Poucos anos após o terremoto de 1755, moradores que voltaram ao centro de Lisboa perceberam que a paisagem…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar a ocupação humana e a produção do espaço em diferentes tempos, aplicando os princípios de localização, distribuição, ordem, extensão, conexão, arranjos, casualidade, entre outros que contribuem para o raciocínio geográfico.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Poucos anos após o terremoto de 1755, moradores que voltaram ao centro de Lisboa perceberam que a paisagem havia mudado. O antigo emaranhado de vielas e becos, típico de uma ocupação acumulada ao longo de séculos, deu lugar a ruas largas e retilíneas. Os quarteirões passaram a ter dimensões semelhantes, formando um desenho repetido, e novas praças foram abertas para facilitar a circulação de pessoas e mercadorias. Além disso, as obras seguiram regras: determinados tipos de construção e alturas foram padronizados, e as funções de comércio e moradia passaram a se distribuir de modo mais previsível nos prédios. Para muitos, a reconstrução parecia ter sido planejada “como se a cidade tivesse sido desenhada em uma mesa”. Com base no texto, identifique o princípio que permite interpretar a reconstrução de Lisboa como uma intervenção que buscou organizar o espaço por meio de um traçado regular e padronizado.
- A) Ênfase na regularidade do traçado para hierarquizar vias, quarteirões e usos do solo
- B) Ênfase na posição do centro em relação ao rio Tejo para estabelecer referências fixas no território
- C) Ênfase na concentração espontânea de atividades em pontos isolados, sem repetição do desenho urbano
- D) Ênfase no cálculo da área ocupada para explicar a expansão territorial do reino português
- E) Ênfase na integração do porto a rotas atlânticas para explicar a formação de uma rede comercial imperial
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- O texto descreve a reconstrução de Lisboa após 1755 com ruas largas e retilíneas, quarteirões de dimensões semelhantes, desenho repetido, praças abertas, padronização de construções e alturas e distribuição previsível de comércio e moradia. O conjunto indica um planejamento que busca ordenar o espaço por um traçado regular. Passo 2: A alternativa A fala em regularidade do traçado para hierarquizar vias, quarteirões e usos do solo. Isso corresponde diretamente ao que o texto mostra: a regularidade do desenho e a organização dos usos dos prédios. Passo 3: A alternativa B está errada porque o texto não menciona o rio Tejo nem a posição do centro como referência; o foco é o traçado, não a localização em relação ao rio. Passo 4: A alternativa C está errada porque o texto descreve o oposto, uma intervenção planejada com repetição do desenho urbano, e não concentração espontânea de atividades. Passo 5: A alternativa D está errada porque o texto não trata de cálculo de área nem de expansão territorial do reino; fala apenas da reorganização interna da cidade. Passo 6: A alternativa E está errada porque o texto não aborda o porto, rotas atlânticas ou redes comerciais imperiais; menciona a circulação de mercadorias apenas de forma geral, sem relação com essa interpretação. Passo 7: Conclusão: o princípio que explica a reconstrução como intervenção de traçado regular e padronizado é a regularidade do traçado, descrita na alternativa A. O gabarito oficial A está correto.
💡 Dica: Analise o texto para identificar características da organização urbana descrita.
Alternativa por alternativa
Correta: o texto descreve ruas retas, quarteirões repetidos e regras, indicando organização do espaço por um arranjo planejado.
O aluno associa a organização da cidade à localização em relação ao rio, pensando que referências fixas no território, como a posição do rio, explicam o traçado regular. O texto não menciona o Tejo como elemento organizador.
O aluno entende que o texto fala de crescimento espontâneo, em que atividades se concentram em pontos isolados, possivelmente por confundir a ideia de ocupação acumulada das vielas antigas com um modelo de organização sem plano.
O aluno procura um cálculo de área e uma expansão territorial no texto, talvez por associar a palavra desenho ou traçado a medição de territórios. O texto trata apenas da reorganização interna de Lisboa.
O aluno associa a menção à circulação de mercadorias a um contexto de porto e comércio atlântico, deixando de lado que o texto foca no traçado urbano e não em rotas comerciais imperiais.
Raio-X da questão
organização urbana e planejamento
diagnostico
conceitos básicos de urbanismo · história de Lisboa
Estude conceitos de planejamento urbano e organização do espaço histórico.
Confundir características de organização urbana planejada com crescimento desordenado ou natural da cidade.
pensamento_critico
historico
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