“Para este esclarecimento, porém, nada mais se exige senão liberdade. E a mais inofensiva entre tudo aquilo…
Publicado por Alexandre Lombardi dos Santos, fundador do GeraProva
Problematizar hábitos e práticas individuais e coletivos de produção, reaproveitamento e descarte de resíduos em metrópoles, áreas urbanas e rurais, e comunidades com diferentes características socioeconômicas, e elaborar e/ou selecionar propostas de ação que promovam a sustentabilidade socioambiental, o combate à poluição sistêmica e o consumo responsável.
Fonte: Base Nacional Comum Curricular (MEC).Questão
“Para este esclarecimento, porém, nada mais se exige senão liberdade. E a mais inofensiva entre tudo aquilo que se possa chamar liberdade, a saber: a de fazer um uso público de sua razão em todas as questões. (...) Que limitação, porém, impede o esclarecimento? Qual não o impede, e até mesmo o favorece? Respondo: o uso público de sua razão deve ser sempre livre e só ele pode realizar o esclarecimento entre os homens. O uso privado da razão pode, porém, muitas vezes ser muito estreitamente limitado, sem contudo por isso impedir notavelmente o progresso do esclarecimento. Entendo contudo sob o nome de uso público de sua própria razão aquele que qualquer homem, enquanto sábio, faz dela diante do grande público do mundo letrado. Denomino uso privado aquele que o sábio pode fazer de sua razão em um certo cargo público ou função a ele confiado. Ora, para muitas profissões que se exercem no interesse da comunidade, é necessário um certo mecanismo, em virtude do qual alguns membros da comunidade devem comportar-se de modo exclusivamente passivo para serem conduzidos pelo governo, mediante uma unanimidade artificial, para finalidades públicas, ou pelo menos devem ser contidos para não destruir essa finalidade. Em casos tais, não é sem dúvida permitido raciocinar, mas deve-se obedecer. Na medida, porém, em que esta parte da máquina se considera ao mesmo tempo membro de uma comunidade total, chegando até à sociedade constituída pelos cidadãos de todo o mundo, portanto na qualidade de sábio que se dirige a um público, por meio de obras escritas de acordo com seu próprio entendimento, pode certamente raciocinar, sem que por isso sofram os negócios a que ele está sujeito em parte como membro passivo. Assim, seria muito prejudicial se um oficial, a quem seu superior desse uma ordem, quisesse pôr-se a raciocinar em voz alta no serviço a respeito da conveniência ou da utilidade dessa ordem. Deve obedecer. Mas, razoavelmente, não se lhe pode impedir, enquanto homem versado no assunto, fazer observações sobre os erros no serviço militar, e expor essas observações ao público, para que as julgue. (...) Do mesmo modo também o sacerdote está obrigado a fazer seu sermão aos discípulos do catecismo ou à comunidade, de conformidade com o credo da Igreja a que serve, pois foi admitido com esta condição. Mas, enquanto sábio, tem completa liberdade, e até mesmo o dever, de dar conhecimento ao público de todas as suas idéias, cuidadosamente examinadas e bem-intencionadas, sobre o que há de errôneo naquele credo, e expor suas propostas no sentido da melhor instituição da essência da religião e da Igreja. (...) Por conseguinte, o uso que um professor empregado faz de sua razão diante de sua comunidade é unicamente um uso privado, porque é sempre um uso doméstico, por grande que seja a assembléia. Com relação a esse uso ele, enquanto padre, não é livre nem tem o direito de sê-lo, porque executa uma incumbência estranha. Já como sábio, ao contrário, que por meio de suas obras fala para o verdadeiro público, isto é, o mundo, o sacerdote, no uso público de sua razão, goza de ilimitada liberdade de fazer uso de sua razão e de falar em seu próprio nome.” (KANT, I. “Resposta à pergunta: Que é ‘Esclarecimento?’.”) Como Kant concilia liberdade e obediência a regras na passagem acima? (UFPR 2009)
✍️ Questão dissertativa: veja abaixo a resposta esperada e a explicação.
Resposta esperada
Como o elétron está se movimentando com velocidade constante, sua aceleração é igual a zero e, portanto, a resultante das forças que atuam sobre ele é igual a zero. Supondo desprezível o peso do elétron, as forças F_E e F_M ficam dispostas conforme a figura a seguir. Assim, F_E = F_M q \cdot v \cdot B \cdot sen\theta = q \cdot E onde q é a carga do elétron, E é a intensidade do campo elétrico, B é a intensidade da indução magnética e \vartheta = 90°. Substituindo os valores numéricos encontra-se a resposta: v = 1400 m/s. O candidato deve indicar, como “pessoas de categoria” os nobres que não pertenciam ou que estavam afastados da corte e os burgueses, explicando como o domínio dos “bons hábitos” era importante para sua aproximação e inserção na corte, e para usufruir de benefícios decorrentes dessa inserção. Política de privatizações, globalização da economia, mudanças na legislação trabalhista, redução do trabalho formal, perda de representação sindical, enfraquecimento do movimento sindical, afrouxamento da identidade entre os trabalhadores, crescimento do individualismo e menor poder de negociação entre trabalhadores e empregadores. Kant concilia liberdade e obediência a regras na passagem em questão mediante a distinção entre uso público e uso privado da razão. Um indivíduo faz uso privado de sua razão na qualidade de executor de certo cargo ou função pública (a qual possui como finalidade o interesse da comunidade), obedecendo às regras cujo cumprimento é condição para a execução adequada de sua função. Por outro lado, na qualidade de alguém que reflete acerca do assunto com que trabalha, o mesmo indivíduo pode fazer um uso público de sua razão. O uso público da razão é aquele mediante o qual o indivíduo versado em certo assunto tem a liberdade de dirigir-se aos cidadãos de todo o mundo, expondo suas considerações e reflexões. O uso público e o uso privado da razão realizam-se em contextos diferentes, de acordo com os distintos papéis que um mesmo ser humano pode assumir na sociedade. Assim, um mesmo indivíduo pode obedecer às regras em um contexto e ser um livre examinador das mesmas regras em outro contexto. Não há, portanto, contradição real entre o uso público e o uso privado da razão Um sinal disso é que uso privado da razão não impede o progresso do esclarecimento, enquanto o uso público da razão é condição necessária de sua realização.
Explicação
Identifique a distinção kantiana entre uso público e privado da razão e explique como a liberdade se manifesta em cada um desses contextos, destacando a necessidade de obediência em funções específicas e a liberdade no âmbito do pensamento e expressão pública.
Raio-X da questão
liberdade e obediência em Kant
diagnostico
filosofia iluminista · conceito de razão
Estude o conceito de uso público e privado da razão em Kant.
Confundir uso público e uso privado da razão, ou interpretar liberdade como ausência total de regras.
cidadania_etica
pensamento_critico
historico
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