As cinzas do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, consumido pelas chamas na noite do último domingo, são mais do…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
As cinzas do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, consumido pelas chamas na noite do último domingo, são mais do que restos de fósseis, cerâmicas e espécimes raros. O museu abrigava entre suas mais de 20 milhões de peças os esqueletos com as respostas para perguntas que ainda não haviam sido respondidas —ou sequer feitas— por pesquisadores brasileiros. E pode ter calado para sempre palavras e cantos indígenas ancestrais, de línguas que não existem mais no mundo. Uma das maiores preocupações é com o material coletado no sítio arqueológico de Lagoa Santa, no Estado de Minas Gerais, considerado de fundamental importância para entender as origens dos povos americanos pré-históricos. O museu abrigava o maior acervo do mundo coletado no Estado: são cerca de 200 indivíduos fossilizados que integram o que os pesquisadores chamam de “o grupo de Luzia”, em referência ao nome dado ao mais antigo esqueleto já encontrado nas Américas, descoberto em 1974, e com idade aproximada de 11.500 anos. A ciência perdida no incêndio do Museu Nacional (Adaptado) https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/05/politica/1536160858_009887.html - Acessado em 15/09/2018 Sobre o incêndio que destruiu o Museu Nacional e a importância do fóssil Luzia, é correto afirmar que (Mackenzie 2019)
- A) a maior parte do acervo foi destruída de forma irrecuperável, assim, apaga-se uma parte da história brasileira. Luzia, fóssil humano mais antigo da América, possibilitou a construção de uma teoria alternativa para o povoamento do continente, pois apresenta traços negroides e aponta para a possibilidade de duas correntes migratórias vindas pelo estreito de Bering.
- B) a destruição do acervo foi parcial e muito provavelmente será recuperada ao longo dos próximos anos. Luzia, fóssil humano mais antigo da América, possibilitou a construção de uma teoria alternativa para o povoamento do continente, pois apresenta traços negroides e aponta para a possibilidade de duas correntes migratórias vindas pelo estreito de Bering.
- C) a maior parte do acervo foi destruída de forma irrecuperável, assim, apaga-se uma parte da história brasileira. Luzia, fóssil humano mais antigo do mundo, possibilitou a construção de uma teoria alternativa para o povoamento do continente, pois apresenta traços mongoloides e aponta para a possibilidade de duas correntes migratórias vindas pelo estreito de Bering.
- D) cerca de 90 % do acervo foi totalmente destruído, inviabilizando o avanço de pesquisas sobre parte da história brasileira. Walter Neves, biólogo da USP que pesquisou o fóssil Luzia, desenvolveu uma nova teoria do povoamento da América onde indica uma única corrente migratória com populações de traços negroides.
- E) cerca de 90 % do acervo, mesmo com um incêndio de tal proporção, foi salvo ou recuperado. Assim, a pesquisa sobre o passado brasileiro não será prejudicada. Walter Neves, biólogo da USP, que pesquisou o fóssil Luzia, desenvolveu uma nova teoria do povoamento da América onde indica duas correntes migratórias vindas pelo estreito de Bering, uma de populações com traços negroides e outra com traços mongoloides.
✅ Resposta correta: alternativa A
Resolução passo a passo
- Leia o enunciado e identifique o que a questão pede: uma afirmação correta sobre o incêndio do Museu Nacional e sobre a importância do fóssil Luzia. Passo 2: Pelo texto, o incêndio consumiu o museu e muito do acervo foi perdido, inclusive o maior acervo do mundo coletado em Minas Gerais, o que indica perda grande e irrecuperável de parte da história brasileira. Passo 3: Sobre Luzia, o texto diz que é o esqueleto mais antigo já encontrado nas Américas, com cerca de 11.500 anos. A alternativa A afirma que ela possibilitou uma teoria alternativa de povoamento, com traços negroides e a possibilidade de duas correntes migratórias pelo estreito de Bering, que é a proposta associada ao pesquisador Walter Neves. Passo 4: Portanto, a alternativa A está correta e coincide com o gabarito oficial. Passo 5: Por que as outras estão erradas: a alternativa B afirma que a destruição foi parcial e recuperável, o que contradiz o texto sobre a perda do acervo; a alternativa C diz que Luzia é o fóssil mais antigo do mundo, quando o texto diz que é o mais antigo das Américas, e atribui traços mongoloides, o que não corresponde à teoria apresentada; a alternativa D afirma 90 por cento de destruição total e uma única corrente migratória, dados que não aparecem no texto e contradizem a proposta de duas correntes; a alternativa E afirma que cerca de 90 por cento foi salvo, o que contraria a ideia de grande perda expressa no texto.
💡 Dica: Leia atentamente o texto para compreender a importância histórica do Museu Nacional e do fóssil Luzia.
Alternativa por alternativa
CORRETA. A alternativa apresenta corretamente que a maior parte do acervo foi destruída de forma irrecuperável, apagando parte da história brasileira, e que Luzia, fóssil humano mais antigo da América, contribuiu para uma teoria alternativa do povoamento do continente ao apresentar traços negroides e sugerir duas correntes migratórias pelo estreito de Bering.
O aluno acredita que o acervo foi apenas parcialmente danificado e que tudo será recuperado com o tempo, ignorando a gravidade da perda descrita no texto.
O aluno confunde Luzia com o fóssil mais antigo do mundo, quando o texto fala em mais antigo das Américas, e associa seus traços a populações mongoloides, em vez de negroides.
O aluno aceita um percentual de 90 por cento de destruição que não aparece no texto e atribui a Walter Neves uma única corrente migratória, quando a teoria discutida envolve duas correntes.
O aluno supõe que a maior parte do acervo foi salva por causa do tamanho da coleção, ignorando a perda descrita no texto, e também erra ao atribuir a Walter Neves a teoria correta sobre as correntes migratórias com traços mistos sem ler com atenção o restante da frase.
Raio-X da questão
incêndio Museu Nacional; fóssil Luzia; arqueologia
diagnostico
história do Brasil · arqueologia básica
estude a história do Museu Nacional e a importância dos fósseis para a arqueologia brasileira
Confundir a importância do fóssil Luzia com outros fósseis ou não relacionar o incêndio com a perda do patrimônio histórico.
multiculturalismo
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historico
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