Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (6) que…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Trump reconhece Jerusalém como capital de Israel O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (6) que os EUA passam a reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, revertendo quase sete décadas de política externa americana, e determinou o início dos preparativos para a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para a disputada cidade. Folha de São Paulo, 06/12/2017. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/12/1941116-eua-reconhecem-jerusalem-como-capital-de-israel.shtml> Acesso em 11.03.2018. Com base no trecho de reportagem acima e em seus conhecimentos a respeito do assunto em destaque, analise as afirmações a seguir. I. Líderes mundiais de diversos países, tanto aliados quanto rivais dos EUA, criticaram a decisão de Trump, temendo o aumento da violência no Oriente Médio. II. Como a mudança da embaixada para Jerusalém era uma promessa de campanha, a decisão de anunciá-la em dezembro do ano passado pode estar relacionada a uma tentativa de recuperação de apoio entre seus eleitores, já que grande parte de suas outras promessas ainda não saiu do papel. III. Trump argumenta que levou em consideração o Plano de Partilha da Palestina, estabelecido pela ONU em 1947. Na sessão presidida pelo embaixador brasileiro Oswaldo Aranha, foi decidido que Jerusalém seria destinada à consolidação da capital judaica, tendo em vista sua importância religiosa para os judeus. É correto o que se afirma em (Mackenzie 2018)
- A) I, apenas.
- B) I e II, apenas.
- C) II e III, apenas.
- D) I e III, apenas.
- E) I, II e III.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- Analisei cada afirmação com base no trecho e nos conhecimentos sobre o tema. Passo 2: A afirmação I está correta. A decisão de Trump gerou críticas de aliados tradicionais dos EUA, como países europeus, e de rivais, como Irã e Turquia, que temiam o agravamento da violência na região. Passo 3: A afirmação II também está correta. Reconhecer Jerusalém era uma promessa de campanha de Trump, e anunciá-la em dezembro de 2017 pode ser lido como uma tentativa de reconquistar apoio de eleitores, especialmente em um momento em que outras promessas avançavam pouco. Passo 4: A afirmação III está errada. O Plano de Partilha da ONU, de 1947, propunha que Jerusalém fosse um corpo separado, sob administração internacional da ONU, e não a capital de um Estado judeu. Além disso, o Plano não foi uma justificativa de Trump, e a sessão da ONU que aprovou a partilha não destinou Jerusalém à consolidação da capital judaica. Passo 5: Como I e II estão corretas e III está errada, a alternativa correta é a B. Passo 6: A alternativa A está errada porque deixa de fora a II, que é correta. A alternativa C está errada porque inclui a III, que é falsa. A alternativa D está errada porque também inclui a III. A alternativa E está errada porque inclui a III. O gabarito oficial B está correto.
💡 Dica: Analise as afirmações com base no texto e seus conhecimentos prévios sobre o tema.
Alternativa por alternativa
O aluno aceita a crítica internacional, mas considera que a ligação entre a promessa de campanha e a decisão é apenas especulação, sem tratá-la como correta.
CORRETA. As afirmações I e II estão corretas: houve críticas internacionais à decisão de Trump (I) e a mudança da embaixada era promessa de campanha, usada para recuperar apoio (II). A afirmação III está errada, pois o Plano de Partilha previa Jerusalém como cidade internacionalizada, não capital judaica.
O aluno percebe a relação eleitoral da decisão, mas acredita que o Plano de Partilha de 1947 respaldou a capital judaica em Jerusalém, confundindo a proposta da ONU com um reconhecimento de capital.
O aluno identifica as reações internacionais, mas aceita a afirmação III, possivelmente confundindo a partilha da Palestina com a ideia de que Jerusalém foi destinada a ser capital judaica.
O aluno considera todas as afirmações corretas, deixando de verificar o conteúdo da III em relação ao Plano de Partilha, que previa Jerusalém sob administração internacional.
Raio-X da questão
conflito Israel Jerusalém política externa
diagnostico
história do Oriente Médio · política internacional contemporânea
Estude a história do conflito Israel-Palestina e a política externa dos EUA.
Confundir fatos históricos com opiniões pessoais ou informações incorretas sobre o conflito.
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