No Brasil do século XVI, a sociedade tinha, no engenho, o centro de sua organização. Assinale a alternativa…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
No Brasil do século XVI, a sociedade tinha, no engenho, o centro de sua organização. Assinale a alternativa que NÃO atesta a importância do engenho no período colonial. (Mackenzie 2017)
- A) A grande propriedade era monocultora e também escravocrata, voltada para o mercado externo, sendo a montagem da estrutura de produção açucareira, um empreendimento de alto custo.
- B) Os senhores de engenhos, por serem proprietários de terras e escravos, detinham o poder político e controlavam as Câmaras Municipais, sendo denominados de “homens bons”, estendendo tal poder para o interior de sua família.
- C) Alguns engenhos funcionavam como unidades de produção autossuficientes, pois além de oficinas para reparos de suas instalações, produziam alimentos necessários à sobrevivência de seus moradores.
- D) No engenho também havia alguns tipos de trabalhadores assalariados, como o feitor, o mestre de açúcar, o capelão ou padre, que se sujeitavam ao poder e à influência do grande proprietário de terras.
- E) Os grandes engenhos contavam com toda a infraestrutura não apenas para atender às necessidades básicas de sobrevivência, mas voltadas à atividade intelectual que tornava o engenho centro de discussões comerciais.
✅ Resposta correta: alternativa E
Resolução passo a passo
- A questão pede a alternativa que NÃO atesta a importância do engenho. Vou analisar cada uma. Passo 2: A alternativa A descreve corretamente o engenho como grande propriedade monocultora, escravista e voltada ao mercado externo, com custo elevado para montar a produção de açúcar, o que confirma sua importância econômica. Passo 3: A alternativa B está correta ao mostrar que os senhores de engenho, donos de terras e escravos, controlavam o poder político local, as Câmaras Municipais, e eram os chamados homens bons, com esse poder se estendendo à família. Passo 4: A alternativa C também está correta, pois alguns engenhos produziam parte dos seus próprios alimentos e tinham oficinas para reparos, funcionando de forma relativamente autossuficiente. Passo 5: A alternativa D descreve trabalhadores assalariados, como o feitor e o mestre de açúcar, subordinados ao senhor de engenho, o que também reforça o papel central da unidade produtiva. Passo 6: A alternativa E afirma que o engenho era centro de atividade intelectual e de discussões comerciais, mas essa afirmação não corresponde à realidade colonial. O engenho era voltado para a produção de açúcar, e não para a vida intelectual ou para debates comerciais, que ocorriam nas vilas e cidades. Passo 7: Conclusão: a alternativa E é a única que não atesta a importância do engenho, pois atribui a ele uma função que não condiz com o seu papel na sociedade colonial. Assim, concordo com o gabarito oficial E.
💡 Dica: Analise o papel do engenho na sociedade colonial brasileira.
Alternativa por alternativa
O aluno pode achar que a monocultura escravista voltada ao mercado externo não demonstra importância do engenho, por imaginar que a produção de açúcar era pequena ou de baixo custo.
O aluno pode supor que o poder político dos senhores de engenho se limitava às propriedades, sem perceber que controlavam as Câmaras Municipais como homens bons.
O aluno pode entender que a autossuficiência parcial dos engenhos significa que eles não eram importantes para a economia, confundindo produção de alimentos com ausência de vínculo com o mercado.
O aluno pode achar que, por haver escravidão, não existiam trabalhadores assalariados no engenho, e por isso julgar a alternativa falsa sem considerar o feitor e o mestre de açúcar.
CORRETA. A alternativa apresenta uma característica que não corresponde à realidade dos engenhos, pois eles não eram centros de atividade intelectual ou de discussões comerciais sofisticadas, mas sim unidades produtivas voltadas à produção açucareira.
Raio-X da questão
importância do engenho colonial
diagnostico
sociedade colonial brasileira · economia do açúcar
Estude a organização social e econômica do Brasil colonial.
Confundir o papel do engenho com outras atividades econômicas ou sociais do período colonial.
pensamento_critico
historico
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Cole o enunciado e veja a resolução passo a passo, a alternativa correta e por que as outras estão erradas.
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