Por que chegar ao trabalho pode consumir uma parcela tão desigual do orçamento familiar? Um levantamento…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar as características socioeconômicas da sociedade brasileira – com base na análise de documentos (dados, tabelas, mapas etc.) de diferentes fontes – e propor medidas para enfrentar os problemas identificados e construir uma sociedade mais próspera, justa e inclusiva, que valorize o protagonismo de seus cidadãos e promova o autoconhecimento, a autoestima, a autoconfiança e a empatia.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Por que chegar ao trabalho pode consumir uma parcela tão desigual do orçamento familiar? Um levantamento municipal fictício comparou áreas de uma metrópole brasileira. Nos bairros centrais, onde se concentram 68% dos postos de trabalho, vivem 18% dos moradores; o rendimento médio é de 4,2 salários mínimos, o trajeto diário dura 34 minutos e o transporte compromete 7% da renda. Nas áreas periféricas, que reúnem 57% da população e 19% dos empregos, o rendimento médio é de 1,6 salário mínimo, o deslocamento dura 81 minutos e as passagens representam 18% da renda. O estudo também registrou que os aluguéis próximos aos principais polos empregadores superam a capacidade de pagamento de muitas famílias periféricas. Analise a distribuição de população, empregos e custos de deslocamento apresentada e identifique a medida que tende a reduzir a desigualdade socioespacial observada.
- A) A integração tarifária e a ampliação de conexões entre periferias e polos de emprego.
- B) A concentração de investimentos em vias para automóveis particulares na área central.
- C) A remoção de equipamentos públicos periféricos para áreas de maior renda.
- D) A substituição de linhas locais por trajetos que terminem antes dos polos de emprego.
- E) A elevação uniforme das tarifas para financiar a operação do sistema de transporte.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Identifique o problema apresentado. Os dados mostram que 57% da população vive nas periferias, mas essas áreas têm só 19% dos empregos. Os trabalhadores periféricos ganham menos (1,6 salário mínimo), gastam mais tempo no deslocamento (81 minutos contra 34) e comprometem uma fatia muito maior da renda com transporte (18% contra 7%). Além disso, aluguéis perto dos polos de emprego são caros, o que empurra as famílias para longe.
- Resolva por conta própria. Para reduzir essa desigualdade, é preciso diminuir a distância efetiva entre moradia e trabalho e baratear o custo do acesso aos empregos. A alternativa A faz exatamente isso: a integração tarifária reduz o custo total de quem precisa combinar mais de uma linha, e a ampliação de conexões entre periferias e polos de emprego encurta o tempo de viagem e aumenta as opções de acesso.
- Analise as demais. A alternativa B aumenta a oferta de automóveis na área central, que já tem a maior concentração de empregos, e não atende às periferias de forma prática para quem depende de transporte público. A alternativa C remove equipamentos públicos das periferias, o que agrava a exclusão e concentra serviços em áreas já privilegiadas. A alternativa D corta o acesso aos polos de emprego, justamente o que os trabalhadores periféricos mais precisam. A alternativa E aumenta tarifas de forma uniforme, o que pesa proporcionalmente mais no orçamento de quem ganha menos.
- Conclusão. A alternativa A é a única que atua diretamente na causa apontada pelo levantamento, reduzindo custo e tempo de deslocamento das periferias até os empregos. O gabarito oficial está correto.
💡 Dica: Analise os dados sobre população, empregos e custos para identificar medidas que reduzam desigualdade.
Alternativa por alternativa
Correta: reduz o peso da tarifa e do tempo de deslocamento para moradores periféricos, ampliando o acesso aos empregos concentrados.
O aluno pode acreditar que facilitar o uso do carro na área central resolve o problema, sem perceber que quem mora na periferia tem menos acesso a automóveis e que a área central já concentra a maior parte dos empregos.
O aluno pode entender que mover equipamentos públicos para áreas ricas organiza melhor a cidade, ignorando que a desigualdade se agrava quando serviços se afastam da população mais pobre.
O aluno pode imaginar que encurtar linhas diminui custos e poupa tempo, sem notar que trajetos que não chegam aos polos de emprego aumentam ainda mais a dependência de deslocamentos longos e caros.
O aluno pode pensar que tarifas iguais para todos são justas, sem considerar que o mesmo valor pesa muito mais na renda de quem ganha 1,6 salário mínimo do que na de quem ganha 4,2.
Raio-X da questão
desigualdade socioespacial e deslocamento
diagnostico
distribuição espacial da população · mobilidade urbana e transporte
Estude conceitos de desigualdade socioespacial e mobilidade urbana.
Confundir dados de rendimento e deslocamento, ou não relacionar custo do transporte com desigualdade.
educacao_ambiental
pensamento_critico
cotidiano
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