Agentes comunitários, em uma situação fictícia, revisam os registros semestrais de duas regiões do mesmo…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Interpretar as condições de saúde da comunidade, cidade ou estado, com base na análise e comparação de indicadores de saúde (como taxa de mortalidade infantil, cobertura de saneamento básico e incidência de doenças de veiculação hídrica, atmosférica entre outras) e dos resultados de políticas públicas destinadas à saúde.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Agentes comunitários, em uma situação fictícia, revisam os registros semestrais de duas regiões do mesmo município para definir onde reforçar as ações de saúde. Na região Serra, com 1 000 moradores, foram registrados 18 atendimentos novos por diarreia aguda; 95% das moradias estavam ligadas à rede de esgoto. Na região Várzea, com 4 000 moradores, ocorreram 96 atendimentos novos pela mesma causa; apenas 52% das moradias tinham ligação à rede de esgoto. Os agentes consideraram que os dados deveriam ser comparados levando em conta o número de moradores, e não somente o total de atendimentos. Analise os dados apresentados e conclua qual interpretação orienta melhor a definição de prioridade para as ações de saúde.
- A) Várzea demanda prioridade, pois apresenta maior taxa de diarreia e menor cobertura de esgoto.
- B) Várzea demanda menor atenção, pois seus 96 atendimentos se distribuem entre mais moradores.
- C) Serra demanda prioridade, pois sua população menor torna mais graves os 18 atendimentos registrados.
- D) Serra demanda prioridade, pois 18 atendimentos representam taxa maior do que 96 atendimentos.
- E) As regiões demandam atenção igual, pois os totais de atendimentos não permitem comparação.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Calcule a taxa de atendimentos por 1000 moradores em cada região. Na Serra, 18 dividido por 1000 moradores dá 18 atendimentos por 1000 habitantes (1,8%). Na Várzea, 96 dividido por 4000 dá 24 atendimentos por 1000 habitantes (2,4%). Passo 2: Compare as taxas. A Várzea tem taxa maior de atendimentos por diarreia aguda, mesmo tendo número total maior na Serra? Não: a Várzea tem 96 atendimentos contra 18, e também taxa maior (24 contra 18 por mil). Passo 3: Considere a cobertura de esgoto. Na Serra, 95% das moradias estão ligadas à rede; na Várzea, apenas 52%. Menor cobertura de esgoto é um fator de risco para doenças diarreicas, o que reforça a prioridade da Várzea. Passo 4: Avalie as alternativas. A alternativa A é a única que une a taxa maior e a menor cobertura de esgoto da Várzea, indicando prioridade para essa região. A alternativa B está errada porque dividir os atendimentos por mais moradores não reduz a taxa, pois o denominador já foi considerado e a taxa da Várzea é maior. A alternativa C está errada porque a Serra tem taxa menor (1,8% contra 2,4%) e população menor não agrava os casos sem cálculo. A alternativa D está errada porque compara números absolutos sem considerar a população, e 18 não representa taxa maior que 96 quando os denominadores são diferentes. A alternativa E está errada porque os dados permitem comparação quando normalizados por população, e a cobertura de esgoto diferente também indica necessidades distintas. Passo 5: Conclusão. O gabarito oficial A está correto, pois a interpretação pela taxa por população e pela cobertura de esgoto orienta prioridade para a Várzea.
💡 Dica: Calcule a taxa de atendimentos por morador para comparar as regiões.
Alternativa por alternativa
Várzea registra 24 atendimentos por mil moradores, contra 18 em Serra, e tem menor cobertura de esgoto, indicando maior vulnerabilidade.
O aluno acredita que, por a Várzea ter mais moradores, seus 96 atendimentos ficam diluídos e a taxa cai, o que o leva a concluir que a região precisa de menos atenção. Ele ignora que o cálculo por habitante já compara as populações e que a taxa da Várzea é maior.
O aluno entende que uma população menor torna os 18 atendimentos mais graves, sem calcular a taxa por habitante. Assim, interpreta o tamanho da população como agravante, quando na verdade a Serra tem taxa menor (1,8 por cento contra 2,4 por cento).
O aluno compara diretamente os números absolutos 18 e 96 e afirma que 18 representa taxa maior, sem dividir pela população de cada região. Ao não calcular as taxas, inverte a comparação real entre as regiões.
O aluno acredita que totais de atendimentos não permitem comparação mesmo após considerar a população, e conclui que as regiões merecem atenção igual. Ele desconsidera tanto a taxa calculada por habitante quanto a diferença na cobertura de esgoto.
Raio-X da questão
análise de dados epidemiológicos
diagnostico
proporção e porcentagem · interpretação de gráficos e tabelas
estudo de proporções e taxas em saúde pública
Comparar apenas os números absolutos de atendimentos sem considerar o tamanho da população.
saude
pensamento_critico
cotidiano
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