— Se o arquivo com os dados dos doadores for interceptado no caminho, ninguém de fora pode conseguir lê-lo —…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar técnicas de criptografia para armazenamento e transmissão de dados.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
— Se o arquivo com os dados dos doadores for interceptado no caminho, ninguém de fora pode conseguir lê-lo — afirmou a responsável pelo museu municipal ao preparar o envio para um laboratório de restauração. No portal usado pelas instituições, fica disponível uma chave pública de cada participante. A outra chave de cada instituição é privada e permanece guardada apenas em seu próprio sistema. O portal também permite anexar ao arquivo uma prova produzida com uma chave privada, cuja validade pode ser conferida pela chave pública correspondente. Além de preservar o sigilo dos dados durante o envio, o museu precisa permitir que o laboratório confirme a autoria do material recebido e identifique alterações feitas no percurso. Analise os papéis das chaves descritos no texto e identifique o procedimento que mantém o arquivo sigiloso e permite verificar sua autoria.
- A) Criptografar o arquivo com a chave privada do museu e assiná-lo com a chave pública do laboratório.
- B) Criptografar o arquivo com a chave pública do museu e assiná-lo com a chave pública do laboratório.
- C) Criptografar o arquivo com a chave pública do museu e assiná-lo com a chave privada do laboratório.
- D) Criptografar o arquivo com uma senha enviada no mesmo portal e assiná-lo com o nome do museu.
- E) Criptografar o arquivo com a chave pública do laboratório e assiná-lo com a chave privada do museu.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- O texto pede duas propriedades: sigilo durante o envio e verificação de autoria e integridade. Elas exigem papéis diferentes para as chaves. Passo 2: Para o sigilo, o arquivo deve ser criptografado com a chave pública do destinatário, o laboratório. Só quem tem a chave privada correspondente, guardada apenas no laboratório, consegue decifrá-lo. Passo 3: Para a autoria e a integridade, o museu assina o arquivo com a sua própria chave privada. Somente essa chave gera a prova, e qualquer pessoa pode conferi-la com a chave pública do museu, que está disponível no portal. Se o arquivo for alterado no caminho, a verificação falha. Passo 4: Portanto, a alternativa E, criptografar com a chave pública do laboratório e assinar com a chave privada do museu, atende aos dois requisitos. Passo 5: A alternativa A está errada porque inverte as chaves: criptografar com a chave privada do museu não protege o sigilo, e assinar com a chave pública do laboratório não gera prova válida. A alternativa B está errada porque criptografar com a chave pública do museu impede o laboratório de ler o arquivo, já que só o museu tem a chave privada para decifrá-lo, e assinar com a chave pública do laboratório não prova nada. A alternativa C está errada porque criptografa com a chave pública do museu, o que impede a leitura pelo laboratório, e assina com a chave privada do laboratório, o que atestaria a autoria do laboratório e não a do museu. A alternativa D está errada porque uma senha enviada no mesmo portal não garante sigilo, e um nome escrito no arquivo não é prova verificável de autoria.
💡 Dica: Analise o uso das chaves pública e privada para garantir sigilo e autenticidade.
Alternativa por alternativa
O aluno acredita que a chave privada do remetente serve para cifrar e que a chave pública do destinatário serve para assinar, invertendo os papéis das chaves.
O aluno acredita que o remetente deve cifrar com a própria chave pública, o que torna o arquivo ilegível para o laboratório, e que a assinatura usa a chave pública do destinatário.
O aluno cifra com a chave pública do museu, o que só o próprio museu conseguiria decifrar, e assina com a chave privada do laboratório, invertendo quem é o autor e quem é o destinatário.
O aluno pensa que uma senha compartilhada no mesmo portal garante sigilo e que escrever o nome do museu comprova autoria, usando a intuição cotidiana de identificação em vez da assinatura digital.
Combina as funções adequadas: só a chave privada do laboratório abre o arquivo, e a chave pública do museu verifica a autoria.
Raio-X da questão
criptografia, chave pública e privada
diagnostico
conceitos básicos de criptografia · funcionamento de chaves públicas e privadas
Estude criptografia assimétrica e assinaturas digitais.
Confundir o uso das chaves públicas e privadas para sigilo e autenticação.
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