As guerras de religião na França (século XVI) e a Guerra dos Trinta Anos (1618–1648) marcaram profundamente as…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Analisar e caracterizar as dinâmicas das populações, das mercadorias e do capital nos diversos continentes, com destaque para a mobilidade e a fixação de pessoas, grupos humanos e povos, em função de eventos naturais, políticos, econômicos, sociais, religiosos e culturais, de modo a compreender e posicionar-se criticamente em relação a esses processos e às possíveis relações entre eles.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
As guerras de religião na França (século XVI) e a Guerra dos Trinta Anos (1618–1648) marcaram profundamente as sensibilidades coletivas e exerceram uma influência considerável na reflexão política produzida por católicos e protestantes. Sobre as relações entre religião e poder político no contexto de consolidação dos Estados monárquicos modernos, é correto afirmar: Sobre as relações entre religião e poder político no contexto de consolidação dos Estados monárquicos modernos, é correto afirmar: (UFPR 2011)
- A) Os conflitos religiosos desencadeados com a Reforma Protestante estão na origem dos poderes teocráticos das monarquias modernas.
- B) Desde que a tolerância religiosa se consolidou nos domínios do Sacro Império Romano Germânico, sob o poder de Carlos V, houve um enfraquecimento do poder papal, que ficou restringido somente ao Vaticano.
- C) Autores como Maquiavel, Montaigne e Jean Bodin foram defensores da religião protestante, e seus escritos constituíram um ataque à monarquia centralizada.
- D) Apesar da violência crescente contra os protestantes, Lutero e Calvino defenderam a autoridade civil e condenaram qualquer forma de resistência aos poderes legitimamente instituídos.
✅ Resposta correta: alternativa D
Resolução passo a passo
- Identifique o tema da questão: a relação entre religião e poder político nos Estados monárquicos modernos, no contexto das guerras de religião e da Reforma. Passo 2: Analise a alternativa A. A Reforma não originou poderes teocráticos. Ela favoreceu, em muitos casos, a subordinação das igrejas ao poder do príncipe, o que é o oposto de teocracia. Passo 3: Analise a alternativa B. O Sacro Império não consolidou tolerância sob Carlos V. A Paz de Augsburgo (1555) adotou o princípio cuius regio, eius religio, em que o príncipe definia a religião de seus domínios. Além disso, o poder papal não ficou restrito ao Vaticano. Passo 4: Analise a alternativa C. Maquiavel, Montaigne e Bodin não foram defensores do protestantismo. Bodin, em particular, é o teórico da soberania absoluta do monarca, ou seja, defendia a monarquia centralizada e não a atacava. Passo 5: Analise a alternativa D. Lutero defendeu a obediência à autoridade civil constituída e, após a revolta dos camponeses (1525), apoiou a repressão pelos príncipes. Calvino também ensinou obediência aos governantes legítimos. Passo 6: Registre uma ressalva sobre D. Calvino admitiu a resistência por parte dos magistrados inferiores, de modo que a expressão 'qualquer forma de resistência' é um pouco forte. Mesmo assim, D é a alternativa mais correta do conjunto, pois as demais contêm erros históricos claros. Passo 7: Conclusão: a alternativa correta é a D, que coincide com o gabarito oficial.
💡 Dica: Analise a relação entre religião e poder político no contexto histórico indicado.
Alternativa por alternativa
O aluno associa a Reforma ao surgimento de governos religiosos, supondo que, por causa dos conflitos religiosos, as monarquias passaram a governar em nome de Deus como uma teocracia.
O aluno imagina que a tolerância religiosa surgiu com Carlos V e que, por isso, o papado perdeu força. Ele confunde a Paz de Augsburgo, que estabeleceu a religião pelo príncipe, com um acordo de tolerância.
O aluno acredita que todo pensador que escreveu sobre política era protestante e contrário à monarquia centralizada. Ele confunde o humanismo e o pensamento político do período com a defesa da Reforma.
CORRETA. Lutero e Calvino, apesar da perseguição aos protestantes, defenderam a autoridade civil e desencorajaram a resistência contra os poderes legitimamente instituídos.
Raio-X da questão
relação religião e poder político
diagnostico
Estados monárquicos modernos · reformas religiosas europeias
estude a influência da religião na política dos Estados monárquicos modernos
Confundir os papéis políticos de católicos e protestantes ou ignorar o contexto histórico das guerras religiosas.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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