
- C) O rei conseguiria controlar a nobreza com mais facilidade, pois a distância da corte reduziria as disputas entre os nobres e favoreceria a autoridade do monarca.
- D) Os nobres dependeriam ainda mais do rei, pois, sem frequentar a corte, perderiam acesso aos cargos e favores distribuídos pelo monarca.
- E) Os nobres teriam menos autonomia em suas propriedades, pois a ausência da corte reduziria sua influência e sua capacidade de agir nos próprios domínios.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O enunciado diz que, na corte de Luís XIV, as cerimônias e regras de convivência aproximavam os nobres do rei, e que a participação nessas práticas permitia ao monarca acompanhar a nobreza e distribuir cargos e favores.
- A pergunta pede o efeito provável de o rei deixar de exigir a presença frequente dos nobres na corte. Se essa presença diminui, o rei perde o contato direto que lhe permitia vigiar a nobreza e controlar o acesso aos favores.
- Logo, o raciocínio correto é que os nobres poderiam ficar mais tempo em suas propriedades, ganhando autonomia local, e seria mais difícil para o rei acompanhar suas ações e mantê-los dependentes dos favores. Esta é a alternativa B, que coincide com o gabarito oficial.
- Por que as outras estão erradas: A afirma que o controle permaneceria igual, mas o enunciado mostra que ele dependia justamente da presença na corte. C inverte a lógica, pois a distância enfraquece o monarca em vez de fortalecê-lo. D contraria o próprio texto, já que a ausência da corte tornaria os nobres menos dependentes do rei, e não mais. E também inverte o efeito, pois a ausência da corte não reduz a autonomia dos nobres em seus domínios.
💡 Dica: Considere como a presença na corte limitava a autonomia dos nobres em seus domínios.
Alternativa por alternativa
O aluno supõe que as cerimônias e regras de convivência funcionariam sozinhas como mecanismo de controle, mesmo sem a presença física dos nobres na corte.
A convivência cerimonial aproximava os nobres do monarca e facilitava sua vigilância e dependência. Sem essa presença, eles poderiam fortalecer sua atuação nos próprios domínios.
O aluno acredita que a distância da corte diminuiria as disputas e fortaleceria a autoridade do rei, ignorando que o controle dependia do contato direto com a nobreza.
O aluno entende que os favores dependem apenas de frequentar a corte e que, longe dela, o nobre ficaria ainda mais preso ao rei, quando na verdade a ausência enfraquece o vínculo de dependência.
Por que engana: Supor que a ausência da corte aumentaria automaticamente a dependência dos nobres em relação ao rei.
O aluno pensa que a influência do nobre depende da corte e que, afastado dela, ele perderia poder em suas próprias terras, o que ignora a autonomia local que o afastamento permitiria.
Raio-X da questão
Absolutismo e controle da nobreza pela corte.
Relacionar a vida co
Noção de monarquia absolutista. · Papel político da nobreza na sociedade feudal e moderna.
Centralização monárquica na França de Luís XIV.
Supor que a ausência da corte aumentaria automaticamente a dependência dos nobres em relação ao rei.
Relações de poder e organização política.
França de Luís XIV e
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