“Para funcionar, o mercado precisa realmente de um agente catalizador, que é invisível, que é a confiança. Sem…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
“Para funcionar, o mercado precisa realmente de um agente catalizador, que é invisível, que é a confiança. Sem esse agente, o mercado não funciona. Durante esses anos todos, os governos foram permitindo que a imaginação ampliasse os negócios, que se criassem derivativos, se criassem novas instituições. Em algum momento, ocorreu um problema, que foi a crise do subprime. Na verdade, essa crise era uma coisa restrita, inicialmente.” (...) “Sobre isso não há dúvida. O mais grave, no entanto, é que ele (o Fed) continuou com a ideia de que não precisava regular, de que os agentes do mercado teriam aquilo que Adam Smith (economista inglês do século 18) chamou de o observador imparcial. Ou seja, acreditaram na hipótese de que os agentes não fariam sacanagem nenhuma. Mas ficou visível que esse mercado, com essa imaginação e com os incentivos perversos que ele estabeleceu, como aquele sistema de bônus absurdo, construiu isso que está aí. Em minha opinião, o Fed errou duas vezes. Errou porque manteve a taxa de juros muito baixa durante muito tempo. Ela foi permissiva, foi laxista e permitiu que tudo isso acontecesse. O mais grave, no entanto, é que não houve o menor controle da qualidade das operações.” Delfim Neto No trecho da entrevista acima, a respeito da crise financeira de 2008, é correto afirmar que o economista Delfim Neto (Mackenzie 2012)
- A) indica a liberdade irrestrita dos agentes financeiros como a solução para os problemas que dela resultaram.
- B) aponta que o problema central da crise foi o excesso de regulação das atividades financeiras e o desvio dos governos em relação às práticas neoliberais.
- C) entende que o problema se restringia ao subprime, pois os agentes econômicos se autoregulariam.
- D) acredita que a falta de confiança, ou seja, uma crise de crédito foi o fator preponderante da crise deflagrada com o problema do subprime.
- E) critica as práticas socialistas de controle e defende explicitamente a ampla liberdade dos agentes financeiros.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- O texto afirma que o mercado precisa de um agente catalisador invisível, a confiança, e que sem ela o mercado não funciona. Passo 2: Delfim descreve a crise do subprime como um problema que atingiu esse agente, ligado à imaginação excessiva, à criação de derivativos e a incentivos perversos. Assim, para o autor, a quebra da confiança é o fator central, o que corresponde à alternativa D. Passo 3: A alternativa A está errada, pois o autor critica a ausência de regulação e não defende a liberdade irrestrita como solução. Passo 4: A alternativa B está errada porque o autor atribui os problemas à falta de controle de qualidade das operações e à taxa de juros baixa por muito tempo, e não ao excesso de regulação. Passo 5: A alternativa C está errada porque, embora o texto diga que a crise era restrita inicialmente, o autor afirma que o Fed errou ao acreditar na autorregulação dos agentes, justamente o oposto do que a alternativa sustenta. Passo 6: A alternativa E está errada porque o texto não defende o socialismo nem a ampla liberdade dos agentes; ele critica a falta de controle. Observação: o texto não usa a expressão crise de crédito, mas a ideia de perda de confiança aproxima a alternativa D do pensamento do autor, por isso ela é a mais adequada.
💡 Dica: Leia atentamente o texto para compreender a visão do economista sobre a crise financeira.
Alternativa por alternativa
O aluno entende que a desregulação total é a saída para a crise, confundindo a crítica do autor à falta de controle com uma defesa da liberdade irrestrita.
O aluno associa a crise a um excesso de regulação e ao afastamento dos governos do neoliberalismo, invertendo a crítica do texto, que aponta a falta de regulação e a taxa de juros baixa.
O aluno lê a frase sobre a crise ser restrita inicialmente como se o autor aceitasse a autorregulação dos agentes, quando o texto critica exatamente a crença de que os agentes não fariam sacanagem.
CORRETA. O autor destaca a confiança como elemento essencial para o funcionamento do mercado e aponta sua ausência como fator preponderante da crise, além de mencionar a crise de crédito.
O aluno supõe que criticar a falta de controle seja uma crítica ao controle estatal, e assim associa o autor a um discurso contra práticas de controle e a favor da liberdade ampla dos agentes financeiros.
Raio-X da questão
crise financeira confiança mercado
diagnostico
conceito de mercado financeiro · função do banco central
estude as causas e consequências da crise financeira de 2008
Interpretar erroneamente o papel do Fed e a importância da confiança no mercado financeiro.
pensamento_critico
cotidiano
🔎 Resolver outra questão
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