Ao analisar a estrutura do trabalho, durante a Alta Idade Média, Leo Huberman afirmou: “O camponês era, então…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais de matrizes conceituais (etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo/desenvolvimento etc.), avaliando criticamente seu significado histórico e comparando-as a narrativas que contemplem outros agentes e discursos.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
Ao analisar a estrutura do trabalho, durante a Alta Idade Média, Leo Huberman afirmou: “O camponês era, então, um escravo? Na verdade, chamava-se de ‘servos’ a maioria dos arrendatários, da palavra latina servus, que significa ‘escravo’. Mas eles não eram escravos, no sentido que atribuímos à palavra, quando a empregamos”. Leo Huberman. História da riqueza do homem. 21ª ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1986, p.06 Considerando os trabalhadores durante o período considerado, a distinção principal, notada pelo autor, decorre (Mackenzie 2016)
- A) da obtenção de proteção, oferecida pelo senhor aos seus servos que, em troca, prestavam o juramento de fidelidade ao dono da terra, dentro das relações de suserania e vassalagem.
- B) das especificidades do trabalho naquele período, em que os servos deviam obrigações ao senhor da propriedade, não podendo ser vendidos ou trocados, já que estavam vinculados à terra.
- C) das formas diferentes de se lidar com a mão de obra, já que, na Idade Média, o servo podia ser vendido ou trocado a qualquer momento, condição inexistente com os escravos.
- D) da concepção diferenciada sobre o tratamento dado aos trabalhadores, mais amena em relação aos servos, e de extrema crueldade em relação aos escravos e suas respectivas famílias.
- E) dos diferentes vínculos estabelecidos entre o trabalhador e o senhor da terra: o escravo estava preso ao seu proprietário, já os servos eram homens livres, que podiam escolher a proteção de um senhor menos cruel.
✅ Resposta correta: alternativa B
Resolução passo a passo
- O trecho de Huberman afirma que os servos não eram escravos no sentido moderno da palavra, apesar de o termo servus significar escravo. A pergunta pede a distinção principal entre o trabalhador servil e o escravo na Alta Idade Média. Passo 2: Resolvendo por conta própria, a diferença central está no vínculo com a terra e com o senhor. O servo estava preso à gleba (terra), devia obrigações como corveia, talha e banalidades ao senhor, e não podia ser vendido separadamente da terra, ao passo que o escravo era propriedade pessoal de seu dono, que podia vendê-lo, trocá-lo ou dispor dele. Passo 3: Portanto, a alternativa B está correta. Passo 4: A alternativa A descreve a relação de suserania e vassalagem, que se dava entre nobres e não entre o servo e o senhor da terra. Passo 5: A alternativa C inverte a realidade, pois o servo não podia ser vendido ou trocado de forma independente da terra, e a venda de pessoas era justamente a condição do escravo. Passo 6: A alternativa D foca em graus de crueldade, que não é a distinção estrutural destacada pelo autor, já que a diferença é jurídica e econômica. Passo 7: A alternativa E erra ao dizer que o escravo estava preso ao proprietário enquanto o servo era livre para escolher senhor, quando na verdade era o servo que estava vinculado à terra. Passo 8: Conclusão: o gabarito oficial B está correto e coincide com a resolução independente.
💡 Dica: Analise o texto para compreender a distinção entre servos e escravos na Alta Idade Média.
Alternativa por alternativa
O aluno confunde a relação entre servo e senhor da terra com o vínculo de vassalagem, que era um pacto de fidelidade e proteção entre nobres, com juramento e concessão de feudo.
CORRETA. Destaca que o servo estava preso à terra e devia obrigações ao senhor, mas não podia ser vendido como um escravo, refletindo a principal distinção apontada pelo autor.
O aluno inverte a condição jurídica do servo, imaginando que ele era vendido ou trocado livremente como mercadoria, o que era característica da escravidão e não da servidão.
O aluno toma como distinção principal a diferença de tratamento e crueldade, uma impressão de senso comum, em vez da diferença estrutural de vínculo jurídico e econômico destacada pelo autor.
O aluno inverte o vínculo: acredita que o escravo era preso ao dono e que o servo era livre para escolher senhor, quando na verdade o servo estava preso à gleba e não podia abandonar a terra.
Raio-X da questão
distinção servos e escravos
diagnostico
sociedade feudal medieval
Estude as diferenças sociais e econômicas na Alta Idade Média
Confundir servos com escravos, não reconhecendo as diferenças de direitos e obrigações.
pensamento_critico
historico
🔎 Resolver outra questão
Cole o enunciado e veja a resolução passo a passo, a alternativa correta e por que as outras estão erradas.
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